Freda Franchin, 24 anos. Mora com três amigas em Ribeirão Preto e adora o seu cabelo. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis, nhoque e pimenta. Na cozinha só sabe fazer o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar ficando aqui pra sempre, porque ela não é uma pessoa de muita iniciativa. Tem três avós vivas e 3 avôs falecidos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e duas primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, que nunca conheceu. Tem um irmão nadador que é lindo de viver. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E há poucos meses aprendeu a gostar de pagode. Fez estágio mesmo depois de formada. Hoje é uma desempregada perdida na vida que continua tentando descobrir um jeito de ganhar dinheiro escrevendo. Já quis ser psicóloga, jornalista, turismóloga, advogada e hoje é uma publicitária frustrada, que continua querendo ser jornalista e psicóloga. Quer estudar alguma coisa, mas não sabe o quê e nem onde. No final das contas vai acabar estudando jornalismo. Quando adolescente colecionava a revista Capricho, na verdade, parou de comprá-la há apenas dois anos. Hoje só pega o jornal para ler a coluna do Zé Simão e também adora a revista Nova. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Já apresentou cinco namorados para os pais. Mas o maior amor de sua vida foi o Renato, com quem namorou durante quase 5 anos. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Tem nove graus de miopia no olho direito e quatro no esquerdo. Sim, ela é praticamente cega e sonha com o dia em que vai poder enxergar sem suas lentes de contato. Há poucos dias ela descobriu que isso vai acontecer muito antes do que ela previa. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens para o seu coração. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Faz tratamento para espinha desde os 12 anos. Com o mesmo dermatologista. Já fez dieta para engordar. Hoje luta conta os vários kilos que se alojaram em sua barriga. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já treinou caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Hoje não faz mais nada e não anda a pé nem até a esquina. É curiosa, mimada, fresca, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Estudou na USP, mas nunca prestou o vestibular da Fuvest. É porque ela era aluna especial do curso de Administração. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não acredita nos homens e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico e morre de saudades dele. Aliás, ela é uma pessoa muito nostálgica. Sempre fica amiga de seus ex-namorados. Nunca fumou, mas bebe sempre que sai pra balada, principalmente vodka com schweppes citrus. Mas sempre acaba passando mal e a ressaca no dia seguinte é fatal. Nunca teve cólicas, nem TPM. Sua primeira vez foi aos 18 anos, mas ele foi embora para os Estados Unidos duas semanas depois. Ela pensa nele até hoje e sonha em reencontrá-lo, embora ele a tenha feito sofrer muito. Ela já beijou um inglês chamado Sean e também um argentino com nome de sabão em pó, chamado Ariel. Tem um irmão intelectual. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Hoje tem uma Honda Biz, chamada Penélope, mas continua sonhando com seu Golf branco e a sua Cherokee preta que é bem provável, não virá nunca. Tem uma família maravilhosa, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que vai ser nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Tem uma amiga enfermeira, que também é sua cunhada. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. A outra mora com ela há 2 anos. Já beijou três negros, um deles foi a sua paixão por quatro anos, outro foi seu professor de caratê. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão. Seus pais vivem dando festas e ficam tocando violão até altas horas. Eles cantam num coral da cidade. Sua mãe faz aulas de canto e violão. E seu pai tem uma voz e tanto. Não disse que eles eram apaixonantes?! Tem 1,57 de altura. É viciada em gloss e Ades de maçã. Só toma leite integral. Com nescau. É viciada em fotografia. Revela dois filmes por mês. Não gosta de homens loiros, mas um de seus grandes e inesquecíveis amores é loirinho. Lindo! Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e embora não acredite em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela.

E-mail
lyzzarp@hotmail.com

Vida de Universitária




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Quinta-feira, Setembro 30, 2004

QUASE...



Sabe quando você achou que já tivesse sofrido o suficiente e sentisse como se estivesse começando a se recompor? De repente percebe que o sofrimento foi em vão, que embora você não tivesse percebido, muito sofrimento ainda está por vir.

Este foi o meu erro com o Danilo, ter terminado pela metade, ter pensado que sofrer em etapas pudesse doer menos, ter continuado deixando rolar, quando deveria ter colocado um ponto final.

