Freda Franchin, 24 anos. Mora com duas amigas em Ribeirão Preto e adora o seu cabelo. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis e pimenta. Na cozinha só sabe fazer o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar indo para os Estados Unidos, que é onde mora seu tio preferido. Tem três avós vivas e 3 avôs falecidos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e 2 primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, mas nem a conheceu. Tem um irmão nadador que é lindo de viver. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E pagode. Faz estágio mesmo depois de formada. Já quis ser psicóloga, jornalista, turismóloga, advogada e hoje é uma publicitária frustrada, que continua querendo ser jornalista e psicóloga. Quer fazer pós-graduação, mas não sabe em quê e nem onde. Talvez em marketing de relacionamento ou marketing de varejo. Quando adolescente colecionava a revista Capricho, na verdade, parou de comprá-la há apenas dois anos. Hoje só pega o jornal para ler a coluna do Zé Simão e também adora a revista Nova. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Já apresentou cinco namorados para os pais. Mas o maior amor de sua vida foi o Renato, com quem namorou durante quase 5 anos. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Tem nove graus de miopia no olho direito e quatro no esquerdo. Sim, ela é praticamente cega. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens para o seu coração. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Faz tratamento para espinha desde os 12 anos. Com o mesmo dermatologista. Já fez dieta para engordar. Engordou quatro kilos e os perdeu em 1 mês. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já fez aulas de caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Hoje não faz mais nada e não anda a pé nem até a esquina, mas começou a fazer musculação porque todos os kilos com os quais ela sonhava quando adolescente, chegaram de uma vez e foram todos para a sua barriga. É curiosa, mimada, fresca, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Estuda na USP, mas nunca prestou o vestibular da Fuvest. É porque ela é aluna especial do curso de Administração, enquanto não se decide pela pós-graduação. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não acredita no amor e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico e morre de saudades dele. Aliás, ela é uma pessoa muito nostálgica. Sempre fica amiga de seus ex-namorados. Nunca fumou, mas bebe sempre que sai pra balada, principalmente vodka com schweppes citrus. Mas sempre acaba passando mal e a ressaca no dia seguinte é fatal. Nunca teve cólicas, nem TPM. Sua primeira vez foi aos 18 anos, mas ele foi embora para os Estados Unidos duas semanas depois. Ela pensa nele até hoje e sonha em reencontrá-lo, embora ele a tenha feito sofrer muito. Ela já beijou um inglês chamado Sean e também um argentino com nome de sabão em pó, chamado Ariel. Tem um irmão intelectual. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Hoje tem uma Honda Biz, chamada Penélope, mas continua sonhando com seu Golf branco e a sua Cherokee preta que é bem provável, não virá nunca. Tem uma família maravilhosa, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que vai ser nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Tem uma amiga enfermeira, que também é sua cunhada. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. Já beijou três negros, um deles foi a sua paixão por quatro anos, outro foi seu professor de caratê. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Raramente vai à praia. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão. Seus pais vivem dando festas e ficam tocando violão até altas horas. Eles cantam num coral da cidade. Sua mãe faz aulas de canto e violão. E seu pai tem uma voz e tanto. Eles vão à academia juntos. Todos os dias. Não disse que eles eram apaixonantes?! Tem 1,57 de altura. É viciada em gloss e Ades de maçã. Só toma leite integral. Com nescau. Sempre tem filme em sua máquina fotográfica. Revela dois filmes por mês. Sim, ela adora fotos. Não gosta de homens loiros, mas um de seus grandes e inesquecíveis amores é loirinho. Lindo! Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e embora não acredite em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela.

