Freda Franchin, 25 anos. Mora com três amigas em Ribeirão Preto e adora o seu cabelo. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis, nhoque e pimenta. Na cozinha só sabe fazer o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar ficando aqui pra sempre, porque ela não é uma pessoa de muita iniciativa. Tem três avós vivas e 3 avôs falecidos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e duas primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, que nunca conheceu. Tem um irmão nadador que é lindo de viver. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E há poucos meses aprendeu a gostar de pagode. Fez estágio mesmo depois de formada. Hoje é uma desempregada perdida na vida que continua tentando descobrir um jeito de ganhar dinheiro escrevendo. Já quis ser psicóloga, jornalista, turismóloga, advogada e hoje é uma publicitária frustrada, que continua querendo ser jornalista e psicóloga. Quer estudar alguma coisa, mas não sabe o quê e nem onde. No final das contas vai acabar estudando jornalismo. Quando adolescente colecionava a revista Capricho, na verdade, parou de comprá-la há apenas dois anos. Hoje só pega o jornal para ler a coluna do Zé Simão e também adora a revista Nova. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Já apresentou cinco namorados para os pais. Mas o maior amor de sua vida foi o Renato, com quem namorou durante quase 5 anos. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Tem nove graus de miopia no olho direito e quatro no esquerdo. Sim, ela é praticamente cega e sonha com o dia em que vai poder enxergar sem suas lentes de contato. Há poucos dias ela descobriu que isso vai acontecer muito antes do que ela previa. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens para o seu coração. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Faz tratamento para espinha desde os 12 anos. Com o mesmo dermatologista. Já fez dieta para engordar. Hoje luta conta os vários kilos que se alojaram em sua barriga. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já treinou caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Hoje não faz mais nada e não anda a pé nem até a esquina. É curiosa, mimada, fresca, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Estudou na USP, mas nunca prestou o vestibular da Fuvest. É porque ela era aluna especial do curso de Administração. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não acredita nos homens e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico e morre de saudades dele. Aliás, ela é uma pessoa muito nostálgica. Sempre fica amiga de seus ex-namorados. Nunca fumou, mas bebe sempre que sai pra balada, principalmente vodka com schweppes citrus. Mas sempre acaba passando mal e a ressaca no dia seguinte é fatal. Nunca teve cólicas, nem TPM. Sua primeira vez foi aos 18 anos, mas ele foi embora para os Estados Unidos duas semanas depois. Ela pensa nele até hoje e sonha em reencontrá-lo, embora ele a tenha feito sofrer muito. Ela já beijou um inglês chamado Sean e também um argentino com nome de sabão em pó, chamado Ariel. Tem um irmão intelectual. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Hoje tem uma Honda Biz, chamada Penélope, mas continua sonhando com seu Golf branco e a sua Cherokee preta que é bem provável, não virá nunca. Tem uma família maravilhosa, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que vai ser nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Tem uma amiga enfermeira, que também é sua cunhada. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. A outra mora com ela há 2 anos. Já beijou três negros, um deles foi a sua paixão por quatro anos, outro foi seu professor de caratê. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão. Seus pais vivem dando festas e ficam tocando violão até altas horas. Eles cantam num coral da cidade. Sua mãe faz aulas de canto e violão. E seu pai tem uma voz e tanto. Não disse que eles eram apaixonantes?! Tem 1,57 de altura. É viciada em gloss e Ades de maçã. Só toma leite integral. Com nescau. É viciada em fotografia. Revela dois filmes por mês. Não gosta de homens loiros, mas um de seus grandes e inesquecíveis amores é loirinho. Lindo! Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e embora não acredite em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela.