Terça-feira definitivamente não foi um dia como outro qualquer, principalmente porque era uma terça feira e eu estava feliz da vida no meio de um churrasco com um monte de amigos novos, tinha cerveja, picanha, sol e piscina. Cheguei em casa bêbada por volta da meia noite e o que era pra ser só uma conversa normal pelo telefone acabou se transformando em algo quase definitivo. Eu disse quase!!! Quase porque eu sou uma burra. Porque eu sou medrosa e detesto mudanças. Quase porque eu nunca consigo fazer com que nada na minha vida seja definitivo. Quase porque eu ainda não consigo aceitar que tudo se perdeu.


por Freda Franchin às 9:03 PM

Quarta-feira, Setembro 29, 2004

AMNÉSIA ALCOÓLICA: O pior de tudo é estar triste e nem lembrar do motivo.


por Freda Franchin às 9:07 PM

FODA-SE


Foda-se os HOMENS!
Foda-se os MOLEQUES!
Foda-se os SENTIMENTOS meigos e fofos!
Foda-se o AMOR!
Foda-se as LÁGRIMAS!
Foda-se todas as MÚSICAS melosas!
Foda-se as VERDADES!
Foda-se o PASSADO!
Foda-se as LEMBRANÇAS doces!
Foda-se a SAUDADE!
Foda-se os HOMENS!
Foda-se os MOLEQUES!

Estou entrando pro celibato!
E eu estou bêbada!


por Freda Franchin às 2:15 AM

Domingo, Setembro 26, 2004

A MOÇA LOIRA DE BIQUÍNI COR DE ROSA



O mais legal de passar o fim de semana tomando sol na esteira do clube, além de ficar bronzeada, é claro, é ficar observando as pessoas. As crianças principalmente. Incrível como elas gostam daquilo tudo: sol, piscina, calor e mais um monte de criança parece ser a combinação perfeita para um fim de semana perfeito.
Na maioria das vezes elas estão sempre acompanhadas pelos pais, numa espécie de fim de semana da família feliz. Então, os pais ficam na área das esteiras, enquanto o pai lê o jornal e toma uma cervejinha, a mãe fica deitada na esteira, se lambuzando de bronzeador, enquanto pega uma corzinha e dá uns berros pros filhos vez ou outra.

Do outro lado, dentro da piscina, estão as crianças das mais variadas idades. É incrível como ficam amigas, como brincam juntas, sem ao menos saber os nomes umas das outras. Meninos e meninas, todos juntos, brincando, gritando, brigando, pulando ou se afogando.

Lá está o menininho de no máximo 2 anos que sai correndo pelo clube, enquanto a mãe, quase enlouquecida, sai correndo atrás com medo que ele caia na piscina grande. Ele quer porque quer entrar lá e parece não entender quando o irmão maior explica que a piscina é muito funda e que ele não pode entrar lá.

Do outro lado está a menina de uns 6 anos que parece morrer de medo da profundidade da piscina. As amiguinhas da mesma idade estão lá, felizes da vida, pulando e gritando e a pobre coitada ensaia uns pulos, mas acaba descendo do trampolim sem coragem pra pular. Frustrada, ela fica agarrada à escadinha, enquanto assiste às brincadeiras divertidas das amigas. A brincadeira é assim: elas afundam todas juntas, uma fala uma palavra debaixo d´água e as outras têm que adivinhar a palavra. Parece divertido.

Num outro grupinho têm uns 4 meninos de uns 8 anos. Eles estão eufóricos, conversam, gritam, pulam e vez ou outra gritam pela mãe: Mãããããe, olha o que eu sei fazer!!! E quando a mãe olha, ele vai e pula na piscina, do jeito mais simples do mundo e enquanto ele fica se achando, a mãe baba de orgulho.

Logo adiante estão 3 meninas de uns 10 anos que brincam juntas, imaginando as mais loucas e criativas histórias. Primeiro a moreninha é irmã da gordinha e grita por ela enquanto tenta salvá-la do tubarão imaginário. Depois elas se tranformam em sereias e simulam se pentear e se maquiar debaixo d´água. Mais tarde elas imaginam que o ralo da piscina vai engolí-las e elas nadam com toda velocidade para fugir do tal ralo engolidor, que provavelmente se torna muito maior do é na realidade. Entre uma brincadeira e outra, elas brincam de pular do trampolim.

