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Quinta-feira, Dezembro 29, 2005
DE MALAS PRONTAS PARA 2006
No início do mês, quando fez 1 ano que o meu irmão morreu, eu perguntei pra minha mãe porque o tempo tem que ser medido em semanas, meses e anos. Apesar de não saber a resposta, acho o máximo essa coisa de ano novo. Acaba sendo uma época de renovação, transformação e renascimento. Como se pudéssemos repensar tudo que aconteceu de bom e de ruim no ano que acaba, para estabelecermos planos, desejos e metas para o ano que começa.
Eu poderia fazer uma retrospectiva sobre o ano de 2005, poderia colocar em tópicos tudo o que eu vivi e quem sabe poderia até me decidir sobre até que ponto este ano foi bom ou ruim. Mas vocês bem sabem que este não foi um ano nada fácil pra mim.
Nenhum ano é completamente bom ou completamente ruim, nossas vidas são feitas de altos e baixos, de tristezas e alegrias, de boas e más notícias, de encontros e desencontros e principalmente de escolhas. Cada escolha que fazemos, cada decisão que tomamos, cada caminho que seguimos, determina toda a nossa história de vida. E neste ano eu fiz as minhas escolhas. Eu escolhi não me entregar a dor e ao sofrimento. Eu escolhi ser forte. Eu escolhi continuar morando em Ribeirão. Eu escolhi pedir demissão de um emprego que eu gostava muito. Eu escolhi fazer a minha 2ª faculdade. Eu escolhi começar a namorar. Eu escolhi ser feliz apesar de tudo e de todos.
E sem nenhuma dúvida, este foi literalmente um ano não apenas de escolhas, decisões e notícias, mas foi um ano de altos e baixos. Altos e baixos de sentimentos.
Logo na primeira semana do ano eu arrumei um emprego que eu desejei durantes todos os meus anos de faculdade e todos os outros de recém formada, mas em cada minuto daqueles primeiros meses, eu tinha um pensamento fixo: O meu irmão morreu. Era um pensamento constante e incontrolável, mais forte do que eu. Eu passava dia e noite pensando nisso, podia estar dirigindo, trabalhando, fazendo compras ou batendo papo num barzinho. Estivesse onde estivesse, eu tinha este pensamento todo o tempo. Algumas vezes eu pensava nisso para tentar acreditar que ele realmente tinha morrido, outras porque eu me culpava por estar em Ribeirão levando uma vida normal e outras ainda porque muitas vezes aquela frase realmente não me fazia sentido algum.
Eu não tinha vontade de fazer nada, passava horas no meu quarto olhando pras fotos dele e vivendo em função do trabalho.
No mesmo mês em que eu comecei a faculdade, eu conheci o meu namorado e foi bem ai que o pensamento fixo me deu uma trégua. As horas que eu passava olhando pras fotos do meu irmão, foram substituídas por beijos na boca e muito carinho. E é bem aí que entra a parte boa do ano. Talvez a única parte boa. Tudo bem que fazer a faculdade de jornalismo foi algo que eu desejei muito, mas eu nem imagino como teria sido este ano sem aqueles olhos puxados, sem aquelas palavras de carinho, sem aqueles abraços gostosos e sem aqueles beijos. Foi ele, mais do que ninguém, que agüentou todos os meus altos e baixos, todos os meus momentos de desespero, de dor e de choradeira, foi ele que agüentou eu falando do meu irmão o tempo todo, não apenas porque eu sinto saudades, mas porque eu quero que ele conheça o meu irmão e que saiba coisas sobre ele.
Mais do que tudo, 2005 foi o primeiro ano sem o meu irmão e apesar da saudade, eu aprendi muitas coisas e hoje posso dizer com toda convicção que este foi um ano de mudanças. E eu me sinto uma pessoa completamente nova, com sentimentos novos, qualidades novas, defeitos novos e pensamentos novos. Mudar é como ser uma dama. Se tiver que lembrar às pessoas que você mudou, então você não mudou. As pessoas se surpreenderam comigo, comentaram as minhas mudanças, fizeram críticas e elogios sobre meu novo eu. Eu ainda me surpreendo com minhas atitudes e pensamentos, algumas vezes mal me reconheço, mas gosto de como sou agora. É por isso que a minha próxima tatuagem vai ser uma borboleta, em comemoração a toda essa minha mudança e transformação.
Hoje, ao final de mais esse ano, eu sinto muito orgulho de mim. Sinto orgulho por ter conseguido seguir adiante e ser feliz apesar de toda dor e saudade.
Não tenho muitos planos para 2006 e tenho apenas 3 desejos:
*Que o meu namoro fique mais maduro e estável e que o monte de brigas não nos separe. Porque eu amo muito a gente como casal e eu realmente desejo que seja para sempre.
*Que minha família, a Sil e eu possamos superar cada dia mais a morte do Dú. E eu desejo muito muito muito que neste ano possamos fazer algum contato com espírito dele.
*Que eu desista de esperar um milagre acontecer e comece a fazer alguma coisa prática pra voltar a ser uma magrinha sequinha. Só quero ter um pouco mais de ânimo pra mandar as minhas banhas embora.
...................
