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Sábado, Janeiro 24, 2004
NERDS TOTAL
Diretamente do Espaço Tim Nokia, de frente pra praia da Enseada, só pra contar que está tudo muuito bom e que eu já arrumei vários empregos: salva vidas, pegar latinha, vender bijou, gari de praia e dançarina de axé. Várias ofertas de emprego!!! E nada de beijo na boca! Tá bom, a noite de ontem foi inesquecível!!! Mas um dia eu volto, talvez....
por Freda Franchin às 6:37 PM
Terça-feira, Janeiro 20, 2004
Biquíni, Canga, Caipirinha, Chapéu, Sol, Bolsa de palha, Protetor Solar, Chinelo, Saias, Cerveja muito gelada, Shorts, Óculos de Sol, Balada, Blusinhas, Água de Coco, Bronzeado, Avelino¿s, Frutos do Mar, Ondas, Caminhada na Areia, Show do Kid Abelha, Turma de Amigos, Suco Natural, Dormir tarde e acordar cedo, Beijo na Boca, Água Salgada, Homem Bonito, Música, Rabo de Cavalo, Calor intenso.
GUARUJÁ AÍ VOU EU!!!
Informações adicionais:
Alugamos um apartamento num condomínio fechado a 4 quarteirões da praia de Enseada.
Iremos em 3 carros e 11 pessoas ¿ sendo 6 mulheres e 5 homens
Ficaremos 10 dias e pegaremos 2 fins de semana.
Sem pessimismo, mas aposto que vamos pegar chuva!!!
E o mais importante: Talvez eu nem volte nunca mais, mas prometo ir 1 vez por semana num cyber qualquer só pra atualizar o blog, afinal, com o meu salário de vendedora de picolé, não vai dar pra comprar um computador, muito menos pra pagar o speedy ...
por Freda Franchin às 12:37 PM
Domingo, Janeiro 18, 2004
Os últimos dias foram bem bons. Sexta-feira inteira deitada na esteira do clube, manhã de sábado também, depois da piscina, almoço no shopping com a family e no meio da tarde: sítio. Eu e mais 3 homens no sítio. Ta bom, nem tão homens, afinal são os amigos do meu irmão, mas o Bruninho é meu ex-namorado. E a Sil apareceu lá no fim da noite. E putz, foi muito bom, cerveja, truco, batida de uva, violão e mais cerveja. Bruninho passando mal e vomitando durante a noite, Eduardo roncando feito um trator, Marquinho fugindo do ronco do Dú e eu tentando dormir, bêbada, em meio a tudo isso. Hoje cedo, faxina na casa, pão com mortadela, apanhando amora no pé e eu já não via a hora de vir embora. Comer comida de verdade.
E esses dias a Vanessa descobriu um blog onde a dona simplesmente copiou esse meu textinho do perfil ai do lado. Fiquei de cara, passada, o meu texto na vida de outra pessoa. No começo fiquei com raiva, nunca tinha sido copiada dessa forma, mas depois até que gostei, afinal de contas, a moça só pode ter amado o meu texto. Deêm uma olhada: www.noivacharmosa.weblogger.com.br.
E nem dá pra acreditar que quarta-feira eu vou pra praia. Depois de 3 anos sem ver o mar, realmente não dá pra acreditar. Talvez eu não volte, estou pensando em ficar lá pra sempre. Alugo uma kit, compro um carrinho e fico vendendo picolé na praia. Quer qualidade de vida melhor do que essa? A minha mãe é que não gostou muito da idéia... Mas vamos numa turma bem legal, 6 mulheres (que moram na rep com a minha irmã) e 2 homens. Estou feliz, livre, leve, solta e muito ansiosa.
por Freda Franchin às 4:48 PM
Sábado, Janeiro 17, 2004
Sempre detestei gente com o coração traumatizado, sabe, dessas que não se entregam, que ficam se segurando, controlando seus sentimentos com medo do futuro, medo de sofrer. Eu acho mais é que a gente deve viver um dia de cada vez e simplesmente deixar rolar, se for pra se apaixonar, se for pra sofrer, se for pra amar, se for pra ser feliz ou ainda que seja pra ficar sozinho no final. Seja o que for, o que importa é que aconteça da forma como deveria acontecer, sem ter sido controlado ou manipulado. Acho mais é que a gente deve se entregar, ainda que tenhamos medo, ainda que não quisermos nos apaixonar, ainda que não quisermos sofrer.
Mas é que apesar de eu acreditar em tudo isso, ando com o coração meio calejado, sabe, meio traumatizado, desse mesmo jeito que eu odeio. A última vez em que me apaixonei eu não tive medo, sabia que podia me machucar, mas também sabia que poderia ser muito feliz e foi assim no início, muita felicidade e muita paixão, mas em pouco tempo a dor chegou e eu tinha esquecido como era sentir tudo aquilo, tinha esquecido como era ficar apaixonada, mas também tinha esquecido como era sofrer por amor, tinha esquecido de como era a dor. E ela veio arrebatadora, me fez ter meses horríveis e me fez sentir muito ódio. Mas num belo dia, a dor passou e então eu descobri que aquele homem doce, romântico e lindo, por quem eu tinha me apaixonado, era na verdade, como todos os outros, e não diferente, como ele havia me feito acreditar. É verdade, ele foi diferente durante as poucas semanas em que fomos felizes, mas de que adianta, se era tudo mentira? O que adianta, se ele não vive conforme todas as coisas lindas que diz? Falar é fácil, difícil mesmo é a realidade, e ela deve ser enfrentada um dia. A dor passou, eu disse a ele todas as verdades que estavam entaladas em minha garganta, mas eu continuo me vingando, um pouquinho de cada vez.
