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Quinta-feira, Setembro 29, 2005
Eu estava me preparando pra escrever um post perfeito sobre o casamento perfeito, mas aí eu cai nesse site e vi um vídeo tão tão tão desumano e trágico, que mal estou conseguindo respirar depois de assistir a tanta crueldade!
É um vídeo que mostra alguns monstros (des) humanos tirando a pele de animais vivos: Clique aqui para se revoltar também!
por Freda Franchin às 2:34 PM
Terça-feira, Setembro 27, 2005
Que tipo de palavras usar para descrever a imensa emoção de algo que se viveu? Que tipo de palavras usar para passar a real dimensão da felicidade que se sentiu?
Assim que eu conseguir encontrar palavras que traduzam os meus sentimentos, eu volto pra contar detalhes do casamento mais lindo e emocionante que eu já vi na vida!
por Freda Franchin às 12:39 PM
Terça-feira, Setembro 20, 2005
UMA AMIZADE PRA VIDA TODA
 Eu e a Ká, uns 5 anos atrás
Tínhamos por volta dos 4 anos de idade quando nos conhecemos, ainda sou capaz de me lembrar de nossas mães batendo papo no portão da minha casa, enquanto nós duas no observávamos, como as crianças costumam fazer na frente de outra criança. E a partir daquele dia, aquela menina que tinha a minha idade e morava ali na frente da minha casa, se tornou minha amiga inseparável.
Quando entramos na primeira série, ela conseguiu convencer a mãe dela a colocar ela na mesma escola em que eu estudava e teve uma crise de choro absurda quando, já matriculada na mesma escola que eu, soube que não estudaríamos na mesma classe. Depois de muita birra e escândalo no corredor da escola, na frente dos professores, conseguimos estudar na mesma classe.
Nossa felicidade parecia completa: todos os dias íamos juntas pra escola, com meus 3 irmãos, na belinona amarela da minha mãe. Depois de almoçarmos, passávamos boa parte do dia brincando de Barbie ou na piscina do clube e boa parte da noite brincando na rua, com a tonelada de criança que morava no bairro.
É impressionante como essas memórias da Barbie continuam presentes em minha memória como se tivesse acabado de acontecer. Usávamos a sala inteira da casa da Karina pra montarmos a casinha da Barbie, a casa era tão completa quanto nossa imaginação pudesse inventar. A caixa de fósforo era a televisão, a caixa de caldo knorr era o vídeo cassete, a caixa de sapato, era a cama, a pia do banheiro,se transformava numa linda piscina. Demorávamos tanto tempo para terminarmos de montar a casa, que quando estava pronta, já estávamos cansadas demais para brincar.
Eu me lembro que todo ano, no natal, ganhávamos Barbie de presente e eu mal podia conter a ansiedade pra esperar o dia amanhecer e ir correndo pra casa dela, estrearmos nossas bonecas novas. Me lembro como se fosse hoje de um natal qualquer, em que eu espiava através do vitrô da sala da minha casa se o sol já havia nascido, tamanha ansiedade de começar a brincar.
Quando tínhamos 8 anos, a mãe da Karina teve um bebê e nós ganhamos uma boneca de verdade. No dia em que ela nasceu, fui com a Karina e o pai dela, até a maternidade, numa cidade próxima de Bebedouro e voltamos com aquele bebê lindo dentro do carro. A nossa maior alegria foi quando a mãe da Karina nos deixou dar banho e escolher a roupinha da Caroline. Aquilo era tudo o que estávamos esperando, poder enfim brincar com a nossa boneca de verdade. Depois de darmos o banho, a colocamos em cima da cama e, eufóricas, fomos direto pra cômoda, escolher uma roupinha de verdade, pra nossa boneca de verdade. Só que antes que pudéssemos nos decidir entre o vestidinho ou o macacãozinho, a Caroline já tinha rolado da cama e estava no chão, aos berros.
