Freda Franchin, 24 anos. Mora com três amigas em Ribeirão Preto e adora o seu cabelo. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis, nhoque e pimenta. Na cozinha só sabe fazer o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar ficando aqui pra sempre, porque ela não é uma pessoa de muita iniciativa. Tem três avós vivas e 3 avôs falecidos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e duas primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, que nunca conheceu. Tem um irmão nadador que é lindo de viver. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E há poucos meses aprendeu a gostar de pagode. Fez estágio mesmo depois de formada. Hoje é uma desempregada perdida na vida que continua tentando descobrir um jeito de ganhar dinheiro escrevendo. Já quis ser psicóloga, jornalista, turismóloga, advogada e hoje é uma publicitária frustrada, que continua querendo ser jornalista e psicóloga. Quer estudar alguma coisa, mas não sabe o quê e nem onde. No final das contas vai acabar estudando jornalismo. Quando adolescente colecionava a revista Capricho, na verdade, parou de comprá-la há apenas dois anos. Hoje só pega o jornal para ler a coluna do Zé Simão e também adora a revista Nova. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Já apresentou cinco namorados para os pais. Mas o maior amor de sua vida foi o Renato, com quem namorou durante quase 5 anos. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Tem nove graus de miopia no olho direito e quatro no esquerdo. Sim, ela é praticamente cega e sonha com o dia em que vai poder enxergar sem suas lentes de contato. Há poucos dias ela descobriu que isso vai acontecer muito antes do que ela previa. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens para o seu coração. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Faz tratamento para espinha desde os 12 anos. Com o mesmo dermatologista. Já fez dieta para engordar. Hoje luta conta os vários kilos que se alojaram em sua barriga. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já treinou caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Hoje não faz mais nada e não anda a pé nem até a esquina. É curiosa, mimada, fresca, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Estudou na USP, mas nunca prestou o vestibular da Fuvest. É porque ela era aluna especial do curso de Administração. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não acredita nos homens e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico e morre de saudades dele. Aliás, ela é uma pessoa muito nostálgica. Sempre fica amiga de seus ex-namorados. Nunca fumou, mas bebe sempre que sai pra balada, principalmente vodka com schweppes citrus. Mas sempre acaba passando mal e a ressaca no dia seguinte é fatal. Nunca teve cólicas, nem TPM. Sua primeira vez foi aos 18 anos, mas ele foi embora para os Estados Unidos duas semanas depois. Ela pensa nele até hoje e sonha em reencontrá-lo, embora ele a tenha feito sofrer muito. Ela já beijou um inglês chamado Sean e também um argentino com nome de sabão em pó, chamado Ariel. Tem um irmão intelectual. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Hoje tem uma Honda Biz, chamada Penélope, mas continua sonhando com seu Golf branco e a sua Cherokee preta que é bem provável, não virá nunca. Tem uma família maravilhosa, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que vai ser nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Tem uma amiga enfermeira, que também é sua cunhada. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. A outra mora com ela há 2 anos. Já beijou três negros, um deles foi a sua paixão por quatro anos, outro foi seu professor de caratê. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão. Seus pais vivem dando festas e ficam tocando violão até altas horas. Eles cantam num coral da cidade. Sua mãe faz aulas de canto e violão. E seu pai tem uma voz e tanto. Não disse que eles eram apaixonantes?! Tem 1,57 de altura. É viciada em gloss e Ades de maçã. Só toma leite integral. Com nescau. É viciada em fotografia. Revela dois filmes por mês. Não gosta de homens loiros, mas um de seus grandes e inesquecíveis amores é loirinho. Lindo! Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e embora não acredite em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela.

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Segunda-feira, Fevereiro 28, 2005

VIDA LOUCA VIDA


Eu estava agora mesmo lendo o blog da Miss Lex e ela postou um texto lindo lá, do Paulo Coelho. Então eu fiquei aqui pensando que eu tenho lido muitos textos lindos, é Paulo Coelho, Fernando Pessoa, Drummond, e todos eles são realmente sensacionais. Mas como agir da maneira como escrevem? Como seguir na prática o que escrevem?
Fácil falar: "Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda" ou "Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade." Mas como fazer isso na prática? Eu quero uma receita, eu quero dicas práticas, eu quero tópicos para seguir! Eu não agüento mais falar e nada fazer! Porque eu também sei falar bonito, difícil mesmo é agir!

