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Terça-feira, Agosto 30, 2005
COMIDA DE MÃE
Depois de um fim de semana super prolongado em Bebedouro, estou de volta e me preparando pra 1 mês de trabalho pesado no Shopping.
Eu sou apaixonada pela casa dos meus pais em Bebedouro. Eu já moro aqui em Ribeirão há 3 anos, mas é lá que é a minha casa, o meu lar.
Lá na casa dos meus pais tem quintal e churrasqueira. Lá tem rede e árvores. Lá tem TV a cabo e um computador top. Lá tem DVD e comida de mãe. Lá tem meus irmãos, minha cama e um milhão de fotos do Dú espalhadas pela casa. Lá tem a cozinha cor de cenoura mais linda do mundo e tem carinho, amor e meus pais!!
Foi um fim de semana maravilhoso, teve baladinha light na Cachaçaria, teve uma super festa de aniversário da minha mãe com direito a muita muita gente e barril de chope. Teve a presença animadésima do Omar e teve uma ida a um barzinho no domingo, pra fechar o fim de semana perfeito.
Fotos do fim de semana no Buzznet.
por Freda Franchin às 3:13 PM
Quinta-feira, Agosto 25, 2005
UM ANJO EM MINHA VIDA
Noite passada eu estive com o meu irmão. Nós nos abraçamos, conversamos e ele me deu um presente. Foi um sonho lindo e mágico que me deixou feliz pelo resto do dia. Acordei arrepiada, com a certeza plena de que eu tinha estado com o meu irmão e que a sensação daquele longo abraço ainda estava em mim.
Tenho dificuldade em contar detalhes de um sonho, mas vou tentar contá-lo como contei a minha mãe:
Já fazia 8 meses que eu não o via, ia ser a festa de aniversário da minha mãe e todos estavam ansiosos porque ele ia chegar. Quando ele chegou, todos empolgados gritaram: " O Dú chegou!!" Ele estava com o cabelo diferente, um pouco pra baixo da orelha, mas tinha o mesmo rostinho de sempre. Eu corri e dei um abraço de uns 15 minutos nele, sem parar de dizer: " Dú, que saudade! Que saudade!" Então ele cochichou no meu ouvido: " Lembra que você pediu pra Deus me proteger? Então, agora eu trouxe um presente pra você!"
Então ele foi para o quarto colocar a mala que estava segurando e gritou: " Freda, vem pegar o seu presente!" Quando cheguei no quarto ele me deu um embrulho, eu abri e era um anjinho!!!
Eu nunca tinha tido um sonho tão real e que ficasse tão nítido na minha cabeça. Fiquei tentando interpretar, pensei que algo de muito bom vai acontecer na minha vida e isso será um presente dele.
Pensei que ele quis me dizer que eu pedi tanto pra Deus cuidar dele que agora ele é um anjo.
Pensei que o presente foi o meu namorado, que é um anjo na minha vida e cuida de mim aqui em Ribeirão igualzinho o Dú fazia.
Dizem que durante o sono, nosso espírito sai de nosso corpo e sai andando por aí. Eu não tenho dúvidas de que eu realmente abracei o meu irmão na noite passada! Independente do significado, esse sonho já foi um presente. O melhor presente que o meu irmão já me deu na vida. Lindo como aquele buquê de rosas vermelhas que ele me deu no dia do meu aniversário de 17 anos.
por Freda Franchin às 1:04 PM
Terça-feira, Agosto 23, 2005
PAZ NO INIFINITO
Será possível uma pessoa saber, de alguma maneira completamente inconsciente, que vai morrer cedo?
Será possível a família saber, de alguma maneira completamente inconsciente, que alguém muito próximo e querido, vai morrer cedo?
Será possível Deus ir preparando, ao longo da vida, todas essas pessoas envolvidas, para um futuro momento de dor e sofrimento?
Hoje eu tenho certeza que sim!
EU - O TELEFONEMA
Sempre deu pra perceber claramente nos meus escritos aqui no blog que eu tive uma relação especialíssima com o meu irmão Eduardo. Mesmo amando muito a Na e o Carlos, sempre senti uma coisa diferente pelo Eduardo. Sempre senti que ele era o mais especial, sempre senti que ele era diferente, bom demais, perfeito.
