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Quinta-feira, Março 30, 2006
COMEMORANDO A VIDA
Hoje é o aniversário do meu irmão e ele não está aqui pra completar seus 25 anos. Ele não está aqui pra comemorar comigo o dia em que eu ganhei uma boneca de verdade, que também era o irmãozinho. Já é o 2º aniversário que comemoramos sem ele. Comemoramos sim, porque pessoas especiais se vão, mas os que ficam não lembram apenas de sua morte, mas lembram principalmente de sua vida. Comemoramos sua vida, sua existência, suas realizações e todos os momentos bons que vivemos em sua presença. E pensando em que tipo de idéia ele teria dessa vez pra sua festa de aniversário, já que cada ano ele inventava algo diferente, decidimos fazer uma festa regada a tudo o que ele mais gostava: pão com mortadela, coxinha, cachorro quente e bolo de chocolate, além é claro, dos enfeites do Homem Aranha.
E nós nos reuniremos no sábado com um monte de amigos dele, para comemorarmos o fato dele ter sido uma pessoa tão especial, brincalhão, humilde, irreverente, divertido, contagiante, alto astral, engraçado, sincero e por ter cumprido a sua missão com sabedoria e ter nos ensinado tantas coisas e a principal delas, que é viver a vida intensamente, com pressa, cada dia como se fosse o último, sem se importar com o que as pessoas vão pensar.
Ele só via o lado bom das pessoas, dificilmente criticava alguém e essa é uma outra lição valiosa que ele também ensinou!
Com certeza eu seria muito mais feliz se ele estivesse aqui hoje e eu iria até o apê dele e lhe daria um abração de feliz aniversário e planejaria com ele como seria sua festa de aniversário, mas foram somente 23 anos. 23 anos intensos, cheios de vida, de energia e de realizações. E é por isso que eu penso que hoje não é um dia de tristeza e sim um dia de alegria, um dia de comemorar o nascimento de uma pessoa perfeita e extraordinária, que acrescentou muito na vida de todos que conviveram com ele. Uma pessoa que hoje é uma estrela e eu sinto muito orgulho de Deus ter me escolhido pra ser sua irmã mais velha e ter participado ativamente de cada minutinho de cada um de seus 23 anos.
por Freda Franchin às 5:02 PM
Quarta-feira, Março 29, 2006
SOBRE O ÚLTIMO ROUND
Sábado foi um dia atípico em Bebedouro. Sim, porque pegar uma balada lá e ainda por cima se divertir, é coisa raríssima. Primeiro fomos pra Cachaçaria: eu, namorado, Sil, Na, Bruno, Waltinho, Janaína, Marquinho e namorada. E lá bebemos todas e eu tomei uma caipirinha gigante de meio litro. Depois fomos parar numa baladinha onde nos divertimos muito e dançamos e bebemos como nunca. Namorado e eu estávamos nos divertindo horrores, dando um monte de beijos na boca, até que no final, algo começou a me irritar e o alto nível alcoólico fez tudo parecer ainda mais grave.
Só sei que eu cheguei em casa puta da vida, terminei o namoro e mandei ele ir embora de casa. Imaginem o absurdo, ele numa cidade em que não conhece ninguém, indo a pé pra rodoviária, as 5 da manhã! Perdi a noção!! Só depois me dei conta do que tinha feito e o Bruno foi buscar o namorado que já era ex, na rodoviária. E aí depois de mais um round no meio da rua, com direito a gritarias, arranhões, mordidas e pai e mãe no meio, comecei a me preocupar de verdade com o meu atual estado de irritação e nervosismo. O que aconteceu não é motivo pra terminar o namoro e muito menos pra mandar ele embora de casa!
Sorte que no domingo a gente se acertou. Conversamos bastante e decidimos nos empenhar em mudar o nosso jeito. E se a gente não terminou sábado, definitivamente não terminaremos nunca mais!