E-mail
lyzzarp@hotmail.com

Vida de Universitária




Paula - Uma vida menos comum
Renata - Mulherzinha
Bruneca - Tudo na minha vida
Butterfly
Bia - Mulher de Elite
Macau - Madrugada na Sala
Luciana - Vou Falar
Little - Meu Mundinho
Leonardo - Tlon, Uqbar, Orbis Tertius
Renata - Meu Umbigo
Mari - Super Mari
Miss Lex - Miss Lexotan 6mg
Estela - Menina do Rio
Fernanda - Idealizando
Karina Bedaque - Fashion Life
Nina - Devaneios da Nina
Lises - Recém Casados
Carol - Só Hoje
Américo - Vida em Família
Carla - Mãe Solteira
Groo - O Dia do Bastardo
Marcela - Amores
Anna Laura - If you sad
Junior, Cisi e Didi - Homem solteiro também sofre



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Segunda-feira, Março 29, 2004

AMOR DE VERÃO... DE OUTONO - INVERNO - PRIMAVERA

Parecia bom demais pra ser verdade, mas o fim de semana com o Dani foi muito melhor do que o planejado.Sexta-feira às 9 da manhã ele já estava em meus braços e o que antes era inimaginável começava a se realizar. Passamos o dia inteiro na cama, depois uma voltinha no shopping no fim da tarde e balada à noite.
Fomos com a Fernanda e o Magrão para a Cachaçaria e depois para o Villa das Flores, de onde só voltamos às 5 da manhã.

Sábado rolou uma ida ao parque e um cineminha no final da tarde. Paixão de Cristo, super produção de Mel Gibson, muito bom! Pizza do Habib¿s e a 1 da manhã fomos para o Geórgia com a Aline e a Fernanda.
E ontem, depois de um domingo inteiro na cama, o Dani foi embora as sete da noite.

É só sobrou eu aqui, cheia de saudades, lembranças maravilhosas e ainda mais apaixonada. E eu não consigo parar de pensar que o que era apenas um amor de verão, aquele sentimento simples e desencanado, fosse se transformar em algo tão grande e lindo. Já faz tempo que eu percebi que o Danilo é uma grande pessoa, uma dessas pessoas especiais que aparecem em nossas vidas raríssimas vezes e fazem tudo parecer maior. Temos nos falado todos os dias, nos visto muito mais do que esperávamos e os sentimentos aumentam a cada conversa e a cada novo encontro. Não sabemos o que vai acontecer, no fundo, às vezes me dá
até um certo medinho, eu não estava preparada para conhecer uma pessoa como ele assim tão rápido, na verdade, eu nem queria conhecer uma pessoa especial agora, mas acabou acontecendo e nós estamos dispostos a deixar rolar, sem medo, sem controle e de coração aberto.

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E enfim, depois de meses a fio falando sobre isso, eu venho a dar a notícia mais esperada de todos os tempos. Faltava coragem e sobrava saco cheio, até que pedimos para a Letícia sair do apê. Não foi fácil, a decisão já estava tomada há meses, mas era difícil chegar e falar, porque apesar de tudo a Letícia é uma amiga maravilhosa. Ela saiu na sexta, foi morar com uma amigas da faculdade e agora nós estamos no paraíso, Maíra, Heloísa e eu, somos parecidíssimas, amigas e o que ainda nem começou, já está maravilhoso.


por Freda Franchin às 2:22 PM

Quinta-feira, Março 25, 2004

Chega de reclamação, essa semana está muito boa. Ainda não consegui um emprego, nem sequer consegui coragem para sair e procurar, mas dei uma evoluída, consegui sair da cama antes das 10 da manhã, 4 horas mais cedo do que na semana passada. E eu gastei, como eu gastei! Mas enfim, depois de quase 2 meses que eu mudei de quarto consegui colocar ordem em tudo. E até dei banho na Penépole, coitada, não via água há um tempão. É, colocar ordem na vida faz um bem enorme. Faz bem pra alma.

E já começou a contagem regressiva para uma visita ilustre que eu receberei na sexta-feira. O Dani (o meu japinha!!!) vem passar o fim de semana comigo em Ribeirão. Ainda nem acredito, mas a contagem regressiva já está em andamento.


por Freda Franchin às 1:12 AM

Sábado, Março 20, 2004

CRISE DE EU MESMA

Eu sou uma pessoa estranha. Eu sei que sou, meu humor é tão instável que chega a me assustar. Eu vivo a vida intensamente, cada instante como se fosse o último, mas é que às vezes me dá uma vontade incontrolável de recusar todos os convites para sair, colocar o meu pijama mais confortável e me trancar dentro de mim. E então eu fecho a cara, não converso com ninguém e mal consigo sorrir. Inexplicavelmente isso me faz um bem enorme. Não pense que nesses momentos eu estou triste ou mal humorada, mas é que eu só quero pensar e ficar sozinha. Ninguém acredita quando eu digo que sou uma pessoa caseira, mas é que eu adoro ficar de pijama o dia inteiro, sem horário pra nada e vendo porcarias na TV. Amanhã passa, não tem nada com um sábado inteiro na cabeleireira para curar o mau humor de uma sexta-feira chuvosa e de ressaca.