E-mail
lyzzarp@hotmail.com

Vida de Universitária




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Quarta-feira, Abril 27, 2005

PEDAÇO DE MIM



Quase cinco meses depois eu me sinto como se tivesse um braço a menos. A saudade chega a me machucar. Eu me sinto mais confusa do que nunca. Tenho tido muito medo de como eu me sinto: O Dú foi viajar, eu não o vejo há 4 meses e 15 dias, ele está demorando a voltar e eu estou com muita saudade da voz dele, porque ele nunca liga e não manda recados. Neste exato momento, eu me forço a lembrar da hora em que eu recebi a notícia, me forço a lembrar de mim, sentada na varanda, abraçada ao pilar, amparada pelo meu pai, gritando: "NÃO PAI, O DÚ NÃO!!" Me forço a lembrar dele, deitado no caixão, com alguns arranhões no queixo e nas mãos, a boca ressecada e roxa e aquela carinha de quem ia levantar a qualquer momento, fazendo aquilo tudo parecer mais uma de suas brincadeiras. Eu me forço a lembrar de tudo isso para tentar colocar na minha cabeça de uma vez por todas, que ele não foi viajar, que ele não vai voltar e que eu só vou escutar a voz dele se assistir a fita da minha festa de aniversário de 17 anos!

QUASE CINCO MESES DEPOIS...

Só agora é possível notar uma melhora no estado de tristeza profunda em que meu pai se encontrava. Eu estava tão preocupada que por muitas vezes pensei em largar tudo aqui em Ribeirão, só para passar este período difícil perto dele. Tem bebido muito: vodka, conhaque, pinga, whisky e muita cerveja. Com pressão alta, ele já foi parar no hospital. Às vezes senta lá na garagem, na frente da moto toda destruída, e se põe a chorar, perguntando: "Porque eu?" Ao invés de se conformar, como a minha mãe, e tentar buscar o Dú de outras maneiras, ele só se pergunta: "Nós somos uma família boa, não merecemos isso! Porque Deus foi tão injusto?! Eu não vejo a hora de poder perguntar isso a ele!"
Ele só começou a melhorar depois que desviou a atenção para o carro novo que acabou de comprar, no qual já planejou várias viagens.

A Sil vive de recaídas. Num dia ela está ótima, mas de um minuto para o outro, fica péssima. Tantos planos, sonhos de uma vida, enterrados naquele caixão. A aliança de noivado, ela derreteu e fez outros dois anéis. Com a aliança que era do Dú e estava toda torta por causa do acidente, ela fez uma aliança quadradinha, mas a perdeu há alguns dias. Ficamos todos muito tristes, ela, inconsolável.

A minha mãe é um caso a parte. Nem mesmo sei que palavras usar para descrever o modo como ela tem encarado a perda do Dú. Jamais poderia sequer imaginar que uma pessoa que perdeu um filho poderia agir de forma tão sábia e apaixonante!
Nos primeiros dias ela esteve sempre muito forte, pensávamos que alguma hora ela fosse desabar e entrar em depressão, passaram-se dias, semanas, meses, e ela só se fortaleceu.
Freqüenta a psicóloga 2 vezes por semana, ioga 2 vezes por semana, chora e sorri nesses momentos. Lê livros que explicam a morte, romanticamente e cientificamente.
Diz que rezava tanto pra Nossa Senhora proteger o Dú debaixo do seu manto azul, que ela se apaixonou por ele e o levou para ficar pra sempre debaixo do manto azul.
Agradece a Deus por ter emprestado o Dú pra ela por 23 anos, agradece por ter sido a escolhida pra ser a mãe dele.
Comprou milhares de livros do Pequeno Príncipe, escreveu dedicatórias dizendo que agora o Dú habita uma estrela e por isso temos estrelas que sorriem, e deu para os amigos e ex-namoradas e casinhos do Dú.
Aprendeu a usar o Orkut, entra em contato com os amigos dele, deixa mensagens lindas nas comunidades, procura se atualizar sobre as competições de natação que acontecem no país.
Encheu as prateleiras do escritório com fotos dele. Revelou milhões de fotos, da máquina digital. Deu fotos dele pra todo mundo.
Pediu para cada amigo escolher algo dele para guardar como lembrança, um pegou o capacete, outro pegou uma camiseta, outro pegou o chaveiro de Homem Aranha, outro ficou com um tênis, e assim vai.

