Freda Franchin, 25 anos. Mora com três amigas em Ribeirão Preto e adora o seu cabelo. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis, nhoque e pimenta. Na cozinha só sabe fazer o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar ficando aqui pra sempre, porque ela não é uma pessoa de muita iniciativa. Tem três avós vivas e 3 avôs falecidos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e duas primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, que nunca conheceu. Tem um irmão nadador que era lindo de *viver*. Ele faleceu aos 23 anos, no dia 12/12/2004, num acidente de moto. A dor é gigantesca. A saudade é eterna. E ela sente como se a ficha não fosse cair nunca. Mas apesar de tudo, ela agradece a Deus por cada minuto dos 23 anos maravilhosos e inesquecíveis que passou ao lado dele. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E há pouco tempo aprendeu a gostar de pagode. Aprendeu a viver a vida intensamente. Um dia de cada vez, como se cada minuto fosse o último de sua vida. Fez estágio mesmo depois de formada. Hoje trabalha numa agência de publicidade e design de embalagem, mas continua tentando descobrir um jeito de ganhar dinheiro fazendo o que ela mais ama na vida, que é escrever. Já quis ser psicóloga, jornalista, turismóloga, advogada e hoje é uma publicitária frustrada, que está fazendo faculdade de Jornalismo. Não tem tempo pra nada e odeia sua vida corrida e estressante, mas pretende agüentar firme. Quando adolescente colecionava a revista Capricho, na verdade, parou de comprá-la há apenas quatro anos. Hoje só pega o jornal para ler a coluna do Zé Simão e também adora a revista Nova. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Vive apaixonada, mas agora está namorando um japonês saradinho, dono de uma alma linda e uns braços enormes, que ela tem certeza, é o amor da sua vida. Um anjinho oriental que ela insiste em achar que foi seu irmão que lhe mandou. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Tem nove graus de miopia no olho direito e quatro no esquerdo. Sim, ela é praticamente cega e sonha com o dia em que vai poder enxergar sem suas lentes de contato. Há poucos meses ela descobriu que isso vai acontecer muito antes do que ela previa. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens para o seu coração. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Faz tratamento para espinha desde os 12 anos. Com o mesmo dermatologista. Depois que perdeu seu irmão, aprendeu a falar EU TE AMO. Na verdade, depois que perdeu seu irmão, ela aprendeu muitas coisas e mudou muito. Já fez dieta para engordar. Hoje luta conta as banhas que se alojaram em sua barriga. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já treinou caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Hoje não faz mais nada e não anda a pé nem até a esquina. Mas se tivesse tempo, voltaria pra academia. É curiosa, mimada, fresca, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Estudou na USP, mas nunca prestou o vestibular da Fuvest. É porque ela era aluna especial do curso de Administração. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não consegue confiar muito nos homens e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico, que se concretizou. Ela é uma pessoa muito nostálgica. Sempre fica amiga de seus ex-namorados. Há alguns meses ficou corajosa, colocou um piercing na orelha que é sua paixão e fez uma tatuagem na nuca, em homenagem ao seu irmão: é uma estrelinha azul, escrito Dú dentro. Nunca fumou, mas bebe sempre que sai pra balada, principalmente vodka com schweppes citrus. Mas sempre acaba passando mal e a ressaca no dia seguinte é fatal. Nunca teve cólicas, nem TPM. Sua primeira vez foi aos 18 anos, mas ele foi embora para os Estados Unidos duas semanas depois. Ela já beijou um inglês chamado Sean e também um argentino com nome de sabão em pó, chamado Ariel. Tem um irmão caçula, loirinho e intelectual, que é o melhor policial militar que Minas Gerais já teve. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Já teve uma Honda Biz, chamada Penélope, hoje tem um Corsinha, mas continua sonhando com seu Golf branco e a sua Cherokee preta que é bem provável, não virá nunca. Tem uma família maravilhosa, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que é nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Sua melhor amiga é a melhor enfermeira do planeta, que também é sua eterna cunhada. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. A outra mora com ela há 3 anos. Já beijou três negros, um deles foi a sua paixão por quatro anos, outro foi seu professor de caratê. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão que hoje é uma estrela. Seus pais vivem dando festas e ficam tocando violão até altas horas. Sua mãe já fez aulas de canto e violão, hoje supera a perda do nosso Dú, em aulas de ioga, musculação e psicóloga. Também fez uma tatuagem em homenagem a ele. Seu pai tem uma voz e tanto, mas tem bebido muito e ainda não conseguiu superar a perda do Dú. Não disse que eles eram apaixonantes?! Tem 1,57 de altura. É viciada em gloss e Ades de maçã. Só toma leite integral. Com nescau. É viciada em fotografia. E leva a máquina digital pra todo lado. Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e agora que acredita em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela.

