Freda Franchin, 24 anos. Mora com três amigas em Ribeirão Preto e adora o seu cabelo. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis, nhoque e pimenta. Na cozinha só sabe fazer o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar ficando aqui pra sempre, porque ela não é uma pessoa de muita iniciativa. Tem três avós vivas e 3 avôs falecidos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e duas primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, que nunca conheceu. Tem um irmão nadador que é lindo de viver. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E há poucos meses aprendeu a gostar de pagode. Fez estágio mesmo depois de formada. Hoje é uma desempregada perdida na vida que continua tentando descobrir um jeito de ganhar dinheiro escrevendo. Já quis ser psicóloga, jornalista, turismóloga, advogada e hoje é uma publicitária frustrada, que continua querendo ser jornalista e psicóloga. Quer estudar alguma coisa, mas não sabe o quê e nem onde. No final das contas vai acabar estudando jornalismo. Quando adolescente colecionava a revista Capricho, na verdade, parou de comprá-la há apenas dois anos. Hoje só pega o jornal para ler a coluna do Zé Simão e também adora a revista Nova. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Já apresentou cinco namorados para os pais. Mas o maior amor de sua vida foi o Renato, com quem namorou durante quase 5 anos. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Tem nove graus de miopia no olho direito e quatro no esquerdo. Sim, ela é praticamente cega e sonha com o dia em que vai poder enxergar sem suas lentes de contato. Há poucos dias ela descobriu que isso vai acontecer muito antes do que ela previa. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens para o seu coração. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Faz tratamento para espinha desde os 12 anos. Com o mesmo dermatologista. Já fez dieta para engordar. Hoje luta conta os vários kilos que se alojaram em sua barriga. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já treinou caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Hoje não faz mais nada e não anda a pé nem até a esquina. É curiosa, mimada, fresca, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Estudou na USP, mas nunca prestou o vestibular da Fuvest. É porque ela era aluna especial do curso de Administração. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não acredita nos homens e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico e morre de saudades dele. Aliás, ela é uma pessoa muito nostálgica. Sempre fica amiga de seus ex-namorados. Nunca fumou, mas bebe sempre que sai pra balada, principalmente vodka com schweppes citrus. Mas sempre acaba passando mal e a ressaca no dia seguinte é fatal. Nunca teve cólicas, nem TPM. Sua primeira vez foi aos 18 anos, mas ele foi embora para os Estados Unidos duas semanas depois. Ela pensa nele até hoje e sonha em reencontrá-lo, embora ele a tenha feito sofrer muito. Ela já beijou um inglês chamado Sean e também um argentino com nome de sabão em pó, chamado Ariel. Tem um irmão intelectual. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Hoje tem uma Honda Biz, chamada Penélope, mas continua sonhando com seu Golf branco e a sua Cherokee preta que é bem provável, não virá nunca. Tem uma família maravilhosa, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que vai ser nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Tem uma amiga enfermeira, que também é sua cunhada. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. A outra mora com ela há 2 anos. Já beijou três negros, um deles foi a sua paixão por quatro anos, outro foi seu professor de caratê. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão. Seus pais vivem dando festas e ficam tocando violão até altas horas. Eles cantam num coral da cidade. Sua mãe faz aulas de canto e violão. E seu pai tem uma voz e tanto. Não disse que eles eram apaixonantes?! Tem 1,57 de altura. É viciada em gloss e Ades de maçã. Só toma leite integral. Com nescau. É viciada em fotografia. Revela dois filmes por mês. Não gosta de homens loiros, mas um de seus grandes e inesquecíveis amores é loirinho. Lindo! Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e embora não acredite em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela.

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Sexta-feira, Dezembro 31, 2004

EU QUERO VIVER TUDO DE NOVO



Ontem estava tudo bem, foi um dia lindo que eu passei juntinho com o Dani, em Araraquara. Reencontrei o Oguri e o Gay que eu adoro e as meninas também. Eu estava bem, tranqüila, quase feliz, mas no início da noite o meu pai ligou contando da minha mãe. Ela teve uma espécie de amnésia temporária. Mais ou menos como se o dia de ontem não tivesse existido pra ela. Ela diz que acha que foi no cemitério e que como ela estava sozinha e não tinha ninguém pra ela consolar, não via motivos para continuar forte e se deu ao direito de desmoronar. Ela tem alguns machucados, talvez tenha desmaiado, uma psicóloga veio aqui e disse que essa amnésia é um mecanismo de defesa do organismo dela. Enfim, minha irmã e eu voltamos de Araraquara hoje de manhã e ela já estava melhor, á tarde foi num psiquiatra, que disse que esse tipo de reação é até normal em casos como esse, mas que pode facilmente virar uma depressão, então ela está tomando alguns remédios enquanto nós todos ficamos grudados nela todo o tempo. A minha mãe estava forte demais, era ela que consolava todo mundo, nós tínhamos certeza, estávamos só esperando ela desmoronar. Ontem ela chegou em mim e falou toda feliz: ¿Fredinha, eu sei porque o Dú morreu! Deus estava precisando de Anjo da Guarda nadador lá na Ásia.¿ É por essas e outra que cada vez eu a admiro mais!

