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Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
A PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR:
CADÊ O VERÃO?
Eu quero dias de céu azul e sol brilhando e noites quentes de céu estrelado! Será que é pedir muito em pleno verão?
por Freda Franchin às 1:06 PM
Domingo, Janeiro 28, 2007
1 ANO VENDO A VIDA COM OUTROS OLHOS
Hoje está completando 1 ano que fiz minha cirurgia de miopia e ganhei meus olhos novinhos em folha. E pra comemorar vou republicar o post contando como foi a cirurgia:
De olhos novinhos em folha, vim contar que a minha cirurgia foi um sucesso. Mais do que isso, foi um milagre!
Apesar do medo que eu estava sentindo fiquei muito calma, a enfermeira vinha pingar os colírios anestésicos e pra dilatar e eu percebia que estava chegando a hora, e agora eu assumo que estava morta de medo de dar tudo errado e eu ficar cega. Porque existe uma pequena porcentagem das cirurgias darem erradas e quem me garantia que não seria a minha?
Aí eu deitei na mesa de cirurgia ceguinha porque estava sem óculos e com os olhos dilatados e eu pensei que eu fosse dar trabalho, pensei que eu fosse fazer o escândalo que eu sempre faço quando vou tirar sangue ou tomar soro, mas eu resolvi assumir o controle sobre mim mesma e decidi ficar tranqüila. Segurei bem forte na mão da enfermeira fofa que esteve lá o tempo todo do meu lado deixando eu apertar bem forte a mão dela.
O olho direito foi tranqüilo, senti um pouco de dor quando colocaram o aparelhinho que fica segurando os olhos abertos e me incomodei muito com o monte de aparelhinhos que eu via o médico colocando no meu olho. O olho esquerdo foi mais complicado, eu senti muita dor porque o aparelhinho que deixa o olho aberto não encaixava e doía muito quando o médico tentava encaixá-lo. Depois de meia hora, eu levantei da mesa de cirurgia e mal podia acreditar que eu conseguia ver o rosto do médico quase nitidamente. Eu só pensava que aquilo tudo era um verdadeiro milagre. O meu olho ficou ardendo por algumas horas, mas já em casa, depois de umas 5 horas eu já podia enxergar tudinho.
No dia seguinte tive retorno no médico e foi então que eu fiquei sabendo do verdadeiro milagre. O meu olho esquerdo que tinha 4,25 ficou zerado e o direito que tinha 10 ficou com meio grau de astigmatismo!! Isso porque o médico tinha me dito que o olho direito ficaria com uns 4 graus!!! O problema é que mesmo tendo sobrado só meio grau, ele continua ceguinho, é porque ele sempre foi ceguinho desde que eu nasci e o meu cérebro não reconhece ele. Descobri a minha miopia muito tarde e não pude usar tampão pra ensinar o olho ruim a enxergar. Em todo caso, é só daqui 1 mês que eu saberei quantos graus exatos foram tirados e até lá, nada de sol, piscina ou vento no olho.
Várias vezes eu me peguei deslumbrada me olhando no espelho e me enxergando nitidamente ou olhando pela janela e enxergando os prédios e árvores não mais como borrões verdes. Várias vezes eu me peguei vendo TV e de repente pensando: "Meu Deus, eu estou vendo TV sem lente de contato!!!" No sábado, umas 5 horas depois da cirurgia eu mal podia acreditar que da minha cama eu podia enxergar as fotos do mural na parede e a foto do meu irmão no porta retrato ao lado da minha cama. Pra mim, não tem tecnologia, é puro milagre!
por Freda Franchin às 5:00 PM
Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
O TEMPO NÃO PÁRA
Eu ia passar essa semana em Bebedouro, mas o namorado me ligou todo tristinho na segunda-feira dizendo que o avô dele estava internado e que ele iria a São Paulo visitá-lo. Peguei o carro e voltei correndo pra Ribeirão só pra ir junto com meu tristinho mais lindo. Primeiro por que eu queria muito conhecer o avô dele, depois por que eu sabia que o namorado precisava de mim e terceiro por que eu amo ir pra São Paulo.