E-mail
lyzzarp@hotmail.com

Vida de Universitária




Bonitinha - Só por Hoje
Natália - Amor a Combinar
Bruneca - Tudo na minha vida
Ana Paula - Vida
Eu Mesma - Meus Momentos de Luz
Mal Humorada - Amor de Mal Humor
Macau - Madrugada na Sala
Luciana - Vou Falar
Estilosas - Super Estilosas
Mariana - Retratos da Vida como ela é
Rafael - Queer Closet
Dri Spaca - Historinha
Miss Lex - Miss Lexotan 6mg
Carol - Just Toxic
Fernanda - Idealizando
Carla - Eu e Meu Filho
Menina Má - Meninas Más
Carol - Mudança de Planos
Américo - Vida em Família
Vicky - Uma loira em sua vida
Priscila - Caffe Brasil
Renata - Cantinho da Re
Tati - Versão 2005
Dani - O blog da Vitrolinha
Stefany - Meu Mundinho
Tathi - Faxina Mental
Lívia Forte - When will she stop?
Mah - No Fundo do Mah
Renato - Brama´s Photoblog
Lu - A Pessoa
Amanda - Nem te Conto
Juliana - Meu Mundo
Mitcha - Meu Blog Porra
Karina - Sai de Mim
Dona - Aqui tem Dona
Clarah Averbuck - Brazileira Preta
Milhouse - Reatividade
Fernanda - Mineiríssima
Nina - Buzios
Sarah - You Give Me Ferver
Lyne - Meu casamento
Raquel - Pequenas e Belas coisas da vida
Ju - Ilegalmente Loira
Bertta - Antes que a Terra nos coma
Bia - Bia de Elite
Lívia - Garota Carioca
Dany - Sou Pollyana Sim
Tabata - Tocando as Rodas
Dri - Desabaffa
Valéria - Uma Amor para Recordar



Voltar ao início


















pessoas online




Template Vanessa_TP

Terça-feira, Maio 31, 2005

Hoje eu não dormi nada bem, no fundo acho que senti falta dos braços do meu amorzinho, então eu acordei meio mal e enquanto tomava o meu café da manhã, como de costume, fiquei assistindo ao programa da Ana Maria Braga. Hoje ela estava conversando com a mãe da Priscilla, a irmã do Victor Belfort que está desaparecida há 1 ano e 4 meses. Aconteceu que eu me emocionei e cai em prantos enquanto ela falava da dor dela. Eu nem sei o que é pior, ter a esperança de que ela está viva, ou a incerteza de que está morta.
E aí eu cheguei aqui na agência meio down e menos de 20 minutos depois, meu chefe já começou a me estressar. Tem horas que eu sinto que vou perder meu emprego porque não quero dar pra ele e tem horas que eu sinto que vou perder o meu emprego porque uma hora ou outra vou acabar me estressando com as grosserias dele e armando um barraco aqui na agência.
Tenho certeza que ele está tentando me enlouquecer. Tenho certeza que ele está conseguindo!


por Freda Franchin às 2:39 PM

Segunda-feira, Maio 30, 2005

Depois de um fim de semana de 3 dias, com direito a muito beijo na boca e carinho do meu japinha, churrascos, vários filmes, voltinha de carro, colo de mãe, convite pra ser madrinha de casamento de uma amiga de infância e jantar de domingo na casa da sogra, hoje começa tudo de novo: correria, piração, faculdade, pressão e doses diárias de enlouquecimento. Se continuar nesse ritmo, mais rápido do que eu imagino, estarei internada no Sanatório Santa Tereza. E vamos que vamos...


por Freda Franchin às 5:44 PM

Quinta-feira, Maio 26, 2005

E aí, o que você vai fazer neste feriado?
- Vai pra praia?
- Vai passar o dia no clube?
- Vai passear no shopping?
- Vai ao cinema?
- Vai passar o dia inteiro coçando e vendo TV?
- Vai aproveitar o feriado prolongado pra viajar?

