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Terça-feira, Julho 22, 2008
BABY A VISTA
Agora mesmo meu celular tocou, era minha cunhada Yvi, irmã do namorado, mãe da Lalinha, e seguiu o diálogo:
- Oi Fre, Parabéns!!!!
- Tá doida? Parabéns porque?!
- Você vai ser tia de novo! Eu estou grávida!!! Acabei de pegar o exame de sangue!
E assim, de repente, em meio ao tumulto do trabalho, em meio aos problemas com o namorado, em meio a tristeza pela piora da Tia Mi, o meu dia ficou feliz.
Quem poderia imaginar que quando a Laura tivesse apenas 10 meses, a Yvi iria engravidar de novo, para felicidade da família. Ela e o Renato pretendem ter 4 filhos, e pelo jeito eles vão levar isso bem a sério. Ainda bem!
Eu sou super a favor de pessoas que têm vários filhos, com idades próximas. A minha vida foi muito mais feliz porque eu cresci junto com meus 3 irmãos, com diferença de idade de 1 ano. Mal sabe a Lala como a vida dela vai ser muito mais divertida porque daqui a pouco ela vai ter um irmãozinho (ou irmãzinha?) para brincar junto.
Será que dessa vez vem um nenezico um pouco mais japinha?!
por Freda Franchin às 2:37 PM
Segunda-feira, Julho 21, 2008
SOBRE UM FIM DE SEMANA RELAX
Meu fim de semana foi puro relax. E eu devo estar mesmo muito velha, porque eu adorei! Na sexta a noite fiquei entre ler livro (comecei a ler O Guardião de Memórias) e internet, e fui dormir super cedo. Em compensação, no sábado acordei super cedo também, às 9, e fui bater perna e fazer comprinhas no Centro com minha irmã. Eu pretendia comprar uma bota de montaria caramelo, mas não encontrei, então deixei para comprar em Ribeirão. Compramos apenas coisinhas numa perfumaria e eu comprei uma calça de sarja, com modelo social, rosa envelhecido, da Hit, pela metade do preço. Ah, como eu amo essas promoções de inverno!
Fiquei babando por vários sapatos da Colcci, modelos lindos, coloridos, mas é nunca que eu pago R$ 400 num sapato! Algumas marcas perderam completamente a noção. Eu sempre comprei roupas da Carmin, Colcci e Ópera Rock por preços normais, mas de uns anos pra cá, essas marcas perderam completamente a noção. Que saudades que eu tenho de comprar calças da Ópera por 70, 80 reais. Eu me lembro da última calça da Ópera que comprei, foi em 2003 e eu paguei R$ 180,00 e já achei caro, perto das que comprava por 70, agora não saem por menos de R$ 300,00. Mas acho que a Colcci está superando todas as outras marcas, blusinhas basiquíssimas, de viscolycra, custam 200 reais, um absurdo!
Passado o momento revolta, voltemos ao fim de semana.
No sábado à tarde eu fiquei entre ler livro, ver o filme Juno e tirar um chochilo. Às 19:00 fui com meus pais e minha irmã num barzinho comer açaí. Mas o açaí estava aguado e eu como uma verdadeira apreciadora de açaí, achei que nem se compara com o açaí do Porto Açaí de Ribeirão, o melhor de todos, é imbatível! Mas valeu para reunir a família, comemos açaí, beirutes, tacos com berinjela, tomamos cervejinha, capiroska e até café e discutimos a programação do niver da minha irmã, que já está chegando.
Meus pais, no bar. Lindos!
Minha irmã roubando meu precioso açaí, eu e minha mãe. Percebam que a testa grande é herança de família e ninguém tem problemas com isso
Depois que voltamos pra casa, fui com minha mãe ao supermercado comprar coisas engordativas e eu fiz um chocolate quente com chocolate meio amargo, simples assim: fervi o leite e coloquei o chocolate meio amargo picado e tomei lendo meu livrinho. A típica noite de sábado que enlouqueceria meu namorado.