De unhas feitas, depilação completa, cabelo retocado, sobrancelha nova, roupa nova de reveillon e de malas prontas para o Guarujá, desejo que em 2006 vocês aproveitem os 365 dias para viver seus sonhos, as 8736 horas para investir nos projetos que você vive adiando e cada um dos 524160 minutos para cultivar o amor e as pessoas.
por Freda Franchin às 11:22 AM
Terça-feira, Dezembro 27, 2005
TEMPO BOM DE SER FELIZ
Contrariando todas as minhas expectativas, o meu natal foi ótimo. Divertidíssimo, animado e muito muito alegre. Veio minhas eternas cunhadas Carlinha e Sil, minha amiga Lê, minha prima Aline, amigos do meu irmão: Marquinho, Luli, Zé Otávio, Bruno e Bianca, os padrinhos do Dú, e algumas amigas da minha mãe: um casal de vizinhos, Luciene, Dani, minha avó e claro, o meu amorzinho japonês. Sem dúvida uma noite de natal com churrasco é muitíssimo mais animada do que uma ceia tradicional. Numa noite de natal eu costumo ir dormir no máximo as 2, mas dessa vez fui dormir as 5 da manhã. O amigo oculto foi muito engraçado, eu ganhei uma carteira super fofa, além da blusinha que ganhei da Sil e do brinco que ganhei da Lê. E aí no almoço de natal comemos o tradicional macarrão de molho branco com presunto e queijo e o tender divino, estupendo, maravilhoso. Já contei que tender é minha comida preferida? Amo!!!
Então, mas eu nem quero falar muito sobre o natal porque a minha cabeça está longe, mais especificamente lá no Guarujá. Vamos pra lá na quinta-feira pra passar o reveillon e eu estou daquele jeito: ansiosa, empolgada, eufórica e feliz da vida contando os minutos pra ver as ondas do mar, a areia, sentir o cheiro de praia. Eu não conheço muitas praias de São Paulo, mas das que conheço, o Guarujá ganha disparado como a melhor de todas. Tem todo aquele clima de verão, gente bonita, pagode, baladinhas o dia inteiro. Vou com meus pais, minha irmã e meu namorado e ficaremos hospedados no apartamento dos meus padrinhos, com eles, seus filhos e namoradas. Já consigo imaginar a cena: eu deitada na areia, olhando para aquela paisagem deslumbrante, com um copo de caipirinha numa mão e um espetinho de camarão na outra. Ai meu Deus, quantas vezes ainda tem que dormir?!
E só pra não chegar na praia branquela e ficar vermelha logo de cara, hoje passei o dia inteirinho na piscina com meu namorado. Ô vida boa essa!!!
As fotos do natal já estão lá no meu buzznet
por Freda Franchin às 10:36 PM
Sábado, Dezembro 24, 2005
ENTÃO É NATAL
Uma hora dessas as pessoas já estão se arrumando pra noite de natal, as bebidas estão gelando, as comidas estão quase prontas e à meia noite todo mundo vai se abraçar desejando um "Feliz Natal". Não vejo muito sentido nessa coisa de desejar "feliz natal", mas eu adoro o clima de festa, os preparativos, as compras, a troca de presentes, as comidas boas, os abraços e principalmente a champagne.
Tínhamos combinado de passar o Natal em São Carlos, com a família da minha mãe, mas na última hora rolou uma mudança de planos porque a Sil não ia poder ir com a gente. E agora o natal será aqui em casa, com todos os amigos do Dú com suas famílias, os padrinhos do Dú, algumas vizinhas especiais, as minhas eternas cunhadas e algumas amigas. Apenas 2 ausências serão sentidas: meus dois irmãos. O Dú com certeza estará presente em espírito e o Carlos estará trabalhando lá naquele fim de mundo onde ele mora. Mas em compensação o meu amor fez um gradíssimo sacríficio e abriu mão de sua família para ficar comigo neste 2º natal sem o meu irmão.
Vai ter churrasco (ceia de natal com churrasco?), inimigo secreto, muuita cerveja e muitos, mas muitos amigos. Queria tanto que fosse um natal alegre como tantos que já passei em minha vida, mas tem aquela sensação constante de que está faltando alguma coisa. Faltando as brincadeiras do meu irmão, a risada escandalosa, a barrigona dele cheia de cerveja, as zueiras intermináveis, as idéias mirabolantes, as perguntas sobre que roupa ele deve colocar, o abraço gostoso, as caras engraçadas e a voz dele, ah, que saudades que eu tenho da voz dele!
Mas tenho certeza que as tentativas de termos um natal alegre não serão em vão. Afinal, porque você acham que teremos churrasco na ceia de natal? Porque acham que teremos tanta bebida e inimigo secreto?!
*E bem na véspera de natal morreu nosso gato. Hoje ele apareceu morto na varanda da vizinha, provavelmente morreu em alguma briga com outro gato já que era tudo o que ele fazia da vida. Não era a toa que era chamado de Exterminador do Futuro pelo meu namorado, toda manhã ele aparecia todo destruído pelas brigas. Castrem seus gatos!!!*
por Freda Franchin às 9:11 PM
Quinta-feira, Dezembro 22, 2005
SOBRE COMO O MEU FIM DE SEMANA FOI CONSUMISTA
Se eu quisesse fazer um resumo desses últimos dias, poderia me limitar a algumas palavrinhas: shopping, compras, consumismo descontrol e cartão de crédito estourado.
O problema é que cada vez que eu saio pra comprar presente pra alguém, acabo voltando pra casa com coisas novas pra mim!
Mas como eu não quero fazer um resumo de dias que poderiam ter sido tristes se eu tivesse ficado em Bebedouro, mas que foram divertidos porque eu vim para Ribeirão, aí vão os detalhes:
Sexta-feira meu namo, minha cunhada e mais alguns amigos, fomos numa festa especialíssima numa casa liiinnnnda! Era uma festa beeeem vip com open bar de frios e muita bebida boa. O mais estranho é que depois do primeiro copo de vodka eu já estava bem alterada. Imagina depois do terceiro?! Fui embora cambaleando e no sábado acordei com aquela ressaca!