Depois de uma semana de pura inutilidade, nada como uma festinha pra melhorar o humor. E ontem rolou o luau do bixo no Samanea, festona lotada, música boa, lugar lindo e muita gente conhecida. Foda mesmo foi a fila na entrada. O que era aquela fila? Se não tivéssemos furado é bem provável que estaríamos lá até agora. E poucas coisas me irritam tanto quanto fila pra entrar na balada.
A verdade é que a balada só serviu de consolo pela semana inútil que eu tive, aliás, eu sou a inutilidade em pessoa. Durmo tarde, acordo tarde, vejo TV e o único compromisso do dia é ir pra academia no final da tarde. E ao final de tudo isso, eu fico me sentindo péssima, mais uma semana inteira em Ribeirão nessa vidinha de vagal, a procura por um emprego continua na promessa, e tudo o que tenho feito é ouvir cobranças das pessoas, é a minha mãe, a Hello, o Renatinho e minha irmã, mas nenhuma dessas cobranças se comparam a todas as cobranças que eu mesma tenho me feito. Uma sensação de fracasso e essa crise de recém-formada que não vai embora.
É tão fácil estar na faculdade, tão fácil ter que freqüentar as aulas, fazer os trabalhos, estudar para as provas e depois é que a gente se dá conta de que a vida de verdade não tem nada de fácil. Não, eu não estou batalhando, eu não estou correndo atrás e eu nem sei se eu quero mesmo ser publicitária. Às vezes tenho medo da minha própria vida.
Eu me lembro dos últimos meses do ano passado, mais especificamente do mês de setembro, que foi quando eu comecei a pensar em 2004. Meu estágio terminaria em janeiro e eu não conseguia enxergar mais nada depois disso, vai ver, é porque não existia mais nada mesmo. Eu tinha um milhão de idéias na cabeça, a idéia de passar uns tempos em Nova York com o meu tio era um pensamento fixo, passava os dias pensando nos preparativos, ligava na Polícia Federal, dei entrada nos papéis da minha cidadania Portuguesa, cheguei a marcar uma data pra ir até o Consulado em São Paulo e depois de ler uma reportagem na Época, sobre as enormes dificuldades de se conseguir um visto, desisti antes mesmo de tentar. Então eu pensei em ir morar com a minha irmã em Araraquara, tentar arrumar um emprego por lá, mas acabei sem coragem de abandonar Ribeirão e aquela vidinha na cidade grande (?). Cheguei a cogitar a hipótese de voltar para Bebedouro, voltar para o cartório, e mais uma vez abrir mão da minha independência (?). No fim, acabei optando por arriscar mais um ano em Ribeirão, fiquei entre a pós-graduação em marketing de varejo e entre o curso de jornalismo e também estava disposta a dar o sangue pela empresa de pesquisa que 2 amigas e eu iríamos começar. Só que o carnaval passou, o ano começou, eu não estou fazendo pós, nem o curso de jornalismo, a empresa de pesquisa não saiu dos nossos planos e a viagem para Nova York continua na minha cabeça.


por Freda Franchin às 12:35 AM

Domingo, Março 14, 2004

"O tempo é algo que não volta atrás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe mande flores" Willian Shakespeare