Entre as lembranças da adolescência, tenho guardado com muito carinho, as tardes intermináveis que passávamos na piscina do clube, quando ela, despeitada (nos 2 sentidos) me chamava de peituda. Tenho guardado as idas à missa nos finais das tardes de sábado, as idas ao shopping, que na época era a nossa balada do fim de semana, a única que nos era permitida aos 14 anos de idade. As tardes de domingo, na avenida movimentada do lago. As sagradas noites dos dias de semana, sentadas na calçada, na frente da minha casa, batendo papo até que nossas mães nos obrigavam a entrar. A viagem de 8ª série pra Camboriú, onde passávamos o dia inteiro na praia, tentando clarear o cabelo com camomila. As tardes na casa dela, assistindo à reprise da novela Mulheres de Areia, inventando e experimentando mil receitas na cozinha. A mania que tínhamos de ir à extinta Paris Vídeo, sempre procurando por filmes do nosso ídolo Keanu Reeves ou locando pela milésima vez o inesquecível Dirty Dancing, com o ex famosérrimo Patrick Swaize. As idas às aulas de Jazz, na academia. A nossa louca paixão pelos Guns 'n Roses, quando, as 14 anos, daríamos a vida para ir ao show deles, em São Paulo. As idas ao catecismo, e mais tarde, à Jec, nas noites de segunda-feira. Os show da Xuxa que fazíamos em minha casa, a Karina dançando super sexy a música I'm to sexy for my love.
Outra história que me marcou muito foi quando, aos 14 anos, fomos as duas pro Shopping comer pizza. Perdemos a noção da hora batendo papo, até que fomos surpreendidas pelo pai da Karina, que estava louco atrás da gente. Chegando em casa, levei a maior bronca da minha mãe e fiquei 1 mês de castigo sem sair de casa.
Quando ela começou a fazer cursos de cabeleireira, por volta dos 12 anos, eu era a sua cobaia e ia com ela pra todo lado, saia dos cursos com o cabelo tão bizarro que tinha vergonha de andar na rua daquele jeito, mas dizia que estava lindo pra incentivá-la.
O primeiro passo pro nosso distanciamento foi no 2º colegial, quando, devido a um sorteio de vagas na escola, tivemos que nos separar, a Karina passou a estudar no período da tarde, e eu, pela manhã. Nesse mesmo ano de 1996, a Ka conheceu o Guga e logo começaram a namorar.
Com o namoro conturbado, a Karina sempre aparecia em casa, depois de cada briga, chorando e desabafando. De repente comecei a ter a sensação de que ela só me procurava nesses momentos, pra chorar e contar das brigas com o Guga e mesmo me sentindo mal com a situação, estive sempre ali, esperando pela próxima briga, pra reencontrar minha melhor amiga.
Nem me lembro bem como tudo aconteceu, mas o distanciamento foi acontecendo sem que nos déssemos conta. As últimas coisas que fizemos juntas, quando ela já namorava o Guga, foi o curso de inglês no CCAA e um curso de maquiagem, que eu só fiz pra poder passar mais tempo perto dela.
Logo a Ká começou a trabalhar como cabeleireira e daí foi um passo pra ela se tornar a cabeleireira de sucesso que hoje é conhecida por todos na cidade. Eram raras as vezes que nos encontrávamos, já não freqüentávamos mais a casa uma da outra e mal nos falávamos.
Eu sofri muito com isso, de repente não ter mais a minha melhor amiga por perto era triste demais, mas nunca falamos sobre o assunto, era quase como se fingíssemos que nada estava acontecendo.