Quando ele nasceu eu tinha 1 ano e 4 meses. Minha mãe conta que ele era a minha boneca, que eu era completamente apaixonada por aquele irmãozinho novo. Eu protegia ele, cuidava dele, exatamente como ele fez comigo depois que cresceu. Pra ele começar a falar foi uma dificuldade enorme porque eu adivinhava as coisas que ele queria antes que ele precisasse falar. Só começou a falar depois dos 2 anos, quando começou a freqüentar uma fonoaudióloga.
Quando eu fiz 17 anos, ele com 15, pediu ao meu pai que o ajudasse a escolher rosas vermelhas e me entregou em mãos com o cartão mais lindo do mundo, falando justamente sobre a história de eu não deixá-lo aprender a falar quando criança.
Ele sempre foi arteiro, viva aprontando, se queimava, caía, colocava fogo nas coisas, destruía vídeos-cassete e controles-remoto e vivia com a cara ralada.
Até aí normal, afinal qualquer moleque é encapetado, mas o fato é que ele cresceu, e continuou arteiro. Continuou caindo, colocando fogo nas coisas, destruindo eletrônicos e sempre com aquela cara de quem tinha feito arte.
Tivemos uma relação tão intensa e mágica, que chega a me arrepiar. E eu sempre soube, de uma maneira nem tão inconsciente, que algo aconteceria. Sempre tive essa sensação, não de que ele morreria cedo, mas de que algo de muito grave e doloroso aconteceria. Nunca foi algo consciente, algo que me botasse medo ou me fizesse falar sobre o assunto, era só uma sensação, como tantas outras que eu tinha.
Sempre foi muito claro e consciente em minha cabeça, que algum dia eu receberia um telefonema que mudaria a minha vida, um telefonema cheio de más notícias e de dor. Essa coisa do telefonema sempre foi algo muito forte, tanto, que inúmeras vezes eu me peguei arrepiada quando escutava o toque do telefone. E essa coisa do telefonema ficou ainda mais forte depois que vim morar sozinha em Ribeirão. Talvez porque eu estivesse sozinha, longe de todos, mas eu sempre tive uma sensação absolutamente consciente de que eu receberia esse telefonema, e por várias vezes eu questionei a mim mesma o porque daquela sensação. Acabava concluindo que algum dia eu receberia um telefonema avisando da morte da minha avó Lucília e não do meu irmãozinho.
Hoje, 8 meses após o trágico e esperado telefonema, eu me sinto conformada. Sinto como se a morte prematura do meu irmão sempre tivesse feito parte de mim. Sinto como se de alguma maneira eu sempre soubesse e por isso as coisas com ele eram mais intensas e especiais.
Hoje eu entendo porque ele vivia daquela maneira, porque ele tinha tanta pressa, porque nunca deixava nada pra depois, porque era sempre tão precipitado.
MINHA MÃE - A MÚSICA E AS ORAÇÕES
Tem uma música do Chico Buarque chamada Pedaço de Mim que fala sobre a morte de um filho. Minha mãe sempre sentiu que essa música era pra ela, disse que sempre que escutava essa música sentia algo especial.
Além disso, o Eduardo sempre foi o filho por quem ela mais rezou, por quem ela mais pediu proteção. Como eu já disse, ele sempre foi arteiro e ela pedia pra Nossa Senhora proteger sempre ele debaixo de seu manto azul, que era azul como as 2 motos que ele teve.
Alguns meses antes do Dú morrer, ela assistiu uma reportagem na TV Cultura sobre mães que perderam filhos e disse que teve uma sensação estranha e pediu pra Nossa Senhora afastar aqueles pensamentos dela.
No dia que o policial ligou avisando da morte do meu irmão e minha mãe foi com o meu pai até o local do acidente, uma mulher que estava lá, disse que quando viu a minha mãe chegando, viu Nossa Senhora, calma, tranqüila, em paz. Eu me arrepiei muito com isso, porque a minha mãe é tão extraordinariamente boa e especial que por várias vezes eu já pensei: "Será que a minha mãe é uma santa?"