Fomos com a mãe dele, a irmã e o cunhado, chegamos em São Paulo à noite e fomos direto para o hospital. Ele está internado por que não consegue mais comer (está comendo pela sonda) e também por que está com pneumonia, mas na verdade ele tem há cinco anos, uma das doenças que eu considero mais desumanas e destruidoras: mal de Alzheimer. É uma doença degenerativa que destrói células cerebrais vitais, afetando o funcionamento mental, pensamento, fala e memória. Ele já não reconhece ninguém (nem mesmo os filhos e netos), fala com muita dificuldade, não anda e é dependente como um bebê. Além disso, com o avanço da maldita doença, o doente tende a ficar em posição fetal e o avô do namorado já não estica mais as pernas. Imagino como deve ser difícil pra minha sogra, o próprio pai não reconhecê-la. Ele tem 93 anos e é impressionante como quase não tem rugas e tem o cabelo preto quase sem fios brancos. Japoneses realmente não envelhecem e ele é um japonês original de fábrica, imagino quantas histórias ele teria pra contar sobre a cultura de seu país. Queria tanto tê-lo conhecido quando ainda estava bem.
Enfim, penso que numa situação como esta, por mais triste que seja, não podemos ser egoístas e só me resta pensar que o melhor pra ele é se libertar logo deste corpo tão debilitado e reencontrar sua esposa em outra vida.
Dormimos na casa dele, que mora com a irmã solteira da minha sogra, e no dia seguinte voltamos para o hospital. Passamos algum tempo lá e voltamos para Ribeirão logo depois do almoço, deixando a minha sogra lá para cuidar do pai.
Uma pena que nem deu pra gente passear pela cidade mais cosmopolita do país. Sou apaixonada por São Paulo, fico sempre deslumbrada com tudo o que se pode fazer por lá, mas jamais suportaria morar numa cidade em que se corre tanto e onde tudo é longe e congestionado. Já fui algumas vezes para São Paulo, mas não conheço quase nada por lá. Tenho vontade de conhecer o mercado municipal, comer o famoso sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau. Sou louca pra conhecer a 25 de março, o Brás, a José Paulino, Oscar Freire e os gigantescos shoppings. Comer as massas do bairro do Bexiga. Bater perna pelo bairro de olhos puxados, a Liberdade. Experimentar comida tailandesa em algum lugar. Ir ao Zôo Safári. Andar a pé pela Avenida Paulista. Quem sabe até arriscar uma caminhada pelo Ibirapuera.
O único lugar que eu posso dizer que conheço bem em São Paulo é o bairro de Higienópolis, que inclusive é lindo demais. Quando estava na faculdade de Publicidade ia sempre pra um congresso que acontece anualmente na FAAP e a gente acabava andando muito pelo bairro e é claro que eu acabei conhecendo o shopping, o Pacaembu e vários barzinhos charmosos por ali. Também cheguei a ir a uma balada bacana na Vila Olímpia. Também me lembro de uma vez, mais especificamente no ano de 1999 em que fui com minha irmã passar uns dias na casa do namorado dela da época, que estava morando lá e estudando na PUC. Devo ter passado uns quatro dias lá, mas não sei por que motivo nem saí pra bater perna e conhecer a cidade. A única saída de que me lembro e que guardo com muito carinho, foi de uma manhã em que saí com minha irmã para irmos até o parque Ibirapuera, onde meu irmão morava na época (estava na equipe de natação). E então nos encontramos com o meu irmão e ele nos levou para conhecer alguns lugares que ele já conhecia. Só me lembro da gente andando de metrô e passeando num shopping que eu nem me lembro qual era. Qualquer hora preciso ir a São Paulo só para fazer programas de turista.
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Na segunda-feira minha tia foi internada novamente. Minha mãe disse que meu pai está totalmente deprê e chorando pelos cantos. Sei que meu pai vai sentir muito por que de todas as irmãs e irmãos, é com ela que ele mais gosta de bater longos e animados papos. Ela sente tanta dor que já não consegue falar e não está mais tão lúcida. Segundo o médico ele ia sedá-la por que ela já não agüenta mais a dor e para que sua passagem seja mais tranqüila. Sei que são seus últimos dias e só peço a Deus que a leve logo para que não sofra mais. Queria ir visitá-la e ver pela última vez seus brilhantes olhos azuis piscina, mas já basta o que eu vi no hospital quando fui me despedir da minha avó há seis meses.