Mas como se isso não bastasse, assim que eu cheguei em Bebedouro veio a bomba: o pai do Bruno morreu. Bruno é um ex-namorado com quem eu tenho saído muito ultimamente e era também um dos melhores amigos do meu irmão. Resultado: lá fui eu passar a tarde no velório. Antes de entrar, meu coração disparou, pensei que eu fosse desmaiar, mas eu consegui passar o tempo todo lá dentro, dando força pra família, que me olhava de uma maneira especial, como se pensassem: Ela sabe exatamente o que estamos sentindo.
Só que na hora do enterro, o cara com o violão começou a tocar exatamente a canção que ele tocou quando eu estava ali, enterrando o meu irmão e aquilo tudo voltou e eu senti como se o meu irmão tivesse acabado de morrer, senti de novo toda aquela dor gigantesca daqueles primeiros dias. Uma das primas do Bruno nos vendo chorar, veio falar comigo e com a minha irmã: ¿Vocês são muito fortes por estarem aqui. Muito obrigada!¿ Mal sabe ela o quanto aquilo tudo nos enfraqueceu.
De vez em quando me dá a sensação de que nada mais faz sentido, de que tudo além disso é pequeno e insignificante demais. Esse desânimo, essa angustia, eu não quero mais sentir. Eu quero voltar a dormir e a comer normalmente. Eu quero voltar a sorrir de verdade. Eu quero que o tempo passe, que o tempo voe. Eu quero que o tempo volte. Eu quero impedir que ele compre a moto, eu quero abraçá-lo só mais uma vez e quero gritar da arquibancada: ¿Vai Dú¿, enquanto ele disputa uma competição de natação. Eu quero encontrá-lo pela casa, agitado, sempre procurando alguma coisa pra fazer. Quero rir de suas palhaçadas, de suas brincadeiras. Quero ouvir a voz dele. Quero ser uma criança de 1 ano e 4 meses e vê-lo nascer. Eu quero viver tudo de novo.


por Freda Franchin às 3:40 AM

Terça-feira, Dezembro 28, 2004

ÉRAMOS SEIS



Como já podíamos imaginar, o natal foi triste. Ninguém merece perder pessoas no mês de dezembro. Eu sempre amei essa época, quando chegava o finalzinho de novembro eu já podia sentir o cheiro do natal e do final do ano, me sentia sempre alegre e emotiva, mesmo quando não tinha motivos aparentes. Gostava de ver a cidade sempre iluminada, os shopping lotados, as pessoas na rua, fazendo compras, novenas, preparando festas e planejando viagens, mas agora tudo o que me resta quando dezembro chegar é me lembrar da época mais triste e difícil da minha vida.
Decidimos manter os planos para a noite de natal, decidimos que como acontece todos os anos, nos reuniríamos em casa em volta da mesa farta, minha mãe prepararia seu tradicional macarrão de molho branco com presunto e queijo, trocaríamos presentes e nos abraçaríamos à meia noite. E assim foi feito, com a diferença de que neste ano recebemos muito mais gente do que estamos acostumados, as famílias dos amigos do Eduardo vieram cear conosco: Marquinho e família, Valtinho e família, Fabrício e família, Sil e família, meus padrinhos de São Paulo, os padrinhos do Eduardo, minhas primas, amigas, vizinhos e todos os amigos do Dú.
Graças a Deus, apesar da tristeza, foi uma noite marcada por muito bate papo, lembranças e risada.
Numa hora, estávamos tirando fotos e minha prima disse para nos reunir que ela queria tirar uma foto dos irmãos, de repente nos demos conta de que agora somos só nós 3. Uma sensação estranha tomou conta de todos nós. A Sil ficou olhando de longe, fui buscá-la e a abracei: "Vem tirar foto que você também é nossa irmãzinha." Tive vontade de chamar os meus pais para tirar uma foto conosco, mas tive medo, seria doloroso demais nos ver ali sem o Dú.
Sempre fomos muito unidos, não tenho lembranças de algum natal que tenhamos passado separados, meus pais sempre fizeram questão, nós também, nunca questionamos isso porque sempre foi nossa vontade também estar reunidos nesta data. Também por este motivo foi muito doloroso perceber que o Eduardo não estava ali.
No sábado almoçamos juntos, os meninos vieram pra cá novamente, ficaram jogando truco e bebendo cerveja na garagem enquanto eu e as meninas conversávamos. Decidimos ir para um barzinho no final da tarde. Estávamos todos ali, os amigos do Dú, minhas amigas, meus irmãos, a Sil. Sempre que estamos assim, reunidos, pensamos que fazendo desta maneira, estamos ajudando o Dú de alguma forma que não imaginamos, mas que nos conforta.
À noite, nos reunimos na sala da minha casa, estávamos falando sobre o Dú, nenhum de nós é espírita, mas não tem como não imaginar onde ele está, o que está fazendo, se está bem. Não entendo muito disso, nem mesmo acredito que o céu seja como a terra, e que o meu irmão está em alguma espécie de hospital, como me disse o cara do Centro Espírita que eu fui na semana passada.
O fato é que a partir do momento em que começamos a aceitar tudo isso, nos sentimos melhor. As recaídas são constantes e sempre haverá dor, mas eu me senti melhor quando disse o SIM.