Os amigos do Dú estão mais unidos do que nunca. É lindo ver o modo como ele dão apoio aos meus pais. Meus pais ficam sozinhos a semana inteira, minha irmã mora em Araraquara e meu irmão, em Uberaba. Os meninos vão em casa todos os dias, fazer companhia a eles. Nos fins de semana organizam churrascos e festas para ocupar o tempo do meu pai. Quase nem saem pra balada, só pra passar o tempo todo lá.


Acho que o meu contador de visitas deu tilti! Costumo ter no máximo 120 visitas por dia. Mas desde segunda-feira estou tendo em torno de 250 visitas por dia. Assim, do nada. Como isso?!?


por Freda Franchin às 5:03 PM

Segunda-feira, Abril 25, 2005


FIM DE SEMANA
PORQUE CERTOS ACONTECIMENTOS MERECEM DETALHES




A sexta começou com uma seção de cinema lá em casa. André, Hello e eu vimos um filminho meia boca e depois o André e eu fomos para o Villa das Flores com mais 2 casais de amigos dele. Algumas músicas boas, beijos na boca e caipiroskas depois, fomos pra casa beeem bêbados.

No sábado meu querido foi embora lá pelo meio dia e eu continuei dormindo até as 3! No final da tarde fomos para um churrasco dos amigos dele. Todo o pessoal é muito divertido, mas eu gostei mesmo foi da minha cunhada. Ela é linda e uma fofa! Batemos altos papos. Meu lindinho e eu acabamos a noite bêbados, comendo no Mc Donnald´s. Depois do Mc pegamos um filme que eu nem lembro qual era e fomos dormir beeeem tarde e abraçadinhos.

No domingo ele acordou mais cedo e foi embora e eu dormi mais um monte, até a Gisa chegar e tumulturar meu sono. Almoçamos pipoca e ficamos batendo papo. Depois o André chegou, deixamos a Gisa no hotel e fomos jantar no Banzai (restaurante japonês). Definitivamente eu odeio sushi! Então passamos na locadora, pegamos um filme muito bom e a meia noite eu já estava na minha cama, dormindo, pra aguentar mais uma semana de correria e esta com um adicional: semana de provas na faculdade!! Só falta encontrar tempo pra estudar os 784 textos que vão cair nas provas.


Eu, André e Hello, na Cachaçaria quarta-feira, véspera de feriado


Gisa, eu e Hello, na Cachaçaria


André e eu, no Splash


por Freda Franchin às 2:17 PM

Sexta-feira, Abril 22, 2005

MOMENTO DIARINHO



Quarta foi dia de beber! Gisinha passou a semana em Ribeirão hospedada num hotel, mas depois do trabalho eu a busquei pra ir pra casa. Às 21:00, Gisa, Hello, Tati, André e uns primos da Hello fomos tomar todas na Cachaçaria. Pra variar estava divertidíssimo, mas como uma boa velha que sou, as 2 da manhã eu já estava na minha caminha sonhando com os anjos.
No feriado, acordei as 9 da madruga, coloquei meu super biquíni e fui com o André passar o dia num parque aquático (Splash Park). De Bebedouro vieram 3 carros cheios de amigos e passamos um dia perfeito, entre piscina, bate papo e muita cerveja.
À noite, rolou uma seção de cinema lá em casa e depois eu fui dormir muito bem acompanhada.
Mas como nem tudo é perfeito, aqui estou eu, trabalhando nesta sexta-feira em que as pessoas estão se divertindo em clubes, shoppings ou vendo TV. Mas não tem problema, porque daqui a pouco começa o final de semana e neste eu ficarei aqui em Ribeirão, curtindo o romance mais gostoso do mundo, com um japinha que me conquista um pouquinho por dia.