Que legal! Sorte a sua! Porque como eu tenho um chefe sem noção, estou aqui enfiada dentro dessa agência, trabalhando em pleno feriadão!
Tudo bem que eu fui almoçar no shopping com o meu namorado e isso melhorou muito o meu humor.
Mas o que importa é que amanhã eu não venho trabalhar e vou pra Bebedouro com meu amorzinho! Já está na hora dele conhecer os sogrinhos. O mais engraçado foi a pergunta da minha mãe, quando eu disse que estava pensando em levá-lo: "Mas tem que fazer comida japonesa?"


por Freda Franchin às 3:40 PM

Terça-feira, Maio 24, 2005

COMO ESQUECER UM HOMEM EM 40 DIAS


Na última vez que eu fiquei com o Danilo, eu ficava zuando que ia fazer um programa pra esquecê-lo que chamaria: "Como esquecer o Danilo em poucos dias" e ainda falava pra ele perguntar se mais alguma namoradinha dele queria participar do programa: esquecimento garantido ou o seu dinheiro de volta. Lógico que era tudo uma grande brincadeira, mas hoje eu percebo que meio sem querer, foi bem isso que eu fiz. Um verdadeiro programa pra esquecer ele! Tudo bem que ter conhecido o André exatamente naquele momento, colaborou imensamente. Mas fora isso, tiveram várias outras "etapas" que eu segui, numa verdadeira luta para esquecer um de meus maiores amores. Nesse post, pode ser que tudo pareça zueira, mas não foi nada fácil! Só eu sei o quanto chorei e o quanto senti falta dele.

1ª Etapa: MSN

No final de semana da formatura da minha irmã, no dia 5 de março, foi a última vez que ficamos e as 20:00 horas do dia 6 de março, quando nos vimos pela última vez, eu tive certeza absoluta que tudo mudaria a partir daquele momento. Sou capaz de me lembrar do nosso último beijo, naquele domingo: eu estava com o pensamento fixo de que seria o último. Eu estava muito decidida. Nos dias que se seguiram eu tomei a decisão fundamental: me afastar, simplesmente desaparecer. E o 1º passo foi bloquear ele e os meninos que moram com ele, no MSN (dêem uma olhada no post escrito nas entrelinhas no dia 12/03). Além de bloqueá-lo, eu também o exclui, pra não cair em tentação cada vez que ele ficasse on line, o que acontece várias vezes ao dia. Também tive que bloquear todos os meninos que moram com ele, já que eles moram em 8 meninos, numa república com 6 computadores e eu estou no MSN de todos eles. Não queria correr o risco dele me ver off line no MSN dele, e on line no MSN de um dos meninos.
Depois disso, ficou fácil, quer dizer, fácil não, porque pra quem está acostumada a conversar todo santo dia com uma pessoa que tem as conversas mais divertidas, eu fui uma verdadeira heroína! Eu confesso que foi muito estranho ficar longe dele, sem saber da vida dele, o que ele estava fazendo, se estava bem.
Por outro lado, ficar longe dele, significava não pensar nele 24 horas por dia e eu me senti muito bem quando percebi que a cada dia eu pensava menos nele, não ficava mais curiosa pra saber o que ele tinha feito no final de semana, como estava a vida em Campinas e nem precisava mais me controlar pra não ligar pra ele, simplesmente percebi que não sentia mais vontade.
Confesso que no início, ao mesmo tempo que eu queria muito esquecê-lo, que eu queria deixar de me sentir rejeitada, tudo não passava de estratégias não apenas para esquecê-lo de verdade, mas principalmente para ele pensar que eu o tinha esquecido. Eu queria que ele pensasse que eu não estava nem ai pra ele, queria que ele pensasse que mesmo eu sabendo que ele ficava on line o dia inteiro, eu não fazia a menor questão de ficar on line também.
Alguns dias depois de bloqueá-lo, ele foi falar com a Hello (q mora comigo), no MSN, e ficou perguntando de mim, querendo saber como eu estava e porque tinha sumido do MSN...
Uns dias depois, ele me mandou um e-mail, perguntando o que tinha acontecido que eu não entrava mais na Internet, me contando algumas novidades e dizendo que ia me ligar pra gente colocar os assuntos em dia. Eu respondi dizendo que não entrava mais no MSN porque tinha enjoado, e que eu também estava com muito trabalho na agência, etc.
Poucos dias depois, o Gil, que mora com ele (eu sei que você vai ler isso, Gil!!), me mandou um e-mail, falando que era sacanagem, que eu tinha bloqueado o Danilo e os meninos no MSN e tal, e falou isso meio de brincadeira e meio sério. Aí eu comecei a ficar preocupada, porque não queria que eles deconfiassem, jurei que o Danilo nunca iria saber que eu tinha bloqueado eles. Então comecei a desbloquear eles de vez em quando, desbloqueava todo mundo e o Dani logo vinha falar comigo, menos de 5 minutos de papo depois, bem na hora que ele ia engatar o assunto, eu dizia que ia sair. E falava que ia sair pelos motivos mais idiotas do mundo, pra ele pensar: "Nossa, faz o maior tempo que não nos falamos e ela vai sair do MSN porque está com vontade de sorvete e vai na padaria comprar?!"
Passei algum tempo fazendo isso, desbloqueando, conversando 5 minutos e saindo antes de engatar um assunto.