No domingo eu madruguei, acordei às 8. Tem coisa mais de velha do que acordar às 8 no domingo, podendo dormir até o meio dia?! Me dá uma raiva gigante disso, mas bem que é útil para aproveitar bastante o dia e para falar a verdade, eu fico com sono de qualquer jeito, acordando cedo ou tarde, é praticamente uma patologia, coisa de família esse tanto de sono. Mas como era cedo demais e todos os canais da Sky estavam passando programas idiotas de vendas, eu vi um filme que estava em casa emprestado, chamado Resgate abaixo de Zero, muuuito fofo! Depois passei o dia entre leituras da Época, Corpo a Corpo, Marie Clare e meu livro, vi TV, fiquei na internet e milagrosamente arrumei o meu guarda-roupa, que desde que eu voltei pra casa dos meus pais ficou tudo uma zona. Isso porque a grande parte das minhas roupas e sapatos estão no meu apezinho em RP. Nem sei como vai ser quando eu trouxer tudo, lá eu deixo as roupas e sapatos de balada.
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E esta semana promete, está chegando a feira que estamos organizando, e quanto mais se aproxima, mais tumulto vira este departamento. E agora eu sou oficialmente a editora assistente da revista. Nem consigo acreditar que fui oficialmente promovida a editora assistente e eu preciso tirar meu MTB rápido para colocar no expediente da revista. Se eu contasse para a Freda de 3 anos atrás que eu seria editora assistente de uma revista ela ia ficar surtada de inveja e não ia acreditar de jeito nenhum!
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Bom gente, meu cabelo é o seguinte, é todo um longo e complexo processo. Eu o lavo normal, uso o condicionar novo da Pantene, que estou amando. Aí eu uso ativadores de cachos. Sempre costumei usar 2 ou 3, um em cima do outro, tomando sempre o cuidado de não ficar aquela coisa melequenta. Sou viciada em ativadores de cachos, tudo o que eu vejo eu compro, devo ter no mínimo uns 30 potes de diversas marcas.
Agora estou usando uma linha nova da Capicilin, chamada Cachos (custou R$ 11,00), é uma embalagem verde, ele é tão poderoso que dá pra usar ele sozinho. Já usei ativadores de cachos de marcas caras, mas já percebi que dá na mesma. Se bem que quero comprar um da Intrakera, chamado Image, que apesar de ser bem caro, é poderoso. Bom, aí depois que uso o sem-enxague pego uma toalha seca e amasso os cachos e depois uso difusor. Isso tudo eu faço com a franja separada e depois a escovo. E depois de 3 horas está pronto! Nada prático, mas funciona!
por Freda Franchin às 3:21 PM
Sexta-feira, Julho 18, 2008
SOBRE GRAMÁTICA E VIDA
Me irrita essa mania que as pessoas têm de usar a expressão "através de". Tudo é através de! Gente, pelamor hein, "através de" só é usado para falar de algo que atravessa, que passa por dentro, de um lado a outro. Nunca diga "O evento foi realizado pela Nestlé, através de seu departamento de...". O correto é "O evento foi realizado pela Nestlé por meio de seu departamento..."
Quando o assunto é normas e estilos de jornalismo nem adianta discutir comigo porque eu sou a pessoa mais obcecada por essas regras e conheço todas muito bem. O texto jornalístico deve ser padronizado, não é um texto como outro qualquer. Pronto, desabafei!
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Eu me lembro com detalhes da primeira vez em que fui ao dermatologista. Eu tinha 13 anos. Minha mãe catou meus 3 irmãos e eu, enfiou dentro da Belina amarela (a histórica) e fomos todos para o consultório do saudoso Dr. Reone, o único dermatologista do mundo que tem a pele feia e estragada. E desde então eu sempre cuidei da minha pele, em meio a antibióticos, sabonetes específicos, limpezas de pele, peelings, ácidos, e todo o tipo de cremes, a única coisa que me salvou foi o anticoncepcional, mas não sem antes a acne lotar a minha pele de marcas e cicatrizes. Até hoje, de vez em quando me surge umazinha. Enquanto não posso tomar o Roacutan, (colesterol alto, lembram?!), a médica me passou um creme hidratante manipulado, a base de chá verde, aloe vera e vitamina E e me deu milhares de amostras grátis de sabonetes e protetores solares da La Roche.