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E não é que eu vou mesmo voltar a estudar?! Começo hoje a estudar Jornalismo, na Barão de Mauá. Nem sei se eu estou preparada pra vida louca e a correria que se inicia hoje, eu só sei que fazer Jornalismo sempre foi um sonho e ele começa a ser realizado hoje.


por Freda Franchin às 5:13 PM

Domingo, Fevereiro 27, 2005

A LEI DE MURPHY REGE A MINHA VIDA


Funciona mais ou menos assim: Ribeirão Preto é uma cidade tão absurdamente quente que é conhecida como Califórnia brasileira, como se isso não bastasse, a minha sala lá na agência é tão quente que pode ser comparada a uma sauna daquelas mais potentes. Eu passo tanto calor que tem dias que eu preciso vir pra casa na hora do almoço tomar um banho pra aguentar firme até o fim do expediente. Ir trabalhar de calça jeans se tornou um sacrificio enorme, blusinha com manga então, nem pensar!
Aí eu passo segunda, terça, quarta, quinta e sexta, numa verdadeira contagem regressiva para o fim de semana, só pra ir pra piscina, e agora mais do que urgente, afinal eu precisava muito pegar um bronze pro meu vestido ficar mais lindo na formatura da minha irmã, no próximo sábado. Não teve um único dia em que eu não pensasse: "Não vejo a hora que chega sábado, vou passar o fim de semana inteiro no clube e ficar nega!" Mas como a Lei de Murph rege a minha vida, o que acontece?
Chove o fim de semana inteiro, lógico!
Mas não tem problema, porque amanhã é segunda-feira e com certeza vai estar aquele sol insuportável de novo!


por Freda Franchin às 9:48 PM

Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005

CADÊ A MULHER SUPERIOR?



A semana da futilidade começou com 3 idas ao Shopping e um rombo no cartão de crédito! Mas eu comprei a pulseira e o brinco dos meus sonhos!
Fora isso, quarta-feira a minha irmã veio pra cá fazer matrícula num curso da USP que ela vai fazer e depois acabamos no Bangalô, um barzinho da Unip, tomando cerveja e batendo papo com mais alguns amigos de Bebedouro. Cheguei em casa meio bêbada, meio sóbria e dormi feito um anjo, enquanto a Máira berrava lá da sala: "Você ta véia!! Onde já se viu ir dormir 11 horas!!"

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Ontem eu tive uma conversa quase definitiva. Sim, quase, porque eu continuo uma burra quanto aos assuntos do coração. Apesar da conversa ter sido definitiva só pra mim, algumas coisas ficaram um pouco mais claras, embora ele nem imagine que fez isso. E agora eu enfiei dentro da minha cabeça que algumas coisas vão ter que mudar na marra, à força, porque eu não quero o amor dele só por alguns momentos, e isso é tudo que ele pode me dar. Só existem 2 maneiras de esquecer: conhecer uma pessoa legal e me apaixonar ou me afastar, até esquecê-lo. Simplesmente me afastar e parar de fazer parte da vida dele. Eu não suporto mais ser a pobre moça que gosta de alguém que não gosta dela, eu não suporto mais me sentir rejeitada, não aguento ser reserva de uma pessoa que quer todas, e que se sente confortável na situação de ter o poder de decidir. É bom ter alguém gostando da gente, é bom ter alguém ali no cantinho para os momentos de carência. Eu já estive nessa situação e sei o quanto ela é confortável: "Eu não quero que você me esqueça", é o que ele diz, eu o entendo, no lugar dele, eu também não irira querer.

O Dani é uma pessoa que eu quero ter sempre perto de mim, e mesmo me sentindo rejeitada, eu continuo achando que ele tem qualidades maravilhosas e raríssimas e eu farei de tudo pra que ele seja meu melhor amigo para sempre, mas pra isso, eu preciso esquecê-lo e pra isso acontecer, eu terei que fazer da maneira mais difícil, que é parar de fazer parte da vida dele por algum tempo. Isso me dói muito e eu nem sei se eu vou conseguir, mas depois de tudo, só me restar esta alternativa. Porque me apaixonar por alguém é algo que eu realmente acho que não vai acontecer tão cedo, e nem é por falta de vontade minha.

Eu sou do tipo que prefere saber as verdades e sofrer com elas, do que ficar me enganando e fingindo que está tudo bem. E as verdades não têm sido muito agradáveis. Eu procuro não saber exatamente o que e como está acontecendo, mas eu sei que ele está ficando com outra e eu sei que significa alguma coisa pra ele.
Ando em busca daquela mulher superior que eu era, aquela poderosa, que mandava e desmandava, que nunca, jamais, deixava que um homem fizesse comigo o que eu estou passando agora.