2ª Etapa: TELEFONEMAS


Até que, menos de 15 dias depois do meu sumiço, ele ligou no meu celular. Fiquei meio sem reação, pensando se deveria atender ou não e acabei atendendo. Tivemos uma conversa estranha, ele contou algumas novidades, mas no fundo só queria mesmo saber do pagode que teria em Ribeirão. Foi uma conversa rápida (post de 24/03), já que eu estava em horário de almoço e logo eu falei: "Preciso desligar porque tenho que terminar umas coisas aqui, antes de voltar pro trabalho" e depois passei o resto do dia meio baqueada.
Alguns dias depois, ele ligou na minha casa à noite, no horário em que costumávamos ter nossas longas conversas pelo telefone, mas conforme eu já tinha pedido, a Maíra disse que eu estava dormindo.
Nessa época eu já estava ficando com o André e percebi que o que era uma estratégia pro Danilo pensar que eu tinha esquecido ele, estava realmente funcionando para esquecê-lo pra valer. Mesmo não estando apaixonada pelo André, eu sentia o meu coração ficando livre do Danilo e nem acreditava que estava acontecendo tão rápido.
Enquanto isso, a minha conta de telefone agradecia a ausência das milhares de ligações para Campinas e Araraquara. O meu celular agradecia a ausência das milhares de mensagens na caixa de saída.

De repente ele quase nem fazia mais parte da minha vida, e eu não vou negar que foram muitas as vezes em que eu me senti estranha por isso, mas eu percebia que eu sentia falta do meu melhor amigo e não do meu maior amor. O passado tinha ficado no passado, as lembranças boas e lindas daquele casal apaixonado não passavam mais pela minha cabeça e tinham ficado todas lá pra trás, junto com todas as outras lembranças do meu passado.
Já tinham passado uns 40 dias quando numa bela manhã, eu decidi que era hora de termos uma boa conversa. Desbloqueei ele de vez e passamos umas 3 horas conversando no MSN (post de 15/04). Foi uma conversa cheia de esclarecimentos, que marcou um novo começo na nossa amizade. Principalmente depois da nossa conversa de 3 horas pelo telefone uns dias depois.

Hoje em dia eu mal posso acreditar em como eu me sinto com relação a tudo isso. Temos nos falado todos os dias, são conversas ótimas, meramente de amigos. Contamos tudo um pro outro, todos os detalhes e acontecimentos de nossas vidas. Eu não vou negar que de vez em quando ainda sinto saudade daquele abraço, do beijo, morro de saudade de dormir abraçadinho, das nossas conversas intermináveis na cama, sinto saudade das voltas de carro, das idas ao cinema, das baladas, das declarações de amor. Mas nenhuma dessas saudades me trazem algum sentimento de amor. Nenhuma dessas saudades me fazem mal. E acredito que estranho seria se eu não sentisse saudade do casal perfeito que formávamos. Tem dias que eu penso que não vai existir mais nenhuma pessoa nesse mundo que seja tão perfeita e completa pra mim, alguém que seja tão parecido comigo e que me entenda tão perfeitamente bem quanto ele. O amor morreu, a saudade boa que restou, é ETERNA.