E eu estou fazendo tudo direitinho, lavo o rosto de manhã com o sabonete, passo o protetor solar e repito tudo na hora do almoço. No banho lavo de novo com o sabonete e passo o hidratante poderoso. Em menos de 1 mês minha pele teve uma melhora impressionante, está brilhante, vistosa, com uma aparência saudável. E eu aproveitei que a minha mãe comprou um blush bronze lindíssimo, da Avon, e estou indo para o trabalho todos os dias de bochecha corada e sobrancelhas definidas, porque comprei também um lápis para sobrancelha que estou adorando, da Contém 1g. Já contei que minha sobrancelha é praticamente invisível a olhos nus? Ela é de uma cor, digamos, loiro hiper mega claríssimo quase branco e deve ter no máximo 50 pelinhos ralos. Descobri que já que não consigo usar pó, lápis nos olhos e rímel o dia todo, posso usar outros produtinhos que não me atrapalham, como o blush e o lápis na sobrancelha. E com isso, a foto que tirei para um jornal da cidade não me pegou de surpresa ontem. E amanhã vou sair linda, loira e japonesa, no jornal Folha da Cidade, dando uma entrevista sobre o meu trabalho.
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Uma garota que trabalha comigo tem 17 anos, namora há 4 meses e vai se casar. E eu fico me perguntando o que essa criatura tem na cabeça. Devia ser crime casar com essa idade!
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No trabalho, trabalhando por dois e ganhando por um, me sinto como se estivesse cobrindo férias de alguém por tempo indeterminado. E eu estou prestes a ver a "minha" primeira revista sair do forno! O dia-a-dia de trabalho é enlouquecedor, no período da tarde normalmente meus olhos ficam embaçados e na hora de ir embora eu nem lembro meu nome direito. Mas incrivelmente eu estou tããão felizzzz.
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Namorado foi para São Paulo ontem com as irmãs dele. A Tia Mi queridinha piorou, está no oxigênio, inconsciente e na UTI, o estado dela é gravíssimo e eu estou muito muito triste porque ela é uma pessoa muito querida, muito especial. Nem consigo acreditar que eu estou falando de uma pessoa que há 2 fins de semana estava ótima, passando o fim de semana na casa do namorado em RP.
E pelo jeito eu vou passar o fim de semana em Bebedouro mesmo, rezando muuuito por ela!
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Meu irmão passou apenas 2 dias em Bebedouro, mas foi ótimo. Saímos na quarta à noite para jantar no Piccolino. Namorado foi junto e meu pai já estava entregue aos braços de Morfeu.
Família em casa depois do Piccolino
E a minha mãe ficou lindona nesta foto
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Ontem eu vi finalmente Meu Nome não é Jhonny, filme sensacional, amei. Já contei que adoro cinema nacional? E que acho a voz da Cléo Pires muito linda?
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Tenho a impressão que o meu cabelo não cresce mais. Ele está neste comprimento há uns 3 anos e não sai do lugar, mas eu o amo mesmo assim!!!
Foto de hoje a tarde
por Freda Franchin às 7:32 PM
Quinta-feira, Julho 17, 2008
SONHO MEU
Aos 12 anos eu queria ser modelo e o sonho da minha vida era ver uma foto minha estampada nas páginas de alguma revista. Fazia produção com fotógrafo, mandava foto para as revistas e o máximo que eu consegui foi uma foto constrangedora numa revista de Ribeirão, onde eu saí com cara de bêbada, tomando tequila e sem nenhuma pose da modelo que eu sonhava ser. Nem a coluna social da droga do jornal da minha cidade queria saber de mim! E foi aí, aos 14 anos, do alto dos meus 1,57m de altura que eu me convenci de que a minha carreira de modelo nunca sairia dos meus planos.
Então eu encontrei um novo sonho. Eu tinha 15 anos e decidi que seria escritora. E as cartinhas para as amigas e os namorados e os textos sobre o amor viraram livro, que eu passei 2 anos escrevendo e achei que todas as editoras do mundo iriam brigar pela minha obra. Isso obviamente não aconteceu e o meu livro continua encalhado nas prateleiras da biblioteca da casa dos meus pais. Mas eu não desisti, e aos 19 anos eu escrevi outro livro, que é o meu preferido, mas que também está encalhado, ao lado do outro, nas prateleiras de uma biblioteca que não lembra nem de longe, as grandes livrarias com as quais eu sonhava.