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Eu tenho uma amiga de infância, assim dessas amigas-irmãs que sempre esteve presente em todos os grandes e pequenos momentos da minha vida, mas de uns tempos pra cá ela está tão carente que está me dando nos nervos. Cobra minha atenção e minha presença de uma maneira irritante. Sei que não é fácil pra ela, mas também não é fácil pra mim. Enfim, já nem sei mais o que fazer! O problema é que ela quer que nossa amizade seja como antigamente, ela quer que eu vá com ela para o carnaval-pegação de Barretos, ela quer que a gente apronte as coisas surreais que fazíamos antes, quer tomar altos porres e depois fazer burrada como antes. Enfim, está difícil perceber que eu estou em outra fase, e não é só por que eu estou namorando não. Tudo o que vivemos foi divertido e inesquecível, mas agora eu simplesmente estou em outra fase e está difícil da ficha dela cair pra este fato.
por Freda Franchin às 1:43 AM
Quinta-feira, Janeiro 18, 2007
A Maria Eduarda mandou e eu obedeço. Só tive que aumentar um pouquinho a lista das coisas que me fazem feliz, mas só um pouquinho.
OITO COISAS QUE ME FAZEM FELIZ
1 - Dia de sol: poucas coisas me dão uma injeção de ânimo tão imediata quanto acordar e dar de cara com um céu azul e um solzão escancarado. Definitivamente meu humor está diretamente ligado ao sol.
2 - Bebês: me encanto com a pureza desses pequenos seres. Sempre fico deslumbrada na frente de um bebê, encantada com seus gestos e fofurices.
3 - Piscina do clube: é lógico que eu prefiro praia, mas a praia fica há 500 quilômetros de mim e a piscina do clube há apenas 1 quarteirão. E eu amo ficar lá estendida na esteira tomando sol ou dentro da piscina. Adoro o clima de verão que paira nesses lugares.
4 - Fazer compra: pode ser só um brinco novo, mas sempre fico feliz quando compro algo e coloco em prática meu lado consumista descontrol.
5 - Andar de mão dada: Adoro passear de mãos dadas com o namorado. É algo tão simples e me faz tão feliz!
6 - Ver coisas que eu escrevi publicadas: A sensação é inexplicavelmente divina. Me sinto nas nuvens sempre que me vejo nas páginas de alguma revista ou jornal, principalmente se for de grande circulação como já aconteceu duas vezes.
7 - Ver Fotografia: Amo ver fotografias novas e antigas. Adoro visitar momentos e lembranças através delas.
8 - Enxergar: Acho que isso é o que mais me faz feliz. Até por que passo a maior parte do dia de olhos abertos então tenho uma felicidade constante. Só mesmo uma pessoa que se livrou de 14 graus de miopia numa cirurgia pra dar valor a uma coisa tão trivial como simplesmente enxergar. Simplesmente abrir os olhos pela manhã e não ter que sair correndo pra colocar as lentes de contato é maravilhoso.
CINCO COISAS QUE ME IRRITAM
1 - Acordar cedo: Ah, é tão bom dormir até a hora que sinto vontade.
2 - Falar depois que acordo: Preciso de pelo menos uns 10 minutos sem falar.
3 - Gordas que comem demais: Que fique bem claro: estou falando de gordas de verdade, que estão 20, 30 kilos acima do peso. Fico irritadíssima quando vejo uma gorda comendo coisas engordativas sem a menor noção. É o que eu sempre digo: gordas não são gordas à toa.
4 - Coisas que entram na moda e viram febre: Detesto usar coisas que todo mundo usa. A coisa pode até ser linda, mas na maioria das vezes passo a achar feio a partir do momento em que vira uniforme nas ruas. Um exemplo: aquelas botas de salto plataforma que usou no último inverno. Eu acho aquelas botas grosseiras, mas elas ficaram muito mais feias depois que todo mundo passou a usar. Outro exemplo? Quando eu era adolescente entrou na moda usar saia xadrez com meião e coturno. Preciso dizer que minhas amigas saiam como se estivessem de uniforme e eu não usava nem se me pagassem?