Durante muito tempo nos encontrávamos sempre que eu ia ao salão dela, retocar as luzes ou cortar o cabelo, aos poucos percebi que sempre voltava do salão triste, era estranho passar boa parte do dia no salão e mal conversarmos, eu me sentia uma estranha ali, era difícil associar aquela cabeleireira chique, que só atendia a alta sociedade, com a minha melhor amiga, com quem eu brincava de Barbie, ia a piscina, dividia o meu dia a dia e contava tudo da minha vida. Pra espantar a tristeza, mudei de cabeleireira e então nossos contatos se tornaram ainda mais raros e se restringiam apenas às nossas sagradas festas de aniversários e alguns encontros casuais em alguma balada.
Durante algum tempo eu a culpei sem piedade e em silêncio pelo fim de nossa amizade, hoje percebo que a culpa também foi minha, que a culpa foi de nós duas. Poderíamos ter dado um jeito de preservar aquela amizade linda que tínhamos levado tanto tempo pra construir, mas simplesmente deixamos acontecer. E realmente aconteceu sem que nos déssemos conta. O mais triste de tudo é que nunca falamos sobre o assunto, e um dia a mãe dela, que é minha madrinha de crisma, me disse que ela sofria muito com o nosso afastamento e que ainda falava pra todo mundo que eu era a melhor amiga dela.
No dia em que o meu irmão morreu, assim que eu me acalmei ela foi a primeira pessoa que eu quis ver. Eu ainda estava chorando quando pedi pra Alessandra: "Liga pra Karina, pede pra ela vir aqui!" Ela chegou e me deu o abraço mais gostoso de todos e ficou comigo o tempo todo. Quando chegamos no velório e eu olhei de longe o meu irmão no caixão, as minhas pernas bambearam e eu achei que fosse cair e foi ela que me segurou e me ajudou a caminhar até o caixão. Foi ela que ficou pedindo pra eu me acalmar e ficou limpando as minhas lágrimas. Foi ela que me contou, alguns dias depois, o quanto a morte do meu irmão tinha mexido com ela, o quanto os valores dela tinham mudado e em como ela vivia pensando que a vida é frágil demais. Depois disso sempre estivemos cada vez mais próximas, mesmo sabendo que nunca mais será como antes.
Alguns meses depois ela foi até a minha casa, nos trancamos em meu quarto como fazíamos quase todos os dias, quando éramos adolescente e ela me disse que ia se casar e que queria que eu fosse sua madrinha. Eu nunca consegui dizer a ela o quanto esse convite significou pra mim, mas no fundo, eu tenho certeza que ela sabe.
Hoje, faltando apenas 4 dias para o casamento dela com o Guga, depois de 9 anos de namoro, eu me sinto ansiosa como se fosse a própria noiva. Sábado, eu quero entrar na igreja de braço dado com o meu namorado e mostrar pra todo mundo que a nossa amizade sobreviveu, entre encontros e desencontros, a 21 anos de uma amizade totalmente verdadeira.
por Freda Franchin às 9:00 PM
Segunda-feira, Setembro 19, 2005
NA MÃO DIREITA
Não bastasse a noite de sexta-feira ter sido inesquecível, já que eu e ele fomos a um jantar beneficente em que só tinha a alta sociedade e a melhor comida que já vi na vida, além daquelas bebidinhas, a noite de sábado pra domingo foi ainda melhor. Era meia noite em ponto = 6 meses de namoro. Eu estava no banheiro terminando de fazer escova na minha franja e ele me chamou do quarto. Quando cheguei tive uma surpresa, ele já tinha comprado nossas alianças! Ela é linda demais, de prata, quadrada, e não tem aquela cara de aliança, é modernérrima!
Eu que sempre disse que usar aliança é brega, coisa de adolescente deslumbrado com o próprio namoro, coisa de quem quer provar algo pra alguém, agora tenho uma aliança linda na minha mão direita!
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A maneira que eu tenho encontrado pra espantar o tédio lá no Shopping, é ler. E eu estou lendo como nunca! Já terminei o último livro da trilogia da Becky Bloom, As Listas de Casamento de Becky Bloom, que aliás, não é tão divertido quanto os outros 2 primeiros. Também li o Pelas Portas do Coração da Zíbia Gasparetto, de quem eu não sou muito fã. Li algumas crônica maravilhosas do livro Top Less, da Martha Medeiros, que tem uma escrita sensacional!