por Freda Franchin às 3:22 PM

Terça-feira, Abril 19, 2005

Parece que está nascendo um negocinho novo aqui dentro de mim.
Não, não é um filho...
É um sentimento...
Até que enfim, porque eu já estava pensando que ia ter que chamar o chaveiro pra abrir meu coração!!!


por Freda Franchin às 4:26 PM

Sexta-feira, Abril 15, 2005

O FUTURO É SÓ AMANHÃ



Se tem uma coisa que me faz realmente feliz, é uma mesa de bar, cheia de amigas e cervejas. E se o bar em questão for a Cachaçaria velha de Ribeirão e as amigas forem as mais engraçadas e divertidas, a cerveja nem precisa ser Bohemia.
Fer Guiguet (morava com minha irmã em Araraq.), Gisa (morava com minha irmã em Araraq.), Priscilla (amiga de Bebedouro), Hello, Tati e eu, fomos nesta terça-feira, na Cachaçaria, tomar todas e dar muita risada e eu voltei pra casa toda feliz e sóbria, por incrível que pareça.

Depois de uma conversa looonga pelo MSN, eu decidi que já era hora de dar um basta na distância. Ele não habita mais os meus pensamentos e já foi embora do meu coração. Agora, a amizade permanecerá como sempre foi: forte, linda, cheia de carinho, cuidado, conselhos, e exagerada de sinceridade. Se antes já contávamos tudo um pro outro, agora eu tenho certeza de que ele será meu verdadeiro "querido diário". Dani, já falei que eu te amo, hoje? Pode voltar a ler meu blog, tá? Não tenho mais motivo pra falar mal de vc, querido...

Também rolou uma conversinha bem boa com o meu japinha sarado e decidimos viver HOJE e deixar o futuro pra amanhã. Nada de namoro. Nada de compromisso. Nada de prisão. Nada de ciúmes. Nada de planos. Mas amanhã, quem sabe?!

A minha irmã está fazendo um curso na USP aqui de RP, toda sexta. Então na quinta ela chega e eu estou adorando a gente estar tão próxima.
Enquanto isso, lá em Bebedouro, a minha mãe, aos 54 anos, descobriu a Internet. E está deslumbrada com tudo, me manda mensagens no celular pelo site da Claro, me manda e-mails e se diverte no Orkut. Aqui está o link pro Orkut dela.

Uma vez eu li em algum livro que os espíritos tem facilidade para interferir na corrente elétrica. Conseguem facilmente apagar e acender luzes, desligar eletrodomésticos, tudo isso para chamar a atenção para sua presença. E isso tem acontecido com uma freqüência absurda lá no meu apê, uma das luzes da sala, acende e apaga, do nada, todo o tempo. Ontem, a Hello se assustou quando estávamos vendo um filme e a luz acendeu. Então eu falei: "Será que é o Dú?!" Será?!?!?!


Buzznet atualizado com fotos novas

E aqui tem uma homenagem pro meu irmão. É só entrar no link Meu Mestre.


por Freda Franchin às 3:44 PM

Quinta-feira, Abril 14, 2005

Vocês acham que eu estou sem tempo???

- Eu ainda não desfiz minha mala de quando eu viajei no feriado da páscoa.
- Hoje eu tive que cortar minha franja no meu horário de almoço.
- Hoje eu tenho horário na depilação às 18:30. Já vai estar escuro!!
- Ontem eu tive que faltar da faculdade pra fazer um trabalho que tenho que entregar hoje.
- Supermercado só as 23:00 da noite, depois da faculdade.
- Praticamente só converso com as meninas que moram comigo pelo MSN.
- Lavo minhas roupas de madrugada.