5 - Gente que se acha superior: Detesto gente que se acha. Pior que gente que se acha superior, só se essa mesma pessoa resolver me dar lições de moral.
por Freda Franchin às 5:09 PM
Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
MEU IRMÃO É O HOMEM ARANHA
Domingo eu fui ao cinema ver Uma Noite no Museu e na hora dos trailers fui surpreendida com o trailer do próximo filme do Homem Aranha que estreará em maio. Na hora foi inevitável pensar: "Putz, o Dú ia adorar saber disso".
Não sei se vocês sabem, mas meu irmão era louco pelo Homem Aranha, e nunca perdia uma pré-estréia do filme, além de voltar ao cinema mais umas 10 vezes e depois ainda comprar o DVD pra ver em casa incansavelmente. Isso sem falar que ele tinha de tudo: bonecos, xícaras, adesivos, chaveiros, máscara, camiseta e tudo o que se puder pensar envolvendo o amado da Mary Jane.
Só sei que o resultado de ter visto o trailer foi que hoje, depois de meses, sonhei com ele. E ele estava vestido de Homem Aranha e também voava. Eu me lembro que o sonho foi bem longo, mas não me lembro o que aconteceu depois que ele me deu aquele looongo abraço que eu ganho todas as vezes que sonho com ele. E acreditem se quiser, mas eu acordo com a nítida sensação e a certeza absoluta de ter sido abraçada por ele de verdade. Já fazia tanto tempo que ele não vinha me visitar. Ah, quem sabe se ao invés de uma estrela, ele tenha se transformado no próprio Homem Aranha?!
por Freda Franchin às 12:24 PM
Segunda-feira, Janeiro 15, 2007
VAMOS FUGIR DESSE LUGAR, BABY...
Não é de hoje que o namorado fala sobre sua vontade de ir para o Japão. Primeiro ele pensava em ir sozinho, mas logo me incluiu em seus planos e vira e mexe fala pra gente se casar e ir juntos. Para eu poder entrar na terra dos olhos puxados preciso ficar um ano casada com ele antes do embarque ou ter uma cidadania européia. Eu posso tirar cidadania italiana, alemã ou portuguesa, o que provavelmente levará mais de 1 ano e muitos reais a menos. Então casar com ele acaba sendo a opção mais simples, rápida e barata. No começo eu nem cogitava a idéia, achava um verdadeiro absurdo, algo totalmente nada a ver com tudo o que eu já sonhei. Quem sabe Estados Unidos, Inglaterra ou Austrália, mas Japão jamais. A verdade é que eu não sei quase nada sobre o Japão, só que eles adoram peixe, trabalham muito e ganham bem.
De uns meses pra cá, a vontade de realmente ir para o Japão foi nascendo em mim, para a felicidade do namorado. E então nasceu também um turbilhão de dúvidas. Pra começar, eu teria que me casar e me casar dessa maneira não lembra nem de longe os meus ideais românticos. Já que iríamos até o cartório, nos casaríamos assim como se estivéssemos fazendo algo tão trivial como fazer compras no supermercado e depois cada um voltaria pra sua casa. E ficaríamos casados esperando o tempo passar, mas nossa vida não iria mudar em nada, até por que ir morar com os sogros não está nem nos meus planos mais insanos. Depois de tantos anos morando sozinha não conseguiria mais morar nem com meus pais, o que dirá dos sogros. Eles são uns fofos e eu os amo, mas sei que não conseguiria. O meu maior medo é dar tudo errado, já que o namorado e eu brigamos tanto e vivemos num turbilhão de altos e baixos.
Além desse pequeno detalhe do casamento anti-romântico tem todo o medo de ficar longe da minha família, de ir morar num lugar tão diferente onde se trabalha tanto. A idéia é passarmos algum tempo no Japão, um ano a princípio, e depois voltarmos ao Brasil para um casamento decente e depois pensarmos no que fazer.
Por outro lado, penso que seria maravilhoso conhecer outro país, outra cultura, principalmente uma cultura tão rica como a do Japão. E eu acho que este é o momento ideal, já que estou sem emprego, sem perspectivas e preciso aproveitar que ainda não tenho filhos. Enfim, estou tão confusa que o post acabou ficando confuso também.