Hoje em dia eu tenho certeza que mais importante do que ter conhecido o André naquele momento crucial, foi ter me afastado do Danilo. Ter simplesmente deixado de participar da vida dele foi o ponto chave para o esquecimento tão rápido e pouco doloroso. As pessoas vivem repetindo a clássica frase: "O mundo dá voltas", mas você já parou pra pensar em como ela é verdadeira? Em como tudo na nossa vida realmente se transforma e vive em constante mudança?


por Freda Franchin às 3:28 PM

Segunda-feira, Maio 23, 2005

Tenho certeza que alguma hora vou acabar pirando. Estou nervosa, stressada, cheia de coisa na cabeça. Uma pressão absurda no trabalho, muita coisa na faculdade. Não consigo administrar o pouco tempo livre que me resta. Vivo correndo, vivo com pressa, vivo com a cabeça cheia de pendências e compromissos e responsabilidades. Não consigo falar com os meus pais todos os dias, não consigo ligar pra Aline todos os dias, não consigo desarrumar as malas das minhas viagens pra Bebedouro. Não consigo ir ao supermercado comprar as coisas mais básicas, não consigo ir ao banco. Não consigo nem mesmo ir ao posto, colocar gasolina no carro.

A minha memória está péssima e me deixando realmente preocupada. Esqueço tudo, meu chefe me fala uma coisa, eu dou 10 passos até a minha mesa e já esqueci tudo que ele pediu. Tenho me policiado para anotar tudo, tudo que me pedem, tudo que preciso fazer, tudo que preciso cobrar. Estou enlouquecendo com tudo isso.

Ontem tive uma crise péssima, fiquei com a consciência pesada por não ter ido ver meus pais nesse final de semana, meus irmãos também não puderam ir e quando eu falei com a minha mãe, no final do dia de ontem percebi que ela estava triste. De repende me peguei falando com ela no telefone perguntando dos meus irmãos: "E aí mãe, o Carlos foi mesmo pra São Paulo esse fim de semana?"
"E a Ná, ficou em Araraquara?"
"E o Dú...."

Meu Deus, não sei porque fiz isso, foi estranho de repente me dar conta de que agora eu só tenho 2 irmãos. Queria ter perguntado: E o Dú mãe, foi pra Barretos ver a Sil ou ficou em Bebedouro mesmo?

De vez em quando tenho a sensação de que a ficha vai cair uma hora ou outra e eu vou entrar em parafuso. Ficar louca. Pinel. Se é que já não estou ficando.

.......................

E como se não bastasse a correria durante a semana, neste fim de semana eu trabalhei num evento da APP, o Festin.


Nós da equipe de apoio com alguns palestrantes, no Festin


Diogo, Zeca Camargo (deu palestra), Luciene e eu, no Festin


Eu, no Festin


Meu japinha e eu, no Aldeia da Mata, na balada do Festin, sábado a noite


por Freda Franchin às 4:04 PM

Sexta-feira, Maio 20, 2005

AQUELE MOLEQUE NERVOSO


Essa semana foi tão tumultuada que eu ainda nem falei sobre a formatura do meu irmão. Pois é, agora o meu irmãozinho caçula de 21 anos é policial militar do Estado de Minas Gerais. Quem diria que aquele moleque encapetado, que quando era pequeno era tão nervoso que chegava a ficar roxo de raiva, aquele moleque chorão, que tinha o cabelo tão claro que chegava a ser quase branco. Quem diria que ele se tornaria um adulto intelectual, estudioso ao extremo, e tão calmo e centrado? Quem diria que estudaria Direito, que moraria sozinho e tão longe de casa? Quem diria que compraria um carro e que aos 21 anos pensaria em comprar seu próprio apartamento? Quem diria que aquele moleque que vivia falando que ia ser delegado, realmente nunca desistiria de seu sonho?
Sexta-feira, dia 13 de maio, Minas Gerais ganhou um profissional diferenciado, uma pessoa qualificada não apenas para defender as ruas e combater a violência, mas uma pessoa cheia de boas intenções, uma pessoa linda, centrada e boa de coração. Mas pelo amor de Deus, que ele nunca precise colocar sua vida em risco.
E como uma imagem vale mais que mil palavras, ai vão as fotos da formatura: do evento de solenidade de manhã e do baile de gala, a noite.


