|
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004
A semana foi cheia. Pouco tempo, muita viagem, sozinha em casa e um milhão de coisas pra fazer até amanhã. O ponto alto foi a viagem pra Araraquara, onde rolou uma festinha na rep. da minha irmã e um dia inteiro com o Dani. Foi muito bom poder matar as saudades! A noite de terça foi quase melhor do que todos os nossos dias juntos na praia.
Mas agora resta pouco tempo e muita coisa pra fazer: depilar, fazer as unhas, arrumar as malas, comprar algumas coisinhas e me preparar para mais um carnaval em Barretos. E dessa vez, solteira. Carnaval e Solteira são duas palavras que realmente combinam. Mal consigo acreditar que o carnaval chegou de novo. Ainda consigo sentir a empolgação do carnaval do ano passado e a tristeza gigantesca que eu senti quando ele chegou ao fim.
Quer saber? Não estou nenhum pouco afim de escrever hoje!
por Freda Franchin às 11:48 PM
Sábado, Fevereiro 14, 2004
É simplesmente sensacional o poder que a música e o cheiro exercem sobre a memória e as lembranças da gente.
Estou eu aqui, vivendo a minha vidinha de proletária (sim, porque eu estou trabalhando, temporariamente, mas estou!) com os pensamentos e as lembranças da praia quase adormecendo, quando chega a minha irmã com o CD que tem a música 3!!! A música que nós ouvíamos umas 743 vezes por dia na praia!!! Um desses pagodinhos refinados que eu aprendi a gostar. Coloquei o CD pra tocar e todas as lembranças maravilhosas da praia vieram imediatamente à minha mente, como se fosse um filme. Nossas voltinhas de carro pela avenida da praia, a Gisa acordando e antes mesmo de escovar os dentes, voava pra sala pra colocar a música 3, a Pi escondendo o CD porque não agüentava mais ouvir a música o dia inteiro, o Mário achando o CD que estava escondido dentro do carro, a gente tentando decorar a música, todo mundo discutindo pra ver quem ia no carro que tinha o CD e todos os outros inúmeros momentos que tiveram como trilha sonora a inesquecível música 3. Não fiquem curiosos, a música foi composta por um amigo do Danilo e é de uma banda de Uberlândia que ainda não ficou famosa, mas eu faço questão de colocar ela aqui. Imaginem o pagode mais delicioso, na voz masculina mais linda e suave:
Saiu lá de Uberlândia, essa galera que é muito fera que toca um samba pra gente bamba poder dançar
Tantã vem puxando o som junto com a viola e o cavaco de triste chora nessa canção vem querendo entrar
Mistura de um lindo tom com uma batucada levando a gente quem ta sentado não se agüenta e já vai samba
Como é bom te ver
Como é bom ver você chegar
Cheio de alegria
Nosso som vai continuar
Como é bom te ver
Como é bom ver você chegar
Cheio de alegria
Nosso som vai continuar
Chegando já vem por baixo o som do pandeiro
A festa esquenta
E o ganzá avisa que o repique ainda vai tocar
E o som forte sempre sai
Se mistura inteiro
E a menina e o rapaz faceiro ouve esse som sem querer parar
Mistura de tanta raça
O país inteiro
São Paulo ao sul
Do lado mineiro
Brasília vem quer participar
Bahia dá um toque axé
E o lado estrangeiro
Essa mistura com esse sucesso
Tenho certeza não vai faltar
.....................................
Existe um perfume da Laqua Di Fiori chamado Ladro que sempre que eu sinto o cheiro reconheço de longe e no mesmo instante vem à minha cabeça detalhes da minha viagem com a turma da 8ª série para Camboriu. Tudo porque a minha amiga que ficou no mesmo quarto do hotel que eu, tinha esse perfume e eu vivia pegando emprestado.
.....................................