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Sexta-feira gravamos nosso 1º programa pra TV da faculdade. Era sobre suplemento alimentar. À tarde, a Anna Vitória e eu saímos com o cinegrafista pra gravarmos as externas. Ela fez uma reportagem numa loja de suplementos e eu fiz a minha numa academia. Foi o máximo, divertido passear com o microfone e o cinegrafista e as pessoas ficarem olhando, curiosas.
Precisávamos também encontrar um entrevistado pra ir até a faculdade a noite dar uma entrevista no estúdio. A princípio eu tentei encontrar uma nutricionista, mas no final acabei conseguindo com um personal trainner e fisioculturista que tem cursos em nutrição esportiva e ele deu uma entrevista ótima. Foi uma experiência completamente nova e divertida, mas eu ainda não tenho vontade de trabalhar em TV, a não ser que seja na redação.
As fotos da balada em Bebedouro já estão lá no buzznet.
por Freda Franchin às 6:06 PM
Sábado, Março 25, 2006
SOBRE COMO ESCREVER UM POST IDIOTA QUANDO SE ESTÁ COM INSONIA
São quase 6 da manhã e eu com uma insônia desgraçada sem conseguir pregar o olho. Detesto quando isso acontece!
A insonia tem nome, chama-se ANGUSTIA. Uma angustia do tamanho do mundo que está me corroendo por dentro. Angustia é um negócio dentro da barriga, um negócio indefinido, como uma sensação de algo pesado no estomago, o coração fica meio acelerado, a cabeça funciona a mil por hora e fica esse negócio pesando dentro da gente! Angustia pra mim tem sempre a ver com algo mal resolvido, com algo que ficou pela metade, com algo que me faz sentir incompleta.
Foram 2 brigas com o namorado. A primeira porque ele foi pra um churrasco CONTRA A MINHA VONTADE, enquanto eu estava na faculdade. Eu não sou o tipo de namorada carrasca, que impõe coisas do tipo 'vc está proibido de ir lá', sou do tipo liberal controladora que impõe coisas do tipo 'você pode ir, mas eu não quero que você vá'.
Mas aí depois de 1 hora de discussão enquanto viájamos rumo a Bebedouro, quando estávamos quase fazendo as pazes, ele simplesmente chega na casa dos meus pais, pega o carro e vai pra cachaçaria porque ele supõe que a minha irmã e o namorado e as amigas dela estão lá e como ele não está afim de ficar em casa como eu, ele supõe que não tem nada de mais ir pra lá. Eu faço aquela cara de 'pode ir, mas eu não quero que você vá' e o infeliz vai e volta as 3 da manhã com cheiro de cerveja, pra mais um round.
Aí quando ele se cansa de discutir o que faremos sobre o duelo freda caseira VERSUS andré baladeiro, ele simplesmente vira pro lado e começa a roncar e eu lá, com a cabeça a mil por hora desisto de pegar no sono e decido vir pro computador escrever essas merdas enquanto espero essa merda de ANGUSTIA angustiante passar!!!
por Freda Franchin às 5:39 AM
Quarta-feira, Março 22, 2006
"O tempo é algo que não volta atrás. Portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe mande flores"
Willian Shakespeare
Na janela do meu quarto tem uma jardineira super fofa onde eu sempre imaginei flores lindas das mais diversas cores. Foram inúmeras as vezes em que fui até a loja e comprei milhares de mudas de florzinhas coloridas. Mas como elas não tinham muita paciência com a minha vida de imigrante, acabavam morrendo. Depois de muitas tentativas acabei desistindo deste meu sonho bucólico. Até que num belo dia, percebi que estavam nascendo umas florzinhas e comecei a regá-las sem muita expectativa. E elas foram crescendo, crescendo, crescendo e as flores amarelinhas já tomaram conta do jardim inteiro. Coisa mais linda olhar lá de fora e ver a janela do meu quarto rodeada de florzinhas amarelas. Coisa mais linda abrir a janela de manhã e dar de cara com aquele visual maravilhoso. Coisa mais linda oferecer as flores pro meu irmão, ao invés de deixá-las no túmulo dele!