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Depois de uns 3 meses a base de raras idas a barzinhos, ontem nós pegamos uma balada das boas. Erisa, Maíra, Hello, Aline, Priscilla e eu, fomos conhecer o Aldeia da Mata, uma baladinha nova, cheia de gente bonita, do tipo que você não sabe pra que lado olhar, de tanto homem bonito. E no meio de todos eles, lá estava o mocinho da Malzebier, lindo, beijando a minha boca. A baladinha acabou as 3:30 porque agora que eu sou gente grande e preciso levantar cedo.

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Até hoje eu não conheci ninguém que tenha feito um piercing na orelha e não tenha inflamado, então eu estou verdadeiramente neurótica com a higiene do meu: limpo 2 vezes por dia com um spray anti-séptico, no banho eu lavo com sabonete Protex, tomei Cataflan na 1ª semana e faço compressa de salmoura de vez em quando. E por enquanto ele está ótimo, amanhã vai fazer 15 dias, ainda não inflamou, mas eu não consigo dormir do lado do piercing e sinto um pouco de dor quando giro ele, durante o banho.
Agora que eu retoquei a tatoo está dando pra ler perfeitamente e várias pessoas na rua, em lojas e em todos os lugares me perguntam: "Quem é Dú?", e eu respondo orgulhosa: "Dú é o meu irmão!"

Buzznet atualizado com fotos da balada de ontem, no Aldeia da Mata.


Os acessórios que eu comprei pra formatura da minha irmã: sandália, pulseira de strass MARAVILHOSA, brinco e anel de strass.


por Freda Franchin às 11:19 AM

Quarta-feira, Fevereiro 23, 2005

Esse fim de semana realmente merece detalhes!
O sábado foi bem movimentado: experimentei o vestido da formatura da minha irmã que está ficando realmente lindo e depois fui retocar a minha tatuagem, agora sim está dando pra ler o Dú que está escrito dento da estrela, mas mesmo assim me arrependi muito de ter colocado tinta azul debaixo do escrito, deveria ter feito como a minha mãe e minha irmã que deixaram sem tinta.
No final da tarde fui com meus pais visitar uma tia que está muito doente, mas tivemos que voltar correndo pra casa porque o Omar (morava com o meu irmão em Ribeirão) chegou pra passar o fim de semana em casa. Nunca pensei que um fim de semana com uma das pessoas mais próximas ao meu irmão pudesse ser tão maravilhoso. Foram tantas histórias, tantas risadas, lembranças, recordações e esclarecimentos que o Omar decidiu ir todo mês visitar a gente. Além disso, ele foi o convidado de honra (e bota honra nisso!) para usar o convite que seria do Dú, na formatura da minha irmã.
No sábado à noite o Omar foi num pagode com os amigos do meu irmão e eu fui ao cinema com a minha prima Aline, ver um filme muito confuso: Closer ¿ Perto demais. O cinema de Bebedouro é uma comédia, tem apenas 1 sala minúscula e eles pensam que são cinema!

O domingo foi mais tranqüilo, mas não menos perfeito. Fizemos um churrasco lá em casa e rolaram altos papos sobre o meu irmão. No final da noite o Omar e eu voltamos pra Ribeirão. O Dú só nos deixou bons presentes... E eu descobri que eu não sou a única que continua tentando acreditar que ele se foi mesmo!


Minha orelha nova: piercing e 2º furo.


Minha tatoo pouco depois que eu retoquei. Ficou péssima essa foto, depois coloco uma que dê pra ler melhor!


por Freda Franchin às 10:54 AM

Sexta-feira, Fevereiro 18, 2005

Sexta-feira é o dia em que a hora passa rápido, é o dia em que eu trabalho animada, é o dia em que eu conto os minutos pra voltar pra Bebedouro. Saio da agência às 18:00, vou pra casa voando, arrumo minha mala voando e vou pra rodoviária voando TENTAR pegar o bus das 19:00 pra Bebedouro. Isso porque se eu for de carro fica muito mais caro e eu ainda quase mato a minha mãe de preocupação.
E este vai ser mais um daqueles fins de semana tumultuados: preciso experimentar o vestido da formatura da minha irmã, retocar a minha tatuagem, fazer as unhas, trocar o relógio que eu ganhei de Natal da minha mãe, comprar um cartão de aniversário pro Dani, ir na piscina pra ganhar marquinhas de biquíni e perder essa cor de escritório e ainda preciso passar muuuito tempo com meus pais!