Hello, Tati e eu, no último dia de Carnabeirão, depois de tomarmos aquela chuva!!!


por Freda Franchin às 5:18 PM

Terça-feira, Abril 12, 2005

MEU MESTRE INESQUECÍVEL



Mais ou menos em outubro de 2004, a Vanessa, de quem o meu irmão era Personal Trainner, o inscreveu num concurso do site Vou Nessa, que premiaria o professor inesquecível, na base de votação no site. A Vanessa então pediu pra todo mundo votar, mas não contar pra ele, já que ela pretendia fazer uma surpresa.
Infelizmente não deu tempo do Dú ficar sabendo da surpresa, já que somente em Fevereiro ligaram para a Vanessa avisando que o Dú receberia o Troféu "Meu Mestre Inesquecível" por ter sido o mais votado.
No dia 01 de abril meus pais vieram a Ribeirão, receber o Troféu, num evento da Academia Ribeirão-Pretana de Educação, que aconteceu na Barão de Mauá. Foi lindo! Emocionante!

*Hoje faz 4 meses que ele se foi, mas eu continuo com a idéia fixa de que ele foi só viajar. Será que algum dia a ficha vai cair?*
.........................

Sexta-feira, Hello, Tati, André e eu fomos na Sexta Show do Samanea, estava ótimo, muito divertido, mas eu estava pensando muuuuito.
Eu ando muito confusa com relação ao André e domingo, num acesso de sinceridade descontrol, falei pra ele que eu adoro ficar com ele, mas que não estou apaixonada, e como estava percebendo que ele está muito mais envolvido do que eu, estou morrendo de medo de magoá-lo. Acabamos decidindo passar uns dias sem nos ver, pra eu conseguir colocar as idéias no lugar. Mas com essa loucura aqui na agência, um milhão de trabalhos na facul e com a Gisa hospedada lá em casa, quem foi que disse que eu consigo pensar?!
Sabe, essa coisa de "Tu te tornas eternamente responsável por tudo aquilo que cativas", é muito forte em mim e eu tenho horror em fazer alguém sofrer por minha causa, então se for pra isso acontecer, prefiro parar por aqui...
Por outro lado tem aquela coisa de não pensar no futuro, de viver o HOJE e isso tudo acaba ficando muito contraditório.

Buzznet atualizado com fotos novas

E aqui tem uma homenagem pro meu irmão. É só entrar no link Meu Mestre.


por Freda Franchin às 2:44 PM

Sexta-feira, Abril 08, 2005

NÃO CONHEÇO A RAZÃO. EU SOU SÓ SENTIMENTO



Estou saindo com ele há 22 dias. Dá pra contar nos dedos de uma mão quantos dias ficamos sem nos ver. Eu adoro ficar com ele. Adoro o beijo dele, o jeito de se vestir, de falar, o cabelo, o corpo sarado dele, o olhinho puxado e além de tudo, ele tem alma, sabe? Tem sido fascinante conhecê-lo como pessoa. Ele é um desses homens em extinção. É encantador, me elogia o tempo todo, é carinhoso ao extremo, fofo, faz tudo por mim, me colocou na vida dele pra valer. O único problema disso tudo é que eu simplesmente não consigo gostar dele de verdade, não gosto de homem bonzinho demais! Pode até ser falta de costume, mas ele me "endeusa" de uma maneira que eu não gosto. Quase não existe conquista!
É nítido pra mim que ele quer namorar e eu vivo fugindo do assunto, porque em alguns momentos eu me empolgo com a possibilidade de ter um namorado, mas na maioria das vezes eu tenho certeza que não estou preparada para dar adeus à minha liberdade. Então, nesses momentos, eu me odeio por ser assim e ao mesmo tempo tenho medo de mim, medo de não ter muito controle sobre as minhas reações e emoções, medo de magoar uma pessoa como ele. Dizem que os homens é que são complicados, mas isso é porque não me conhecem! Não conheço a razão, eu sou só sentimento.