As crianças maiores, de uns 13 anos estão reunidas em turmas grandes, em torno de umas 15 pessoas entre meninos e meninas. Depois de cansarem de brincar de pega pega e vôlei, dá pra notar um clima de paquera entre eles. As meninas meio que se separam dos meninos e, reunidas onde eles não possam ouví-las, parecem comentar coisas adolescentes e tolas sobre os meninos. Enquanto estes, do outro lado da piscina, parecem comentar quem é magrela demais e quem é a mais gostosinha e beijável.

Logo ali, estão 3 meninas, uma de 10 anos, outra de uns 6 e mais outra de uns 4. A de 10 e a de 4 são irmãs e elas têm um golfinho inflável enorme que em alguns minutos se torna a principal atração da piscina. Todas as crianças da piscina parecem se juntar e brigam por alguns segundos em cima do tal golfinho azul que todos insistem em chamar de peixe, tubarão ou baleia, enquanto a menininha, nervosa com a confusão, grita: É um golfinhoooo!!!

Os bebês são sempre uma diversão à parte. Fofinhos, eles parecem ficar ainda mais lindos vestidos com aqueles maiosinhos, sunguinhas e biquininhos cute. Dentro d´água, no colo dos pais, eles sentem-se totalmente a vontade e batem os bracinhos e perninhas divertindo-se com a água que espirra. Parece divertido ter um bebê nessas situações. Pelo menos é o que se percebe nas expressões de felicidade dos pais.

Na hora de ir embora, o clube se tranforma num verdadeiro campo de batalha. O pai já bebeu cerveja demais, já leu o jornal inteiro e parece ancioso para chegar em casa e esparramar-se na frente da TV. A mãe, além de parecer preocupada com o almoço e o sol forte, já ficou vermelha demais. Mas as crianças estão lá, firmes e fortes, e quando ouvem a frase: Vamos embora! mostram-se quase desesperadas. A euforia e a empolgação dão lugar aos mais diversos tipos de desculpas, só por mais alguns minutos naquele paraíso. Provavelmente seriam capazes de passar muito mais tempo ali, naquele ambiente perfeito, não precisam nem comer ou dormir, a piscina parece ser o melhor lugar do mundo.

Logo ali, deitada em uma das esteiras, tem uma moça loira, de biquíni cor de rosa e óculos de sol, que sou eu. E eu mal percebo que já passei 4 horas debaixo daquele sol. Eu estava entretida demais observando aquilo tudo, e eu me vejo ali, no meio do grupinho de meninas com o golfinho azul, me vejo brincando de tubarão e sereia e também tenho medo do ralo engolidor gigante. Escuto a minha mãe me explicando que eu sou pequena demais para entrar na piscina funda. Sou um bebê e estou no colo do meu pai, enquanto olho a minha mãe tomar sol, bato as perninhas com toda força e o meu pai parece orgulhoso. Estou ali, no meio dos adolescentes, brincando de pega pega, meu biquini é azul e eu sou a mais magrela de todas, mas eu tenho um peitão, e a Karina briga comigo, porque ela tem inveja. Estou ali paquerando os meninos. Eu me vejo falando palavras debaixo d´água (morango era a minha palavra preferida) e grito pra minha mãe antes de pular: Mããããe, olha o que eu sei fazer!!

Frequento aquele clube desde bebê e de repente eu me dei conta de como as brincadeiras de piscina não mudaram com o passar do tempo. Eu também brincava daquilo tudo, eu também era uma sereia, eu via o tubarão e até hoje eu tenho medo do ralo engolidor. E não venha me dizer, com a mente burramente adulta, que não existia tubarão algum naquela piscina. A imaginação de uma criança pode tudo, muito mais do que supõe a nossa vã filosofia.


por Freda Franchin às 2:28 PM

PISCINA E FUTILIDADE



Depois de um longo e tenebroso inverno, hoje foi o dia dia tirar o biquini do fundo da gaveta e passar o sábado torrando na piscina do clube. E amanhã tem mais...

Mas então, eu vim aqui mesmo mesmo pra fazer duas coisas:
Postar uma foto da minha mais nova aquisição confortabílissima, charmosa e linda

E eu também vim avisar que o meu buzznet ali embaixo tá cheinho de fotos novas.

E a falta de assunto prevalece!


por Freda Franchin às 12:05 AM

Quinta-feira, Setembro 23, 2004

Eu juro que ainda vou me acostumar a ter 100 visitas por dia e apenas 5 ou 6 comentários!!! Mesmo porque eu sou a primeira a morrer de preguiça de comentar em blogs alheios.