Olha elas aí:
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As aulas da faculdade já começaram há quase 2 meses e diferente do ano passado, neste eu estou animadérrima, com um pique invejável. É que também, diferente do ano passado, neste os professores tem dado aulas de verdade, sem enrolação, sem essa de "vamos sair 15 minutos mais cedo". E dá gosto ir pra faculdade às 19:30 e saber que eu terei aulas com conteúdo até as 22:30. Acho que o 3º ano é o melhor de todos quando se está na faculdade. É no 3º ano que temos muitas aulas práticas. É no 3º ano que temos aulas sobre o que realmente encontraremos no mercado de trabalho. É no 3º ano que dá pra conhecer melhor tudo o que se pode fazer depois de formada e decidir onde se quer atuar.
E neste ano, entre todas as matérias legais tem 2 em especial que eu estou amando. A primeira é Jornalismo Impresso, que desde sempre eu soube que eu nasci pra isso. Eu nasci pra trabalhar em revista. Eu nasci pro jornalismo impresso! A faculdade tem um jornal que sempre é da turma do 3º ano. E eu já escrevi a 1ª matéria da minha vida que será publicada num jornal de verdade, com entrevistados de verdade e com um assunto de verdade! Nesta edição, eu sou da editoria de saúde e escolhi falar sobre a estética dos dentes, clareamentos, aparelhos ortodônticos, piercing dental e restaurações de resina. Entrevistei a irmã do namorado, que é ortodontista, o noivo dela que é cirurgião dentista e a outra irmã do namorado que usa um aparelho invisível de cerâmica. Estou apaixonada pela minha 1ª matéria, depois que o professor editar eu coloco aqui pra todo mundo ler.
A outra matéria que eu estou achando o máximo é telejornalismo. A faculdade tem um canal na TV a cabo e toda semana gravamos um programa. Estou achando o máximo, mas morrendo de medo da hora que for a minha vez de entrevistar alguém na frente das câmeras!!!
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Ontem minha mãe me contou algo lindo e emocionante. Uma notícia muito esperada! Na fisioterapia que a minha mãe freqüenta, tem um menino deficiente físico de 17 anos, que é médium e do nada ele disse assim pra minha mãe: "Nossa, ele está do seu lado agora! Aí do seu lado direito! Sabia que seu filho está trabalhando numa creche? Ele está ajudando a cuidar das crianças lá no pavilhão 4!"
Não sei se eu acredito nessa teoria espírita de que depois da morte, as pessoas continuam trabalhando e estudando. Mas como o médium ia saber que o meu irmão era fascinado por crianças? Como ia saber que o Dú trabalhava com crianças antes de ir embora?
De qualquer modo, eu preferi acreditar que ele está realmente trabalhando numa creche, principalmente porque, segundo uma outra teoria espírita, os espíritos que estão trabalhando ou estudando são os que já se recuperaram e já aceitaram sua nova condição. E isso é um de meus maiores desejos, que o meu irmão aceite e siga em frente, porque a vida é muito maior do que esta que temos aqui na terra!
por Freda Franchin às 1:12 PM
Sábado, Março 18, 2006
QUE SEJA ETERNO PARA SEMPRE
Sobre o 1º ano de namoro do casal mais briguento e apaixonado do planeta
Não é a toa que namoros e casamentos acabam com tanta freqüência. Relacionamentos amorosos exigem acima de tudo, muita confiança, companheirismo e respeito e nos tempos modernos em que vivemos, confiar em alguém se torna cada vez mais difícil, ser companheira em tempos de tanta correria também é complicado e respeitar alguém em quem não se confia plenamente, exige certo esforço. No final das contas, muitos casais não agüentam o tranco e preferem terminar a enfrentar tantas dificuldades. É fácil ser só, difícil é ser par.
Meu namoro está completando 1 ano hoje e foram dias realmente lindos, cheios de carinho, paixão e muito amor, mas também foram dias difíceis. Dias muito difíceis!