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O mais difícil foi tomar "a decisão", mas a partir do momento em que eu coloquei na minha cabeça que ia tomar atitudes práticas ao invés de ficar só falando bonito, foi quando a coisa toda aconteceu. Já faz 1 mês que eu não falo pra valer com o Danilo. Não ligo mais, não mando mensagens, não entro no MSN. Na maioria dos dias eu me sinto estranha, como se estivesse faltando alguma coisa, mas essa distância está sendo realmente útil pra ele ir embora do meu coração, e o mais difícil, dos meus pensamentos. A prova de fogo foi quando, no feriado da páscoa, ele ligou para dizer que vinha à Ribeirão, no pagode Gentefina e em nenhum momento eu senti vontade de ficar em Ribeirão, para ir no pagode. Fui mesmo é embora pra casa dos meus pais, passar o feriado com eles.
A distância também está sendo útil pra eu perceber a real importância que eu tenho na vida dele. Deu pra perceber que eu quase nem faço falta. Isso me faz refletir se realmente vale a pena mantermos uma amizade, agora que eu estou esquecendo ele! Eu me preocupo muito com os meus amigos, me importo, cuido direitinho. E a única coisa que eu quero em troca é o mesmo cuidado, o mesmo carinho, principalmente no atual momento da minha vida. Mas nesses dias todos de afastamento, ficou muito claro pra mim que ele quase nem se importa.
É assustador perceber a imensa verdade da frase: "O mundo dá voltas". Eu estava dando uma olhada nuns posts antigos e em alguns e-mails que trocávamos e eu percebi que existia tanto sentimento, tanto carinho, que eu realmente não consigo entender como as coisas podem acontecer dessa maneira, como tudo pode acabar assim...
É realmente difícil ligar o FODA-SE pra tudo o que a gente viveu, e eu não falo só da gente como casal, eu falo da gente como amigo. Porque eu nem sei se ele ainda é e se vale a pena ser, mas eu sei que ele realmente foi o meu melhor amigo.

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Na terça-feira, meu querido e eu fomos ao Shopping. Eu estava decidida a comprar "a calça jeans perfeita", independente de quanto custasse. E lá estava ela, com 50% de desconto, da Doc Dog, modernérrima, diferente, maravilhosa e eu desembolçei R$ 250,00, quando estava disposta a pagar R$ 400,00. Bom isso, né?
E ainda induzi o meu querido a comprar uma calça chiquérrima da Cavalera que ficou linda no corpitcho sarado dele.

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Uma das meninas que mora comigo, a Maíra, é uma pessoa bastante complexa. Nunca fomos exatamente amigas. Nunca nos demos exatamente bem. Mas convivemos juntas dentro do mesmo apê há mais de 1 ano, sem maiores conflitos. Ela tem 20 anos, é bonitona, era modelo da Elite em São Paulo, mas tem altas neuras e embora se ache muito, tem auto-estima baixa. A vida pra ela é cheia de regras, de certos e errados, cheia de pré-conceitos e ela ao mesmo tempo que se encantava, se irritava com o meu modo "foda-se o que vão pensar de mim" de viver a vida. Tivemos discussões seríssimas sobre isso, como quando ela me disse: "Você vai sair com essa saia rodada?! O meu irmão diz que mulher que sai de saia rodada quer dar!" e eu disse: "Nossa Maíra, eu estou tããão preocupada com o que os homens pensam!! Acho que até vou tirar a saia agora!!", então ela começou a dizer que não queria que eu fosse no carro dela com aquela saia e que não ia ter coragem de andar comigo na balada, porque o que iam pensar dela?! Quando a conversa chegava nesse ponto, eu já nem tinha mais vontade de discutir, porque eu sentia pena dela, pena dela pensar daquela maneira. No final, ela sempre dizia irritada: "Eu duvido que você não está mesmo nem aí para o que pensam de você! Eu acho que você finge que é desencanada"
Mas esse é só um exemplo das nossas discussões, porque cada vez que ela vinha me falar das regras dela, eu me irritava e falava que a minha regra era não ter regra.
Ela não teve muito contato com o meu irmão, só o viu algumas vezes quando ele ia no meu apê me levar alguma coisa ou usar o computador e também quando ela foi comigo buscá-lo no hospital, depois que ele caiu de moto, mas é impressionante o modo como a morte dele mexeu com ela em vários sentidos. Uns dias atrás ela comentou com a Hello (que também mora com a gente): "Eu estava pensando e acho que a Freda é que está certa, sabe?! Tem mesmo é que estar pouco se fudendo pro que os outros pensam!" e agora eu dou de cara com isso, no about me do profile dela no Orkut: VIVO A VIDA PRA MIM E NUNCA PARA OS OUTROS!!!
É Má, vivendo e aprendendo...