Buzznet atualizado com fotos do carnaval e últimas baladas.


por Freda Franchin às 5:43 PM

Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005

SONHO MEU


Algumas horas antes de eu saber da morte do meu irmão, eu soube que uma de minhas melhores amigas está grávida. Só que depois, com todo o tumulto que virou a minha vida, eu já nem conseguia mais dar a devida atenção ao fato.
Aí terça-feira conseguimos nos reunir e fomos na Cachaçaria colocar a conversa em dia, e a Fer estava linda, com uma barriguinha de 4 meses! Ela está ainda um pouco assustada com a idéia, quando engravidou namorava só há 1 mês, acabou de formar-se em Psicologia pela Unesp e estava se preparando para a Pós-Graduação. Agora todos os seus planos giram em torno do apartamento que ela está reformando para morar com o namorado. A parte boa é que o apartamento é exatamente na frente do meu prédio e eu vou visitar o baby sempre que puder! A parte chata é que agora eu tenho uma amiga a menos para as baladas da vida, para as viagens e para a nossa vida de adolescente.
Apesar de tudo eu estou completamente apaixonada pela idéia da Fer estar grávida, eu disse a ela que ela teve muita sorte em seu azar, porque o namorado dela é uma pessoa maravilhosa e está muito feliz com tudo isso, além disso, pelo menos deu tempo da Fer se formar. Eu acredito que nada acontece por acaso e que Deus em sua grandeza, faz tudo certo, tudo como deve ser, Ele nunca nos dá um fardo maior do que possamos carregar. Somos donos do nosso livre arbítrio, mas não somos donos do nosso destino. Que venha o baby, porque eu vou encher ele de presentes!

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Ontem eu fui num Centro Espírita, com uma amiga do trabalho. Assisti a uma palestra sobre filhos e depois tomei um passe. É tudo muito novo pra mim, mas eu me senti muito bem lá. Antes de ir embora eu conversei com uma médium, que me explicou várias coisas e conversou muito comigo. Vou começar a participar de um tratamento espiritual, através de vibração, então vou passar a freqüentar o Centro toda quarta-feira.
Mas eu cheguei em casa meio baixo astral e passei um tempão pensando no meu irmão, então aconteceu algo que eu esperei muito. Eu dormi e sonhei com ele! Foi um sonho muito estranho, meio sem noção, o meu irmão estava vivo, mas eu estava chorando em alguns momentos e estávamos no cemitério, o meu irmão estava junto e ele estava muito feliz, se divertindo e zoando muito com os amigos dele. O cemitério era numa praça e era parecido com um labirinto e o Dú e os amigos ficavam brincando de se esconder no labirinto. O sonho acabou comigo falando: ¿Nossa Dú, eu esqueci de te mostrar meu piercing¿. E ele começou a rir porque não acreditava que a sua irmã mais fresca e medrosa tinha conseguido colocar um piercing.
Hoje aqui na agência, a minha amiga espírita falou que acha que o sonho foi uma maneira dele me passar a mensagem de que está bem e feliz.
Eu estou muito feliz por ele ter me dado este presente!
...................................

Essa vida agitada esta me enlouquecendo. Eu gosto de ter tempo! Gosto de ficar deitada no sofá assistindo porcarias na TV. Gosto de ter tempo pra deixar o meu quarto arrumadinho, gosto de lavar a minha roupa com calma. Essa correria não tem a menor graça! Saio de casa as 09:00, volto as 18:00, quase sempre me arrumo correndo pra algum compromisso noturno. Se eu realmente começar a fazer faculdade, aí é que eu quero ver!

Buzznet atualizado com fotos do carnaval e últimas baladas.



por Freda Franchin às 4:02 PM

Terça-feira, Fevereiro 15, 2005

"É SOB AS CIRCUNSTÂNCIAS MAIS DRAMÁTICAS QUE AS PESSOAS ENCONTRAM MAIOR OPORTUNIDADE DE CRESCIMENTO"