Aos 21 anos comecei a me imaginar nas páginas das revistas novamente, mas não mais como modelo e sim como escritora, onde eu assinaria uma coluna inteira, com os meus textos que não tinham nada de ficção. É verdade, eu não sei escrever ficção. Todos os meus textos são baseados em algum episódio da minha vida.
Mas aí veio o blog, onde eu podia fazer tudo o que mais amava, escrever, colocar fotos e o melhor, ser lida. Na verdade não gosto muito desse termo: blog. Blog, blog, que nome mais horrível! Detesto dizer que eu tenho um blog, parece algo tão adolescente e ridículo. Isso é só um site na Internet onde eu escrevo sobre mim mesma.
Mas a idéia de ter um blog é algo que realmente me fascina, pelo simples fato de eu poder escrever e ser lida. No fundo, ser escritora era só uma parte do sonho, escrever e ser lida é o sonho completo, que ainda não foi substituído por nenhum outro.
*Este post atualíssimo foi publicado no meu antigo e extinto blog Vida de Universitária, no dia 29/12/2003*
por Freda Franchin às 7:36 PM
Quarta-feira, Julho 16, 2008
DOCE INFÂNCIA
“Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!”
Eu tive uma infância muito bacana e o fato de ela ter sido tão incrível tem tudo a ver com dois aspectos fundamentais: o bairro em que sempre morei e o clube que sempre teve ao lado da minha casa.
No bairro tinham muitas crianças, e todas da mesma faixa etária, e todas sócias e frequentadoras assíduas do clube vizinho, o clube era o CPP (Clube do Professorado Paulista) e segundo a minha mãe eu o frequento desde que estava em sua barriga.
A vida era simples: escola de manhã, clube a tarde e brincadeiras na rua à noite. Sim, eu disse na rua. No meio da rua para ser mais específica. Vai ver eu tive a sorte de crescer numa cidade tranquila, num bairro tranquilo, e numa época tranquila. Eu me lembro nitidamente de ir para o clube de biquíni e nada mais. Não fazia sentido colocar roupa para andar um quarteirão até chegar na piscina. Até que num belo dia, quando eu tinha uns 13 anos, minha mãe me disse que era hora de colocar roupa para ir ao clube e eu percebi que a infância, pura e inocente, estava ficando para trás.
No CPP, a gente passava a tarde entre brincadeiras na piscina, jogos na quadra ou no campo ou no parquinho e outros jogos no bar, na mesa de sinuca, de pingue pongue, baralho e até bochia e só íamos embora quando, às 6 em ponto, o Seu Antônio vinha, escorado em sua bengala, nos mandar sair da piscina porque o clube ia fechar. Aí era hora de ir para casa, tomar banho e jantar e voltar para a rua, onde as crianças iam chegando e aí era hora de
pique-esconde, mamãe da rua, namorinho no escuro, pega-pega, salada mista, pular elástico, amarelinha, volley e todas as brincadeiras imagináveis.
Nas férias ficávamos no clube o dia inteiro, das 8 da manhã às 7 da noite, já que no horário de verão fechava mais tarde. Por volta do meio dia, via-se pais enloquecidos na beira da piscina gritando para seus filhos irem almoçar. Não existia fome, nem sono, nem cansaço, só existia aquela piscina imensa e azul, onde morava um tubarão, uma sereia e o monstro que morava no buraco que tinha no fundo da piscina.
Tudo naquele lugar era mágico. Talvez por isso eu não via TV, não jogava vídeo-game, a vida era só brincadeira.
Minha mãe tinha uma Belina amarela (histórica) e nos levava para passear nos fins de semana, enchia o carro de criança, ia molecada até no porta-malas e íamos passear no lago, na sorveteria ou lanchonete.