Vale a pena deixar registrado: a baladinha de ontem foi bem boa: cachaçaria e vódega na rep. de uns amigos novos e lindos.

Também vale a pena deixar registrado que eu ando meio sem inspiração pra escrever aqui.

Esse fim de semana eu prometo atualizar meu buzznet com as fotos dessas últimas baladas, que não foram poucas.

E eu também prometo que não volto aqui até que tenha assunto...


por Freda Franchin às 8:10 PM

Terça-feira, Setembro 21, 2004

PANCEPS



Pela primeira vez na vida tenho pensado em dieta, alimentos saudáveis, perder peso, etc. Tem sido incrível, principalmente pra uma pessoa que já fez até dieta pra engordar como eu. É tudo tão louco que quando eu paro pra pensar, mal posso acreditar que está mesmo acontecendo. Mas é só eu olhar pra minha barriga, é só eu tentar colocar a minha calça que eu comprei há 3 semanas e que já não fecha, é que eu vejo que está mesmo acontecendo. Pode parecer exagero pra quem vê as minhas fotos e nota que eu sou magra, ou pra quem fica sabendo que eu meço 1,57 e peso 47 kg. Não parece muito olhando assim e de fato eu estou satisfeitíssima com o resto do corpo, mas a minha barriga... É pra lá que vão todos os kilos que eu ganho. Pesei 40 kilos a
minha vida inteira e de repente a minha barriga praticamente ganhou 7 kilos!! Sim, a maioria dos meus novos 7 kilos foram todos pra lá!!!
E isso começou a me incomodar muito, já que eu não tenho mais coragem de usar blusas muito justas, nem que mostrem um pouco da barriga e aos poucos eu estou perdendo todas as minhas calças.
Bom, pra piorar a situação no final de outubro eu vou pro Carnalfenas e putz, Carnalfenas é uma das maiores micaretas do país. Tuuuudo de bom!!! E como carnaval é carnaval, ainda que fora de época, eu vou querer usar sainhas, shortinhos e blusinhas curtas. E eu tenho só 1 mês pra correr atrás do prejuízo!!!
E eu que sempre tive pavor de comidas diet, ontem dei até uma sapiada pelas gôndolas de produtos diet do supermercado. Ta, eu não comprei nada, mas já foi um grande passo. Só não sei como vou fazer pra conseguir parar de amar Nescau e Ovomaltine, pra parar de comer Baconzitos e encher o meu feijão de bacon e calabreza.
Não estou nenhum pouco animada pra começar a comer direito e nem quero pensar em voltar pra academia.


por Freda Franchin às 1:11 PM

Domingo, Setembro 19, 2004



Foi um puta sábado bom. TODAS as pessoas do mercado publicitário estavam lá. Inacreditável como a APP consegue reunir tantas pessoas interessantes todos os anos. Fiz alguns contatos bem interessantes que provavelmente vão me render algum tipo de retorno. Mas isso foi antes de eu começar a beber, porque depois da terceira cerveja eu já tinha até esquecido que estava ali porque precisava conseguir um emprego. Só que a cada cerveja as coisas só ficavam ainda mais divertidas e eu só fui embora porque fomos literalmente expulsos. Na verdade, com toda classe do mundo, fomos convidados pelos seguranças a nos retirar porque o evento já tinha acabado.


por Freda Franchin às 5:54 PM

Sexta-feira, Setembro 17, 2004

VOU DEIXAR A VIDA ME LEVAR



A balada de ontem precisa ficar registrada com uma das melhores dos últimos tempos!!! Motivos é o que não faltam:

* Fomos numa turma tããão legal: Hello, Má, Paula, Fernanda, Aline, namorado da Aline e 2 amigos da Fer.

*Tinha bebida na faixa. Vódega e tudo mais e eu NÃO fiquei bêbada, nada, nada, nem alegrinha. Só que eu me diverti absurdo, do mesmo jeito que eu faço quando estou toda animadinha com meu copo de vódega. Tá, eu confesso, eu só não bebi porque não estava nem um pouco afim de passar a sexta-feira de ressaca de novo.

*Encontrei um montão de amigos legais que vivem sumidos.

*Nunca vi tanta gente bonita num lugar só e eu não falo só de homens não. Tá, tinha muuuito homem lindo lá!

*Não tem jeito! Festa no Samanea SEMPRE acaba sendo o máximo.

*Banda boa. Música boa. Pista de dança bombando. Vou deixar a vida me levar.