por Freda Franchin às 12:37 AM

Sexta-feira, Dezembro 24, 2004

NÃO EXISTIA CONSOLO, SOMENTE DOR



Eu estava em Ribeirão, me sentia incomodada com o fato de não ter falado com ele naquela semana. A última vez que o vi foi no domingo anterior, na piscina do clube, onde passamos a tarde. Como morávamos os dois em Ribeirão, acabamos ficando muito mais próximos e nos víamos mais do que o resto da família. Era a última semana antes do FestGraf e estava aquela correria, todos os dias eu pensava em ligar pra ele pra perguntar da moto, que tinha ficado a semana anterior inteira no mecânico pra pintar, e ele estava todo empolgado com as mudanças na moto. Mas com aquela loucura da APP, acabou não me sobrando tempo. Na sexta-feira enquanto eu estava no FestGraf, ele ligou em casa bravo, falando pra Hello que eu estava com a câmera digital dele há um tempão e que ele ia querer usar no fim de semana. Mas eu acabei não retornando a ligação, já que não viria para Bebedouro naquele final de semana.
Então a Hello e eu estávamos tomando vodca, prontas pra ir pro pagode Gentefina, já tínhamos até chamado o táxi. Eram 18:20 quando a minha mãe ligou:
- Fredinha, você vai ter que vir pra Bebedouro.
- Porquê mãe?!
- Foi o Dú, ele caiu de moto de novo...
Fiquei nervosa, desesperada, comecei a chorar compulsivamente, as meninas me olharam assustadas:
- O que aconteceu com ele, mãe?! Onde ele está?
- Ele está no hospital, fazendo uma cirurgia.
- Mãe você está mentindo pra mim! Fala a verdade! Não vamos mais deixar ele ter moto não, mãe...
- É verdade filha, você não está vendo que eu estou calma? Fredinha, pára de fazer perguntas, o Dú está bem, vem pa Bebedouro logo.
Sentei na minha cama e só conseguia chorar, de desespero, de medo, muito medo. Enquanto isso, a Hello ligou para minha mãe e ficou sabendo da verdade, mas não me contou nada. Pegou uma mala, colocou minhas roupas, enquanto a Maíra se trocava para me levar para Bebedouro. No caminho vim xingando ele: "Esse moleque louco! Vive caindo, vive voando com aquela moto! Mas eu mesma vou vender aquela moto dessa vez! Ele vai ver só!" No fundo, de alguma maneira inconsciente, eu já sabia, mas preferi acreditar que ele estava realmente no hospital.
Quando viramos a rua da minha casa e eu avistei aquela multidão de amigos na frente de casa, eu levei uma espécie de choque, a Ma ainda não tinha parado o carro, mas eu desci e sai correndo, foi quando eu percebi que todos estavam chorando. Fui até o meu pai e perguntei chorando, meio sem querer ouvir a resposta:"Pai, o que aconteceu? Cadê o Dú?", as palavras que eu ouvi foram exatamente essas: "O Dú morreu, filha..."
Comecei a gritar, a espernear, me joguei no chão, abracei o pilar da varanda e o meu pai me segurou pelas costas, ajoelhado no chão, enquanto eu gritava: "O Dú não pai, o Dú não!!! Vamos lá buscar ele pai... O Dú não..." Sentia uma dor profunda, como se um pedaço estivesse sendo arrancado de mim. Devo ter ficado ali uns 40 minutos, gritando as mesmas palavras, enquanto o meu pai repetia chorando: "Eu sei filha, mas não podemos ir buscar ele, eu sei..."
Nem me lembro como eu fui parar na cozinha, mas continuava chorando com a mesma intensidade, até que eu vi a minha irmã, que tinha acabado de chegar de Araraquara. Ela estava calma, tranqüila, minha mãe estava calma também e eu não entendia aquilo... Começaram a me dar água com açúcar, chá, as pessoas me olhavam com piedade, os meus braços começaram a formigar, os meus dedos endureceram. Me levaram para caminhar lá fora, eu mal tinha forças para parar em pé, mas vi o Daniel, que dividia o quarto com o meu irmão em Ribeirão, chorando ali na calçada. Ameacei desmaiar, me colocaram na cama e chamaram uma médica. Tive medo que ela me desse uma injeção, mas ela só fez uma massagem nos meus braços e disse que eu precisava ficar acordada para as últimas horas na presença do corpo do meu irmão. Consegui pensar, me dei conta do que estava fazendo, me acalmei, fui ver minha mãe...
Tinha tanta gente na minha casa, tantos amigos, tantos vizinhos, tantos parentes, o telefone não parava de tocar, as pessoas não paravam de chegar e de chorar. Eu estava muito preocupada com a Sil, que estava em Barretos trabalhando, mas os pais dela haviam ido buscá-la. Àquela altura ela já devia estar sabendo, mas eu não imaginava a dimensão do sofrimento que nos aguardava. Passei algum tempo ligando para algumas pessoas para dar a notícia. O meu pai e os amigos do Dú tinham ido para o velório esperar o corpo ser liberado e cuidar do sepultamento, enquanto isso, ficamos em casa, esperando meu outro irmão chegar de Uberaba, os sogros dele tinham ido buscá-lo.