FOTOS DO CARNABEIRÃO



Hello, Tati e eu, no Asa de Águia


Tati e eu, no Asa de Aguia


Tati, eu e Hello, domingo, no Chiclete, depois de tomar muita chuva!!


por Freda Franchin às 3:34 PM

Quarta-feira, Abril 06, 2005

"Ô MALUQUETE DE QUEM VOCÊ É TIETE? EU SOU, SOU TIETE DO CHICLETE"




SEXTA-FEIRA - ASA DE ÁGUIA


O estado alcoólico deplorável em que eu me encontrava me impede de lembrar de maiores detalhes, mas foi uma noite realmente animada. Ah, eu me lembro de uma coisa: um carinha espirrou coquinho (aquela bebida que tem a embalagem com formato de extintor de incêndio) nos meus olhos e eu virei homem. Peguei ele pela gola do abada, falei uns 15 palavrões, dei-lhe um tapa na cara e sai chorando com os olhos ardendo, encontrei um PM no meio do caminho, falei que ele é um inútil e fui puxada pela Hello que não parava de gritar: "Você vai acabar apanhando, sua doida!!"


SÁBADO - BLOCO NANA BANANA (CHICLETE COM BANANA)


Passei o dia na cama, de ressaca. Às 18:00 tive que levantar na marra, tomei banho meio capengando, comi uma miséria de macarrão e fomos para o Carnabeirão. Eu bem que tentei, mas a ressaca me impediu de ficar animada. Uma queimação no estômago, fome e dor de cabeça me matavam enquanto o Chicletão arrasava no trio. Atrás do trio, Hello, Tati e eu fomos literalmente pisoteadas, ganhamos roxos por todas as partes do corpo, pisões no pé, cotoveladas no piercing, agarrões, empurrões. Nunca vi uma micareta tão lotada e tumultuada. E no final, ainda ganhei uma mordida gigante no braço, de um carinha que a Tati estava beijando.
Momento Homem: um FDP passou a mão na minha bunda e eu mais do que rápido, o agarrei pelo abada com toda a força enquanto o imbecil tentava andar rápido, mas é lógico que eu consegui rasgar o abada dele.


DOMINGO - BLOCO NANA BANANA (CHICLETE COM BANANA)