Me dêem uma luz pelamordedeus.
por Freda Franchin às 5:08 PM
Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
FREDA VERSÃO SEM BANHAS
Depois do natal eu desencanei bastante da dieta. Fui pra praia sem nem pensar em dieta, passei 6 dias em Bebedouro comendo tudo o que tive vontade (o que não inclui muitas frutas) e até me esqueci o caminho da academia e hoje, já em Ribeirão, fui me pesar e vi que emagreci uns 2 kilos durante este período em que esqueci a contagem das calorias. Quase me matei durante quase 2 meses fazendo uma dieta toda certinha, tomando Hoodia, chá verde, sopas e shakes light e me matando na academia e não emagreci quase nada e justamente quando desencano das calorias emagreço um monte? Como assim?
O melhor de estar pesando 45 kilos é não ter mais quase nada de pneus e pelancas sobrando nas roupas. É uma delícia ser magra e sequinha e eu tinha me esquecido de como era me sentir assim. Meu culote diminuiu consideravelmente e está faltando bunda nas minhas calças, já que é a primeira coisa que eu perco quando emagreço. Eu até que estava gostando da minha bunda um pouco maior, mas logo logo eu me acostumo. Namorado é que não está gostando muito do meu corpo novo e agora fica me chamando de magrelinha. Mal sabe ele que até o carnaval (praia de novo, viva!!) pretendo perder mais uns 2 kilos.
Não sei se é meu corpitcho novo, meu bronzeado douradinho, minha barriga nova e sem banhas, minha franjinha nova, a noite maravilhosa que eu tive ontem com o namorado, os dias bons que eu passei em Bebedouro com minha família ou meu antidepressivo, só sei que eu estou me sentindo pisando nas nuvens e feliz demais.
Coloquei as fotos da viagem de reveillon pra praia aqui.
por Freda Franchin às 4:51 PM
Quarta-feira, Janeiro 10, 2007
TARDE DE SOL NA PISCINA E DOENÇA CRUEL
Hoje cortei a minha franja como eu usava antes, curtinha e de ladinho. Tentei deixar crescer, mas não estava mais gostando. Estou amando ter minha franjinha curta de volta.
Depois passei a tarde todinha na piscina com meu irmão e o Rafinha. Ficamos lá das 2 até as 7. O sol estava maravilhoso e deu pra ficar bem bronzeada. Como eu fui idiota por ter demorado tanto tempo para descobrir o segredo de um bonito bronzeado. Demora um pouco, mas tomar sol com protetor solar fator 30 vale a pena. Nunca mais fiquei vermelha, só douradinha.
O Rafinha se soltou bastante na piscina grande, no começo ele estava com a bóia nos braços e depois quis tirar e ficou todo solto na piscina funda, batendo as perninhas e bracinhos feito gente grande. Pulava, mergulhava, coisa mais fofa esse novo nadador.
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Mas agora à noite eu fiquei baixo astral. Meu primo (filho da minha tia que está com câncer) veio jantar aqui em casa com a esposa e os dois filhos e é bem triste escutar as coisas que eles contam. Disse que minha tia está bem magrinha com uns 35 kilos e que às vezes ela meio que delira, imagina coisas e não reconhece as pessoas. Isso sem falar na dor absurda que ela sente. Ela foi novamente pra Barretos ontem, fizeram diversos exames e marcaram radioterapia. O câncer já está tão avançado (reto, fígado e pâncreas) que nem tem mais jeito de fazer cirurgia. Ela tem 69 anos e está mais do que óbvio que ela vai morrer em breve. E nesses casos não existe esperança ou pensamentos positivos, é preciso ser realista e encarar os fatos. É inacreditável, mas em breve teremos mais uma morte na família. A verdade é que com tanto sofrimento é preferível que seja bem em breve mesmo por que minha tia é fofa demais pra sofrer tanto. Essa doença é mesmo muito cruel!