Por volta da meia noite fomos para o velório. Já tinha muita gente lá, a maioria, parentes e amigos muito próximos. Abracei o meu pai e me senti muito mal novamente. Eu tinha acabado de me dar conta de que estávamos no velório do meu irmão. Aquele meu irmão nadador de quem eu tinha o maior orgulho de apresentar para as minhas amigas, aquele meu irmão aventureiro, que amava velocidade, para quem eu sempre ligava chorando de madrugada, quando estava bêbada em alguma balada. O meu irmão que ia sempre me buscar na rodoviária, que acelerava a moto em vez de tocar o interfone quando chegava no meu apartamento. O meu irmão que tinha preguiça de subir e me fazia jogar as coisas pela sacada. O meu irmão que me chamava de "tata" até uns anos atrás, o meu irmão que ia se casar com a minha melhor amiga no ano que vem, e que ia me dar a Maria Eduarda de sobrinha. O meu irmão que tinha o coração tão bom e era tão alegre e festeiro, estava logo ali, deitado num caixão.
Lá de fora eu podia ouvir o choro e os gritos da Sil, por um momento eu vacilei e meu pai disse:
- Se você não quiser não precisa entrar, não é o Dú que está ali. Você sabe que ele jamais ficava muito tempo parado sem fazer nada.
Lá de fora eu podia ver seu rosto e a mão da Sil em seu cabelo. Eu entrei, sentia como se eu não fizesse parte do meu corpo, como se não pudesse dominar as minhas vontades e emoções. Muitas pessoas me seguravam, me ajudavam a caminhar, segurei bem forte na mão da minha irmã e segui em passos quase firmes. E lá estava ele, com a sua camisa azul preferida, um terço nas mãos, 2 bonecos do Homem Aranha e uma moto de brinquedo, ao lado do seu rosto e rodeado por margaridas. Ele estava lindo, com a mesma carinha de sempre, como se a qualquer momento fosse levantar e começar a rir da cara de todo mundo, fazendo aquilo tudo parecer mais uma de suas inúmeras brincadeiras.
Sentei ao lado da Sil, segurei bem forte na mão dela, enquanto a Karina tentava nos consolar. Não existia consolo, somente dor.
A madrugada seguiu gelada, os minutos pareciam congelados, o tempo não passava. Eu estava instável, tinha momentos de desespero e logo depois ficava calma, segurava na mão dele e passava a mão em seu cabelo, tentando deixar arrepiado, do jeito como ele gostava, passava creme nívea em sua boca que estava ressecada e roxa.
O meu pai andava pra lá e pra cá, mas em nenhum momento se aproximou do caixão. Minha mãe e eu tentávamos dormir nas cadeiras ao lado do caixão, mas as pessoas não paravam de chegar, inconformadas, tristes, desesperadas. A minha avó Laura não se conformava, minha avó Maria Luiza parecia preocupada com a minha mãe e a vó Lucília parecia não ter muita noção do que estava acontecendo. Numa das recaídas da minha mãe, sentamos eu, a Na e o Carlos, no chão, ao pé do caixão, abraçando ela, tentando consolá-la, mas era ela quem acabava nos consolando, foi nessa hora que ela lembrou da história do Pequeno Príncipe e nos fez rir. Alguns diziam que ela estava sedada, outros diziam que ela era "muito evoluída espiritualmente", mas ninguém sequer podia imaginar a intensidade de sua dor.
Por volta das 6:00 minha mãe, meus irmãos e a Sil, fomos para casa, deitei com a minha mãe na cama dela, mas a minha cabeça estava a mil por hora, mesmo assim fiquei ali deitada até as 7:30. Levantamos, tentamos comer pão e tomar leite, mas mastigar tinha se tornado um sacrifício grande demais. Quando voltamos para o velório, às 8:15, percebemos que estava lotado. Gente de Araraquara, Ribeirão Preto, São Paulo, São Carlos, amigos, parentes, colegas, conhecidos, o pessoal da academia onde ele trabalhava, o pessoal da equipe de natação da Unaerp, o pessoal que se formou com ele na Unaerp, os meninos que moravam com ele, tanta tanta gente reunida e triste.
Depois disso, tudo aconteceu muito rápido, o Oguri e Danilo chegou por volta das 9:30, e talvez ele nem imagine o quanto foi bom tê-lo por perto naquele momento, mas eu passei a maior parte do tempo ao lado do meu irmão, aproveitando cada minuto para olhar o seu rosto. Eram 10:50 quando o meu tio cochichou no meu ouvido: "Despede dele que vão fechar o caixão." O desespero tomou conta de mim novamente, mas em meio às lagrimas eu consegui beijar-lhe a testa, o rosto, e dizer uma coisa que eu lhe disse poucas vezes na vida, mas que ele sabia muito bem: Eu te amo. Saí dali com a Gisa e a minha irmã, em prantos, estava abraçada com a Gisa quando o Danilo me estendeu a mão e disse: "Vamos Fre?", enquanto as pessoas se afastavam seguindo o caixão levado pelos amigos do Dú. De alguma maneira o Danilo sabia que eu precisava daquele tipo de carinho naquele momento e que aquele tipo de carinho só ele podia me dar.
Então, as 11 da manhã daquela segunda-feira, deixamos o meu irmão ali, aos cuidados do meu avô Joaquim, ao som de um violão e uma salva de palmas eterna. Meu irmão, meu amigo, meu ídolo, aposto que você está fazendo a maior festa aí no céu. E é em você, em tudo que você me ensinou, que estou buscando forças para continuar.