O fato é que agora eu estou vivendo um casinho light, despretensioso, casual e eu me odeio por ter esse coração calejado, cheio de esperteza e desconfiança. Eu queria ser aquela menina inocente e doce que se entrega, se apaixona, é feliz, chora, sofre e sente a dor, mas depois passa e eu percebo que valeu a pena. Porque se apaixonar é muito bom. Mas eu simplesmente não consigo, não consigo acreditar em uma palavra do que ele diz. Diz que sou especial, que adora estar comigo, diz que sou linda e doce e que sente saudades e no fim de tudo, eu digo: ¿Eu juro que um dia vou conseguir acreditar em você, mas não hoje!¿ Ele fica triste e diz: ¿Eu vou te provar que é de verdade¿. Não, não precisa provar, eu não quero acreditar, eu não quero me apaixonar, eu só quero que continue desse jeito. Desse jeito desencanado e sem a menor possibilidade de um relacionamento. Meu coração está fechado para balanço, eu só quero sentir o gostinho de ser solteira, só quero sentir o gostinho de ficar sozinha. Ele tem os olhos azuis, é filho da minha chefe, e eu nem tenho um motivo concreto para achar isso, mas aquela cara de galinha não me engana e eu acho mesmo que tudo aquilo não passa de xaveco barato. Fazia tempo que eu não ficava com alguém assim, alguém que eu sentisse que realmente esta me curtindo e que embora seja homem como todos os outros, sabe fazer as coisas devagar, sem pressa, um dia de cada vez e ele sabe que assim fica muito mais gostoso.
E eu que achava que fosse impossível controlar meu próprio coração, descobri que dependendo da maneira como dou a ordem, ele me obedece prontamente.
por Freda Franchin às 12:20 AM
Quinta-feira, Janeiro 15, 2004
Acredito piamente em anjos da guarda. E eu acho que os anjos são essas pessoinhas especiais que estão sempre por perto, prontos a te ajudar nas horas em que você mais precisa deles. Como ontem, quando eu estava sozinha em casa, chorando de dor de cabeça e por estar sozinha nessa cidade, sozinha naquele apartamento, longe da minha mãe, chorando de fome e de solidão, porque não tinha ninguém pra ir até a farmácia me comprar um doril e me preparar um chocolate quente. Então, mais de 11 e meia da noite, quando eu já não agüentava mais de tanta dor, como se fosse um anjo, o Re toca o interfone de casa, com um comprimido de neosaldina e disposto a fazer aquela massagem maravilhosa na minha cabeça. A dor na cabeça não passou, mas o coração ficou tão mais feliz.
por Freda Franchin às 12:39 PM
Segunda-feira, Janeiro 12, 2004
As coisas parecem estranhas, uma sensação boa de que novidades estão a caminho. E a sensação grandiosa de esperança fica cada vez mais forte. Ao que tudo indica, a viagem para os Estados Unidos não vai sair dos meus planos, a coragem para mudar para São Paulo ainda não chegou, mal tive tempo de dar entrada nos papéis da cidadania portuguesa, mas sinto o cheiro de um emprego novo e ao que tudo indica, neste ano continuo estudando. E eu também sinto o cheiro do mar...
por Freda Franchin às 12:29 PM
Sábado, Janeiro 10, 2004
Mais difícil do que terminar com o Renato (Renan era só um nick, como Lyzza, aqui é tudo de verdade), tem sido vê-lo sofrer e implorar para que eu volte. Desde que terminamos, em nenhum momento eu pensei em voltar, por mais que tenha sido difícil, e ainda é às vezes, eu não vou voltar só porque sinto falta de companhia quando preciso ir ao supermercado ou pra essas horas em que ninguém quer estar comigo. Eu não o amo mais, e isso está muito claro e definido na minha cabeça, mas é que às vezes, quando eu me lembro da pessoa doce e maravilhosa que ele é, eu sinto muita dor em ter que insistir para que vá embora embora. Porque embora esteja muito cedo para eu ter alguma certeza, no fundo eu sei que será muito difícil encontrar alguém como ele, alguém que se preocupe tanto comigo e que seja capaz de fazer tudo o que ele faz por mim. Eu estou bem solteira, bem mesmo, de verdade, estou feliz e me divertindo, mas de vez em quando eu me dou conta de que uma hora ou outra eu precisarei de alguém novamente e eu tenho tanta preguiça, porque realmente é um trabalho árduo encontrar alguém que realmente valha a pena nesse mundo em que a grande maioria das pessoas é hipócrita, vazia e falsa. Eu tenho me decepcionado muito com as pessoas, tenho conhecido muitas pessoas vazias e na maioria das vezes, as que provavelmente poderiam valer a pena, sempre têm que ir embora. Não consigo acreditar em uma palavra do que elas dizem, e eu não falo só de homens, eu falo de pessoas! Eu queria voltar a ser aquela pessoa doce e meiga, mas as pessoas me transformaram em uma pessoa medrosa e descrente de tudo e de todos. Eu só queria voltar a acreditar no amor e nas pessoas.