Depois de acompanhar tantas histórias de traições e mentiras das minhas amigas, sempre deixei claro para o namorado que eu não confio nele. Ele nunca me deu motivo algum, é um namorado maravilhoso, que faz questão da minha presença em todos os momentos de sua vida, que sempre me avisa aonde vai, que passa muito tempo comigo, principalmente nesses tempos de desemprego, mas mesmo com tanta dedicação, eu não consigo confiar nele. O problema não está nele em si, e sim no simples fato dele ser homem. Por motivos parecidos, ele também não confia em mim. E eu também nunca lhe dei motivos, pelo contrário, tenho sido uma namorada tão dedicada e atenciosa que muitas vezes mal me reconheço. A confiança existe, mas não é 100%, não é de olhos fechados, não a ponto de colocar a mão no fogo pelo outro.
Namorar alguém em quem não se confia até dá pra ir levando, o problema é quando, além da desconfiança, houver também ciúmes. A minha natureza não é ser ciumenta, já tive inúmeros relacionamentos e nunca cheguei perto de ser ciumenta. Tive um namorado com quem eu namorei quase 5 anos, que tinha altas brigas comigo porque eu não sentia ciúmes dele. Sempre fui o tipo de mulher superior e desencanada que nunca entendia muito bem o motivo das pessoas sentirem ciúmes. Muitas vezes me peguei criticando os ciumentos, sem saber que um dia eu me tornaria uma.
Acho que aconteceu mais ou menos quando eu deixei de confiar nos homens, somando isso ao fato das mulheres dos tempos atuais serem oferecidas, descaradas, atiradas e agirem pior que homem numa paquera, pronto, nasceu a Freda ciumenta aos 25 anos de idade. Muitas vezes me sinto ridícula, muitas vezes não consigo me entender, mas simplesmente não é algo que eu possa controlar.
O problema é que um namoro sem confiança e temperado com muito ciúme, gera brigas gigantescas e inacreditáveis. E se eu me orgulhava do fato da minha primeira briga com meu ex namorado ter acontecido depois do primeiro ano de namoro e por motivos que nem dizia respeito ao nosso namoro e sim ao fato dele fazer uso de substâncias que eu abominava, agora preciso confessar que minhas brigas com o par de olhos puxados mais lindos do mundo, começaram beeeem no comecinho do namoro. Pensando bem, acho que o namoro ainda nem era oficial quando as brigas começaram. E tem sido assim, uma hora brigamos por ciúme, outra por divergência de opiniões e vontades, outra porque ele quer ir pra balada e eu quero ficar em casa. Fazendo uma contabilidade meio por cima, em 1 ano de namoro, provavelmente tivemos 2 brigas por semana. Inacreditável, né? Mas o problema não são as brigas em si e sim o modo como brigamos, nos transformamos em verdadeiros inimigos, ficamos agressivos, cínicos, insuportáveis, com ódio mortal um do outro. É impressionante como o amor e o ódio se confundem e se misturam. O mais louco é que fazemos as pazes rapidíssimo e logo depois nos tratamos com tanto carinho e amor que nem dá pra acreditar que acabamos de ter uma briga. Houve um momento do relacionamento em que eu me senti cansada, assumo que pensei em terminar pra fugir de tantas brigas, mas hoje me sinto fortalecida e a cada briga me sinto mais forte para levar adiante esse namoro com uma das pessoas mais corretas, sinceras e atenciosas com quem já me relacionei.
Ainda não descobri o que tem contribuído para meu atual estado de irritação, nervosismo e intolerância. É impressionante como não consigo me controlar, como não consigo controlar os meus instintos, ações e palavras. Num minuto me pego pensando: "dessa vez vou conversar ao invés de brigar" e no minuto seguinte já estou sendo agressiva e intolerante com o meu amor. Sou geniosa, mimada, faço bico. E ele não é muito diferente disso.
Mas eu acredito que exista algum motivo para ainda estarmos juntos, resistindo fortemente a tantas brigas, cobranças e discussões, porque qualquer outro casal não suportaria, acharia que terminar é a melhor saída. Nós não. Depois de tantas conversas sobre o assunto, agora mais do que nunca, nós dois estamos dispostos a reagir, a mudar a maneira de brigar, a tentar conversar ao invés de nos agredir verbalmente e eu tenho fé e muita esperança de que vamos conseguir. Afinal, não sabemos como foi a história da Bela Adormecida depois do "felizes para sempre", não é?
