|
Sexta-feira, Setembro 29, 2006
O MUNDO É PEQUENO
E aí eu descobri que a menina que roubou meu celular é irmã de uma amiga da Hello (minha rommate). E eu já achei a vaca no orkut. Só ainda não sei o que fazer com essa informação. Estou aceitando boas idéias. URGENTE!!!
..................
Ontem meu pai veio pra Ribeirão consultar com um ortopedista que é pai do noivo da minha cunhada. Ele foi super atencioso, ficou longos minutos analisando as tomografias e radiografias do pé do meu pai e nos deixou mais tranqüilos. A verdade é que eu estava bem preocupada com o inchaço e principalmente com o aspecto roxo, estava com medo da circulação sanguínea não estar normal.
Como meu pai é fumante há 40 anos, os vasos das extremidades do corpo não são mais tão normais e caso tivessem feito cirurgia, os pinos poderiam ser rejeitados.
Meu pai é cabeça dura, não queria vir de jeito nenhum ouvir uma segunda opinião, mas acho que minha preocupação o convenceu. Minha mãe disse que ele voltou pra Bebedouro todo feliz e depois confessou que também estava preocupado com o pé e que o médico o tranqüilizou. E todo mundo ficou feliz!
por Freda Franchin às 11:59 AM
Quarta-feira, Setembro 27, 2006
SAI ZICA
Eu já contei pra vocês que em apenas uma semana arrombaram a porta do meu carro, roubaram meu estojo cheeeio de canetas lindas e roubaram meu celular V3 que eu ainda nem comecei a pagar. Mas vocês acham que é só isso? Pra fechar a semana mais zicada do ano, namorado e eu estávamos quase chegando a Bebedouro quando ele atropelou uma placa de sinalização invisível que estava no meio da estrada com MEU carro. Lógico que ia ter alguma coisa minha na história. Na hora o impacto nem foi tão grande, achei que nem tinha amassado, mas... É LÓGICO QUE AMASSOU! E amassou muito. Na frente quebrou a placa, amassou o capô, riscou o pára-choque, mas o estrago mesmo foi na lateral, do lado do motorista, até o retrovisor voou longe. Prejuízo: R$ 800,00. Acionei o seguro e o preju caiu pra R$ 500,00.
Na hora do impacto eu fiquei tão passada que não tive reação alguma. Namorado lá desesperado, chocado e eu estática, paralisada. Eu não estava nem ligando pra batida, só conseguia pensar na zica, no azar que rondava a minha vida. Quase posso ouvir minha velha amiga Gisa dizer: "Fre, você está com encosto. Precisa ir à sessão de descarrego da igreja Universal".
E eu cheguei à casa dos meus pais completamente pra baixo, mais desanimada impossível, nunca tinha me sentido daquele jeito. Fui dormir cedo pro dia acabar rápido.
E já que eu não vou na sessão de descarrego, preciso mesmo é tomar um banho de sal grosso e colocar água benta no filtro.
O jeito é ver as coisas pelo lado positivo. Melhor terem arrombado o carro do que levado ele embora. Melhor terem levado só o estojo do que o estepe. Melhor aquela vaca ter pegado meu celular do que ter sido assaltada à mão armada. Melhor ter batido numa placa de sinalização do que em outro carro. Enfim, por pior que as coisas sejam, sempre poderia ter sido pior e eu devo agradecer a Deus, apesar de tudo.
...........................
Aí essa noite eu sonhei com meu irmão. Eis o sonho: Eu estava tomando conta do bebê do vizinho, estava só meu pai e eu em casa, na cozinha. O Dú entrou com uma mochila nas costas, como se ele estivesse viajando há tempos. Entrou rápido no quarto dele e fechou a porta e eu gritei pro meu pai: "Pai, o Dú voltou!!!" Fui correndo até o quarto e quando olhei pra ele percebi que ele estava mais velho e mais bonito, como se estivesse mais homem, com uns 30 anos, mas com a mesma carinha dele e o cabelo bem arrepiado e loiro. Aí não lembro o que eu falei pra ele e ele fez um bundão pra mim! Não foi um sonho muito romântico, mas fazer um bundão era bem a cara dele! Presentão pra uma semana pós zica.