Então eu pude perceber o verdadeiro e extraordinário efeito do tempo na vida da gente. E não só na vida, mas dentro da gente, nas nossas mais profundas lembranças e nos nossos maiores desejos. Ficar longe de Ribeirão foi uma decisão acertada, isso eu já sabia, mas só estando lá foi que eu pude perceber todos os benefícios que isso trouxe para a minha vida e para o meu interior. Foi o máximo encontrar o Rafael depois de 4 meses e perceber que ainda podemos ser amigos e que já não existe mágoa ou rancor. Adorei receber uma ligação do Lucas, dizendo que estava com saudades e que ele não deveria ter se afastado. Além disso, a semana foi bem movimentada. A semana começou com uma ida ao supermercado às 2 da manhã e seguiu com 7 idas ao shopping, numa busca desesperada por um vestido para a formatura do meu irmão, várias voltinhas de carro com a Maíra e a Hello, nós 3 batendo papo noite a fora e indo dormir todo dia depois das 5 da manhã, a volta pra academia, a balada na Let´s, a festinha na rep. da Medicina da Unaerp, o fim de noite no Moinho´s e terminou em grande estilo com a formatura chiquérrima do meu irmão.

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A formatura foi o máximo, uma van lotada de amigos, todo mundo chique e empolgado para a grande noite, foi de Bebedouro diretamente para o Coliseu Lona Branca. Eu devo ter tomado umas 15 taças de vinho, porque no dia seguinte acordei na minha caminha em Bebedouro, sendo que os meus planos eram passar o fim de semana em Ribeirão.
Achei o máximo o meu irmão ter convidado o Re, no fundo, o Du também reconhece que o Re quebra vários galhos pra gente em Ribeirão e esse lance de gratidão tem sido muito forte entre a gente. Mas reencontrar o Renato na formatura, depois de 1 mês sem vê-lo foi algo que não me fez bem. A verdade é que não existe uma razão para isso, foi só o reencontro em si, acho que o fato de saber que ele não é mais meu, que é independente e que está conseguindo levar a vida e ser feliz é algo que ao mesmo tempo em que me alegra, me entristece. É egoísmo, eu sei, tudo o que quero é que ele seja feliz, mas a sensação de posse ainda me persegue.
No fundo, me sinto frustrada por não estarmos conseguindo ser exatamente amigos como eu planejei e a idéia de perder o meu melhor amigo me desespera. Porque ele continua sendo a pessoa que eu mais amei na vida, a mesma pessoa que eu respeito e admiro e que eu quero ter sempre por perto.
De repente, exatamente no meio da festa de formatura, entre um gole e outro de vinho, eu o olhei batendo altos papos com a minha mãe e os meus olhos encheram de lágrima. Não tinha um motivo especifico, mas é que às vezes eu me odeio por não amá-lo mais. É simplesmente inexplicável que eu tenha deixado de amá-lo, porque embora o desejo de ser solteira seja maior, às vezes eu me desespero em pensar na pessoa extraordinária que eu estou perdendo. E nesses momentos, quando eu o olho assim de longe, tudo em que consigo pensar é no ano de 1999, o nosso primeiro ano de namoro e um dos melhores da minha vida. Quando eu tinha certeza que era ele o homem da minha vida e que sem ele nada mais fazia sentido. Aquela certeza toda e a segurança de ter alguém como ele ao meu lado é insubstituível. E disso eu me orgulho muito, de ter vivido anos maravilhosos ao lado dele. Ser solteira tem sido maravilhoso e é tudo em que penso agora, mas nada substitui a alegria de estar amando e as maravilhas de uma vida a dois. A verdade é que eu nem sei o que é pior, ficar triste quando o encontro ou ter que me afastar de uma pessoal tão linda. Mais uma vez, o tempo se encarregará de acertar as coisas.