Meu namo eu na baladinha vip de sexta, antes da vodka
Mas de ressaca e tudo, depois de almoçar a comida perfeita da minha sogra, fomos no Shopping Santa Ursula ver uma bolsa da Kipling que eu queria. Não ligo pra marca, mas tem um modelo lá que me deixou apaixonada. Eu TINHA que comprar, mas custava 200 reais e além de dinheiro, me faltava coragem. Então fui embora do shopping de mãos abanando e sonhando com a bolsa. Aí fomos pro Novo Shopping e ficamos um tempão na loja da minha cunhada. Já contei que minha cunhada tem uma loja linda que vende sandálias lindas, principalmente de salto anabela de cortiça?! E lá mesmo meu namo me deu meu presente de natal: uma sandália caramelo de salto anabela.
À noite ainda voltamos pro Novo Shopping pra ir ao cinema. Vimos King Kong e a sessão só acabou as 3 da manhã! Definitivamente passamos o dia inteiro no Shopping!
Depois do almoço de domingo, fomos pro Ribeirão Shopping: InSuPoRtÁvEl! Estacionamento lotado, lojas lotadas, área de alimentação lotada, corredores lotados, um verdadeiro inferno. Mesmo assim passamos um tempão procurando um presente de natal pro meu namo, ele queria uma bermuda de tactel, tipo de surf.
Saímos do Ribeirão Shopping e fomos pro Shopping Santa Ursula, onde depois de sonhar demais com a bolsa da Kipling, voltei pra casa com ela nos braços. E ainda comprei uma bermuda linda da Siberian pro meu namorado.
Minha bolsa nova. Que lindaaaa!!!!
Na segunda-feira. Sim, SEGUNDA-FEIRA, fomos numa baladinha no Café Cancun com a turma do meu namo. Até que tinha bastante gente, mas eu nem estava muito animada e acabamos indo embora cedo.
E na terça a tarde eu fui no centro comprar o presente da Sil e da Carlinha, minhas eternas cunhadinhas. Pra Sil eu montei um Kit de maquiagem na Contem 1g: 2 sombras: uma dourada e uma rosa, um blush líquido, um pincel de sombra e um gloss rosa. Tenho certeza que ela vai amar! E pra Carlinha comprei uma blusinha básica que é a cara dela.
Aí hoje à tarde, saí do oftalmo com 2 notícias, 1 boa e outra ruim: minha cirurgia de miopia está marcado para o dia 24/01, mas antes disso preciso tratar minha conjuntivite. A parte chata é que durante o tratamento com colírios terei que ficar sem as lentes de contato e só me restar rezar pra sarar até o reveillon, porque ir pra praia de óculos de grau vai ser a morte!!
por Freda Franchin às 1:11 AM
Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
COISAS DE MÃE
É muito comum escutarmos as pessoas dizerem que têm a melhor mãe do mundo. Não é a toa. Quando nasce um bebê, nasce também uma mãe e mães são seres abençoados, mães são carinhosas, atenciosas, solidárias. Mães são puras de coração, são amorosas e zelosas. Mães são sábias, generosas e lúcidas. Mães são imaculadas, espirituosas e perfeitas. Minha mãe sempre foi tudo isso que todas as mães são, mas ela sempre foi mais, sempre foi superior e especial, sempre foi diferente das mães das minhas amigas. Sempre foi a mais animada, a mais legal, sempre foi a mais amiga, minha e de minhas amigas. Sempre foi a mais divertida, a mais moderna, irreverente e a mais alto astral. Mas acima de qualquer qualidade, minha mãe é um ser extraordinariamente divino. Desde muito pequenos meus irmãos e eu percebemos que nascemos numa família especial e que somos filhos de uma mãe extraordinariamente especial, mas depois que o Dú se foi, a cada dia nos surpreendemos mais com suas ações, palavras, gestos e atitudes.
Eu não consigo imaginar dor maior do que a dor de perder um filho, por isso, raríssimas mães são capazes de lidar com a perda de um filho de maneira tão sábia e brilhantemente encantadora como a minha mãe está lidando.
*Já contei aqui que ela comprou milhares de livros do Pequeno Príncipe, escreveu dedicatórias dizendo que agora o Dú habita uma estrela e por isso temos estrelas que sorriem, e deu para os amigos e ex-namoradas e casinhos do Dú.
*Ela aprendeu a usar o Orkut, entra em contato com os amigos dele, deixa mensagens lindas nas comunidades, procura se atualizar sobre as competições de natação que acontecem no país.
*Encheu as prateleiras do escritório aqui de casa com fotos dele. Revelou milhões de fotos da máquina digital e deu fotos dele pra todo mundo.
*Pediu para cada amigo escolher algo dele para guardar como lembrança, um pegou o capacete, outro pegou uma camiseta, outro pegou o chaveiro de Homem Aranha, outro ficou com um tênis, e assim vai.
*Na festa de aniversário dela, ela convidou mais de 15 amigos e amigas do Du.
*Mandou consertar a moto com que ele sofreu o acidente. Ela está lá na garagem e ela convive super bem com isso, falando que se o Du amava tanto a moto, não será ela que irá odiá-la. Diz que o Du ia morrer de qualquer jeito, com moto ou sem moto.
*Passou a estudar sobre o espiritismo, leu milhares de livros, fez anotações, escreveu tudo o que aprendeu no caderno que o Du usava na faculdade.