Eu sempre escutei falar que as pessoas, pouco antes de morrer, têm uma espécie de pressentimento, como se adivinhassem a sua morte. Analisando e prestando atenção em alguns detalhes, ficou muito claro pra nós que o meu irmão teve esse pressentimento, não apenas pouco antes de morrer, mas muitos anos antes.
Eu estava lendo um livro chamado Conversando com os Espíritos, de um médium americano muito famoso chamado James Van Pragh, O livro me esclareceu muitas coisas, e eu continuo não acreditando em reencarnação, mas a idéia me parece um pouco mais aceitável agora. Agora eu estou lendo um livro chamado Motoqueiros no Além, o livro é basicamente uma publicação de mensagens de espíritos que morreram em acidentes de moto. O mais interessante é que várias vezes eles expressam a idéia de que principalmente os jovens sentem que vão morrer prematuramente: "Antes de encarnar-se o Espírito tem conhecimento de todas as fases de sua existência; quando estas tem um caráter saliente, ele conserva uma espécie de impressão em seu foro íntimo e tal impressão, despertado ao se aproximar o instante, torna-se pressentimento."
Como eu já disse, eu continuo não acreditando em reencarnação, mas esta me parece uma explicação bastante convincente.
Além disso, o livro fala várias vezes que não devemos ter raiva da moto, a moto foi só um meio que os levou ao outro lado. Eu jamais teria raiva de algo que o meu irmão amou tanto.
Acima de tudo, todos os livros espíritas que eu li até agora falam da morte com uma naturalidade e simplicidade que me comove. Apesar da falta gigantesca que sentimos da pessoa que se foi, hoje eu acredito que a morte é nada mais do que uma passagem, do que uma evolução. A morte nada mais é do que o abandono do corpo físico, o abandono da casca, como disse o Pequeno Príncipe, no livro mais perfeito de todos. Em Espírito, a pessoa que se foi continua com a gente, no dia a dia, nos acompanhando. É por isso que a todo o tempo eu converso com o meu irmão, brindo a ele quando estou tomando uma cerveja e digo que o amo quando olho a sua foto no porta-retrato ao lado da minha cama. Ele faz parte da minha vida tanto quanto antes.

"É sob as circunstâncias mais dramáticas que as pessoas encontram maior oportunidade de crescimento."
"Poderia a morte de um ente querido ser valiosa para o desenvolvimento espiritual dos que ficam?"

Essas duas frases estavam no livro Conversando com os Espíritos e eu acho até um pouco óbvio dizer que concordo plenamente com as duas. Em apenas 2 meses eu me sinto uma pessoa completamente nova e muito melhor. Eu aprendi tantas coisas que não caberia aqui. Em um dos scraps que deixaram no Orkut do meu irmão (procurem por Eduardo Franchin e este é o link pra comunidade que eu fiz pra ele: ), um amigo diz que é uma pessoa muito melhor por ter convivido e conhecido o meu irmão. E eu achei lindo isso e eu também quero que as pessoas sejam melhores por estarem convivendo comigo, quero acrescentar muitas coisas em suas vidas, quero fazer diferença.
- Aprendi a dar valor nas amizades e a estar sempre perto das pessoas que realmente me importam. Deixo scraps no Orkut, mando mensagens de celular, ligo. Falo tudo que eu tenho vontade, falo o que eu sinto. Simplesmente aprendi a dizer EU TE AMO.
- Aprendi a viver com pressa, com muito mais intensidade. Aprendi a viver HOJE, com o pensamento fixo de que amanhã pode ser tarde demais.
- Aprendi que sentimentos pequenos como raiva, ódio, inveja e rancor são pequenos demais diante de tudo de grandioso que podemos sentir. Nada que uma pessoa me fizer ou disser terá significado se não tiver a ver com amor e bons sentimentos. Sabe aquela coisa: "O que vem debaixo não me atinge?" É bem isso!
- Aprendi que poucas pessoas e poucos motivos merecem as minhas lágrimas e o meu sofrimento. Não vou mais sofrer por coisa pouca, por motivo pequeno, por pessoas que não valem a pena, que não se importam.

Como eu já disse, não caberia aqui...