Já é a segunda vez que eu tenho esse mesmo sonho: ele chegando de mochila nas costas como se estivesse voltando de uma viagem longa e eu falo: "O Dú voltou".
por Freda Franchin às 12:49 PM
Sexta-feira, Setembro 22, 2006
TEM QUE RIR PRA NÃO CHORAR
Nem deu tempo de contar aqui que eu estava de celular novo. Tinha comprado um V3 prata, da minha cunhada. Ele era lindo, tinha bluetooth, toques mp3, câmera com resolução ótima, tinha minha agenda cheinha de números de pessoas queridas e quando as pessoas me ligavam aparecia a foto delas no visor e tocava A little Respect e ele tinha flip e estava me fazendo muito feliz. Mas o bonitinho foi meu por apenas 25 dias. Fui roubada hoje na feira em que estou trabalhando. Deixei meu celular lindo maravilhoso no suporte em cima da privada, fiz meu xixi e esqueci ele lá dentro, mas virei as costas e lembrei, tinha entrado uma menina em quem eu já tinha reparado antes, esperei ela sair e quando fui pegar o celular não estava lá, ai eu perguntei pra ela se ela tinha pegado e ela falou que não e eu disse: "Mas só entrou você aqui, só você pode ter pegado". Depois fui atrás dela no estande em que ela é recepcionista e pedi pra ela me devolver porque eu sabia que era ela que tinha pegado, ela disse que não tinha sido ela. Chamei os policiais, virou o maior escândalo e nada da menina me devolver meu celular. Na hora de ir embora o policial me chamou e disse: "A mesma certeza que você tem, eu também tenho. Seu celular está com ela, eu sou treinado pra reconhecer as reações das pessoas e essa menina está mentindo".
Agora não paro de pensar em tudo que eu poderia ter feito, mas não fiz e agora já foi, já era. E eu ainda nem tinha começado a pagar e ainda faltam 10 parcelas!
Eu ainda nem tinha vendido meu celular antigo, mas a agenda dele já tinha sido apagada e agora eu nem tenho mais o número de ninguém e nem tenho mais vontade de ficar com aquele celular sem graça. E eu acho que eu nem quero mais ter celular nenhum.
Foi bom enquanto durou:
.....................
Ah, isso por que eu também ainda não tinha contado aqui que na sexta-feira arrombaram meu carro pela 4ª vez. Dessa vez levaram meu estojo com minhas canetas coloridas, cheirosas e purpurinadas. É, estou precisando me benzer!
.....................
Pelo menos uma coisa de bom aconteceu neste dia trágico. Um amigo da faculdade disse que leu uma crônica minha numa revista de Ribeirão e eu nem estava sabendo que eles tinham publicado. Dêem uma olhada: Revista Expressão, é só clicar no link crônica.
por Freda Franchin às 12:57 AM
Quinta-feira, Setembro 21, 2006
Lá na Fenasucro eu uso uma camiseta onde está escrito IMPRENSA, eu fico numa sala chamada SALA DE IMPRENSA, na minha credencial está escrito IMPRENSA, o adesivo colado no meu carro que me dá direito a estacionar de grátis está escrito IMPRENSA, mas porque será que eu não me sinto uma jornalista? A única coisa de jornalista que eu fiz até agora foi gravar o discurso do José de Alencar, presidente da república em atividade.
É, infelizmente o estágio está decepcionando...
Mas vamos que vamos porque ainda tem mais 2 dias de feira.
por Freda Franchin às 10:46 AM
Segunda-feira, Setembro 18, 2006
Ufa, acabei de chegar da Feira do Livro, fui gravar uma matéria pra TV da faculdade sobre a Biblioteca Móvel da Viação Itapemirim. Ainda deixei o carro no lava-rápido e vim pra casa estudar pra prova difícil que eu tenho hoje. Mas no meio da correria eu fiz questão de vir aqui só pra contar que hoje é nosso aniversário. Namorado e eu estamos completando 1 ano e meio de namoro e 1 ano de aliança. E que seja eterno para sempre!
*A partir de amanhã vou fazer estágio na Assessoria de Imprensa da FENASUCRO (Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira). Serão quatro dias vivenciando o dia a dia de um jornalista de verdade. Eba!*
por Freda Franchin às 2:08 PM
Quarta-feira, Setembro 13, 2006
OLHO NOVO E CALCANHAR QUEBRADO
Hoje tive retorno da minha cirurgia de miopia e estou toda feliz. O oftalmo disse que meu olho esquerdo zerou e que está mais do que perfeito. Disse que foi a melhor cirurgia que ele fez esse ano. O olho direito que é um retardadinho que nunca aprendeu a enxergar está com dois e meio, mas eu já me conformei que só enxergo de um olho mesmo e o olho direito nem me faz falta. Viva!
Até hoje eu não acredito que eu tive coragem de fazer a cirurgia, logo eu que sou tão medrosa e cheia de aflições com meus olhos. Todos os dias quando eu acordo eu agradeço a Deus por não ter que ir correndo colocar as lentes de contato. Todas as vezes que eu vou viajar minha maior felicidade é pensar que eu não preciso levar Renu, nem soro fisiológico. Nada nada se compara a imensa de alegria de simplesmente enxergar! A gente só dá valor nas coisas que perde, né? Pois eu dou muito valor nos meus olhos novinhos que eu ganhei há 8 meses.