Meu irmãozinho lindo, agora Soldado Henrique, num dos momentos da solenidade e dos juramentos


A sogra dele colocando os adereços do uniforme. Ele se chama Carlos Henrique e escolheu ser Soldado Henrique. Lindo, né?


Minha mãe e ele, chorando emocionados!


Meu irmão: Soldado Henrique


Eu, meu irmão e minha irmã. Falta só o Dú!!!


Minha mãe, eu, Carlinha, minha irmã e a sogra do meu irmão


Meu irmão e a namorada, no baile de formatura


Meu irmão e minha irmã, no baile de formatura


Minha irmã, meu irmão e eu, no baile de formatura


Sil e eu, no baile de formatura


Sil, eu e minha irmã, no baile de formatura


Sil, minha irmã, eu, minha mãe e a Carlinha, no baile


por Freda Franchin às 12:16 PM

Quinta-feira, Maio 19, 2005

Foi um acidente horrível que matou o Herlon, 22 anos, namorado da Aline, uma de minhas minhas melhores amigas, de quem vocês muito já ouviram falar neste blog.
Ele estava voltando de uma baladinha na Agrishow (feira de agro negócios), eram 4 da manhã de terça para quarta, quando ele, sem cinto de segurança e provavelmente bêbado, sofreu um acidente e foi jogado para fora do carro, que deu PT.
Tive muito contato com ele durante o namoro deles de pouco mais de 1 ano, mas assim que eu recebi a notícia, pela Fer, irmã gêmea da Aline, que está gravidinha de 6 meses, reagi com desespero, estava no trabalho e simplesmente comecei a chorar na frente do meu chefe. Simplesmente porque a única coisa que me veio na cabeça, foi que mais uma família ia passar por tudo o que nós estamos passando e eu sei exatamente o tamanho e a dimensão dessa dor. Não queria ver a Aline, logo a Aline, que é uma pessoa tão depressiva, passando por todo esse sofrimento. É um sofrimento que eu realmente não desejo nem mesmo para o pior de todos os inimigos.
Saí do trabalho alucinada, pouco me fudendo pro meu horário de trabalho e pro meu chefe, e simplesmente fui para o velódio ficar com a minha amiga. Meu namorado, mais fofo impossível, saiu do trabalho dele e foi comigo, temendo a minha reação quando estivesse diante de tudo aquilo de novo. Mas pra variar, eu fui forte, tão forte que nem eu mesma consigo acreditar.
O Herlon, que era lindo, estava irreconhecível no caixão, o que deixou todos muito impressionados. E agora tenho que ver a Aline passando por tudo isso, não consegue dormir, nem comer e só pensa em todos os planos que eles tinham feito juntos.
É simplesmente inacreditável e impressionante como HOJE pode realmente ser o último dia de nossas vidas.


Eu, Herlon e Aline, numa balada no Samanea, em março de 2005


por Freda Franchin às 4:02 PM

Quarta-feira, Maio 18, 2005

Mais uma morte horrível
Mais um acidente
Mais um dia no velório
Mais uma perda

Não aguento mais perder, eu também quero ganhar!


por Freda Franchin às 3:37 PM

Quinta-feira, Maio 12, 2005

Só pra dar uma variada, ontem fomos pra Cachaçaria: minha irmã, a Pri, *meu namorado*, minhas cunhadas e mais um monte de amigos do André. Estava tudo perfeito, todo mundo bebendo, comendo e batendo papo, até que de repente o André ficou bêbado, muuuito bêbado e queria porque queria ir embora dirigindo. Pronto, estava armada a primeira briga do casal!

..................

Perdi o 2º furo da minha orelha direita. Estava doendo muito, inflamado e saindo sangue, foi coisa de no máximo 7 horas sem o brinco pro buraco fechar! Droga, agora vou ter que furar de novo! Só porque eu odeio agulha!

..................

Hoje está completando 5 meses que eu perdi o meu irmão. É estranho, porque pra mim é como se fizessem só alguns dias. De qualquer forma, é inegável que o tempo vai curando as feridas. Não sei nem de onde tenho tirado tanta força!
Uma vez alguém me disse que Deus nunca nos dá um fardo maior do que possamos carregar. É assim que eu me sinto hoje: triste, mas absolutamente conformada!


por Freda Franchin às 11:50 AM

Quarta-feira, Maio 11, 2005

Agora é oficial:

EU ESTOU NAMORANDO!!!