por Freda Franchin às 5:18 PM

Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005

A VIDA É AGORA


Há meses que eu não tinha um fim de semana tão bom. Primeiro porque eu estava com o Danilo, e estávamos tão junto e bem, que eu mal podia acreditar. Depois porque eu estava em Araraquara junto com todas aquelas pessoas especiais e divertidas. Não tinha como não ser perfeito.
O fim de semana começou com uma balada no Café Cancun na sexta. E eu fui surpreendida com o beijo mais esperado e inesperado dos últimos tempos. Muito muito muito bom!
Sábado de manhã o Dani me levou pra colocar meu piercing. Já fazia algum tempo que eu criava coragem pra colocar um piercing na orelha e o Dani decidiu me dar de presente de aniversário atrasado. Foi tudo muito rápido, mas até agora eu mal posso acreditar que eu tive coragem. Doeu! Doeu muito mais do que a tatuagem. Está dolorido até agora, mas eu estou apaixonada por ele! Não vejo a hora de poder trocar e colocar um de ouro com algum outro formato.
A tarde teve um churrasco de despedida na República da minha irmã. Quatro das meninas que moram lá estão se formando e a minha irmã é uma delas. Estava até bem animadinho, mas estava fazendo 2 meses que o Dú foi embora e nada me fazia parar de pensar nisso. Eu daria tudo, eu daria a minha vida pra ter podido me despedir dele naquele trágico domingo. E eu acabei aproveitando a presença do Danilo, pra poder desmoronar. Eu acho que nem mesmo no dia do velório eu chorei com tanta dor e desespero. E ele foi tão fofo, tão especial, me fez sentir tão bem, me falou coisas tão confortantes, depois de ter chorado junto comigo. Não é à toa que eu o chamo de queridinho. Ele pode me magoar de várias maneiras, pode me fazer sofrer, me fazer odiá-lo, pode me trocar por outra e até me esquecer por alguns dias, mas mesmo nos piores momentos, nunca deixa de ser o amigo mais perfeito que eu poderia ter conquistado na minha vida. É como ele sempre diz, só não somos completamente melhores amigos, porque melhores amigos não beijam na boca.
O domingo começou com um café da manhã (ou seria almoço?) na padaria da esquina, depois de dar uma conferida na programação de domingo maravilhosa da televisão, fomos todos pra chácara do namorado da minha irmã. Depois de algumas cervejinhas, o Dani me levou na farmácia para comprar o anti-séptico para o piercing, e eu, em mais um de meus momentos súbitos de coragem, fiz o segundo furo nas 2 orelhas.
Eu simplesmente perdi o medo das coisas, simplesmente comecei a fazer as coisas de que tenho vontade hoje, simplesmente parei de deixar pra amanhã. E eu estou adorando viver tudo hoje. Com pressa, com intensidade, igualzinho o meu irmão me ensinou.
Então o fim de semana terminou hoje de madrugada, quando o Dani me deixou na rodoviária e eu vim embora com o coração cheinho de boas lembranças e com as orelhas doendo muito.


por Freda Franchin às 4:18 PM

Quinta-feira, Fevereiro 10, 2005

SOU GUERREIRA, SOU PRAIEIRA, TO SOLTEIRA, QUERO MAIS O QUE?


Apesar de algumas crises, a Sil e eu conseguimos nos divertir muito neste carnaval. Nos momentos de maior alcoolismo, tivemos crises de choro no meio do salão, mas ficávamos firme e forte, nos acalmávamos e logo estávamos pulando e cantando de novo. É como disse a Sil: nesses momentos, a gente veste uma máscara e fingimos que está tudo bem, mas se não tomarmos cuidado, a máscara pode cair de repente e mostramos nossa verdadeira face, que ainda está cheia de dor. Eu li em algum livro que o luto é não apenas importante, mas fundamental no processo de recuperação dos que sofrem a perda de alguém. Eu concordo que o sofrimento é importante, mas ao mesmo tempo eu percebo que a vida continua, as pessoas continuam indo à praia, continuam tendo fins de semana bons e se divertindo nas baladas, as pessoas estavam empolgadas no carnaval e curtem suas férias intensamente. O mundo não vai parar para esperar a minha dor passar. Todos continuam vivendo como antes e eu meio que me obrigo a vestir a minha máscara diariamente, assim que saio de casa pela manhã e finjo que a vida continua, finjo que o meu sorriso é de verdade e que eu estava feliz cantando Ivete no carnaval.
Mas então, eu estava falando do carnaval...
A folia começava às 22:00 quando todo mundo se encontrava na concentração do bloco, no DCE da FEB, onde ficávamos dançando e tomando cerveja, isso depois de a Sil e eu já termos tomado muita vodka com Sprite antes de sair de casa. Acho que todo mundo já deve imaginar o resultado dessa mistura, né?
Então todo mundo ia para o salão e o carnaval rolava solto até as 7 da manhã: mais cerveja, Ivete Sangalo, beijo na boca, choro, Chiclete com Banana, amigos novos, empolgação.
O mais legal de passar o carnaval sempre em Barretos, são as figuras ilustres daquela cidade, que acabaram se tornando a cara dos meus carnavais: Mercadante, Mumu, Vilsinho, Neto, Quirino, Nogaci, Esporinha, Tammy, Marcinho, Robertinho, Rafael, Cunha...
Agora é a hora em que eu digo que já enjoei do carnaval de Barretos e que no próximo ano eu vou pra algum lugar diferente... Pra no ano que vem lá estar eu de novo, em Barretos, no bloco Celebridades, com as pessoas mais divertidas e ilustres daquela cidade e beijando o Vilsinho, como sempre...