Ontem na feira do Livro comprei um livro que há muito tempo eu queria ler: A Hora da Estrela, da maravilhosa Clarice Lispector, comprei o famosérrimo best seller Pollyana e o polêmico O Código de Da Vinci e agora estou lendo Por um Fio, do Dráuzio Varella. Leio com pressa, ansiosa pra começar a ler o da Clarice Lispector. E ainda tem mais 2 do Rubem Alves que a minha mãe mandou pra mim.
por Freda Franchin às 7:56 PM
Domingo, Setembro 18, 2005
Acho o máximo de engraçado as pessoas entrarem aqui e falarem que eu sou feia! E como eu sou muito boazinha, vou dar uma dica: se quer me ofender, diga que sou falsa ou hipócrita, diga que escrevo mal ou que sou estúpida demais.
Essa coisa de chamar as pessoas de feia eu fazia quando tinha 7 anos! Naquela época eu ainda achava que isso ofendia e magoava as pessoas.
por Freda Franchin às 8:13 PM
Quarta-feira, Setembro 14, 2005
VENENO
Eu nunca fui do tipo que se ocupa de falar da vida alheia. Mas cá entre nós, de vez em quando bem que é gostoso ficar falando da vida dos outros e esquecer dos próprios defeitos, não é mesmo?
E nesses dias que eu tenho trabalhado no Shopping eu passo muito tempo observando as pessoas que passam por lá. E hoje não teve como não reparar numa mulher que passou por lá. Ela devia ter uns 40 anos, estava até super bem vestida, com uma calça jeans, uma blusinha de manga ¾, um scarpin de bico fino chiquérrimo e acessórios lindíssimos, era até que magra, o problema dela era a banha. Sabe, ela tinha uma banha bizarra na barriga e como se achasse aquela pelanca bonita, deixou a blusinha propositalmente um pouco pra cima do umbigo, e eu já estava quase caindo na risada quando, no meio de todas aquelas banhas, consegui enxergar algo brilhante. Era um piercing no umbigo! Não basta ter uma banha bizarra na barriga. Não basta levantar a blusa estrategicamente. Ainda tem que ter um piercing! É o mesmo que ter um defeito horrível e querer chamar a atenção pra ele.
Fazer o que? Cada um faça o que quiser com suas próprias banhas, eu prefiro deixar as minhas bem escondidas, de preferência debaixo de blusinhas bem larguinhas.
E seguindo a linha "falando mal dos outros", vou aproveitar pra contar que na minha sala, na faculdade, tem umas pessoas bem bizarras. Bizarras sim, porque eu juro que já tentei, mas não consegui descobrir nenhum outro adjetivo que os descrevesse melhor.
Pra começar tem um gay que é o ser mais sem noção que eu já vi na vida. Ele tinge o cabelo de loiro, sabe aquele tom de loira puta, quase amarelo? Aquele tom de loiro que não tem como enganar que é natural, tipo Feiticeira? Como se não bastasse, ele faz escova na franja, eu juro que ele faz escova!!! Ele tem o cabelo bem curtinho, e ele tem uma franja que chega mais ou menos na altura do nariz, ele deixa essa franja bem lisa e o resto do cabelo ele deixa meio batidinho. Bizarro, né? Mas não é só isso, além disso, ele tem um piercing no nariz, tipo, o cara tem um nariz gigante, horrível e coloca um piercing pra chamar a atenção pro defeitão dele. E o pior é que o piercing é uma pedrinha brilhante!! Fora isso ele tem piercing na orelha e na sobrancelha e tem uma estrelinha tatuada no pulso. Tá, cada um com seus problemas, mas que eu fico bem intrigada quando olho praquele ser na sala de aula, eu fico! E olha que eu adoro ficar amiga de gays!