por Freda Franchin às 11:17 PM
Terça-feira, Janeiro 09, 2007
MISSÃO IMPOSSÍVEL
Desde o fim de semana estou em Bebedouro, namorado voltou pra Ribeirão no domingo e eu fiquei pra passar mais alguns dias aqui. Meu irmão conseguiu uma folga para renovar a carteira de motorista e chega daqui a pouco para passar alguns dias aqui também. Essa coisa de família reunida é bem louca. Quando se é criança a coisa mais simples e básica do mundo é ter a família reunida. Mas aí a gente cresce e o que parecia tão simples vira praticamente uma missão impossível. Como somos de uma cidade pequena (Bebedouro tem apenas 80 mil habitantes) é comum os jovens irem estudar fora (apesar de termos 2 faculdades na cidade) e aqui em casa não foi diferente. O primeiro a sair de casa foi o Eduardo, que as 16 anos foi morar em São Paulo para integrar a equipe de natação do Ibirapuera e mais tarde se mudou para Ribeirão Preto para fazer faculdade de Educação Física e nadar na equipe da Unaerp, depois foi a minha vez de ir estudar em Ribeirão Preto. E então minha irmã foi fazer faculdade de Nutrição em Araraquara e o último da fila foi o nosso caçulinha que foi fazer faculdade de Direito em Uberaba e depois passou no concurso da polícia e foi morar lá longe, em Limeira D´Oeste. Depois de formado, o único filho que voltou pra casa foi a minha irmã, que logo depois da formatura arrumou um emprego numa das gigantescas indústrias de suco de laranja daqui. Ela é a nutricionista responsável pelo restaurante da empresa.
E desde então, reunir a família se tornou uma verdadeira missão impossível, até por que, família reunida por completo só em fotos antigas mesmo, já que o Dú teve que ir embora para sempre e foi morar bem mais longe desta vez. Tão longe que nem sabemos onde é.
E de repente, coisas tão simples como ver TV juntos ou almoçar se transformam em verdadeiros eventos.
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E eu estou só aqui na torcida pro sol ficar brilhando o dia todo. Depois do almoço vou com o Rafinha pra piscina do clube tirar o mofo depois de tantos dias de chuva. Definitivamente meu humor está diretamente ligado ao sol. Hoje, quando acordei o vi o céu azul e o sol brilhando fiquei feliz instantaneamente. E já senti vontade de ir pra academia e correr no parque e tomar cerveja na Cachaçaria Água Doce com o namorado e até de recomeçar a dieta.
Não que eu tenha parado completamente com a dieta, mas nos últimos dias eu comi 3 bolachas Negresco e 1 chocolate Charge e outro Diplomata e comi no Mc Donnald´s. E também parei de tomar chá verde e a Hoodia.
por Freda Franchin às 12:59 PM
Sábado, Janeiro 06, 2007
UMA VIAGEM COM ALTO TEOR ALCOÓLICO
Contada no mais puro estilo diarinho
Desta vez a viagem de reveillon não foi assim uma brastemp, mas praia é sempre bom, principalmente pra uma fanática como eu. Pegamos apenas um dia de sol, outro dia inteiro de chuva e outros três dias nubladinhos e cheios de mormaço. Considerando esse monte de chuva que está caindo todos os dias até que tivemos sorte.
Na ida pegamos um gigantesco congestionamento depois de toda a tortura de passar pela serra cheia de curvas fechadas e assustadoras. Acho que rezei uns 200 pai-nosso na ida e mais umas 400 ave-maria na volta.
Fiquei um pouco irritada no começo por que depois de 10 horas de viagem, chegamos a casa e estava o maior solzão, mas o pessoal foi meio que se acomodando no sofá e ninguém parecia muito animado pra ir pra praia. Eu fui logo colocando o biquíni e estava mais do que disposta a ir pra praia mesmo que fosse sozinha até que as meninas e o namorado se animaram e resolveram me acompanhar. Foi o único dia de céu azul e sol forte. Mal coloquei os pezinhos na areia e já fui logo pedindo uma caipiroska, mas na metade do copo já estava bebinha e depois de uma noite em claro na estrada, peguei no sono ali mesmo. Fui acordada pela minha cunhada me chamando pra ir embora e parecia que eu tinha dormido uma noite inteira.
No dia seguinte passamos metade do dia dormindo e a outra metade numa outra praia mais longe que tinha as ondas mais violentas que eu já vi na vida. No rasinho mesmo a onda forte me fez levar uns bons tombos. E como eu estava bêbada de novo, namorado ficou todo preocupado e foi me buscar já meio nervoso de me ver desafiando o mar. Uma briguinha básica pra encerrar 2006 e logo ficou tudo bem.
No outro dia acordamos com um dia nublado que logo se transformou em chuva. Era o último dia do ano e passamos o dia de chuva em casa, bebendo e fazendo churrasco. Devo ter tomado umas três caipirinhas e mais um pouquinho de smirnoff red fruit com leite condensado. Mais um dia bêbada, só pra variar. Namorado ficou bêbado antes de mim e o dia de chuva acabou sendo bem divertido.