*Sol nascendo, todo mundo indo embora e nós comendo lanche enquanto nos certificávamos de que seríamos mesmo os últimos a ir embora.

*Seis e meia da manhã, sol nascendo, tudo mundo acordando e nós chegando em casa felizes da vida e dando muita risada da Maíra bêbada.

...........................

Amanhã não vai ter balada, nem vódega. Mas com certeza vai ser um dia bom. Churrasco. Cerveja. Amigos. 14º Encontro dos Publicitários.


por Freda Franchin às 10:47 PM

Quarta-feira, Setembro 15, 2004

Pelo menos 3 dias de trabalho pela frente. Estou trabalhando na organização de um evento da APP: 14º Encontro dos Publicitários. Felicidade. Empolgação. Esperança. E de quebra ainda ganhei um abadá do Carnafea, que será no mês que vem.
As baladas da semana começam amanhã com o Lual do Bixo no Samanea e no sábado acontecerá o tão esperado Encontro dos Publicitários!!!


por Freda Franchin às 10:33 PM

Terça-feira, Setembro 14, 2004

Dividir o apartamento com mais 3 mulheres pode ser o máximo. E é de fato o máximo na maior parte do tempo. Mas tem algumas coisinhas que irritam tanto, que tem hora que eu acho que vou enlouquecer:

Cigarro
* Tirando eu, todas as outras meninas fumam. Eu não me incomodo com o cheiro, mas fico louca com tantos maços de cigarro, isqueiros e cinzeiros sujos espalhados pela casa.

Bagunça
* Tirando eu, todas as outras meninas são bagunceiras natas, desorganizadas ao extremo. E eu fico puta com alguns tipos de bagunça. Deixar o seu próprio quarto bagunçado é uma coisa, agora deixar a casa inteira na mais completa zona, chega a ser falta de respeito. Deixar bolsas pela sala é uma coisa, agora usar uma bolsa diferente por dia e deixar todas esparramadas pela casa já é demais! Colchão no meio da sala, roupas em cima da mesa, cinzeiros por todos os lados, óculos, pulseiras, brincos, Cd¿s, perfume, fotografia, incensos, cadernos. Tudo, tudo que vocês imaginarem faz parte da decoração do apê.

Água
* Encher as garrafas d¿água tem se tornado uma tarefa diária e incessante. O problema é que eu não tomo água sozinha, mas encho todas as garrafas sozinha, na maioria das vezes, mais de uma vez por dia. E putz, isso me irrita muito!

Lixo
* Divido o banheiro com a Paula e a Maíra, o problema é que elas pensam que quando o lixo está cheio, ele simplesmente sai andando até a área de serviço com suas próprias pernas. Só que todos os dias, quando percebo que ninguém vai tomar uma atitude, eu vou lá e pego, puta da vida!

Compras
* Papel higiênico, arroz, manteiga, feijão, azeite, macarrão, cebola: todo mundo usa, mas só eu compro. Simplesmente porque eu tenho o mínimo de noção e acho que existem certas coisas numa casa que não podem faltar nunca. Então, quando eu vejo que está acabando, já compro.

Ta, eu também não sou perfeita, também tenho os meus deslizes, mas eu tenho muita noção de tudo. E algumas coisas eu faço de propósito, como boa escorpiana que sou.


por Freda Franchin às 12:59 AM

Domingo, Setembro 12, 2004

MATANDO SAUDADES



Ontem foi o dia de matar as saudades... Saudades do meu querido Geórgia. Saudade dos gerentes e dos garçons. Saudade daquelas pessoas de sempre, que estão ali todos os fins de semana. Saudade da Smirnoff com schewpees citrus. Saudade daquele lugar que é tão meu. Saudade daquele nosso cantinho de sempre, da caixa de som que virou nossa mesa há anos. Saudade das músicas boas que são a marca registrada do meu Geórgia. Saudade de chegar em casa quando o sol já está nascendo.

Por mais baladas que eu frequente, por mais lugares que eu conheça, por mais bares novos que apareçam, o Geórgia será sempre a minha casa, o meu território. E por mais que digam que não, aquele lugar será sempre o lugar das pessoas mais bonitas, mais descoladas e mais legais. E um dos poucos lugares caros que ainda sobrevivem em Ribeirão, em meio a tantas casas noturnas que não passam de 6 meses.