Tem também uma sapata, ela até que não é tão bizarra, mas sempre que eu olho pra ela, fico me perguntando: "Porque se vestir tão mal? Só porque é sapata tem que andar por aí feito homem? Pra que usar esmalte laranja, brinco laranja e sapato laranja quando coloca roupa laranja e usar tudo verde quando coloca roupa verde?" Eis a questão!
Isso sem falar numa menina que tem uma bunda muito, mas muito grande! Gigante eu diria! Ela até que não é gorda, mas tem a bunda do tamanho da bunda de uma obesa. E ela anda por entre as fileiras de carteiras e a bunda dela vai derrubando os cadernos das pessoas. É engraçado, mas ela parece ser feliz e é muito simpática.
Tem uma loira que me intriga, quase me irrita. Ela usa roupas de hippie, e tem o cabelo enrolado, mas ao invés de usar um creme sem enxágüe para valorizar e definir os cachos, ela penteia o cabelo e ai fica aquele cabelo armado, com aquela franja armada caída na testa. Mas o detalhe maior é o óculos de sol que ela usa na cabeça, faça chuva ou faça sol. Tipo, a gente estuda a noite, já nem teria motivos pra ir de óculos escuros pra faculdade, agora, usar óculos de sol como se fosse tiara, todo santo dia, é péssimo!
Tá, eu tenho um nariz horrível, herdado da minha avó baiana, mas ao invés de chamar a atenção pra ele colocando um piercing, eu sou mais usar alguns truques de maquiagem, para afiná-lo.
E eu tenho uma banha bizarra na minha barriga, mas ao invés de chamar a atenção pra ela colocando um piercing no umbigo, eu sou mais usar blusas larguinhas pra disfarçar.
E eu conheço todos os meus defeitos, mas ainda bem que além deles eu também tenho uma boa dose de bom senso! Eu hein!!
por Freda Franchin às 7:39 PM
Sábado, Setembro 10, 2005
NO DIVÃ
Hoje eu estava falando pra minha psicóloga sobre como eu me sinto hoje, quase 9 meses depois, com relação à morte do meu irmão. O meu quarto está cheinho de fotos dele e tem uma foto, em especial, no criado mudo, bem do lado da minha cama em que ele parece que me olha, com os olhos brilhantes, ele está feliz e cheio de vida e eu passo um tempão olhando pra expressão forte dos olhos dele. Eu expliquei pra ela que mesmo já tendo se passado 9 meses, eu sinto como se ele tivesse apenas ido viajar, não consigo enfiar dentro da minha cabeça que eu nunca mais vou vê-lo, que não vou mais ouvir a voz dele e não vou mais vê-lo fazendo as suas brincadeiras. Simplesmente sinto como se ele ainda estivesse vivo. Vivo assim, como o meu irmão Carlos, ou o meu namorado.
Você, você aí que está lendo este post, você consegue imaginar sua irmã ou seu irmão morto? Não né? Acontece o mesmo comigo quando eu imagino o meu irmão morto. O detalhe é que ele já morreu há 9 meses, eu fui no velório dele, vi ele ali, deitado naquele caixão cheio de arranhões e fiquei passando a mão no cabelo loiro dele e beijei o rosto dele, eu vi a certidão de óbito dele e fui inúmeras vezes ao cemitério visitar o túmulo dele, que tem uma foto dele, e mesmo assim, acreditar que ele morreu é realmente difícil demais. Então eu me forço a lembrar do momento em que eu recebi a notícia, das palavras exatas e inesquecíveis do meu pai: "O Dú morreu, filha!" Me forço a lembrar dele, deitado no caixão, com aquela camisa azul que ele tanto gostava e nesse momento tudo fica ainda mais confuso.
A psicóloga me disse que ainda não consegue saber se eu me sinto assim porque ainda não consegui aceitar a morte do meu irmão e essa é uma maneira de eu colocar uma barreira pra não ficar sofrendo ou então eu já aceitei a morte do meu irmão perfeitamente bem.