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O pior de tudo foi ter vindo trabalhar ontem depois de uma noite inteira no salão. Eu entrei as 9 no trabalho, saí de Barretos as 6 da manhã, cheguei em Ribeirão as 8, comi e já vim trabalhar. Cheguei aqui parecendo um zumbi, meus olhos fechavam e eu não tinha o menor controle sobre eles. Foram 8 horas de trabalho que mais pareceram 40. Mas como disse a minha mãe: são os ossos do ofício e eu tenho me sentido muito bem com essa vida de gente grande.

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Ontem a Hello, Tati e eu compramos o abada do Carnabeirão. Foram R$ 310,00 pra ver 1 dia de Asa de Águia e 2 de Chiclete com Banana, em abril. Contagem regressiva!!!


Karina, eu, Carla e Sil, no Carnaval


Sil e eu com cara de choro


por Freda Franchin às 4:51 PM

Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005


QUE VENHA O CARNAVAL....
E A CHUVA...

QUE VENHAM OS PRÓXIMOS ENCONTROS...
E MUITA MALZEBIER....


por Freda Franchin às 5:40 PM

Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005

AO INVÉS DE UM BILHETINHO, ME MANDOU UMA MALZEBIER


Parece que eu consegui, consegui arquivar tudo num cantinho da minha mente, de vez em quando eu vou lá visitar as lembranças, lembro de tudo com muito carinho, mas também lembro que tudo terminou com muita tristeza e que isso tudo ainda faz parte de mim, mas quando eu me lembro dessa parte, eu guardo tudo lá de volta e vou visitar outros cantinhos da minha mente. O botãozinho esquecer tem funcionado eficientemente, mas tem vezes que ele desaperta sozinho e traz tudo à tona. Tenho tentado colocar na minha cabeça que o que tiver que ser será, não que eu vá ficar sentada esperando a vida passar, mas eu percebi que certas coisas não merecem uma gota do meu suor e que certas pessoas não merecem o meu sofrimento. É realmente triste você perceber que algo que significou tanto pra você, talvez não tenha tido tanta importância para outras pessoas, não queria ter percebido que eu não faço tanta falta quanto imaginei, que eu não fui tão importante quanto eu desejei e os dias vão passando, mais uma semana acabando e eu realmente percebo que não faço falta alguma. Não se preocupam se eu estou bem, não se preocupam com as minhas recaídas, não se preocupam com a minha dor, simplesmente pensam que já fizeram a sua parte, e quem sou eu para fazer cobranças? Sou só uma pessoinha que não faz a menor falta!
Os amigos e familiares são importantes num momento de luto, mas existe uma, somente uma única pessoa, que a gente mais quer ter por perto, uma única pessoa que pode nos fazer sentir melhor, que com um simples telefonema pode transformar uma recaída em um sorriso, mas elas não se preocupam mais.

..........................
Mas aí, ontem, depois de um longo período de reclusão, sem dar as caras na noite ribeirão-pretana, eu fui a Cachaçaria. E eu conheci um mocinho novinho em folha, realmente interessante, lindo, estiloso, a cara da M. Officer, todo comunicativo, carinhoso e dono do olhar mais misterioso do planeta. Ao invés de um bilhetinho, me mandou uma Malzebier, e passamos a noite toda juntos. Pode ser que nem role mais nada, pode ser que eu nunca mais o veja, mas ontem, especialmente ontem, ele me fez um bem enorme. No final da noite, como se adivinhasse coisas, sussurrou no meu ouvido: ¿Os homens realmente não sabem valorizar essas mulheres, você não estaria solteira, se soubessem...¿ Ele não sabe que estar solteira é uma opção, mas essa coisa de dar valor tem estado constantemente na minha cabeça.