Nem mesmo no momento em que viu o Dú lá deitado no asfalto, completamente sem vida, ela se desesperou. Esteve sempre serena e tranqüila. Nem mesmo eu entendia como aquilo era possível. Há alguns dias ela disse que naquele momento só sentiu alívio. Ela sempre soube que ele ia embora, sentiu alivio por já ter acabado toda aquela angústia de saber sem saber porque sabia. Simplesmente já tinha acontecido o que ela esperava, Nossa Senhora já estava protegendo ele debaixo de seu manto azul.
MINHA IRMÃ - A MÚSICA E O VELÓRIO
Fomos criados desde pequenos, ouvindo MPB. Chico Buarque, Vinícius de Moraes, Elis Regina, todos eles sempre fizeram parte de nossas vidas. Crescemos e a paixão pela MPB só aumentou, no entanto, lá pelos 13 anos, o Eduardo virou roqueiro e nem queria ouvir falar de MPB. Da mesma maneira que a música Pedaço de Mim tocava a minha mãe, tocava também a minha irmã e elas já tinham chegado a comentar o fato algumas vezes.
O velório de Bebedouro fica num lugar um pouco afastado na cidade, onde não costumamos passar muito, mas a minha irmã diz que nas poucas vezes que ela passou ou entrou lá, sempre sentiu que algum dia ela estaria ali, velando uma pessoa muito próxima.
DÚ - PAZ NO INFINITO
Hoje eu tenho certeza que da maneira mais inconsciente que possa existir, o meu irmão sempre soube que morreria jovem e foi preparado pra sua morte prematura, durante toda a sua vida.
Alguns dias após a morte dele encontramos uma caixa no guarda roupa dele lotada de cartas de namoradas, cartas que ele escrevia pra ele mesmo, agendas, anotações, cartões de aniversário e cartas que ele escreveu pra Sil e nunca mandou e em uma dessas cartas estava escrito assim: "Quando você olhar o céu e estiver cheio de estrelas, não fiquei triste e pense em mim."
Ele sempre foi fissurado pelo símbolo do infinito, aquele 8 deitado. Sempre amou tanto esse símbolo que já até deu um pingente de ouro pra Sil, com esse símbolo. Em todos os lugares encontramos desenhos desse símbolo.
De uns anos pra cá, ele adquiriu verdadeira obsessão pela palavra "PAZ". Rabiscava PAZ em todos os lugares, no ICQ a palavra fazia parte do nick dele e cada scrap deixado por ele no Orkut, terminava com a palavra PAZ. Sempre assim, com as 3 letras em maiúsculo.
No dia em que morreu, antes de sair de casa com a moto, minha mãe perguntou: "Dú, onde você vai?" e suas últimas palavras foram: "Vou tomar um vento no rosto, mãe". Ele poderia ter dito que ia sair pra dar uma volta, mas porque disse algo tão enfático?
Eu sempre soube que meu irmão tinha virado um galinha de uns anos pra cá, mas depois que ele morreu, apareceram vários casinhos que ele mantinha ao mesmo tempo, o que foi muito doloroso para a Sil. A minha maneira de consolá-la foi comentar algo em que eu realmente acredito. Eles ficaram noivos 2 meses antes dele falecer e eu vejo como se fosse uma maneira dele dizer a ela, que ele aproveitou muito a vida, mas que era ela a mais importante e a mais especial, era ela o grande amor da sua vida, era ela que tinha uma aliança de ouro com o nome dele gravado.
por Freda Franchin às 11:23 AM
Sábado, Agosto 20, 2005
Aí, ontem, depois de looonngos 5 meses sem dar as caras no Georgia, ontem fui pra lá, com o meu namorado e as meninas que moram comigo, Lu e Hello. Tinha muita gente feia e estava bem vazio, se considerar que lá está sempre tão lotado que fica impossível andar, mas mesmo assim, foi uma noite muito divertida. Porque eu sou simplesmente apaixonada por aquelas bandas maravilhosas que tocam aquele rock dos anos 80 que eu amo. Porque aquele Sex on the Beach (bebidinha) estava maravilhoso e porque foi muito bom matar a saudade daquele lugar que eu amo, apesar de todo mundo odiar. Porque é só lá que dá pra escutar boa música nessa cidade!