*Ele tem 23 aninhos, é carinhosérrimo, estuda Direito, tem uma família linda, faz estágio na CDHU, é viciado em academia, é todo estiloso pra se vestir, tem um braço liiiindo, é inteligentíssimo, apaixonado por História, tem voz e alma linda. E ainda por cima, tem olhinhos puxados!! Me encanto a cada dia!*


por Freda Franchin às 9:41 AM

Terça-feira, Maio 10, 2005

Simplesmente amei o jantar de sexta, no Viva México. Primeiro porque a comida estava simplesmente sensacional! E principalmente porque eu conversei muitão com as minhas cunhadas e nos demos muito bem. Elas são lindas e muito fofas! Eu só não gostei da hora que chegou a conta! Que caro!!!
O fim de semana em Bebedouro passou rápido demais, mas deu pra curtir bastante e dar bastante carinho pra minha mãe. Agora somos só 3, pra dar amor de 4, mas estamos dando conta do recado. No sábado à noite saímos pra comer pizza, numa galera: Meus pais, minha prima Aline, Sil e os meninos.
No dia das mães, o Omar, que morava em Ribeirão com meu irmão, foi pra Bebedouro, já que a mãe dele mora em Belo Horizonte, ele foi ficar com a 2ª mãe e minha mãe ficou toda feliz. Almoçamos na minha avó e passamos o dia inteiro grudados na minha mãe. O Omar e eu só viemos embora às 9 da noite.

..............................

Ontem foi um dia especialíssimo, quase histórico. Jantar de aniversário da sogrinha na churrascaria Coxilha dos Pampas com a família do meu japinha. Eu adorei todo mundo! A sogrinha é um pouco séria, e o sogro, é super engraçado. E eu até que não fiquei tão tímida. Foi tudo perfeito!

Fotos da pizzaria, no Buzznet.


por Freda Franchin às 10:33 AM

Sexta-feira, Maio 06, 2005

Ontem foi mais uma daquelas noites na Cachaçaria: Fer véia, Renata, Hello, Pri, minha irmã, André e eu. Muita cerveja, escondidinho (purê de mandioca com carne seca) e um bate papo animadérrimo que começou as 9 da noite e acabou só as 2 da manhã, hora da velhinha aqui ir pra cama.

..........................

Hoje eu vou realizar uma vontade muuito antiga. Experimentar comida mexicana. O André e eu vamos jantar no Viva México, um restaurante de gente fina carééésimo aqui de Ribeirão. Sabe, coisa pra uma vez na vida, mesmo?!

..........................

Agora não tem mais como fugir. Segunda-feira vou conhecer os sogrinhos num jantar em comemoração ao niver da mãe do André. Ai meu Deus, eu odeio isso! Nem namorando eu estou!

..........................

Sexta, dia 13, vai rolar a formatura da Polícia, do meu irmão, em Uberaba. A colação de grau será as 10 da manhã e o baile será a noite. Quero ver só o chefinho me liberar na sexta! E quero ver que roupa eu vou colocar na festa, com esse frio!

Buzznet atualizado com fotos novas.