Algumas velhas novidades têm acontecido na minha vida, como a minha volta ao cartório. Estarei cobrindo as férias da minha mãe até o carnaval, o que obviamente salvará meu carnaval ($$$). O fato é que tem sido uma delícia voltar a trabalhar naquele lugar que eu sempre amei, cheio de gente feliz. Difícil mesmo tem sido ficar nessa cidade parada. Principalmente agora que os meus pais viajaram e eu fiquei sozinha em casa.
A novidade que não é velha é que agora mudou uma menina nova lá pro apê. É o nosso primeiro passo para mandar a Letícia embora. O fato é que apesar de eu ainda conhecê-la bem pouco, a Maíra parece ser o máximo. A parte chata é que eu fiquei sem a minha suite e as minhas flores na janela!!!
por Freda Franchin às 12:15 AM
Quarta-feira, Fevereiro 11, 2004
Someone Like You
Engraçado como as coisas certas insistem em acontecer no momento em que mais precisamos delas. A ida à locadora do sábado serviu apenas para salvar o fim de semana do meu pai, já que eu não consegui tempo para assistir um único filme, no entanto hoje, quando eu me preparava para ir devolver todos os filmes, decidi assistir pelo menos um.
E eu não poderia ter assistido esse filme em melhor momento da minha vida. Tudo faz tão parte da minha vida atual que eu me senti a própria protagonista. O filme fala basicamente sobre relacionamentos, amor e homens.
De vez em quando a gente conhece homens realmente fascinantes, que nos fazem viver os melhores dias de nossas vidas e nos fazem sentir a pessoa mais feliz de todo o mundo. Mas aquela felicidade que parece ser eterna se desfaz ao primeiro contato com o homem verdadeiro, que se mostra depois da conquista
Outras tantas vezes conhecemos homens que nem se dão ao trabalho de nos conquistar, tudo o que querem é nos levar pra cama. Uma noite de sexo e nada mais, é tudo o que prometem. E algumas vezes esse tipo de relacionamento relâmpago até que nos faz bem, mas o vazio no dia seguinte é arrebatador.
Não sei que tipo é pior. O que conquista com charme e promessas ou o que só quer fazer sexo. No fundo, acho que são iguais. O segundo tipo, ao menos, é sincero.
Mas também existem outros tantos, que são charmosos, fazem promessas, nos conquistam e querem fazer sexo, mas que nunca se dão ao trabalho de nos magoar e sem esforço algum são capazes de ser especiais e nos fazer feliz, ainda que não queiram compromissos. É verdade, também existem os que querem compromisso, mas destes, no atual momento, eu quero distância. Eu acredito que todos podemos ser felizes, com ou sem compromisso, com ou sem sexo, com ou sem conquista, mas nunca sem paixão.
Eu estou apaixonada, não há como negar. Mas a paixão que eu sinto é algo tão leve que me faz flutuar e ficar mergulhada em pensamentos de dias muito felizes, junto do meu mestiço fofo, que uma hora dessas está beijando outra em Camboriu. A paixão que eu sinto não me faz sentir ciúmes, nem amor, só saudade. A paixão que eu sinto não me faz querer assumir um compromisso ou ficar o tempo todo junto dele, só me faz querer vê-lo novamente e correr para os seus braços. Essa paixão tão doce me faz lembrar de dias muito felizes, de momentos inesquecíveis e trocas de olhares intermináveis. Me faz passar os dias lembrando de seu jeito de arrumar o cabelo e das suas costas que eu adorava olhar na praia. Me faz lembrar de seu charme irresistível ao dançar aquele pagodinho delicioso e da sua alegria contagiante. Me faz lembrar de como dormia abraçado comigo a noite toda e de como acordava de vez em quando só pra me dar um beijo. E não me importa que tipo de homem ele seja, basta que me dê o gostinho dessa paixão por mais algum tempo.
por Freda Franchin às 7:43 PM
Sexta-feira, Fevereiro 06, 2004
RELATOS DE UMA VIAGEM INESQUECÍVEL
Depois de kilos de camarão, litros de cerveja e 2 kilos mais gorda, estou de volta à vida. Vida boa, diga-se de passagem, porque ao que tudo indica, o meu ano só começa mesmo depois do carnaval.