À noitinha começamos a nos arrumar pro reveillon e depois fomos pra praia debaixo de uma chuvinha fina. E eu comecei o ano bem bêbada, tomando uma caipiroska de morango e pulando as sete ondas. Foi estranho estar longe da minha família e não ter ceia, mas eu estava feliz assim mesmo por que não tinha família, mas tinha o amor da minha vida ali de mãos dadas comigo. Ficamos na praia um pouco e depois voltamos pra casa com umas pizzas. E então todo mundo foi dormir enquanto a Lili e eu, bêbadas, lavávamos a louça mais engraçada de nossas vidas. Sabe aquela coisa de tem que rir pra não chorar, afinal ninguém merece começar o ano lavando louça, mas o que era pra ser uma droga se transformou no mais engraçado e divertido de todos os nossos momentos naquele lugar. Fui dormir por volta das 4 da manhã.
No nosso último dia de viagem e primeiro dia do ano ficamos o dia todo na praia, tomando caipiroska e batendo papo e a noite fomos para Ubatuba passear e jantar no restaurante de frutos do mar mais caro do mundo. Na galeriazinha em que fomos passear comprei uma saia linda e um piercing de florzinha pra minha orelha. Quando voltamos de Ubatuba já passava das duas da manhã.
Acordamos no dia seguinte e já era o dia de ir embora. Pela primeira vez numa viagem pra praia fiquei feliz por vir embora. A verdade é que o pessoal não estava muito animado desta vez e o tempo também não estava colaborando muito. Além disso, Caraguá não é uma de minhas cidades preferidas, não tem muito agito, nem um calçadão pra passear, uma sorveteria ou um quiosque mais badaladinho pra ir à noite. E a gente acaba sempre ficando em casa. Bom, pelo menos desta vez os meninos não ficaram jogando vídeo-game o tempo inteiro.
Depois de almoçarmos o strogonoff bom da minha cunhada, fizemos uma mega faxina na casa e pegamos estrada às seis da tarde. A serra foi aquela tortura de sempre, um motorista maluco por muito pouco não bateu no nosso carro e o pneu ainda furou quando o namorado passou num buraco. E depois de quase 9 horas de viagem eu estava tomando banho no meu banheiro e dormindo na minha cama. Pela primeira vez concordei com o famoso "viajar é bom, mas voltar pra casa é melhor ainda".
Dois dias depois de voltar da praia namorado começou a ficar mal, cheio de febre e enjôos, então fui com o sogro levá-lo no hospital. Meu lindo teve que passar umas horinhas lá tomando soro. Resultado do exame de sangue: intoxicação alimentar. Viva o camarão! E eu bem que adorei ficar cuidando do meu lindo dodóizinho.
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No dia 4 de janeiro foi aniversário da minha avó Laura. Ela teria feito 87 anos se não tivesse falecido há seis meses. É impossível não lembrar do aniversário dela. Todo ano, fizesse chuva ou sol, o aniversário dela era comemorado religiosamente no dia 4. No começo tinha aquela festona com direito a um monte de tios e primos. De uns cinco anos pra cá rolava uma comemoração menor, mas não menos importante. Eu nunca, jamais, deixei de dar uma abração de feliz aniversário nela. Até mesmo no ano passado, quando eu tive que voltar pra Ribeirão e não pude ficar pra festa, passei na casa dela antes de pegar estrada. Jamais imaginei que aquele fosse seu ultimo aniversário. Não tem jeito, a morte sempre nos pega de surpresa.
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Esta semana ficamos sabendo que minha tia Edméia (irmã do meu pai) está com câncer. Começou no reto e já tomou boa parte dos órgãos. Ela já ficou internada, já foi pra Barretos e agora está em casa. Isso por que há apenas quatro semanas ela foi viajar com meus pais e passaram quase 10 dias em Barra do Garça e ela estava ótima. Agora só rezando. Fiquei muito triste com a notícia, principalmente por causa do meu pai que já perdeu um filho e a mãe e agora essa tal de morte precisa dar um tempo pra gente!
por Freda Franchin às 6:59 PM
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