O carinho com que nos tratamos, os sorrisos cúmplices que trocamos, a mania de nos abraçar o tempo todo, nossas brincadeiras, nosso jeito de falar imitando criança, os apertões, as cógecas, os beliscões e mordidas, tudo isso é lindo, é romântico, é pura paixão. E é por todos esses momentos mágicos que superamos cada briga.
por Freda Franchin às 12:43 AM
Segunda-feira, Março 13, 2006
VIDA LOUCA VIDA
Os últimos dias foram tumultuados e eu acabei ficando meio sumidinha e aí os assuntos foram se acumulando, então preparem-se para o post gigante!
Essa semana eu passei uma tarde inteira na casa da Fer, fui colocar a conversa em dia com ela e visitar a Maria Eduarda, que já está com 7 meses. A fofa continua com os olhos verdes enormes, ganhou 1 dentinho, dobrinhas nas perninhas e está engatinhando. Coisa mais linda, fica o tempo inteiro dando gargalhadas e mexendo em tudo que vê pela frente. Eu quero uma daquela pra mim!!! E a Fer, quem diria, é uma mãezona. É estranho ver uma amiga que há pouco tempo estava comigo enchendo a cara nas baladas e agora tem uma família de verdade e vida de casada. Foi tudo muito repentino e assustador, mas agora ela feliz da vida. Já imaginou: com 1 mês de namoro descobrir que está grávida? Louco, né? E foi bem isso que aconteceu com ela. A sorte é que Deus nunca nos dá um fardo maior do que possamos carregar e a Fer é uma mãe brilhante.
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Ainda não contei aqui, mas no dia 24 de fevereiro nasceu o Zequinha, filho da minha amiga de infância, a Juliana, aquela que eu fiz o chá de bebê, lembram? Ele é a coisa mais linda, super pequenininho e magrinho, mas tem um rostinho lindo, tudo delicadinho. A única coisa que eu não gostei foi o nome que eles escolheram: José Carlos, o nome do pai, mas sem Júnior ou Filho (menos mal). E acabou ficando Zequinha, mas gosto não se discute e eu que não ia dar palpite no nome que ela escolheu pro filho dela.
Pois é, você percebe que está ficando velha quando suas amigas começam a se casar e a ter filhos. A questão é: quem será a próxima da turma?
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Sexta-feira fui na Entorta Bixo, uma festa gigante e perfeita demais. Fui com as meninas da minha sala e nossos respectivos namorados, mais as avulsas Ana Carla, Monique, Hello e Ana. Enchi a cara de vodka com sprite e fiquei bebinha pra variar. Dançamos muuuito axé e nos divertimos muito, mas depois de muitos tropeções, eu torci o pé. Na hora eu nem senti, continuei pulando numa boa, cheguei em casa as 5 da manhã e dormi numa boa depois de mais uma bela briga com o namorado. No sábado acordei as 10 da manhã com uma dor absurda no pé, acendi a luz e vi que meu pé estava gigante de inchaço. Pulando, vim até a sala e liguei pro namorado me levar pro Hospital. Depois de umas voltinhas de cadeira de rodas, fiz raio x e não tinha fratura. O remédio fez a dor passar, o gelo fez o inchaço passar e hoje eu já estou novinha em folha andando normalmente e pronta pra próxima bebedeira.
Eu, Van, Ana Carla e Ana Vitória, na Entorta Bixo
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Desde quarta-feira temos uma hóspede aqui no apê. A Gisa, que morava e fazia faculdade em Araraquara com a minha irmã, agora arrumou um emprego aqui em Ribeirão. Ela é uma das pessoas mais doces, irreverentes, divertidas e especiais que eu já conheci na vida. Queremos encontrar um apê de 4 quartos, porque a nossa maior vontade é que ela seja não a nossa hóspede e sim nossa roommate. Morar com ela ia ser tudo!!!