*No natal, fazia apenas 13 dias que o meu irmão tinha morrido e ela não desanimou: foi ao supermercado e preparou uma ceia enorme, alegando que o Du ficaria muito feliz com aquele gesto. Os amigos do Du, com as suas famílias, passaram o natal com a gente aqui em casa.
*1 mês depois que ele se foi, ela fez uma tatuagem no ombro: uma estrela bem colorida com o nome dele dentro. Coloquei a tatoo lá no meu buzznet pra vocês verem. Eu e minha irmã também temos uma parecida.
E para exemplificar o seu jeito de lidar com tudo isso, vou colocar aqui embaixo, mensagens que ela deixou no profile do meu irmão, no Orkut, ao longo desse ano:
Du, o que vale é o que vai na alma da gente, pois ela é imortal, é nossa essência, permanece sempre. Quando a pessoa que amamos sai do alcance dos nossos olhos, ela vai para dentro de nós. Fiquei grávida novamente de você. A sua presença dentro de mim é muito forte. Só que tenho uma gravidez partilhada. Partilhada com todos que amam você. e que você amou. Todos nós estamos grávidos do Dú.
Bjs de sua mãe que te ama. - Junho 2005
Du, que bom que ficamos juntos 23 anos, conheci sua alegria, o barulho dos seus passos apressados na cozinha que faziam eco no meu ouvido no travesseiro, conheci seu sorriso, sua beleza, seu coração puro, seu abraço. Tudo que vivemos foi muito intenso e forte. Valeu Dú, sem pressa, um dia nos encontraremos. Bjs, sua mãe. Lídia. - Junho 2005
Du, sábado vai rolar a festa do meu niver, sei que você estará conosco, a alegria da sua presença será sentida por nós. Convido seus amigos, pois eles me trazem você, eles falam de você e eles têm alegria e a paz que aprenderam com você.
bjs da sua mãe q tem ama mmmmmuuuuuiiiiittttoooooo. - Agosto 2005
Du, agradeço a Deus por ter vivido a grande aventura de ser sua mãe. Nos 23 anos de convivência, muitas coisas você me ensinou, muitas coisas continua me ensinando hoje, cada dia que passa continuo aprendendo muito, a aventura continua e continuará sempre. Amo muito você. Paz. Sua mãe Lídia. - Outubro 2005
Se nesse dia 12/12 nós sorrirmos, com certeza você sorri conosco, mas se deixarmos cair uma lágrima, com certeza a sua também correrá, não queremos que nenhuma lágrima lave seu rosto, queremos que o sorriso brilhe em seu rosto, por isso vamos nos esforçar muito, nos perdoe se não der, mas faremos o possível, pois alegria foi o que aprendemos com você. Amo você Dú. Bjs de sua mãe. - Dezembro 2005
Neste 1 ano que passou, aprendi muito com sua ausência, pensei e repensei a morte como nunca teria feito. Aprendi que viver cada dia é viver mais. Aprendi que o sofrimento de um, aproxima o outro e juntos o fardo fica mais leve. A tristeza contagia e eu quero ser condutora de alegria, pois isso também aprendi com você. Aprendi que o amor vence a morte e morrer é mudança, é transformação. Um dia estaremos todos juntos, muito mais mergulhados uns nos outros. Você se foi mais cedo pois já era um diamante lapidado, nós ainda temos que nos lapidar. A dor a saudade nos lapida. Lapidar é tirar lascas e isso dói, mas passando pelo doloroso processo, é que estaremos prontos para nos reencontrar com você Dú. Olhe por nós.
Te amo, sua mãe, Lídia - Dezembro 2005
por Freda Franchin às 12:26 PM
Terça-feira, Dezembro 13, 2005
1 ANO ATRÁS - A DESPEDIDA DO MEU IRMÃO
O mesmo texto, a mesma tristeza, mas uma saudade imensamente maior
Era um domingo quente e ensolarado, a Hello e eu estávamos tomando vodca, prontas pra ir pro pagode, já tínhamos até chamado o táxi. Eram 18:20 quando a minha mãe ligou:
- Fredinha, você vai ter que vir pra Bebedouro.
- Porquê mãe?!
- Foi o Dú, ele caiu de moto de novo...
Fiquei nervosa, desesperada, comecei a chorar compulsivamente, me lembrei de quantas vezes eu tive a sensação de que receberia um telefonema daquele tipo:
- O que aconteceu com ele, mãe?! Onde ele está?
- Ele está no hospital, fazendo uma cirurgia.
- Mãe você está mentindo pra mim! Fala a verdade! Não vamos mais deixar ele ter moto não, mãe...
- É verdade filha, você não está vendo que eu estou calma? Fredinha pára de fazer perguntas, o Dú está bem, estamos te esperando em Bebedouro.
Desliguei o telefone e as meninas que moravam comigo ficaram me olhando sem entender nada, eu disse:
- Foi o meu irmão! Ele caiu de moto de novo, tenho que ir pra Bebedouro!
Sentei na minha cama e só conseguia chorar, de desespero, de medo, muito medo. Enquanto isso, escondido de mim, a Hello ligou para minha mãe e ficou sabendo que na verdade o meu irmão não estava fazendo uma cirurgia, mas havia morrido na hora do acidente. Sem me contar nada, ela pegou uma mala e colocou um monte de roupas minhas, eu olhei aquilo e não entendi:
- Hello pra que tanta roupa? Eu vou voltar rápido, amanhã tenho uma entrevista de emprego aqui em Ribeirão!