Quando viramos adolescentes, a vida continuou basicamente a mesma, escola de manhã, clube a tarde e rua a noite. E foi lá no CPP que eu vivi amores e paqueras e conheci o guardião do meu primeiro beijo. Pulava de alegria quando via o Neto, Cacá ou o Vagner chegarem ao clube. Tinha também o Rafael, meu amor platônico, que era ainda mais mais novo do que eu, praticamente uma criança.
À noite, íamos pra rua também, mas as brincadeiras foram substituídas por bate-papos, na calçada da casa de alguém, geralmente na minha, e a noite era uma criança com tanta conversa.
A maioria das pessoas continua morando nas mesmas casas, alguns casaram ou foram morar fora, mas estão sempre na casa dos pais. Mas poucas continuaram sócias do clube. Minha família é praticamente a única que continua frequentadora assídua nos verões e minha irmã e eu tomamos sol alucinadamente lá.
A turma incluia o Marcel, Marquinho, Fabricio, meus irmãos Eduardo e Pi, minha irmã Naiara, Karina, Juliana, Silvana, Alessandra, Nilza, Bia, Ana Maria, Janaína, Fabiana, Leandro, Alexandre, Débora, Fernandinha.
Nem preciso fazer aquele discurso sobre saudade da minha infância, né?
por Freda Franchin às 4:18 PM
Segunda-feira, Julho 14, 2008
Agora mesmo recebi uma mensagem da minha mãe no celular: "Fredinha, o Pi está em casa". Ele sempre faz isso e aparece de surpresa, sem avisar ninguém, como se a presença dele em casa já não fosse a própria surpresa. Eu não vejo o meu irmão desde novembro. Antes ele vinha quando conseguia folga no trabalho, mas desde o começo do ano voltou a fazer faculdade, então ficou impossível ele vir, meus pais tiveram que ir até lá para vê-lo. E agora ele conseguiu folga no trabalho e está de férias da faculdade. Nem acredito que daqui a pouco vou chegar em casa e nossa família incompleta estará reunida. É como eu respondi a mensagem da minha mãe: "Não acredito!!! Que notícia maravilhosa!! Melhor que isso só se fosse: Fedinha, o Dú está em casa".
E eu acho que deveria ser proibido os irmãos irem morar longe da gente e transformar sua presença em um verdadeiro evento!
Dois posts no mesmo dia?!?! Só mesmo com uma notícias dessas...
Coloquei fotos do fim de semana no post abaixo.
por Freda Franchin às 5:30 PM
BYE BYE FIM DE SEMANA
E aí que o fim de semana já acabou e eu já estou de volta à redação maluca, cumprindo prazos malucos e trabalhando por dois (e ganhando por um), mas tudo vale a pena, porque o fim de semana foi ótimo, e na velocidade com que as coisas andam, o próximo já está aí. E eu mal tenho tempo de desfazer as malas.
Sexta-feira namorado e eu chegamos em Ribeirão e ficamos na casa da sogra, a família estava toda reunida, jantamos, colocamos as conversas em dia e mordemos muito a Lala gorducha, que agora se transformou numa bebê escandalosa, que grita daDAdaDAdaDA, dá a risada mais gostosa do mundo e que só quer saber de andar pela casa com alguma boa alma que esteja disponível para ficar com dor nas costas. Namorado, com sua hérnia de disco, não é candidato à maratona. Antes das 11 eu já estava no meu apezinho, enfiada debaixo do edredon na minha cama e me entreguei ao livro viciante A Cidade do Sol. Mas não consegui ir muito longe, logo me dei conta de que meus olhos já estavam fechados.
No sábado acordei às 8 e nem me mexi na cama. Com todo aquele frio, apenas estiquei o braço e alcancei meu livro querido. Li até às 10, quando fui à padaria Jardim Paulista tomar café da manhã, de lá fui para o centro bater perna na Rua Barão do Amazonas. Minha intenção era aproveitar as promoções de inverno e comprar muito, mas comprei apenas uma blusinha vermelha, brincos de zircônia e uma presilhinha de strass. Ah, como sou econômica! E já que este frio está parecendo coisa do Paraguai, que venha logo o verão, com seus shorts, vestidos, cores e estampas.