Fotos da balada de ontem no Buzznet.
por Freda Franchin às 5:26 PM
Quinta-feira, Agosto 18, 2005
AO ALCANCE DOS MEUS OLHOS
Eu estou me sentindo bem estranha, tive muita tontura na academia, me sinto ao mesmo tempo acelerada e aérea, nem consegui ir pra faculdade porque tive medo de dirigir. Antes de malhar tomei um comprimido de Therma Pro, é um estimulante à base de Efedrina que acelera o metabolismo e queima gordura. Foi a 1ª e última vez, estou neurótica com a minha barriga, mas só quero perder uns 3 kilos.
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Ontem eu assisti ao vídeo da minha festa de aniversário de 17 anos e lá estava o meu irmão, com seus 15 anos, uma camiseta azul royal que eu me lembro que ele amava, seu corpão sarado e aquela voz, da qual eu sinto tanta saudade. Foi incrível vê-lo ali, tão vivo, tão lindo. Foi incrível ouvir a voz dele.
Atualmente ele já não era mais aquele menino de 15 anos, ele já não era mais aquele atleta sarado e saudável, ele já não era mais aquele nadador dedicado e tampouco era tão tímido, mas foi louco vê-lo ali, andando pra lá e pra cá, colocando os seus rocks preferidos pra tocar e batendo papo com os amigos. Daria tudo pra viver aquele dia novamente, daria tudo pra ficar só mais um pouquinho perto dele, não precisava nem conversar, não precisava nem chegar perto, mas só de saber que ele estava ali, na mesa ao lado, ao alcance dos meus olhos. Queria ter dado só mais um pouquinho de valor em simplesmente ter ele por perto.
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Amanhã será um dia decisivo pro futuro dos meus olhinhos. Depois de 11 longos e intermináveis dias sem a lente de contato e usando um óculos torturante, amanhã farei o exame que dirá se poderei fazer a cirurgia de miopia. Estou ansiosa e muito confiante! Logo eu que tenho pavor de cirurgia e coisas do tipo e sinto aflição só de pensar em alguém mexendo nos meus olhos, me sinto corajosa e sonho com o dia em que poderei enxergar sem as lentes de contato que me acompanham há 12 anos.
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Os dias de desemprego e desocupação estão contatos. Durante o mês de setembro trabalharei numa exposição de fotografia, no Novo Shopping. Meu horário perfeito será das 10 as 16 e o meu namorado ficará das 16 as 22. O evento é da irmã dele. Foda trabalhar de segunda a segunda, sem fim de semana, foda ficar sem ir pra Bebedouro, mas será só 1 mês e eu estou empolgada. Uma graninha extra nunca é demais.
por Freda Franchin às 11:51 PM
Terça-feira, Agosto 16, 2005
FESTA - TV - ACADEMIA
Sexta-feira foi aniversário da minha irmã e teve uma festa muito divertida lá em Bebedouro, regada a Smirnoff Red Fruits com suco Del Vale de uva e de morango. Também teve um reencontro com o Pedrinho, velho amigo do colegial, que eu não via há uns 3 anos. E também teve a presença ilustre da Ju, minha mais nova amiga grávida!
A parte chata é que depois de tanta Vodka ficou impossível não lembrar que naquele mesmo dia, estava fazendo 8 meses que perdemos o Dú e doeu demais escutar a minha irmã dizer: ¿O dia do meu aniversário será um dia eternamente triste!¿ Então ela me perguntou se eu achei que esses 8 meses passaram rápido ou devagar e eu simplesmente não consegui responder. Às vezes parece que foi ontem que ele morreu e às vezes parece que eu estou sem ele há anos, tamanha é a saudade que eu sinto da voz e da alegria contagiante dele.
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Agora eu tenho TV no quarto! Meu namorado trouxe a TV dele pra cá e é bom demais ficar lá deitada na minha cama vendo TV! Principalmente quando ele está junto!