No fundo, eu estava um pouco desconfiada, mas me agarrei à idéia de que ele realmente estava no Hospital. Enquanto a Maíra (que também morava comigo) se arrumava para vir me trazer em Bebedouro, liguei pra Sil. Ela estava em Barretos e atendeu o telefone chorando e também achava que ele estava fazendo uma cirurgia. Depois liguei pra minha irmã em Araraquara, a menina que morava com ela disse que estava tudo bem e a Na estava tomando banho para ir até Bebedouro.
Já no caminho para Bebedouro, dentro do carro, com a Maíra e a Hello, vim xingando o meu irmão: "Esse moleque louco! Vive caindo, vive voando com aquela moto! Mas eu mesma vou vender a moto dessa vez! Ele vai ver só!" No fundo, de alguma maneira inconsciente, eu já sabia, mas preferi acreditar que ele estava realmente no hospital. Imagino o quanto deve ter sido difícil pra elas fingirem que estava tudo bem quando já sabiam que o meu irmão estava morto.
Já em Bebedouro, quando viramos a rua da minha casa e eu avistei aquela multidão de amigos na frente de casa, eu levei uma espécie de choque, a Ma ainda não tinha parado o carro, e com o carro ainda em movimento, eu desci e sai correndo, foi quando eu percebi que todos estavam chorando. Fui até o meu pai e perguntei chorando, meio sem querer ouvir a resposta: "Pai, o que aconteceu? Cadê o Dú?¿, as palavras que eu ouvi foram exatamente essas: "O Dú morreu, filha...¿
Comecei a gritar, a espernear, me joguei no chão, abracei o pilar da varanda e o meu pai me segurou pelas costas, ajoelhado no chão, enquanto eu gritava: "O Dú não pai, o Dú não!!! Vamos lá buscar ele pai... O Dú não...¿ Sentia uma dor tão profunda, como se um pedaço estivesse sendo arrancado de mim. Devo ter ficado ali uns 40 minutos, gritando as mesmas palavras, enquanto o meu pai repetia chorando: "Eu sei filha, mas não podemos ir buscar ele, eu sei...¿
Nem me lembro como eu fui parar na cozinha, mas continuava chorando com a mesma intensidade, até que eu vi a minha irmã, que tinha acabado de chegar de Araraquara. Ela estava calma, tranqüila, minha mãe estava calma também e eu não entendia aquilo. Começaram a me dar água com açúcar, chá, minha casa estava cheia de amigos e vizinhos, as pessoas me olhavam com piedade, os meus braços começaram a formigar, os meus dedos endureceram. Me levaram para caminhar lá fora, eu mal tinha forças para parar em pé, mas vi o Daniel, que dividia o quarto com o meu irmão em Ribeirão, chorando ali na calçada. Ameacei desmaiar, me colocaram na cama e chamaram uma médica. Tive medo que ela me desse uma injeção, mas ela só fez uma massagem nos meus braços e disse que eu precisava ficar acordada para as últimas horas na presença do corpo do meu irmão. Consegui pensar, me dei conta do que estava fazendo, me acalmei, fui ver minha mãe...
Tinha tanta gente na minha casa, tantos amigos, tantos vizinhos, tantos parentes, o telefone não parava de tocar, as pessoas não paravam de chegar e de chorar. O meu pai e os amigos do meu irmão tinham ido para o velório esperar o corpo ser liberado e cuidar do sepultamento, enquanto isso, ficamos em casa, esperando meu outro irmão chegar de Uberaba, os sogros dele tinham ido buscá-lo.
Por volta da meia noite fomos para o velório. Já tinha muita gente lá, a maioria, parentes e amigos muito próximos. Abracei o meu pai e me senti muito mal novamente. Eu tinha acabado de me dar conta de que estávamos no velório do meu irmão. Aquele meu irmão nadador de quem eu tinha o maior orgulho de apresentar para as minhas amigas, aquele meu irmão aventureiro, que amava velocidade, para quem eu sempre ligava chorando de madrugada, quando estava bêbada em alguma balada. O meu irmão que ia sempre me buscar na rodoviária, que acelerava a moto em vez de tocar o interfone quando chegava no meu apartamento. O meu irmão que tinha preguiça de subir e me fazia jogar as coisas pela sacada. O meu irmão que me chamava de "tata" até uns anos atrás, o meu irmão que ia se casar com a minha melhor amiga no ano que vem, e que ia me dar a Maria Eduarda de sobrinha. O meu irmão que tinha o coração tão bom e era tão alegre e festeiro, estava logo ali, deitado num caixão.
Lá de fora eu podia ouvir o choro e os gritos da Sil, por um momento eu vacilei e meu pai disse:
- Se você não quiser não precisa entrar, não é o Dú que está ali. Você sabe que ele jamais ficava muito tempo parado sem fazer nada.
Eu estava na porta do velório e lá de fora eu podia ver o rosto do meu irmão dentro do caixão e a mão da Sil em seu cabelo. Eu entrei, sentia como se eu não fizesse parte do meu corpo, como se não pudesse dominar as minhas vontades e emoções. Muitas pessoas me seguravam, me ajudavam a caminhar, segurei bem forte na mão da minha irmã e segui em passos quase firmes. E lá estava ele, com a sua camisa azul preferida, um terço nas mãos, 2 bonecos do Homem Aranha e uma moto de brinquedo, ao lado do seu rosto e rodeado por margaridas. Ele estava lindo, com a mesma carinha de sempre, como se a qualquer momento fosse levantar e começar a rir da cara de todo mundo, fazendo aquilo tudo parecer mais uma de suas inúmeras brincadeiras.