Sim, tudo isso pra dizer que a noite de ontem foi maravilhosa, inesquecível, histórica. E eu nem fiquei bêbada...


por Freda Franchin às 4:52 PM

Sábado, Setembro 11, 2004

DIAS



Hum.... vejamos como foi essa semana que começou pela metade....

Quarta-feira foi o dia dO TELEFONEMA. Dia de esclarecer algumas coisas, dia de ser sincero, dia de falar o que pensa e o que não gosta. Dia de matar a saudade. Dia de dormir felizzzzzzzzz.

Quinta foi dia de fazer compras, pagar contas. Dia de festa!!! Festa dos 100 dias pra formatura da Hello. Foi tudo muito legal: bebida na faixa, muita gente conhecida e alguns reencontros. Eu estava bem, mesmo depois de 5 copos de vodca com sprite ainda não parecia bêbada. Mas.... na hora de ir embora.... pausa pra vomitar no meio da Av. Independência. Vergonha. Raiva. Vodca barata.

Sexta foi o dia da ressaca, dia de conversar cara a cara com a privada, dia de dor de cabeça e neosaldina. Dia de acordar às 6 da tarde, olhar no relógio e não acreditar. Dia de fazer janta, ignorar a ressaca e ir badalar na Cachaçaria nova com a Hello e 2 amigas dela. Dia de tomar suco e sentir ânsia só de olhar pro chope da Jú. Dia de voltar cedo pra casa e ficar até tarde batendo papo com as meninas. Dia de ficar feliz porque eu vou passar o fim de semana em Ribeirão e vou matar as saudades do Geórgia.

E hoje eu acordei Amélia: lavei roupa, passei pano no chão, tirei pó dos móveis, lavei louça, descongelei a geladeira e agora eu vou fazer almoço... E na falta de uma piscina, eu vou passar o sábado tentando terminar de ler Alta Fidelidade.


por Freda Franchin às 3:16 PM

Terça-feira, Setembro 07, 2004

A MAGRELINHA E O MOCINHO DA PISCINA
14 ou 15, talvez 16 anos depois.



Eu tinha 10 ou 11 anos, talvez 12. Era uma magrelinha pirralha de pernas finas e peitão. Passava os meus dias na piscina do clube com as minhas amigas. Aquela era a minha vida, não existia nada mais importante do que os meus dias na piscina.
Ele era um rapaz de 17 ou 18 anos, talvez 19. Cabelos claros, corpo escultural, pele branquinha. Lindo. Seria o meu amor platônico, se naquela época eu já soubesse amar. O meu e de todas as minhas amigas. Era o nosso ídolo. Lindo. Inatingível. O dono do sorriso que marcou as nossas vidas. Impossível esquecer aquela boca e aquele sorriso de dentes tão branquinhos.
Então ele aparecia de vez em quando na piscina, às vezes com alguns amigos, outras com a namorada e estávamos sempre lá, preparadas para pagar os maiores micos de nossas vidas. Gritávamos em coro: FERNAAAANDO MARAAAASSI e nos escondíamos debaixo d´agua, como se pudéssemos ficar invisíveis, como se quiséssemos ficar invisíveis. Passávamos o dia todo olhando pra ele, admirando cada gesto, cada movimento, cada sorriso, sem ter a noção de que éramos notadas e passavámos por ridículas. Crianças.
Mas os anos foram passando, a piscina do clube continua sendo um de meus lugares preferidos, mas ele simplesmente desapareceu. E aquele nome marcou a minha infância e adolescência. Fernando Marassi marcou as nossas vidas. Fernando Marassi tornou-se uma lenda, talvez porque tivesse sumido, talvez porque nunca mais havíamos ouvido falar nele, talvez porque ele de fato seja uma lenda. E vai ser sempre.
E talvez eu nunca mais tivesse tido notícias dele, se num belo dia eu não estivesse dando umas voltinhas pelo Orkut e lá estava ele: FERNANDO MARASSI. De repente, um turbilhão de lembranças. Vergonha. Saudade. Micos. Passado. Depois de algumas trocas de mensagens, eu descobri que ele sempre soube de minha existência, sabia o meu nome, onde era a minha casa e lembra-se de todas as minha amigas, de todos os nossos micos e das minhas perninhas finas. E disse que eu tinha me tornado uma mulher linda. E ele, morando em São Paulo, com uma vida tão nova e diferente e aquele mesmo sorriso lindo.
Em menos de 2 semanas, aproveitando o feriado prolongado, nos encontramos. Aquele homem lindo, inatingível, o meu amor platônico, a lenda Fernando Marassi, estava ali, sentado bem na minha frente, na mesa de um bar, falando que eu era linda, me dando beijos na boca e um monte de carinho. E ele falou tantas vezes que eu até comecei a acreditar. Sim, porque foram muitos encontros, muitas conversas, muitas lembranças e tudo isso gerou doces saudades. Nostalgia.
E eu queria conversar com ela, contar pra magrelinha da piscina, que o mocinho de sorriso bonito e corpo escultural, agora pode ser meu. Agora pode ser nosso.