Buzznet atualizado com fotos Dele.



por Freda Franchin às 5:31 PM

Quarta-feira, Dezembro 22, 2004

PEDAÇO DE MIM


"Oh, pedaço de mim
Oh, metade amputada de mim
Leva o que há de ti
Que a saudade dói latejada
É assim como uma fisgada
No membro que já perdi"

Chico Buarque



Era um domingo quente e feliz, mas não sabíamos que seria o último. Ele assistiu ao DVD do Homem Aranha 2 e depois passou um tempão arrumando o quarto. Depois de quase 3 anos em São Paulo e mais 5 anos em Ribeirão Preto, ele se preparava para voltar a morar com meus pais em Bebedouro. Já tinha pedido demissão da academia onde dava aulas de natação para crianças e era personal trainner e já havia trazido boa parte de suas coisas. Seus planos eram trabalhar com natação em Bebedouro e abrir um Drive-inn com um de seus amigos.

Então ele arrumou seu guarda-roupa, guardou todas as roupas e coisas que havia trazido de Ribeirão, colou cartazes do Homem Aranha nas paredes e, com um barbante, pendurou bonecos do Homem Aranha no teto, enquanto cantava algumas músicas.

Depois de almoçar, foi colocar luzes de natal na frente de casa. Minha mãe estava por ali, arrumando seus vasos de plantas e o Marquinho estava deitado na varanda olhando o meu irmão se aventurar pelos muros do quintal, enquanto colocava o pisca. Já estávamos acostumados com o seu jeito de colocar um pouco de aventura e alegria em tudo o que fazia, então a minha mãe disse: "Marquinho, você está aí sem fazer nada, aproveita e reza pro anjo da guarda desse menino! Olha as peripécias que ele está fazendo em cima do muro! Tá pensando que é o Homem Aranha!" e o Marquinho respondeu: "Ah Lídia, eu não lembro mais a oração do Anjo da Guarda, como é mesmo?" E ficaram os dois ali: "Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador..."