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Ontem eu entrei na academia, onde meu namorado já malha. É a melhor academia de musculação de Ribeirão, tem aparelhos que eu jamais imaginei que existissem e eu já deixei bem claro pro carinha lá: "Eu quero malhar o corpo inteiro, mas quero me concentrar no abdômen, não agüento mais essas banhas!" Foi então que ele me mostrou a parte da academia onde só tem aparelhos pro abdômen. Amei! Mas já estou toda dolorida.
Fiz um Buzznet novo, porque o outro estava dando pau.
por Freda Franchin às 1:14 PM
Quarta-feira, Agosto 10, 2005
CURTAS
Eu uso lente de contato desde os 13 anos. Sou praticamente uma cega, tenho 10 graus de miopia num olho e mais 4 graus no outro. Na semana que vem vou fazer um exame na córnea para saber se posso fazer a cirurgia a laser e pra isso, preciso ficar 10 dias sem lente de contato. Então eu mandei fazer um óculos pra esses dias e estou usando desde segunda-feira. No começo senti muita tontura, me senti uma inútil, agora já estou acostumando com esses 4 olhos, mas estou contando os minutos pra saber se vou poder fazer a cirurgia.
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Na semana passada eu tive a minha primeira sessão na psicóloga. Ela é uma fofa, super simpática, mas foi bem estranho sentar ali naquela poltrona e contar a minha vida inteira pra uma desconhecida. Acabei falando o tempo inteiro sobre o meu irmão.
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Não sei se porque moro sozinha ou se porque estou velha, mas eu estou simplesmente sem um pingo de paciência. Me irrito muito facilmente e não suporto dar satisfações pro meu namorado. Nós brigamos muito e eu passo o tempo todo tendo que me defender, arrumar argumentos, enfim, dar satisfações. Deve ser a idade. Só pode!
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Uma de minhas amigas de infância está gravidinha. Ela já namora há 9 anos, está noiva e eu sou capaz de apostar que engravidou de propósito, só pra pressionar o namorado. Não vejo outra alternativa pra uma pessoa que engravida depois de 9 anos de namoro! Não somos mais tão próximas, mas ela ainda mora do lado da minha casa e eu amei a novidade!
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Desde o início do ano eu tenho percebido grandes problemas com a minha memória. Simplesmente esqueço de tudo, muitas vezes brigo com o meu namorado e 2 minutos depois já nem lembro como e porque tudo começou. Preocupada, fui no neurologista, fiz um eletro e ele me disse que a minha memória está assim por causa de stress, basicamente por causa do grande trauma de ter perdido o meu irmão, mais a vida tumultuada de não ter tempo pra nada.
por Freda Franchin às 10:34 AM
Terça-feira, Agosto 09, 2005
Eu tive um fim de semana especialíssimo, não foi um dos melhores em Araraquara, mas foi divertidíssimo.
Na sexta rolou um churrasco na Rep. Malwee, tinha pouca gente, só as pessoas mais queridas de Araraquara, e o Danilo também estava lá. Não nego que foi estranho vê-lo depois de tanto tempo, já que a última vez que nos vimos, há 5 meses, foi a nossa despedida, foi quando eu decidi que não sofreria mais. Também não nego que foi estranho ver os 2 ali, o passado e o presente, o André e o Danilo no mesmo churrasco e os 2 foram muito civilizados, até bateram um papo. No final das contas aquela situação toda só serviu pra eu ter ainda mais certeza que eu fiz a escolha certa me afastando do Danilo. E essa escolha, nesse fim de semana, só deixou ainda mais claro que eu tenho um namorado especial, perfeito, um desses homens que realmente não fabricam mais.
Sábado no final da tarde fomos para o Show do Inimigos da HP, numa turma muito gigante e muita animada. Eu fiquei bem bêbada, o André e eu tivemos uma briga muito feia, quase definitiva, mas no final, fomos embora felizes da vida e ainda mais apaixonados.