Sentei ao lado da Sil, segurei bem forte na mão dela, enquanto a Karina tentava nos consolar. Não existia consolo, somente dor. Eu olhava para aquela cena e parecia que nada daquilo tinha nexo, o jeito alegre e despojado dele, o rosto bronzeado, os cabelos loiros, o corpo forte, nada combinava com aquele caixão e aquela situação. Tinha hora que eu caia em mim e sentia como se eu não fizesse parte daquilo, como se fosse uma realidade muito distante eu estar no velório do meu irmão mais novo.
A madrugada seguiu gelada, os minutos pareciam congelados, o tempo não passava. Eu estava instável, tinha momentos de desespero e logo depois ficava calma, segurava na mão dele e passava a mão em seu cabelo, tentando deixar arrepiado, do jeito como ele gostava, passava creme nívea em sua boca que estava ressecada e roxa.
O meu pai andava pra lá e pra cá, mas em nenhum momento se aproximou do caixão. Minha mãe e eu tentávamos dormir nas cadeiras ao lado do caixão, mas as pessoas não paravam de chegar, inconformadas, tristes, desesperadas. A minha avó Laura não se conformava, minha avó Maria Luiza parecia preocupada com a minha mãe e a vó Lucília parecia não ter muita noção do que estava acontecendo. Numa das recaídas da minha mãe, sentamos eu, a Na e o Carlos, no chão, ao pé do caixão, abraçando ela, tentando consolá-la, mas era ela quem acabava nos consolando, foi nessa hora que ela lembrou da história do Pequeno Príncipe: ¿O corpo é só uma casca. Tu sofrerás, eu parecerei morto, mas isso não será verdade... Tu porém, terás estrelas como ninguém, quando olhares o céu a noite, habitarei uma delas e estarei sorrindo, então será como se todas as estrelam sorrissem para ti. Tu terás estrelas que sabem sorrir¿. Alguns diziam que minha mãe estava sedada, outros diziam que ela era "muito evoluída espiritualmente", mas ninguém sequer podia imaginar a dimensão de sua dor.
Por volta das 6 da manhã, minha mãe, meus irmãos e a Sil, fomos para casa, deitei com a minha mãe na cama dela, mas a minha cabeça estava a mil por hora, mesmo assim fiquei ali deitada até as 7:30. Levantamos, a empregada tinha preparado um bom café da manhã, tentamos comer pão e tomar leite, mas mastigar tinha se tornado um sacrifício grande demais. Quando voltamos para o velório, às 8:15, percebemos que estava lotado. Gente de Araraquara, Ribeirão Preto, São Paulo, São Carlos, amigos, parentes, colegas, conhecidos, o pessoal da academia onde ele trabalhava, o pessoal da equipe de natação da Unaerp, o pessoal que se formou com ele na Unaerp, os meninos que moravam com ele, tanta tanta tanta gente reunida e triste. Eu estava pra ver um velório mais lotado e triste.
Depois disso, tudo aconteceu muito rápido, eu passei a maior parte do tempo ao lado do meu irmão, aproveitando cada minuto para olhar o seu rosto. Eram 10:50 do dia 13/12 quando o meu tio cochichou no meu ouvido: "Despede dele que vão fechar o caixão.¿ O desespero tomou conta de mim novamente, mas em meio às lagrimas eu consegui beijar-lhe a testa, o rosto, e dizer uma coisa que eu lhe disse poucas vezes na vida, mas que ele sabia muito bem: Eu te amo. Saí dali com a Gisa e a minha irmã, em prantos, o caixão se afastava sendo levado pelos amigos do Dú.
Então, as 11 da manhã daquela segunda-feira ensolarada, deixamos o meu irmão ali, aos cuidados do meu avô Joaquim, ao som de um violão e uma salva de palmas eterna. Meu irmão, meu amigo, meu ídolo, aposto que você está fazendo a maior festa aí no céu. E é em você, em tudo que você me ensinou, que estou buscando forças para continuar.
por Freda Franchin às 5:37 PM
Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
A PRESENÇA DE UMA AUSÊNCIA
Este foi um ano completamente diferente de todos os anos que eu já vivi em minha vida. Foi como reaprender a caminhar, reaprender a falar, reaprender a comer, reaprender a me relacionar. Foi como reaprender a viver. Viver sem a presença de uma pessoa que mais do que importante, era fundamental. Era vital. Viver sem o meu irmão, foi como renascer e aprender a viver tudo de novo, viver de uma maneira diferente e completamente nova. Eu tive que reaprender a viver sem me sentir completa, tive que reaprender a viver sem a felicidade completa, sem a tristeza completa, sem nenhuma sensação completa, porque eu não sou mais completa. É quase como reaprender a viver sem um braço ou uma perna. Reaprender a viver com um pedaço a menos.
Como teria sido viver mais esse ano com ele? Em que baladas teríamos ido? Quantos churrascos teríamos feito? Que viagens teríamos feito? Que filmes teríamos visto? Como teria sido nosso natal, nosso reveillon e nossas festas de aniversário?
Houve uma época em que eu tive que fazer uma escolha. Eu tinha 2 caminhos: parar com a minha vida e me dedicar à dor e ao sofrimento que eu estava sentindo ou seguir adiante com a minha vida, fazendo planos, realizando sonhos e projetos, estudando e trabalhando. Foi quando, 20 dias após a morte do meu irmão, eu fiz a minha escolha: voltei para Ribeirão, arrumei um emprego e comecei a fazer a minha 2ª faculdade, que eu tanto sonhei. Muitas vezes eu me culpei e me senti egoísta e insensível por deixar os meus pais em Bebedouro e seguir com a minha vida em Ribeirão, quase fraquejei, quase abandonei tudo para ficar perto deles, mas aí eu me lembrava que eu já tinha feito a minha escolha e eu tinha certeza que tinha feito a escolha certa. Ainda mais porque algum tempo depois eu conheci o meu amor e eu nem imagino como teria sido superar a perda do meu irmão sem ele.