Logo depois a minha mãe foi dormir e o meu irmão passou uma meia hora ali na frente de casa conversando com a Paula, uma de nossas vizinhas. Quando ouviu o barulho da moto, minha mãe levantou e perguntou: "Dú, aonde você vai?" e ele disse: "Vou tomar um vento no rosto, mãe." Foram suas últimas palavras. Deitada na cama, minha mãe ainda ouviu o barulho da moto na garagem, ele ligava e a moto afogava, foram umas 4 tentativas até que a moto pegou. Depois ele deu uma volta no quarteirão e voltou, minha mãe ainda escutou a moto afogando mais algumas vezes, como se ela não quisesse ir. Mas foi.

Uns quarenta minutos depois a minha mãe recebeu uma ligação: "Tia, fala que o Dú está aí! Pelo amor de Deus tia, fala que ele está ai! Tem um acidente, uma moto igual à dele, o capacete dele. Tia, eu acho que o Dú morreu!" era uma amiga dele dando a trágica notícia. Minha mãe ficou calma, quase não acreditou, mas poucos minutos depois um policial ligou pedindo para os meus pais irem lá. E lá estava o meu irmão, intacto, lindo, deitado no chão de uma avenida sem movimento, completamente sem vida. O meu pai ficou transtornado, minha mãe sentou-se no chão ao lado dele, passou a mão no corpo dele, no peito, não tinha nada, nenhum machucado, a não ser 2 ralados no queixo e outros nos dedos da mão. Ele quebrou o pescoço e teve hemorragia interna no tórax, morreu na hora.
Ele estava numa avenida sem movimento, tinha ido ver um Drive-Inn que inaugurou há pouco tempo por ali, uma Saveiro foi atravessar a avenida e não viu o meu irmão. Ele bateu o tórax entre a porta e a caçamba do carro. Às 17:25 da tarde de um domingo quente, no dia 12/12/2004, 13 dias antes do natal, o meu irmão, o meu amigo, o meu companheiro e cúmplice, morreu.

Buzznet atualizado. Fotos Dele.


por Freda Franchin às 11:40 PM

Quarta-feira, Dezembro 15, 2004

Bom, esse é um post incomum nesse blog. Primeiro, sou eu [Danilo] quem está postando, de quem ela tanto já falou mal aqui. Segundo, porque não é uma daquelas lindas histórias que ela sabe escrever tão bem.
Indo direto ao assunto, o irmão da Freda, o Du, sofreu um acidente de moto e faleceu no domingo, aos 23 anos.
É uma notícia muito triste, mas com certeza a Freda vai superar tudo isso, porque além de ela ser muito forte, ela tem uma família muito unida e vários amigos pra dar toda a força que elas precisam! E esses amigos ela só conseguiu graças à pessoa maravilhosa que ela sempre foi, sempre uma amiga verdadeira, doce, meiga, de um coração enorme, sempre alegre, animada, simpática com todos, sempre querendo o bem de todos a sua volta!
Eu não resisti... tinha que falar bem dela, que aqui já falou bem de tanta gente!
E aqui vai meu recado pra você Fre... estarei aqui pra te ajudar e pra tudo mais que você precisar. Pode ficar tranqüila que eu sempre estarei aqui, onde sempre estive desde que te conheci: DO SEU LADO.


por Freda Franchin às 3:26 PM

Terça-feira, Dezembro 14, 2004

ME PEDEM PARA SER FORTE, MAS EU TENHO CERTEZA QUE NUNCA VOU SUPERAR ESTA DOR. TALVEZ ALGUM DIA EU ME ACOSTUME A CONVIVER COM ELA


por Freda Franchin às 1:09 PM

Domingo, Dezembro 12, 2004

FESTA ESTRANHA COM GENTE ESQUISITA


Na quinta fui com a Hello encontrar o irmão dela no Pinguim. Ficamos lá um tempão, até que decidimos ir pra uma festa da farmácia da USP, numa república. Festa estranha com gente esquisita, mas estava bem legal.
Sexta fui trabalhar mais cedo para cobrir o horário de almoço da Cármen, o que eu não sabia é que fazendo esse favorzão pra ela, eu estava correndo o risco de enlouquecer. Os 3 telefones tocavam ao mesmo tempo, vários e-mails urgentes, 37 ligações urgentes pra fazer e não parava de chegar gente pra comprar convites pro festival. Nunca me senti tão sobrecarregada e com uma espécie de raiva e euforia. No fundo eu gosto dessa correria, gosto dessa loucura, mas fiquei aliviada quando a Cármen chegou.
Só tive 1 hora para me arrumar, fazer maquiagem, comer e ficar maravilhosa para a grande noite, que não foi menos louca. Todo mundo chegando, querendo comprar convite, enfim, foi aquela loucura. Mas depois deu tempo de assitir o festival, encontrar velhos amigos e até conseguir uma entrevista pra uma vaga de redatora numa agência. A melhor parte é ver o evento que você organizou sendo elogiado, dando tudo certo e sendo um sucesso.
Depois do FestGraf fui com a Má, Hello e mais uns amigos da Ma num barzinho chamado Kombi. Bebemos cerveja até as 5 da manhã, hora em que fomos literalmente expulsos do bar.
E hoje foi um sábado mais do que agitado: cabeleireira, depilação, supermercado e voltinha de moto com a Hello. Adoro passar o dia todo assim com ela, só nós duas. É nessas horas que eu percebo o quanto nos damos bem, o quanto somos amigas e cumplices, o quanto nos adoramos. É nessas horas que eu fico feliz de tê-la conhecido e de morar com uma pessoal tão amiga e especial!