Foi uma tarde boooa que eu passei com o André, ficamos juntos boa parte do dia e fomos almoçar no Mc Donnald´s. Às 19:00, Tati, Hello e eu fomos pro Carna. Assim que estacionamos o carro começou o dilúvio, sim, porque chamar aquilo de chuva é ser muito boazinha!
Depois de uns goles de vodka desencanei da chuva e descobri que pular atrás do trio do Chiclete cantando "Se vai chover, então deixa molhar, chuva de verão não esfria o coração" debaixo daquele dilúvio podia ser muito divertido, quase emocionante. E foi realmente tudo lindo, até o momento em que invadimos o bloco Eva pra ver a Ivete Sangalo, eu senti uma espécie de euforia, uma energia muito positiva, mal podia acreditar que eu estava vendo a Ivete bem ali, diante dos meus olhos. Linda, linda, perna linda, roupa linda, cabelo lindo! Mas de repente, virou um tumulto, todo mundo empurrando todo mundo, um verdadeiro massacre e no meio de tudo isso, um FDP, aproveitando-se da situação, enfiou a mão dentro do meu abada e encheu a mão no meu peito. Pronto! Eu virei homem de novo! Me subiu um sangue, um ódio que eu nunca tinha sentido antes, virei pra trás, ele tentou correr, o agarrei pelo abada e rasguei de fora a fora, além de arrebentar a sua correntinha. Os amigos dele tentaram separar, mas ainda tive tempo de lhe dar uns tapas na cara e quebrar 3 unhas da minha mão. To falando que eu virei homem!
Acabei a noite, cheia de barro (por causa da chuva), e ainda consegui encontrar o meu japinha lindo e curtimos o final da Ivete juntos, apaixonados e felizes da vida. A Ivete é tudo!!! O André também!!!


por Freda Franchin às 3:51 PM

Segunda-feira, Abril 04, 2005

O CARNABEIRÃO ME DESTRUIU!!!


Como passar a real dimensão de como o fim de semana foi perfeito, divertido e engraçado?
Assim que descobrir, eu volto pra contar tudo. Enquanto isso, eu vou cuidando dos milhares de roxos e machucados que ganhei, do piercing que está doendo depois de tanta cotovelada, das unhas do pé que estão cheias de barro, das unhas da mão que quebraram e das mordidas que eu levei no braço...


por Freda Franchin às 3:55 PM

Sexta-feira, Abril 01, 2005

QUANTAS VEZES AINDA TEM QUE DORMIR?


Ontem foi mais um desses dias tumultuados: Fiquei quase o meu horário de almoço inteiro na fila pra pegar o abada do Carnabeirão, o restinho de minutos que sobrou eu aproveitei pra ir à costureira, que vai fazer uns modelos diferentes nos meus abadas.
Saí do trabalho, me arrumei voando e fui pro FestVídeo, onde eu trabalhei na recepção. Depois da entrega dos prêmios rolou um coquetel e eu enchi a cara de vinho. O pessoal do trabalho me zuou até e hoje eu cheguei com aquela ressaca aqui na agência.
E aqui estou eu, trabalhando, de ressaca e morta de sono. E alguém pensa que eu vou chegar em casa, relaxar e dormir? NÃÃÃÃO!!!
Às 20:00 meus pais e o Keney chegam e vamos num evento onde meu irmão será homenageado. Alguns meses antes dele morrer, uma aluna, a Vanessa, o inscreveu num concurso que premiaria o professor inesquecível e é lógico que ele ganhou! Então meus pais vêm para receber o prêmio. E mais tarde, as 23:00, Hello, Tati e eu vamos no 1º dia de Carnabeirão, ver o Asa de Águia.
Eu me lembro que quando eu era criança e íamos viajar, eu ficava tão ansiosa que perguntava pra minha mãe: "Mãe, quantas vezes ainda tem que dormir pra chegar o dia da viagem?" Era assim que eu estava me sentindo com relação ao Carnabeirão. Mas chegou e hoje tem Asa, amanhã e domingo eu vou me esbaldar no bloco do Chiclete com Banana.

*Enquanto isso, o meu casinho com o André, segue firme e forte. Simplesmente estamos nos vendo todos os dias. E eu estou adorando tudo isso! Já estou até acostumada com o jeito fofo dele. Parece que chegou a minha vez de ser feliz. Parece que chegou a minha vez de ser VALORIZADA!!!*


Mais fotos da Festa de Aniversário do meu irmão no site Nightnet.


Eu e o Diogo trabalhando na recepção e entrega dos convites, ontem no FestVídeo


Ontem no FestVídeo: Karen, Diogo, Cármen e eu


por Freda Franchin às 3:32 PM