E eu já estou enchendo o saco desse blog.
por Freda Franchin às 1:39 PM
Sexta-feira, Agosto 05, 2005
Depois de 5 meses, hoje vou pra Araraquara rever todas aquelas pessoas que eu amo. Será o churrasco de despedida da minha irmã, que não morará mais lá e amanhã vamos no Inimigos da HP!! Estou contando os minutos!!
por Freda Franchin às 2:30 PM
Quarta-feira, Agosto 03, 2005
AGORA O DIA TEM 24 HORAS
Aí ontem eu cheguei no meu limite, estava tão esgotada que mal podia olhar pra cara do meu chefe, liguei lá e falei na lata, por telefone mesmo:
- Só tô ligando pra dizer que você conseguiu o que você queria, estou pedindo demissão!
Desliguei o telefone aliviada, me arrumei e fui pro salão depilar. Saí do salão e fiquei andando pelo centro da cidade, vendo vitrines, fazendo comprinhas e pensando que eu tinha tempo pra fazer o que quisesse com o resto do meu dia, não precisava fazer as coisas correndo. Almocei num restaurante lá no centro, depois peguei meu namorado e ficamos o dia inteiro aqui em casa, de papo pro ar, vendo TV e batendo papo. TEMPO. Eu já tinha esquecido o que era isso!
Sei que pedir demissão por telefone foi muito irresponsável, mas foi a maneira que eu encontrei de não ter que olhar pra cara dele. Desisti de esperar ser mandada embora, desisti de ficar irritando ele e acabar eu, irritada.
Ontem, depois que voltei da faculdade, fui fazer compras pros meus almoços, vou voltar a comer minha comida, com o meu tempero, vou almoçar na hora que eu quiser.
Por enquanto não vou procurar um novo emprego, vou colocar a minha vida em ordem, ir a todos os médicos que eu estou precisando, vou começar a fazer terapia, me dedicar aos trabalhos da facul, escrever e ler muito, entrar na academia e pretendo fazer trabalho voluntário, até arrumar um novo emprego.
Só pra essa semana, já tenho horário no neurologista, no dermatologista e na psicóloga. Agora sim o dia tem 24 horas e é impressionante o tanto de coisas que se pode fazer com essas 24 horas quando não se está trancada dentro de um escritório.
por Freda Franchin às 11:33 AM
Segunda-feira, Agosto 01, 2005
Hoje eu estou muito estressada, quero sumir, desaparecer, estar em qualquer lugar que não seja essa agência, mas enquanto me empenho ao máximo para ser mandada embora, aproveito pra contar do meu final de semana sensacional. Teve colação de grau, festa de aniversário, barzinho, baile de formatura, vômito na privada, ressaca, bebê nascendo e a presença divertidíssima do Omar.
Na sexta rolou a colação de grau da Sil e da Lê, depois uma super festa de aniversário da Lê e pra fechar, terminamos a noite num barzinho.
Minha irmã, minha mãe e eu, na colação de grau
Ná, Lê, minha mãe, eu, André e Omar (atrás), na colação
Eu, Sil e minha irmã, na colação
Mor e eu, na festa de niver da Lê
Sábado foi um dia daqueles: cabeleireira, manicure, supermercado, casa da vó e a noite, baile de formatura da Lê. Uma das melhores formaturas que eu já fui na vida, não pela decoração, não pela comida, nem pela bebida, muito menos pela banda, mas pelas pessoas. Estava todo mundo se divertindo tanto, dançando tanto e bebendo tanto! E eu estava lá, enchendo a cara de cerveja e vinho, terminei a noite vomitando enquanto meu namorado segurava meu cabelo e meus pais davam risada da situação.
Dé e eu, antes de irmos pra formatura
Lê, eu e minha irmã, na formatura
Minha mãe e eu
Minha irmã, meus pais, meu namorado e eu, na formatura
Meus pais, minha irmã e eu
Meus pais, minha irmã, Lê e eu
Eu e o Dé
Domingo fiquei de ressaca o dia inteiro, mas vim correndo pra Ribeirão assim que soube do nascimento do baby da Fer e fiquei um tempão lá na Maternidade segurando aquele bebê perfeito, que vai se chamar Maria Eduarda, o nome que meu irmão sempre falou que ia dar pra filha dele.
No final do domingo fui num restaurante mexicano, mas a ressaca não me deixou comer muito.
E agora estou aqui, já quebrei uns 2 paus com o meu chefe e o FDP não me mandar embora logo!
por Freda Franchin às 3:26 PM
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