por Freda Franchin às 1:00 AM

Quinta-feira, Dezembro 09, 2004

DE CORAÇÃO ABERTO


Com seus longos cabelos loiros e seus olhos esverdeados, Marília é dona de um sorriso lindo e de uma alegria de viver que é capaz de causar inveja no mais feliz dos mortais. Quem vê Marília assim, feliz e alegre num de seus momentos de descontração com as amigas ou enquanto trabalha na loucura do dia a dia daquele salão de beleza, não imagina o quanto já se decepcionou e sofreu por amor.
Ela é uma dessas pessoas que sempre viveu a vida loucamente e sempre se entregou a tudo de corpo e alma e de coração aberto, disposta a todos os tipos de sentimentos e situações que a vida pudesse colocá-la.
Marília vivia se apaixonando, sempre namorou muito, sofria, chorava, mas logo estava feliz novamente. Sempre acreditou que valia a pena se entregar, ainda que fosse para sofrer e que viver se controlando não era algo muito louvável. Então, entre lágrimas e alguns outros momentos de alegria, ia levando a vida. Até que conheceu o amor de verdade, e apesar de sempre ter se entregado, nunca havia sentido aquela certeza de estar amando. Um amor absoluto, sublime, grandioso, lindo, que a fez feliz durante muitos anos. E pela primeira vez na vida, Marília pensava seriamente em se casar e formar uma família. Estava feliz e apaixonada, Marília estava amando.
E apesar de várias vezes ter se decepcionado e ter sentido o gostinho amargo do sofrimento, ela ainda não conhecia a sensação de ser trocada. E depois de algumas desconfianças, ela foi literalmente trocada por outra mulher, por quem seu namorado se dizia totalmente apaixonado. E então ela conheceu o sofrimento de verdade. E aquela dor nem se comparava a tudo de ruim que já havia sentido. Foram meses inteiros de sofrimento intenso, Marília não tinha vontade de sair de casa, não atendia as amigas, não sentia vontade de comer e depois de ter sido mandada embora do emprego de que tanto gostava, trancou-se em seu mundo de solidão e tristeza. Marília já não apresentava nem vestígios da jovem feliz que vivia rodeada de amigas e que tinha aquela vida tão agitada.
A terapia foi a única saída para que a depressão total não tomasse conta de sua vida e de seu corpo. E aos poucos ela foi melhorando, começou a sentir saudades de como sua vida era maravilhosa antes de conhecer o amor de verdade, sentia saudades de como tudo era simples quando não estava amando, e de como era livre.
Depois de muita terapia, Marília sentia-se pronta para encontrar suas amigas e voltar a viver os velhos e bons tempos, quando eram inseparáveis e tão felizes. Apenas para uma coisa Marília jurava que jamais se sentiria pronta: entregar-se a um novo relacionamento. Definitivamente, agora ela tinha certeza: não valia a pena.
E depois de sair do consultório de seu psiquiatra, Marília caminhava pelas ruas tranqüilas da pequena cidade onde vivia, ela sempre achara aquele lugar bonito e acolhedor e todas as pessoas eram tão prestativas e simpáticas, que ela não sentia vontade de morar em nenhum outro lugar. Então ela se deu conta de que podia, novamente, ver a beleza das coisas. E enquanto caminhava e apreciava as belezas de sua tão pequena e bonita cidade, Marília decidiu trancar o seu coração tão machucado e cheio de feridas que talvez nunca se transformariam em cicatrizes. Ela ainda sentia uma espécie de raiva, não apenas de seu ex-namorado, mas de todos os homens do mundo. E naquele momento ela tinha certeza: trancar o seu coração para qualquer tipo de sentimento, era a decisão mais sensata que poderia tomar. E a partir daquele momento, ela se sentiu livre.
A vida ia voltando ao normal, logo ela encontrou um novo emprego, se encontrava com as amigas todos os dias e vivia tendo casinhos relâmpagos com homens passageiros que às vezes até despertavam nela algum tipo de sentimento, mas ela sentia-se segura, porque o seu coração estava trancado.
Mas ao longo da terapia, ela percebeu que ter o coração vazio não a fazia exatamente feliz e que a verdadeira liberdade estava em enfrentar a vida de coração aberto, se entregando a tudo de bom e de ruim, sem medo de sofrer, sem medo do futuro. Proibir a entrada de sentimentos e pessoas era uma atitude muito covarde, porque se entregar não significava sofrimento e tristeza e sim liberdade e Marília só se deu conta de tudo isso, quando conheceu Danilo e pela primeira vez, depois de uma noite de bebedeira com ele, teve coragem de falar sobre tudo o que havia passado e sobre a sua raiva.
Então ela percebeu que seria uma verdadeira loucura deixar o seu coração trancado ao homem mais doce e maravilhoso que já havia conhecido. E ela abriu o seu coração deixando o caminho livre para todos os sentimentos bons e ruins que aquele amor poderia lhe dar. Aquela paixão não lhe garantia um futuro feliz, nem um coração absolutamente tranqüilo, não lhe garantia decepções, nem magoas e muito menos estabilidade emocional, mas ela estava muito feliz e sentia-se livre. E tem sido assim desde então, um amor com altos e baixos, um amor sem garantias, com alguns poucos medos e algumas outras certezas, um amor vivido no presente, e dia após dia, Marília vai se entregando e aprendendo a ser feliz no presente, ainda que seja pra sofrer no futuro.