Eu me lembro que o primeiro post que eu escrevi aqui, assim que perdi o meu irmão foi bem assim: "ME PEDEM PARA SER FORTE, MAS EU TENHO CERTEZA QUE NUNCA VOU SUPERAR ESTA DOR. TALVEZ ALGUM DIA EU ME ACOSTUME A CONVIVER COM ELA."
Mas e não é que a dor realmente se transforma em saudade, conforme todo mundo vivia me dizendo? E a coisa toda foi acontecendo sem eu mal perceber, mais ou menos como se num belo dia eu tivesse acordado e a dor tivesse virado só saudade.
A verdade é que ainda é cedo pra dizer que não existe mais nada de dor, mas hoje a saudade que eu sinto dele é muito maior do que a dor de tê-lo perdido. É, eu prefiro pensar que eu já aceitei a morte dele.
por Freda Franchin às 12:04 AM
Segunda-feira, Setembro 05, 2005
VIDA DE BORBOLETA
Tem sido realmente difícil lidar, conviver e aceitar o passado do meu namorado. Tem horas que eu desejo fortemente que ele passe por aquele processo que o personagem do Jim Carrey enfrenta no filme Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças, em que ele descobre que sua ex-namorada o deletou de sua memória e decide fazer o mesmo. Mas eu não sou tão má, sei que cada namoro, cada relacionamento ou caso constroem a nossa história e eu não quero apagar a história da vida dele.
É difícil aceitar que ele praticamente morou junto com a ex-namorada. É difícil aceitar que eles tinham uma vida sexual maravilhosamente ativa. Não suporto imaginar os 2 dormindo abraçadinhos, não suporto que as minhas cunhadas eram amigas dela e que a minha sogra adorava ela. Não quero nem imaginar os 2 juntos na praia, só que dentro da minha cabeça funciona uma verdadeira Columbia Pictures, eu crio roteiros, imagino cenas e projeto verdadeiros cenários cinematográficos.
O André é meu 5º namorado sério, mas eu nunca me incomodei com o passado dos outros, e o meu namoro mais longo de quase 5 anos, com o Renatinho, era muito fácil, eu era a sua primeira namorada e nem que quisesse poderia sentir ciúmes.
O meu namoro com o André é diferente de tudo que eu já vivi. Com apenas 6 meses de namoro, vivemos coisas que eu não vivi em 5 anos de namoro. Nos levamos a sério demais, colocamos o nosso namoro como prioridade em nossas vidas, temos um namoro intenso, temos brigas horríveis e 2 segundos depois estamos completamente apaixonados como se nada tivesse acontecido. Somos loucos um pelo outro, é tudo intenso demais. Eu sinto um amor tranqüilo, calmo e ao mesmo tempo muito intenso, eu sempre digo a ele que é um amor tão grande que até dói.
Quem me conheceu e conviveu comigo durante toda a minha vida e em especial durante o ano passado, leva um verdadeiro choque ao conhecer a nova pessoa que nasceu em mim. E se elas se assustam, pra mim é ainda mais louco, tem horas que eu paro pra pensar e me lembro de como eu era e é quase como se fosse uma pessoa completamente nova, um renascimento.
Eu senti essa vontade súbita de me tornar uma nova pessoa, logo depois que eu cai em mim, após a morte do meu irmão. Me lembro de uma conversa que eu tive com a Hello, 20 dias após a morte do meu irmão, onde expus tudo que mudaria em minha vida, já naquele dia eu me sentia uma nova pessoa. Mas a maioria das mudanças só ficaram visíveis depois que assumi o namoro. No início eu ainda relutei um pouco, fugia da palavra namoro e só pensava em continuar solteira, não mais pelas baladas, mas pela liberdade. Hoje eu descobri que também posso ser livre namorando, eu chamo de liberdade com responsabilidade.