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Na semana passada tive uma discussão com o síndico aqui do prédio. O maldito é um velho bêbado desocupado que vive caçando encrenca e infernizando a vida dos moradores, mas seu alvo preferido, definitivamente é o nosso apartamento. Já faz mais de 1 mês que ele encanou com o volume da nossa TV e quase todo dia lá pelas 4 ou 5 da tarde o velho toca a campanhia pra pedir pra abaixar o volume da telelevisão e ainda inventa que os vizinhos estão reclamando. Detalhe: dependendo do volume, até dá pra escutar a televisão do corredor, mas é impossível algum morador escutar a TV de dentro de seu apê. Aí na semana passada o maldito nos mandou uma advertência que me deixou puta da vida e como se não bastasse no dia seguinte tocou a campanhia as 6 da tarde e falou o seguinte pro meu namorado: "Dá pra abaixar a televisão? O vizinho aqui do lado reclamou e vocês já receberam uma advertência, da próxima vez é multa." Na hora que o namorado me contou eu fiquei furiosa e fui imediatamente tocar a campanhia do vizinho, porque eu tinha certeza que ele tinha inventado que o vizinho reclamou. E não é que eu toquei a campanhia do vizinho umas mil vezes e não tinha ninguém no apê?! Fui lá na mesma hora e armei o maior barraco com o velho!!!
Eu sou do tipo bozinha, dificilmente fico irritada ao ponto de botar pra fora e falar tudo que está entalado. Tenho dificuldade em falar pras pessoas o que eu penso sobre elas, engulo sapos, às vezes até elefantes, mas precisa muito pra eu estourar. Isso me prejudica, me faz muito mal, mas eu simplesmente não consigo mudar. Vai ver que foi por isso que eu fiquei me sentindo tão bem depois de tudo que eu falei pro síndico, tudo que estava engasgado há 3 anos.
por Freda Franchin às 4:09 PM
Terça-feira, Março 07, 2006
O CARNAVAL SEM CARNAVAL
Passar o carnaval na praia é o mesmo que esquecer completamente que é carnaval. Isso pra quem não gosta de carnaval é o máximo, mas eu senti uma falta imensa do agito e das músicas que embalam o carnaval. Mesmo assim, estar ali com o meu amor, diante de todo aquele visual cheio de areia e ondas, compensava qualquer saudade da voz da Ivete.
Foram dias muito ensolarados e lindos e lá estava eu, todos os dias, o dia inteiro, feliz da vida debaixo daquele sol escaldante. Comecei enchendo a cara de caipirinha, passei um dia inteirinho bêbada, das 11 da manhã até a meia noite, mas terminei a viagem tomando soro na veia, e mesmo assim, valeu muito a pena!
Estava tudo lindo demais, até que na terça-feira comecei a me sentir meio estranha, tive febre, calafrios, me entupi de remédios e fiz umas 70 visitas ao banheiro, com uma diarréia infernal e mesmo assim, lá estava eu, firme e forte, debaixo do solzão. Na quarta-feira a noite estava me sentindo tão mal que senti vontade de vir embora e eu pra querer ir embora da praia tenho que estar mesmo muito doente. Mas como eu não queria estragar a viagem de ninguém, me mantive forte, até a hora de vir embora, na sexta-feira. E mesmo assim ainda senti um aperto no peito e uma vontade imensa de ficar só mais alguns dias.
Ah, eu ainda vou morar na praia...
As fotos da praia já estão lá no buzznet.
por Freda Franchin às 4:00 PM
Sábado, Março 04, 2006
Pobre é assim, nunca vai pra praia e quando vai, fica doente!! O mesmo sol que me deixou neguinha, me deixou doente: diarréia sem fim, febre, calafrios, mal estar, enjôo. Um saco!! Voltei ontem e fui direto pro hospital, resultado: 2 litros de soro na veia!!! Quem foi o imbecil que inventou agulha?!
por Freda Franchin às 6:00 PM
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