por Freda Franchin às 5:37 PM

TUDO DE UMA VEZ



Turbilhão de pensamentos. Pessoa nova. Sentimentos bons. Incertezas. Trocas de olhares intermináveis. Conquista. Cerveja. Dúvidas. Loucura. Choro. Coração disparado. Barzinho. Honestidade. Beijo na boca. Carinho. Bate papo. Recordações. Esperança. Voltas de carro. Sensações. Medo. Lembranças. Desejo. Novas possibilidades. Verdades. Desabafo. Sinceridade. Vontades. Emoção. Despedida.

Assim foi o meu feriado prolongado: Maravilhoso. Inesquecível. Lindo.

*Detalhes no próximo post, quando eu estiver menos bêbada e com menos sono.


por Freda Franchin às 4:47 AM

Sexta-feira, Setembro 03, 2004

Hoje eu tive um dia estranho. Muito estranho. Fui dormir as 11 da manhã. É, foi praticamente a hora que eu cheguei em casa daS baladaS de ontem. Ai eu acordei as 4, almocei e fui pra cabeleireira. Cortar o cabelo numa cabeleireira que você nunca viu na vida, é um ato de coragem que me deu o maior medo, ainda que eu tenha amado o resultado. Então eu cheguei da cabeleireira só as 22:00. E os meus únicos planos pra essa noite quente de sexta-feira pré feriado é DORMIR.

A semana começou praticamente só na quarta-feira, numa festa ruinzinha na farmácia da USP. Ontem: baladadinha no Ciprestes até as 2 da manhã. Viemos pra casa, colocamos pijama, batemos um papo e alguém teve a brilhante idéia:
- Vamos pra pré festa do Carnafea no Samanea!!!
Colocamos a roupa tudo de novo e fomos. Chegamos lá as 3:30 da manhã. E putz, eu me dei bem...
Esse feriado promete!!!


por Freda Franchin às 11:57 PM

Quinta-feira, Setembro 02, 2004

A NOTÍCIA



Eu ainda estou em êxtase, maravilhada com a notícia mais esperada e mais desejada de toda a minha vida. Desde os 18 anos eu sonho com o dia em que vou entrar no consultório da minha oftalmo e ela vai me dizer:
- Vamos operar? Sua miopia estacionou!
Mas ano após ano, eu entrava lá e ela só ficava me enrolando e a minha miopia só aumentava. Eu nunca perdi as esperanças, sempre sonhei com o dia em que eu vou acordar, abrir os olhos e simplesmente enxergar! Enxergar a foto da minha irmã que fica em cima do criado mudo, enxergar o mural que fica bem na frente da minha cama, enxergar a porta do meu quarto, enxergar as flores cor de rosa que ficam na minha janela. Então, o dia chegou e eu escutei exatamente o que eu queria, num dos momentos em que eu senti mais forte que isso fosse acontecer. Antes de sair de casa eu cheguei a comentar com a minha mãe que estava com bons pressentimentos.
A notícia em si é maravilhosa, só de pensar que a minha miopia enfim vai parar de aumentar chego a sentir vontade de chorar. Mas vontade de chorar eu senti mesmo quando eu fiquei sabendo que o meu convênio cobre 100% da cirurgia e que eu vou ter que esperar pela cirurgia dos meus sonhos pelo menos uns 6 meses. Quando eu fiz 24 anos, perdi o convênio do meu pai e estamos esperando abrir a 2ª fase para que ele possa me pagar o convênio individualmente. Contando o período de carência, a minha única certeza é que eu farei a cirurgia no ano que vem, e só.
E isso basta pra que eu me sinta a cega mais feliz do mundo!!! Enquanto isso vou me despedindo das lentes de contato...


por Freda Franchin às 2:12 PM