Os poucos momentos de lucidez apenas me permitem lembrar de que os dias eram basicamente iguais e perfeitos. Gisa abrindo as janelas e acordando todo mundo com seu bom-humor habitual. Alguém saia pra comprar cerveja e gelo, e 11 horas já estávamos na praia. Espetinho de camarão, milho, açaí, acarajé, água de coco, pastel e cerveja, muita cerveja. Chegamos a ser disputados pelos carinhas que pegavam as latinhas na praia. Bêbados, religiosamente as cinco da tarde corríamos pra 2 horas inteiras de axé. E as sete em ponto estávamos no Espaço Tim Nokia, na Phoenix, pra prestigiar o Grupo Desafio que me fez começar a gostar de pagode. É verdade, na praia, ou você ama pagode e axé ou não sai de casa. Sempre tive uma visão de que pagodeiro é feio e tem cara de mano. E putz, podem falar o que for, mas eu odeio mano. E sempre encarei o pagode como música muito brega. Mas também existe o pagode chique, badalado, que eu amei. Ah, e também tem a música 3, que, putz, é inexplicavelmente contagiante! O pagode terminava as nove, e depois de tomar banho e comer, íamos pra balada. Caipirinha e camarão no quiosque, Phoenix, Bec (a boate mais linda que eu já conheci, com vista para o mar), Show do Paralamas, Kid Abelha, Bandamel, programa da Monique Evans, voltinha no calçadão, lanche barato e batata frita sabor camarão numa lanchonete podre. Tomar sorvete e comer crepe. Qualquer que fosse o programa, a lei era não ficar em casa.
Ah, mas também teve o lance do assalto. Danilo e eu voltando a pé da balada as cinco da manhã, quando vieram dois carinhas de moto. Levaram 6 reais e o talão de cheques dele. Na hora fiquei tranqüila, depois tive uma crise de choro, estava emocionada com a nossa participação nas estatísticas de assaltos do Guarujá. Duro mesmo foi ter que agüentar a pegação no pé do pessoal: ¿mas também, andar a pé as cinco da manhã era pedir pra ser assaltado!¿ E o tal talão de cheques rendeu zoeira pra viagem inteira. Toda hora que alguém ia sair a pé, alguém dizia: ¿Não esquece de levar o talão de cheques!¿ E pior ainda foi ter que passar a manhã inteira do dia seguinte entre a fila da delegacia de polícia e a do banco.
Batemos papo com Léo Madeira da MTV e fizemos amizade com todo o resto da equipe da Casa da Praia MTV, conhecemos todos os Guarda-Vidas da praia e ficamos sabendo que eles só nos reconheciam pela latinha de cerveja, passamos quase uma tarde inteira batendo papo em inglês (?) com uma americana da Califórnia e um Israelense, a Gisa andou na moto da PM, ajudamos a vender biju e picolé, fizemos uma amizade muito legal com os vizinhos (um casal e 2 filhas) da nossa casa, aproveitamos os únicos 3 dias de chuva pra jogar baralho, ficar bêbado e passear em Santos, tomamos umas 8 garrafas de vodca barata, devoramos uns 30 pacotes de pão de forma, chegamos da balada, colocamos biquíni e fomos pra praia, onde eu dormi umas 3 horas como se estivesse na minha cama e acordei nega, fizemos amizade com todo mundo que cruzou o nosso caminho, desde os promotores gatinhos da Tim, os pagodeiros do Grupo Desafio e o dono da Phoenix (boate), até os vendedores ambulantes. Ouvimos a música 3 incansavelmente. Conhecemos e ficamos viciados na música disco voador do Grupo Desafio. Pagamos R$100,00 numa garrafa de Smirnoff, na balada.