.....................
Meu pai caiu da escada e quebrou o calcanhar. Ele precisa fazer cirurgia pra colocar pinos, mas a região que ele quebrou é muito delicada e nenhum médico faz essa cirurgia em fumantes. Papy vai ter que esperar o calcanhar sarar sozinho, enquanto quase morre de dor. Fuma mesmo, viu?!
por Freda Franchin às 1:44 PM
Terça-feira, Setembro 12, 2006
CRIMES, ROTA 66 E DITONGOS
Depois de dias e dias (incluindo feriado e fim de semana) com a cara nos livros, estudando feito uma louca, ontem fiz a prova de Legislação Jornalística e tenho quase certeza que vou tirar 10. Bom, pelo menos eu fui muito bem.
Precisei estudar bastante por que fui muito mal nas outras provas e estava prestes a pegar DP se continuasse naquele ritmo. Pelo menos agora eu já sei tudo sobre Crimes, Culpabilidade, Coação Moral Irresistível, Lei de Imprensa. Mas fica a pergunta: Como uma pessoa consegue estudar cinco anos de um trem tão insuportavelmente chato como o Direito? Eu hein...
E agora preciso ler um livro de 350 páginas para a prova de Redação Jornalística, é o livro Rota 66, do Caco Barcellos.
E ainda tenho que decorar todas as regras de acentuação pro curso de gramática. Não acredito que eu estou metida com ditongos, hiatos e paroxítonas de novo!!
por Freda Franchin às 10:48 AM
Sábado, Setembro 09, 2006
É normal preferir ficar em casa estudando Legislação Jornalística em pleno sábado à noite enquanto seu namorado está enchendo a cara num churrasco?
A verdade é que hoje eu não estou exatamente social. Uma preguiça de fazer cara de feliz e ficar batendo papo. Definitivamente eu não sou normal! Ando bem estranha ultimamente. Mudei tanto que nem eu mesma me reconheço mais. MEDO!
por Freda Franchin às 10:27 PM
Quarta-feira, Setembro 06, 2006
O ÚLTIMO ADEUS
Hoje faz uma semana que o namorado tocou o interfone do meu apartamento às 7 da manhã. Na hora que o vi eu já imaginei que ele trazia a péssima notícia que eu estava esperando. A minha mãe tinha ligado pra ele às 4 da manhã pedindo pra ele vir me dar a notícia da morte da minha avó, isso porque sempre que recebo essas notícias minha pressão cai, meus braços formigam e eu fico muito nervosa.
E depois de quase 1 hora de muita choradeira, coloquei uma roupa e fui com o namorado pra Bebedouro.
Chegando ao velório, me pareceu estranho estar no velório da minha avó. A mesma que há menos de dois meses eu havia levado pro velório da minha outra avó. A mesma que quando viu minha avó Laura dentro do caixão disse que não acreditava que a avó Laura tinha ido antes dela e que Deus tinha esquecido ela aqui na Terra. Foram mais de 10 anos escutando ela falar que queria morrer logo e ir ficar com o marido dela (que morreu há 23 anos). Ela já chegou a falar que ia tomar veneno de rato pra apressar as coisas.
Perder nossos avós é a lei natural da vida, algo pelo qual sabemos que vamos passar algum dia, mas mesmo assim é muito triste. Eu não sou dessa geração que tem avós moderníssimas que malham e dirigem. Minhas avós são verdadeiros Dona Benta. Parece que pra mim minhas avós sempre foram velhas, e perdê-las sempre foi apenas uma questão de tempo. Mas eu só queria que minha avó tivesse morrido de velhice, dormindo quentinha em sua cama. Ela ficou apenas um dia internada por causa de anos e anos tomando Imosec (prende o intestino). Era necessário fazer uma lavagem e no dia seguinte ela já ia ter alta, caso não tivesse morrido durante a madrugada, com minha mãe dormindo na cama ao lado. Só depois ficamos sabendo, pelo atestado de óbito, que a causa de sua morte foi aspiração de vomito. Ela vomitou justamente o óleo que o médico estava dando para soltar seu intestino.
Foi doloroso ver a minha mãe chorando tanto no velório, mas no fundo, bem no fundo, eu sabia que ela estava chorando outras mortes, da mesma maneira como meus irmãos e eu estávamos. Admito que quando meu irmão faleceu pensamos: "A vó Dita aqui tão velhinha e Deus levou justamente o Dú?" Até ela própria disse isso!