Depois fui pra casa do namorado almoçar o yakisoba da sogra. Às 3 fui pra casa porque tinha marcado com a empresa de álbuns de formatura, o que foi uma grande surpresa, porque eu fugi tanto dos fotógrafos na formatura, que nem esperava ter um álbum de formatura. Na verdade tem mais fotos da colação e de alguns eventos, mas do baile mesmo, tem apenas 2 fotos. E lá estava ele, com 43 fotos, R$ 16,00 cada uma.
A formatura foi há apenas 6 meses, mas parece que tudo aquilo aconteceu há anos. Parece que faz anos que eu ia todas as noites para a faculdade, que eu me encontrava diariamente com as meninas, que eu me desesperava com o TCC. Eu estou tão inserida neste atual contexto da minha vida que me sinto vivendo em um mundo paralelo, onde existe apenas o meu trabalho e meu namoro, e nada mais. Quando olhei as fotos do álbum, principalmente as da festa dos 100 dias, me deu uma angústia de pensar que a minha vida mudou tanto, que até alguns meses eu era apenas uma universitária e de repente assumi tanta responsabilidade. E mal consigo me encontrar com aquelas 4 amigas, que durante anos foram minhas amigas inseparáveis. Eu não pretendia comprar mais um álbum de formatura, mas quando o peguei na mão, vi aquela capa linda, as fotos de uma vida que me levou onde estou agora. Ganhando pouco sim, trabalhando muito sim, mas finalmente trabalhando como jornalista, trabalhando com o que amo, escrevendo. Foi impossível resistir àquele álbum repleto de recordações de uma época muito feliz e depois de ficar 700 reais mais pobre, eu o comprei. Considerando que meu álbum de publicidade custou R$ 1.300, dessa vez eu saí ganhando.
Bom, depois passei a tarde em casa com o namorado, e à noite fomos para a casa da Ana Paula e do Sylvio, com a Fer e Fred, e Yvi, Renato e Laura. Fizemos fondue de queijo, de carne e de chocolate com morango e banana. Foi uma daquelas noites agradabilíssimas, conversa boa, comida boa, vinho bom e correndo atrás da bebê fogueteira. Beeeem melhor do que a outra alternativa da noite: ir no show do Vítor e Léo em Sertãozinho, na festa do peão. No show em si eu queria muito ter ido, não porque eu ame sertanejo, mas porque gosto desse tipo de baladinhas. Mas ir ao show significava fazer uma escolha: não beber ou beber e encarar a lei seca. O Kaz e a Lili acabaram dormindo lá na casa da Paulinha, mas eu estou velha demais para essas coisas. Sertãozinho fica a apenas 10 minutos de Ribeirão, mas tem um pedágio no meio do caminho. Seria uma balada bem cara. E caro por caro, melhor contribuir com as banhas da minha barriga.
Indo para a casa da Ana e do Sylvio
É disso que ela gosta. Esta foto é da noite do fondue
Quem aguenta?!?!
Eu e ela
Domingo acordei cedo de novo, às 9, namorado e eu ficamos em casa um tempo e quando chegamos na casa dele para o almoço recebemos a fatídica notícia, a Tia Mi, tia mãezona querida do namorado, que está internada, descobriu problemas sérios no coração. E aquele clima triste tomou conta do domingo. Todos estavam arrasados, com medo do pior, meus sogros foram direto para São Paulo. No meio da tarde, depois que deixamos os sogros na rodoviária, fomos para o Shopping Santa Ursula, eu comprei um lápis de sobrancelha da Contém 1g e o namorado comprou um moleton da Siberian que estava namorando há semanas. É impressionante, mas de 1 semana pra cá, o preço do moleton caiu "apenas" 100 reais. Uma economia básica, estamos amando esta promoção de inverno, em pleno inverno!
Depois do shopping namorado foi para um bar com um amigo e eu fui buscar meu sagrado "um açaí com granola para viagem, por favor" e fui pra casa me entregar ao livro, além de ver um pouco de Fantástico. Fiquei tão triste quando livro acabou, a história daquele povo do Afeganistão é tão triste, que eu custo a acreditar que é de verdade. Não consigo imaginar como deve ser a vida em meio a todo aquele sofrimento e explosões. É desumano. É uma leitura obrigatória!
por Freda Franchin às 10:57 AM
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