Não foram poucas as vezes em que eu desejei a minha própria morte, porque eu queria mais do que tudo reencontrar o meu irmão. Pensava que estávamos todos juntos, um apoiando o outro, e ele estava sozinho, tendo que aceitar sua nova condição.
Hoje faz 1 ano que ele se foi. Hoje faz 1 ano que eu vivi o pior dia da minha vida. Hoje faz 1 ano que eu vivo tentando me acostumar com a presença dessa ausência.
Eu não sei se passou rápido ou devagar, eu só sei que eu mal posso acreditar que eu sobrevivi a tanta dor e a tanta saudade. Eu mal posso acreditar que já faz 1 ano que eu vivo sem essa presença tão especial e essa ausência tão sentida em todos os segundos de cada um dos 365 dias sem ele.
Este é o texto que eu escrevi e que saiu sábado no jornal da cidade, junto com uma foto dele:
Dú,
Tantas coisas aconteceram durante este ano, mas faltou você pra viver tudo junto com a gente.
Faltou você pra chegar sempre com alguma coisa nova do Homem Aranha.
Faltou você na SUA festa de aniversario e em todas as festas de aniversário do ano.
Faltou você nos inúmeros churrascos dos seus amigos.
Faltou você pra encher a geladeira de mortadela e iogurte Neston e reclamar do cheiro da lasanha.
Faltou você no natal e no reveillon.
Faltou você pra vibrar com a gravidez da Ju.
Faltou você pra ver a Ká se casar.
Faltou você pra ver o Pi se formar pra Policial Militar.
Faltou você pra ver a Aline virar Advogada.
Faltou você pra ver a Lê e a Sil se formarem e se tornarem nas enfermeiras do planeta.
Faltou pra você pra ver a Na se formar e arrumar um empregão de gente grande.
Faltou você em todas as nossas fotos.
Faltou você no dia em que você ganhou o ¿Troféu Meu Mestre Inesquecível¿.
Faltou você pra cuidar da mãe quando ela quebrou o braço.
Faltou você pra conhecer o seu novo cunhado japonês.
Faltou você pra levar a gente nas competições de natação.
Faltou você com seu jeito carinhoso, divertido, engraçado e irreverente.
O ano passou rápido e ao mesmo tempo devagar, porque em cada um desses 365 dias sem você, vivemos com a sensação constante de que estava faltando alguma coisa. Mesmo assim, seguimos adiante, colocando em prática todas as coisas que você nos ensinou.
Você está vivo em nossas melhores lembranças e agrademos a Deus por cada um dos 23 anos maravilhosos que vivemos juntos.
Hoje nós sabemos que você se foi porque cumpriu a sua missão com sabedoria e que era perfeito demais para este mundo.
E só pode ter um motivo pra tantas coisas boas terem acontecido neste ano tão cheio de dor e de saudade: seus olhos estão brilhando e olhando por nós em algum lugar, como se fosse nosso anjo da guarda.
Saudades para sempre, de seus pais, irmãos e amigos.
por Freda Franchin às 2:45 PM
Terça-feira, Dezembro 06, 2005
MOMENTO DIARINHO
Sobre como o meu fim de semana foi badalado
Eu sei que o fim de semana começa no sábado, mas com o namorado baladeiro que eu tenho, há tempos que o meu fim de semana começa na quinta. E pra começar bem, fomos pra Cachaçaria: os amigos dele de sempre e a Hello (todo mundo já está cansado de saber que a Hello mora comigo, né?). Depois da Cachaçaria, deixamos a Hello no apê e fomos pra casa do meu namorado, onde eu dormi pela primeira vez. Sou fresquinha pra dormir na casa dos outros e nunca consigo dormir muito bem, mas mesmo assim foi bem legal.
Na sexta fomos conhecer o Bohemia, barzinho badaladíssimo recém inaugurado, bom demais e lotado de gente bonita. Fomos com os amigos de sempre do meu namorado e a Hello. A noite acabou em choradeira por conta de uma intervenção nada bem sucedida de uma amiga, que acabou me magoando muito. Sabe quando uma pessoa te fala uma coisa na qual ela não deveria se meter, com um tom totalmente superior e no meio de um monte de gente?! Ela veio se intrometer no meu namoro com um tom de dona da verdade como se estivesse me dando uma bronca, e como se não bastasse, a mesa estava cheinha de gente que ficou assistindo à "bronca". Eu sei que a intenção foi boa, eu só acho que teria sido muito mais legal se ela tivesse conversado comigo em particular, expondo o seu ponto de vista e me dando conselhos, ao invés de broncas. Apesar de tudo, é uma pessoa que eu gosto e respeito muito e eu acabei relevando, mas dificilmente me esqueço de uma coisa desse tipo. Fora que eu detesto que se metam no meu namoro, porque ninguém, por mais próxima que seja, sabe o que acontece na intimidade de um casal. Porque o meu Dé e eu somos tão perfeitos juntos que nem parecemos o casal que briga taaaanto! Os momentos intensos e mágicos que passamos juntos compensam todas as nossas brigas!