por Freda Franchin às 4:40 PM

Quinta-feira, Maio 05, 2005

A VELOCIDADE QUE EMOCIONA É A MESMA QUE MATA



Hoje de manhã, no caminho para o trabalho, tinha uma Kombi na minha frente com esta frase: A velocidade que emociona é a mesma que mata. Então eu fiquei pensando muito nisso...
Desde pequeno o meu irmão sempre foi louco por velocidade. Costumávamos viajar muito de trem, para visitar a minha avó em São Carlos. Íamos comportadinhos, enquanto o Dú quase enlouquecia a minha mãe, colocando a cabeça pra fora da janela. E ficava lá um tempão, com a cabeça pra fora do trem, vibrando com aquele vento que fazia voar os seus cabelos loirinhos. Ele tinha só uns 6 anos, mas ficava maravilhado com aquilo tudo.
Ainda quando ele era pequeno, íamos todos os anos para a casa de praia dos meus padrinhos, em Itanhaém e levar aquele pirralho encapetado pra praia era algo realmente louco. Ele saia correndo mar adentro e pouco se importava com a minha mãe gritando: "Dúúú, volta Dú! Tem tubarão!" É engraçado, mas eu ainda posso ouvir a voz da minha mãe gritando: Dúúúú, volta Dúu!!!
Depois que ele cresceu, a paixão por velocidade cresceu junto e enquanto ele não comprou a moto dele, não sossegou. Era uma Strada verde que o fazia voar. Cada viagem, cada final de semana em Bebedouro, cada passeio, era uma desculpa para ele ir de moto. Não foram poucas as vezes em que o escutei dizer: "Eu quero voar!" Até que em fevereiro de 2004, a Strada foi trocada por uma Suzuki 500, também verde, que o levou a ventos muito mais velozes. Foram inúmeras viagens, milhões de fins de semana em Bebedouro, encontros de moto, tombos e muita velocidade. Até que em junho (dêem uma olhada no post de 17/06) ele levou um tombo feio, me ligou chorando pra buscá-lo no hospital e garantiu: Agora eu já voei, depois desse tombo eu juro que tomo juízo.
Mas somente 6 meses depois, no dia 12 de dezembro, ele voou novamente, para muito mais longe, em ventos que nem sequer podemos imaginar.
Ainda não tivemos o resultado da perícia, mas eu sou capaz de apostar que ele não estava apenas correndo, mas estava voando, quando morreu. Naquela avenida meio morta, sem movimento algum, ele deve ter acelerado tanto, só para ouvir o barulho enlouquecedor que sua moto fazia quando corria, e que ele tanto gostava. Aposto como ele estava voando, aposto como estava a uns 200 km/h. Aposto que morreu feliz, emocionado pelo ronco de sua moto e voando, como tanto queria.

Buzznet atualizado com fotos novas.



por Freda Franchin às 4:31 PM

Quarta-feira, Maio 04, 2005

Esses dias chegou lá no apê um comunicado avisando que vão trocar o piso da garagem e que todos os carros deveriam ser retirados da garagem as 8 da madruga, começando hoje.
Eu acordo todos os dias as 08:15 e saio de casa as 08:55. Minhas horinhas de sono são sagradas e eu não vou acordar mais cedo só pra tirar a droga do carro da garagem!
Estava eu tomando o meu café da manhã hoje, quando as 8:40 o interfone toca:
- Você não vai tirar seu carro? Não recebeu o comunicado ai? O pedreiro está aqui parado só por causa do seu carro! - era o cuzão do síndico
- Olha seu Alahor, na boa, mas eu não vou acordar 1 hora mais cedo só por causa disso! Meu horário de sair é as 9!
- Mas você vai ter que dar um jeito, vai ter que tirar seu carro as 8 da manhã até o final da semana! Senão eu vou colocar um monte de lata de tinta na frente e aí eu quero ver você sair com o carro - ele começou a apelar
- Eu sinto muito, mas eu só vou tirar o meu carro as 9, com lata ou sem lata! E vamos manter a boa educação e conversar como pessoas civilizadas, por favor?

Eu gosto de discutir com gente inteligente, com bons argumentos, começou a apelar, a discussão perde a graça. Isso porque o síndico em questão tem uns 75 anos e vive me infernizando!
Pra ser síndico, é requisito básico ser véio, cuzão e insuportavelmente irritante?

.........................

O meu problema é que eu não tenho saco pra aguentar chefe. Não tenho paciência pra aguentar os stress, as ordens, as grosserias, as broncas. Não nasci pra ser escrava.
Logo logo eu estresso de vez e mando tudo pro inferno. Não preciso disso...

.........................

Quinta-feira eu fui numa festa muito boa no Taiwan. Bandas boas, bebidas boas, lugar bom, mas o melhor de tudo, foram as companhias: André, Alexandre (primo do André), Priscila, Rodrigo, Amanda e minha irmã.

Buzznet atualizado com fotos novas.


por Freda Franchin às 10:43 AM

Domingo, Maio 01, 2005

Cheguei em Bebedouro ontem de manhã e vi que minha mãe tinha comprado edredons novos pra minha e pra minha irmã. Lindos, idênticos, com umas flores bem coloridas. Sem pensar, eu perguntei:
- E para os meninos, mãe? Você não comprou?
- Para os meninos, Fre? - ela respondeu
Os meninos, no caso, seriam os meus dois irmãos, Carlos e Dú.
Definitivamente a ficha ainda não caiu!


por Freda Franchin às 5:22 PM