por Freda Franchin às 3:08 PM

Domingo, Março 07, 2004

Ainda posso me lembrar de quando vim pra Bebedouro de férias, disposta a passar um bom tempo longe de Ribeirão. Naquela época eu chamei de escapada estratégica, hoje eu percebo que foi a melhor coisa que fiz na vida. Sabe, sair de Ribeirão naquele exato momento da minha vida era mais do que necessário, a minha felicidade dependia daquela escapada. E só hoje, quase 3 meses depois, eu percebo que eu não poderia ter feito melhor escolha. Hoje eu me sinto forte, linda, com a auto-estima lá em cima e muito feliz. Novembro e dezembro foram meses difíceis, eu tinha acabado de terminar com o Renato e eu estava muito deprimida, aquelas noites tristes e vazias insistiam em continuar. Eu andava vendo muitos fantasmas e ainda levei um fora fenomenal, minha amiga inseparável de baladas estava começando a namorar, o Lucas, meu amigão da academia, começou a namorar e também me abandonou, a minha vida de recém-solteira ia mal, bem mal sucedida. Enfim, eu estava deprimida e me sentia sozinha, a APP ia entrar em férias e não existia melhor momento para aquela escapada estratégica. Eu precisava ficar longe de tudo aquilo e de todas aquelas pessoas, senão era capaz de enlouquecer e eu vim pra Bebedouro decidida a ficar bem, decidida a voltar feliz e cheia de vida.
Muitas coisas aconteceram durante esse tempo e inúmeros acontecimentos contribuíram para o estado de espírito maravilhoso que eu estou agora. Acontecimentos pequenos e grandiosos, como as idas a Cachaçaria com os amigos do meu irmão, a balada do natal, onde começou o meu casinho relâmpago com o meu primo Gabriel, a festa antes do reveillon, onde eu reencontrei a Maíra, minha amiga de infância que eu não via há uns 6 anos, o reveillon em São Carlos, a paquera com o mocinho tatuado da academia Ativa, o fim de semana no sítio com a turma do meu irmão, os primeiros dias do ano em Araraquara, a viagem pra praia, o carnaval prolongado em Barretos e Araraquara, ter me apaixonado pelo Danilo. Enfim, cada acontecimento, independente de sua importância, me dava uma injeção de animo e auto-estima e me preparava para voltar.
Me recuperei do fora e do término do meu namoro, consegui fazer o Re entender que terminamos pra valer e que não vamos mais voltar, a Aline já terminou o namoro, os fantasmas já foram embora e as noites tristes e vazias são apenas lembranças distantes.
E agora eu me sinto mais do que pronta pra voltar e eu estou ansiosa por isso, porque eu amo muito tudo aquilo de que um dia eu precisei me distanciar.



por Freda Franchin às 7:17 PM

Quarta-feira, Março 03, 2004

Digamos que este não tenha sido um dos melhores carnavais da minha vida, mas foi tão maravilhoso e inesquecível quanto os outros. O carnaval de Barretos continua maravilhoso, com as mesmas pessoas divertidas e animadas de sempre, os fins de noite (ou seriam inícios de manhãs?) comendo pão de queijo no posto Las Vegas, o lança-perfume, a vodca com citrus, a ressaca. E dessa vez, fazendo parte do bloco Celebridades, algumas coisas foram ainda mais divertidas. A sensação de estar solteira no carnaval, ainda que apaixonada, foi maravilhosa. Uma sensação de liberdade e alegria que eu aproveitei pra beijar novas e velhas bocas.

Logo depois da noite de segunda-feira fui aproveitar o ultimo dia de carnaval em Araraquara, onde eu acabei ficando uma semana inteira. Terça-feira inteira debaixo de chuva no Clube Náutico, muito chope, amigos e beijo na boca do meu amor de verão que subiu a serra. Acho que eu nunca conheci tanto japa em toda a minha vida. Foi uma semana intensa, movimentada, cheia de baladas e muita paixão. E eu voltei ainda mais apaixonada. Não sei quando vou vê-lo de novo, mas a intensidade dessa ultima semana me rendeu lembranças boas por um bom tempo. E enquanto essa paixão não vira melancolia eu vou vivendo feliz da vida.

E depois de tantos acontecimentos, tudo o que eu quero é volta à vida. Voltar pra Ribeirão, arrumar o meu quarto novo, plantar novas flores na janela do meu quarto, organizar o meu mural gigante novo, voltar pra academia, pras baladas ribeirão-pretanas e voltar a trabalhar. E nesse semestre todas as minhas expectativas estarão voltadas para um curso de redação profissional que eu farei durante todo o primeiro semestre. Mais do que nunca, escrever tem sido a minha vida.


por Freda Franchin às 5:11 PM