Eu queria poder mandar no meu coração, poder dar ordens e fazer as coisas acontecerem como eu quero. Eu iria ordenar a ele que voltasse a amar o Re, porque seria tão mais fácil descobrir que ainda o amo, voltaríamos a namorar e seríamos felizes e eu não precisaria fazê-lo sofrer tanto. E hoje tivemos mais uma daquelas conversas chatas, porque ele insiste em me ligar o dia todo e ir em casa de surpresa, na hora em que quer. Fica tentando me beijar e age como se ainda estivéssemos juntos. E apesar de me doer muito, eu disse que precisaremos nos afastar agora e que ele terá que ir embora de verdade.
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A primeira semana do ano começou assim, a passos lentos. A única novidade é que estou sozinha lá no apê e eu curto muito essa solidão, adoro ver o apê arrumadinho e organizado, adoro colocar nos porta-retratos as fotos que eu mais adoro e encher a casa de flores. Putz, eu nasci pra morar sozinha, sabia?! É verdade que de vez em quando dá uma deprezinha de leve, uma tristeza que chega de mansinho tentando estragar tudo, mas ai eu trato logo de ligar pra algum amigo e convidá-lo a me visitar e eu tenho recebido várias visitas. E tem alguns espíritos lá também, e eles pensam que me assustam, só não gosto quando ficam no meu quarto quando estou dormindo. Coisa mais esquisita, nunca fui de acreditar nesse lance de espírito, tipo, nunca nem me liguei nesses assuntos, só que em janeiro do ano passado eu também fiquei sozinha lá no apê e vivia vendo coisas, nunca tive certeza, mas me dava um medinho ficar lá sozinha com eles. Quando o apê está cheio, assim, quando as meninas estão lá, eu vejo também, mas não sinto medo, pelo contrário, não me importo, vejo e finjo que não vi, e agora é janeiro e eu estou sozinha de novo e eles insistem em ficar lá comigo, como se quisessem me fazer companhia. Sabe, nunca tive certeza de ver alguma coisa, é só uma sensação, umas sombras, não sei explicar. O fato é que eu não me importo com a presença deles quando estou vendo TV ou cozinhando, mas odeio que fiquem no meu quarto durante a noite, quando estou dormindo, um dia desses acordei com um arrepio, uma sensação estranha, e tenho tido noites muito mal dormidas. Já tentei dormir com a porta aberta e até com a luz do corredor acesa, mas eles só me deixaram em paz quando li a bíblia antes de dormir. Acho que vou comprar uma vela. Não queria ter falado sobre isso aqui, podem achar que eu sou maluca, mas é que isso fez muito parte da minha semana.
por Freda Franchin às 12:15 AM
Terça-feira, Janeiro 06, 2004
ANO NOVO - BLOG NOVO
Que título mais batido. Mas, fazer o que, é a mais pura verdade!
Aí eu ganhei esse layout novo, lindo de viver. Feito pela Vanessa (www.tempestadepensamentos.blogger.com.br). A Vanessa é uma verdadeira artista. Obrigada, de novo! Você é o máximo! Gostaram?
Para espantar os anos ruins que ficaram para trás, comecei o ano diferente de todos os outros. Calcinha velha e roupa rosa. A última coisa que eu quero nesse ano é um novo amor, mas é que aquele lance de roupa branca não estava dando muito certo.
A virada foi o máximo, pela primeira vez na vida passamos com a família da minha mãe, em São Carlos. É uma família maravilhosa, cheia de crianças e gente muito animada, pena que acabamos ficando meio afastados deles durante o ano. Mas logo na primeira hora do ano novo, a chuva chegou, e decididos a não desanimar, fomos para o Café Cancun. Meus irmãos, meus primos e eu. Uma hora inteira na fila até descobrir o preço pra entrar naquela espelunca. Fomos embora, as três e meia da manhã, fazendo piada do ano novo que não poderia ter começado pior. E ficamos os 3: meu irmão, minha irmã e eu, deitados num colchão de casal, espremidos, na casa da minha avó, tendo ataques incontroláveis de riso. Sabe Deus o motivo de tanta risada. A verdade é que desgraças têm a sua graça e, putz, como é bom, rir delas!
Mas o primeiro fim de semana do ano salvou o reveillon. Quatro dias em Araraquara, na rep. da minha irmã. Reencontro com a mesma amiga de infância da festa de sábado, 2 churrascos, muita cerveja, 2 baladas no Café Cancun, vodca barata com fanta morango, amigos novos, beijo na boca e ressaca. Ressaca maldita! Vodca maldita!
por Freda Franchin às 1:08 PM
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