* Texto escrito por mim e inspirado em mim, para o curso de redação que eu fiz no início do ano, quando eu ainda estava apaixonada pelo Danilo e não tinha trancado o meu coração.


por Freda Franchin às 1:01 AM

Terça-feira, Dezembro 07, 2004

Eu adoro essa correria da semana do evento. Adoro passar uma tarde inteira trabalhando e nem perceber. Adoro nem ver a hora passar. Adoro todo esse pique, essa energia, essa necessidade de ter que resolver milhares de problemas por dia. O FestGraf é um evento da APP que vai acontecer nessa sexta-feira à noite. É um evento que premia as melhores peças gráficas, de áudio e multimídia do mercado publicitário do interior de São Paulo. É tanta gente nova, tantos contatos legais, tanto jurado lindo, tantas peças maravilhosas, que eu mal percebo que estou trabalhando e ganhando reais!!


Hello e eu, sexta-feira no Georgia


por Freda Franchin às 7:44 PM

Segunda-feira, Dezembro 06, 2004

DIA DE



Sexta-feira foi dia de ficar presa no trabalho por causa da chuva. Dia de dar trabalho pro meu irmão. Dia de ir pro Georgia e beber além da conta. Dia de balada boa. Dia de beijar um mocinho liiiindo e suuuuper gentil.

Sábado foi dia de ressaca. Dia de vomitar. Dia de ter que sair da cama na marra. Dia de ir ao shopping trocar o meu biquíni. Dia de comer mc donald's e jogar mais da metade do lanche fora. Ressaca. Dia de comprar uma havaiana liiiinda da Cia Marítima. Dia de encontrar meu mocinho do ano passado no caixa da Track & Field. Dia de comprar mudinhas de flores coloridas pro meu jardim. Dia de esperar a ressaca passar e voltar pra Bebedouro. Dia de reencontrar a family e dormir cedo.

Domingo foi dia ir pra piscina. Dia de tomar sol sem protetor. Dia de ficar vermelha e ardendo muito. Dia de amigas reunidas no clube, como nos velhos tempos. Dia de uma conversa boooa no messenger. Dia de voltar pra Ribeirão.

Dia de atualizar o Buzznet!!!


por Freda Franchin às 12:37 PM

Sexta-feira, Dezembro 03, 2004

COMPRANDO BIQUÍNI



Pra começar eu uso tamanho G na parte de cima e P na parte de baixo, então eu tenho que descobrir lojas que vendem peças avulsas. Ai, eu sempre encano com as estampas, gosto de estampas de flores, com cores bem vivas, de preferência pink ou azul. A parte de baixo tem que ficar bem justa na bunda e não pode apertar os meus pneus!!! Ainda por cima, a parte de cima tem que ser frente única, tipo cortininha fixa, com a alcinha bem fininha. No final das contas isso acaba se tornando tão difícil quanto esquecer o Dani.
Então depois de quase 3 meses numa busca quase desesperada pelo biquíni perfeito, enfim eu o encontrei. E numa crise de consumismo, eu acabei voltando pra casa com 2 biquínis e gastando mais de R$200,00!!! A consciência pesou, o cartão de crédito ficou comprometido, mas eu fiquei tããão aliviada!!


por Freda Franchin às 12:16 AM