No sábado, depois de umas voltas no shopping e uma tarde inteira vendo TV na casa dele, à noite, contrariando o meu namorado baladeiro, fizemos um programa light: fomos ao cinema ver Harry Potter. O filme de 2 horas e meia acabou mais de 1 da manhã.
O domingo começou com um churrasco de família na casa da prima do meu namorado e seguiu com uma ida muito bem sucedida à Cachaçaria no final da tarde. Bom demais reunir as amigas mais queridas numa mesa de bar: Aline e Fernanda, Hello e Tati, Kazan (amigo do meu namorado) e minha cunhada Yvi, Eram quase dez da noite quando decidimos ir pro Axé do Café Cancun, de onde só fomos embora às 2 da manhã. Incrível como eu fico muito mais divertida quando estou bêbada!
Ontem eu fui ao cinema ver O exorcismo de Emily Rose. Taí um filme que me botou medo, principalmente porque eu acredito muito nesse mundo espiritual. Além da história do filme ser o máximo, a atuação da atriz que está possuída é sensacional e totalmente convincente. E o melhor de tudo é que a história é real.
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Ontem eu fui na Dermatologista e na Endocrinologista e as duas me deram as mesmas broncas e as mesmas recomendações:
Tem que fazer exercício físico.
Não pode comer frituras, salgadinhos, chocolate, suco de caixinha ou em pó, doces e guloseimas, refrigerante, presunto e bla bla bla.
Tem que comer bastante frutas, legumes e verduras.
Falando assim até parece fácil, mas será que elas sabem que eu moro sozinha, sou preguiçosa e tenho uma vida totalmente desregrada?! Deixa eu aqui com as minhas espinhas e as minhas banhas, depois vai tudo pra debaixo da terra mesmo! Que graça tem a vida sem o fondue de chocolate com frutas lá do Shopping, a garapa maravilhosa do centro, o milk shake de morango do Bob's, o lanche Cheddar do Mc Donnald's, o crepe de presunto e queijo do Shopping, a pipoca com manteiga do Cinemark, o yakisoba divino do Jin Jin, a vodka de frutas vermelhas com fanta uva, o chocolate laka cream, o suco Del Vale de laranja, coca cola, a pizza de atum muito boa que eu faço, o açaí na tigela da Presidente Vargas, o beirute do Habib's, leite condensado de colherada...
E ainda por cima tive que escutar a Endócrino falar que o meu ICM (índice de massa corpórea) está abaixo, já que o normal é de 20 a 25 e o meu está com 19. Tive vontade de falar: " Queridinha, você já viu o tamanho da minha barriga? Pro inferno com esse ICM!!!"
Eu estava explicando que quando eu acabo de comer a minha barriga estufa e fica tão dura que eu fico mais grávida do que a minha amiga que tem um bebê de 6 meses dentro da barriga. Então ela me mandou procurar um gastro.
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Ontem eu fui na APP (Associação dos Profissionais de Propaganda) e tive uma surpresa ótima. Estavam lá os Diogos de sempre e a Rosana, trabalhando num evento. Foi muito bom encontrar todos, mas me deu uma saudadeeee da época que eu estagiava lá! Eu tinha acabado de me formar, estagiava lá meio período e ganhava míseros 70 reais, mas eu me divertia tanto e aprendia tanto que acho que faria de graça. Sabe como é trabalhar em alguma coisa que você ama, alguma coisa que te dá prazer e ainda por cima o ambiente e as pessoas serem ótimas? Era assim na APP.
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E a minha obsessão por estrelas continua. Fico deslumbrada cada vez que vejo estrelas nas vitrines das lojas em brincos, acessórios e roupas. E agora, além das estrelas das vitrines e as estrelas do céu, me deslumbro com as estrelas das decorações de natal. As estrelas sempre estiveram presentes nas decorações de natal, mas neste ano, as estrelas tomaram conta das ruas, bares, shoppings e lojas. Tudo lindo e iluminado demais!!!
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O bom de ter um namorado japonês é ter uma sogra japonesa que faz o melhor Yakisoba do mundo!!!
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*Me perguntaram num outro post o que é edícula. Explico: é um micro casa, normalmente com 1 quarto, 1 banheiro e 1 cozinha e uma área de lazer gigante com churrasqueira e piscina.*
por Freda Franchin às 2:14 PM
Quinta-feira, Dezembro 01, 2005
DE OLHOS BEM PUXADOS
Nunca fui muito chegada em japoneses. Às vezes encontrava um ou outro por aí, mas nunca me chamavam muita atenção. Não que eu os achasse feios, só não me atraiam. A minha irmã é que vez ou outra tinha um casinho com algum japonês, mas o único japonês que eu já beijei na vida foi o meu namorado. Tudo isso é só pra falar sobre os olhinhos mais puxados e mais lindos do planeta, que me encantam mais e mais a cada dia. Eu sou apaixonada por ele, não só porque ele é engraçado e divertido ou porque é prestativo e amoroso e carinhoso e nem é só porque ele me deixa babando por sua inteligência e sabedoria, mas os olhinhos dele são um caso à parte, algo que me deixa realmente hipnotizada. Na primeira vez que eu o vi ele estava com uma regata preta da M. Officer e eu que nem gosto de regata, mal consegui tirar os olhos daqueles braços, sem nem me dar conta de que ele tinha os olhos puxados mais lindos e encantadores do mundo.
Da próxima vez eu quero nascer japonesa!!!
*Nessa foto é ele pequenininho. Ele cresceu, os olhos também, mas continua o mesmo lindo!!! Essa foto fica no meu mural.
por Freda Franchin às 5:27 PM
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