A cada dia eu me surpreendo mais com essa pessoa nova que eu me tornei. Depois de gritar aos quatro ventos a frase: Vou morrer solteira!!, agora me pego morrendo de vontade de casar, de usar vestido de noiva e morar com o meu amor numa casa linda, falamos dos nossos filhos como se eles existissem, ele chama nossa filha de Lala, porque eu vivo dizendo que se tivesse uma filha ficaria entre os nomes Laura e Larissa, então na dúvida, ele chama ela de Lala.
E eu que criticava os casaizinhos que usam aliança de compromisso, chamava-os de brega e cafona e achava que eles só usavam aliança pra provar alguma coisa pras pessoas, hoje me pego passeando com o meu amor no Shopping escolhendo a nossa aliança de compromisso.
Eu, que nunca fui um exemplo de fidelidade agora estou descobrindo as maravilhas e as delicias de ser completamente fiel. Descobri que sendo fiel a ele, também estou sendo fiel a mim e isso é delicioso demais!
Está sendo bom e surpreendente demais me conhecer, me explorar e me descobrir, um pouquinho por dia!
por Freda Franchin às 8:31 PM
Sexta-feira, Setembro 02, 2005
CULTIVANDO AS BANHAS
Ontem comecei a trabalhar numa mostra de arquitetura, decoração e paisagismo, lá no Novo Shopping, e pra quem reclamava de stress, correria e papelada, agora estou pirando com tanta desocupação!! Chego lá as 10 da manhã e fico simplesmente até as 16:00 sem fazer nadinha, no máximo bato um papo com os guardinhas!! E pra mim tanto faz que hoje é sexta-feira, porque eu vou trabalhar sábado e domingo, aliás, eu vou trabalhar 29 dias direto, sem nenhuma folguinha!!
E como se não bastasse isso, trabalhar no shopping é um verdadeiro convite a ganhar peso e banhas novas. O que é aquela área de alimentação?!? Mc Donnald's, Habib's, Girafa's, Jin Jin (comida chinesa), Gramado (macarrão perfeito), Kopenhagen, mousse de chocolate, tortas divinas, cafés cheirosos e se eu não me controlar, engordo 5 kilos por semana! Fora que vou praticamente trabalhar pra comer, porque é tudo carooooo!!!
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Sabe uma coisa que você quer muito comprar? Aquela coisa que todo dia que você passa lá na frente da loja você dá uma olhadinha e quase não se segura? Praticamente um objeto de desejo, um sonho de consumo?
Era assim que eu estava com o relógio da Swatch. Ele é perfeito, lindo, sensacional, tem o fundo na cor vermelho metálico, a pulseira de aço e está bem aqui, no meu pulso, fazendo tic tac!!! Foram os R$ 360,00 mais bem gastos da minha vida. Praticamente um investimento.
Não consigo parar de olhar pra ele! Não consigo parar de mexer nele! Não consigo parar de mostrar ele pra todo mundo! Quando você quer muito uma coisa, decidi que vale a pena comprar, custe o que custar!
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Já faz algum tempo que eu vi no programa da Ana Maria Braga um receita de chocolate quente, que me deu água na boca, era assim:
500g de chocolate meio amargo picado
200ml de leite
50ml de creme de leite
1 colher de sopa de conhaque
Na primeira vez, eu segui a receita ao pé da letra e o chocolate quente ficou tão grosso que tinha que ser comido com colher. Aí eu adaptei a receita e ficou assim:
170g de chocolate meio amargo picado
170g de chocolate ao leite picado
700ml de leite
50ml de creme de leite
1 xícara de café de conhaque
Modo de fazer: Ferva o leite e acrescente o chocolate picado. Depois que derreter, adicione o creme de leite e o conhaque e está pronto. Fica divino!! Cremoso! Perfeito! E engorda muuuuito!!!
por Freda Franchin às 5:40 PM
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