Amor de Verão
Isso sim exige um capítulo à parte. Foram 2 estréias, uma no assalto e outra no amor de verão. Sério, nunca tinha vivido nem uma coisa nem outra. Mas que delícia, não o assalto, o amor de verão. E também foi a estréia com mestiços. Eu já tinha ouvido falar que eles são muito carinhosos, especiais e atenciosos, mas eu nunca pensei que pudesse experimentar, comprovar e gostar tanto. Foi um dos casos mais leves, desencanados e deliciosos que eu já vivi. As conversas enquanto estávamos bêbados, dormir abraçadinho e ganhar beijinhos no meio da noite, sair junto e ao mesmo tempo separado para as baladas, muito beijo na boca, andar de mão dada pela praia, conversas intermináveis e muito sinceras, muito carinho, troca de olhar, cumplicidade e muito empenho em ficar sozinhos naquela casa cheia de gente.
O fato é que o clima já estava rolando solto desde o primeiro dia, quando decidimos encarar a chuva e ir pra praia, depois, tudo era motivo para ficarmos perto, no entanto, todo mundo da casa já tinha percebido, mas nenhum de nós dois tinha certeza. No fundo, eu sabia que na primeira balada não teria como escapar daquela paquera deliciosa e misteriosa. Cheguei a pensar em me segurar, só pra deixar aquele clima rolar por mais alguns dias. Mas aquelas conversas ao pé do ouvido durante o show do Kid Abelha foram irresistíveis. Aquele cheiro bom, aqueles olhinhos puxados, aquele cabelo lindo e seu jeito charmoso de dançar me fascinaram. E o beijo foi inevitável.
Conhecer o Danilo nesse exato momento da minha vida teve um significado tão grandioso que ele talvez nunca imagine. Consegui abrir o meu coração e me permiti sentir todas as sensações doces a que eu tinha direito, estava aberta a todos os tipos de sentimento dos quais eu tinha medo. E ainda que fosse pra me apaixonar ou pra me decepcionar eu estava disposta a me entregar, como eu não conseguia fazer a muito tempo. Simplesmente deixei o meu coração falar mais alto e dessa vez não lhe dei ordem alguma. Porque no fim, agora que acabou, (?) eu percebo que realmente valeu a pena ter me entregado. É muito bom saber que ainda existem homens especiais e fofos nesse mundo e eu tenho certeza que quando eu quiser um desses só pra mim, tenho grandes chances de encontrar.
O amor não existiu, mas a paixão, o carinho e uma vontade imensa de continuar se vendo subiram a serra.
Volta pra Casa
Mas ai chegou a hora de ir embora e putz, como eu odeio a hora de ir embora! O pessoal de Ribeirão com quem eu tinha ido teve que vir embora uns dias antes por causa da morte de um tio e eu acabei ficando, mesmo sabendo que não caberia no outro carro e teria que ir de ônibus, o que incluía ficar perdida em São Paulo. No domingo à noite o pessoal veio embora e eu fiquei sozinha na casa até a manhã seguinte, quando o Clau (vizinho) me levou até a rodoviária. Chegar em São Paulo até que foi fácil, difícil mesmo foi sair. Nessas horas é que eu me lembro do quanto eu odeio aquela cidade. Desci do bus em Jabaquara, olhei pra um lado, olhei pro outro, meus olhos encheram de lágrima: Cadê o metrô???? Pensei em ligar pra Deus e o mundo e o meu celular sem bateria, lei de Murph maldita, vive me perseguindo! Todo mundo correndo, com pressa, povinho mais esquisito. E eu perdida em meio àquilo tudo, não sabia se deveria correr também ou se parava e começava a chorar. Mas assim que eu achei o metrô ficou fácil, 40 minutos depois já estava na rodo do Tietê e em menos de 4 horas, na minha casinha em Ribeirão. No fim, apesar do medo, foi uma aventura e tanto.
As mulheres da casa: eu, Gisa, Ana Luisa, Pi minha irmã e Fer
Antes de irmos pro show do Paralamas e Kid Abelha
Antes de irmos pra balada da Bec. Coca Cola com vodca sempre presente!
Foto do casal
Na, Gisa e eu com nossas vizinhas, Julia e Larissa
por Freda Franchin às 12:42 PM
|