Ela foi enterrada na mesma sepultura em que está meu irmão e o marido dela (meu vô Joaquim queridinho) e enquanto colocavam o caixão, foi impossível não ficar imaginando como estaria o meu irmão ali dentro. Foi impossível eu não ficar implorando pra Deus me devolver o meu irmão, agora que ele já levou minhas duas avós. E os ossos do meu avô estavam dentro de um saco de lixo preto. Simplesmente tudo o que somos vai parar dentro de um saco de lixo preto! É isso o que somos, só lixo e mais nada!
Deveria existir uma maneira menos desumana de dizermos adeus aos nossos queridos sem precisarmos ficar velando seus corpos sem vida dentro de caixões sombrios. Eu não quero ver meu irmão dentro de um saco de lixo!
Todos nós sabemos que é só um corpo sem vida enquanto a alma, o espírito não está ali, mas é impossível não se impressionar, afinal, a alma habitava aquele corpo que conhecemos, que olhamos nas fotos com sorrisos lindos, olhos brilhantes e braços musculosos.
Eu já contei que eu tenho 3 avós? Essa que morreu agora era na verdade minha tia-avó (casada com o irmão da minha avó materna), mas como ela criou minha mãe desde bebê sempre a consideramos nossa avó de verdade. Até porque ela sempre foi a avó mais presente em nossas vidas, sempre foi ela que cuidava de mim e dos meus irmãos quando meus pais saiam, era ela que nos dava broncas e nos enchia de presentes e chocolates e bolachas. Era ela que passava três dias da semana na minha casa. Ela não era uma pessoa nada fácil, implicante, intolerante, impaciente, bravíssima e ranzinza, muitas vezes nos tirava do sério. Eu me lembro de quando ela já estava com dificuldades para andar eu a levava ao banco uma vez por mês e ela ficava toda impaciente na fila e quando chegava a vez dela, ela falava tão alto que todos no banco ficavam sabendo quanto era o salário dela. Ela era surda de um ouvido e usava um aparelho caríssimo que nem ajudava tanto.
A impaciência também reinava quando ela ia ao médico. A consulta estava marcada para as cinco da tarde, mas lá pela uma ela já ficava toda apressada, falando que tinha que tomar banho correndo e se arrumar e no máximo as 3 ela já estava prontinha esperando no sofá.
Quando éramos crianças meus irmãos e eu adorávamos ir com a minha mãe levar ela embora pra casa dela. A geladeira sempre estava cheia de coca cola e nunca faltavam caixas e caixas de chocolate Bis. Na hora de ir embora minha mãe dava a volta no quarteirão e nesse quarteirão tinha um terreno baldio que dava de frente pra casa da minha avó. Era sagrado abanar a mão pra ela lá de cima, que ficava ansiosa esperando na porta de casa. O mais engraçado é que há alguns meses meu namorado e eu fomos levá-la e quando fomos embora ela disse: "Vou ficar aqui na porta esperando vocês falarem tchau pra mim, ta?"
por Freda Franchin às 3:45 PM
Segunda-feira, Setembro 04, 2006
Ontem eu fui no Hopi Hari com o namorado e mais 2 casais de amigos (Mari e Cleber, Diego e Aline) e eu até que consegui me divertir bastante apesar de estar sentindo uma tristezinha bem no fundo do peito que pelo jeito não vai embora tão cedo. A verdade é que eu fiquei bem impressionada com o fato de ter praticamente tido uma premonição sobre a morte da minha avó. Ela nem estava doente nem nada, mas eu não consigo parar de pensar no último abraço que eu dei nela, 3 dias antes de sua morte. Inexplicavelmente eu tinha certeza de que era o último!
por Freda Franchin às 12:50 PM
Sexta-feira, Setembro 01, 2006
LUTO
A morte visitou a minha casa novamente e desta vez levou minha avó, deixando a nossa casa com mais uma cama vazia e mais roupas e pertences sem dono. Ela se foi na quarta-feira, dia 30, às 2:30 da madrugada.
Preciso começar a acreditar mais nas minhas intuições e pressentimentos porque desde domingo de manhã, quando fui buscá-la na casa dela, eu simplesmente sabia que ela estava morrendo e me despedi dela com a certeza absoluta de que era nosso último abraço (vide post abaixo).
Só que eu não aguento mais ver as pessoas da minha família dentro de caixões. Eu não aguento mais passar dias e noites velando corpos sem vida. Não faz nem 2 meses que perdi minha avó paterna e eu já estou ficando irritada com tantas mortes!
Eu sei que é muito egoísmo de minha parte querer que minha avó continuasse viva quando ela estava quase que vegetando, sem enxergar direito, sem andar direito e sem escutar direito, mas mesmo nessas situações, mortes são muito tristes e nunca estamos preparados para ela!
por Freda Franchin às 4:41 PM
|