por Freda Franchin às 5:22 PM

Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

A PENÉLOPE FOI EMBORA


Na segunda-feira eu vendi a minha Honda Biz pro Breno, um amigo meu. Foi estranho ver ele indo embora com ela, mas também me deu um certo alívio. Moto NUNCA MAIS!!!
Agora, enquanto eu não compro o meu carro, estou ficando com o carro da minha mãe. A melhor parte disto é que eu não preciso mais usar capacete e posso vir trabalhar de saia e salto alto. Ah, e eu também não tomo mais chuva! Em compensação, não posso mais ir pra casa na hora do almoço. Vou começar a pedir marmitex e ficar aqui na agência mesmo. Tudo em nome da economia. A gasolina que um carro gasta não se compara à que eu gastava com a Penélope.
Mas tudo estava bem demais, até que hoje quando fui pegar o carro na garagem do meu prédio, percebi que entortaram a porta e entraram no carro, que estava completamente revirado. Eles iam levar o step (a única coisa roubável que tinha no carro), mas acho que desistiram e deixaram o pneu jogado no chão da garagem. Eu achei bem feito, porque os imbecis foram embora de mãos abanando, já que o som do carro da minha mãe foi roubado há 2 anos, quando eu estava numa festa em Barretos. Estou revoltada e com ódio do mundo! Vou começar a deixar a porta do carro aberta (eles podem voltar pra pegar o step) e vou deixar um bilhetinho: "As portas estão abertas, não precisa entortar, fiquem a vontade, mas o step está bem guardadinho em outro lugar. Fica pra próxima e não façam muita bagunça!"
Não é a primeira, nem a segunda vez que roubam carros na garagem do prédio, sabemos que alguém facilita a entrada desses bandidinhos, e embora desconfiemos de alguém, não temos como provar. É por isso que eu sou a favor da pena de morte neste país, tem que matar todo mundo, porque esses bandidinhos começam assim e depois só pioram, não tem conserto! Cadeira elétrica neles!

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Ando um pouco mais animada nesses últimos dias, talvez porque eu já esteja sentindo o cheiro do carnaval. Talvez porque seja uns de meus dias de altos, em meio a tantos outros de baixo. Vou pra Barretos de novo com a Sil. Já vai ser o nosso quinto carnaval em Barretos. Provavelmente não vai ser um de meus melhores carnavais, mas a Sil e eu já estamos preparadas para as prováveis recaídas. Tive vontade de ir pra Diamantina, mas depois senti medo de não ter ânimo suficiente pra um carnaval que tem como slogan: "Se Deus ajuda quem cedo madruga, imagina quem não dorme".
No fundo, o ideal pra mim neste ano, seria um daqueles carnavais calminhos na praia, mas pelo jeito não vai ser dessa vez. Na falta da areia e das ondas, eu vou reencontrar os meus amigos queridos de Barretos e eu juro que vou tentar me divertir!

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No último fim de semana recebemos a visita de uma amiga do meu irmão e acabamos indo ao cemitério. Eu não sinto nada quando vejo aquilo, não sinto a presença do meu irmão ali. O corpo lindo dele foi deixado ali há quase 2 meses, mas eu sei que ali já não existe nada. Não tenho vontade de levar flores, prefiro oferecer à ele as flores cor de rosa que eu cultivo na janela do meu quarto.
Já faz algum tempo que aquela moto toda destruída está ali na garagem da minha casa, coberta por um lençol, mas no domingo alguém resolveu descobri-la e meu pai teve mais uma de suas crises, fazendo com que todos entrassem na mais profunda tristeza. Não sei o que estavam pensando, mas eu passei um bom tempo olhando a moto e tentando imaginar o momento exato do acidente.
Na semana passada a minha mãe pegou o laudo do médico legista e ficamos sabendo que ele teve um forte impacto no tórax, quebrou várias costelas que perfuraram seu pulmão e seu fígado, além de uma veia importante que causou a hemorragia. Se ele tivesse sobrevivido, teria ficado tetraplégico.

Tudo depende da visão de morte que você tem e eu descobri que eu tenho uma visão muito romântica da morte. Ainda não consegui descobrir o que a morte do meu irmão significa exatamente pra mim e na maioria das vezes em que me pego pensando nisto, me sinto um pouco louca e muito confusa. Tenho lido muitos livros espíritas e alguns outros que falam sobre a perda de um ente querido, e em todos eles eu leio que a morte nada mais é do que uma passagem, onde a alma abandona o corpo físico para usar apenas o corpo espiritual, que é de matéria também, mas uma matéria muito fina, que nós que vivemos no mundo físico, não podemos enxergar. Os livros dizem que o meu irmão continua conosco, participando de tudo, mas não podemos vê-lo. É bonitinha essa teoria, né? Mas a morte do meu irmão significa, além do abandono do corpo físico, que eu não o verei envelhecer, que eu não irei ao seu casamento e ele não levará os seus filhos nas nossas futuras reuniões familiares. Significa que eu não mais rirei de suas brincadeiras, que eu não mais ouvirei a sua voz e nem o verei disputar uma competição de natação.


por Freda Franchin às 3:50 PM