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Terça-feira, Fevereiro 27, 2007
CARNAVAL COM MARQUINHA DE BIQUÍNI WE ARE CARNAVAL ¿ CADÊ MEU CARNAVAL
Minha viagem de carnaval não teve nada, nadinha de carnaval. Pra falar a verdade eu nem me lembrei que era carnaval, mas mesmo sem música da Ivete Sangalo, lança-perfume, marchinhas e blocos de carnaval, todo aquele visual feliz, cheio de areia, mar, céu azul e sol brilhando compensou mais um carnaval longe da folia de que eu tanto gosto.
Este já é o segundo carnaval que eu passo na praia, bem longe do agito dos carnavais da minha vida. Eu era uma foliã de carteirinha, do tipo que chegava a emagrecer 2 ou 3 kilos nos dias de carnaval, de tanta correria pra poder estar em todas. Era matinê à tarde, esquenta pra folia no salão à noite, a folia no salão que só terminava na avenida do lago, enquanto comíamos pastel vendo o sol nascer. E na terça-feira quando eu me despedia do último dia de folia, eu chegava a chorar de tristeza pelo fim de mais um carnaval. E a quarta-feira de cinzas era devastadora e eu me sentia a própria cinza, chegava a sentir uma tristeza digna de um dramalhão mexicano. Apesar de amar tanto o carnaval, eu não sei se tenho mais pique pra tanto agito. A verdade é que a Freda foliã de anos atrás mal poderia acreditar que hoje eu passo meus carnavais na praia, sem ouvir uma única marchinha de carnaval e feliz da vida mesmo assim. E o melhor de tudo é que as quartas-feiras de cinzas não têm mais nada de triste, são é bem repletas de ondas, sol e caipirinha.
PÉ NA ESTRADA
Fomos em 4 carros de Ribeirão e mais 1 de São Paulo e estávamos em 17 pessoas na casa. Só casal, com exceção da Tia Mi. Éramos meu sogro e minha sogra, Yvi e Renato, Fer e Fred, Lu e Kiko, Kazan e Lili, Rangel e Débora, Márcia e Primo, Tia Mi e namorado e eu. Saímos de Ribeirão às 22:00 e chegamos em Caraguá às 04:30.
A viagem de ida foi inesquecível, simplesmente por que eu dormi assim que saímos de Ribeirão e só acordei quando parávamos no posto e quando eu senti o cheiro de praia, já em Caraguá. Simplesmente não passei pela tortura da serra porque estava nos braços de Morfeu. Na serra eu só escutava a Lu gritando: ¿Kiko! Pára de fazer graça e vai devagar!¿, e aí eu tratava logo de me concentrar pra pegar no sono e não ter que encarar todas aquelas curvas suicidas.
AS MANHÃS SÃO SAGRADAS
Eu confesso que chego a ser uma maníaca-obsessiva por praia. Simplesmente não admito perder as manhãs dormindo ou enrolando enquanto o sol brilha e o dia lindo reflete nas ondas do mar. Eu gosto de acordar cedo, tomar o café da manhã, encarar o ritual chato do protetor-solar e estar na areia com a habitual caipirinha na mão antes das 10 da manhã (o que com o horário de verão vira 9 da manhã). Mas quando se está na praia com mais 16 pessoas fica um pouco difícil conseguir juntar todo mundo pra ir pra praia cedo. É um enrolando pra tomar café, o outro que quer fumar um cigarro, a outra que ainda nem acordou, enfim, uma confusão só. A minha sorte é que meus sogros e a Tia Mi iam sempre bem cedo e eu os acompanhava.
PÉ QUEBRADO
No domingo à noitinha, 2º dia de viagem, namorado caiu e rompeu o ligamento do pé. Ele gritava tanto de dor que resolvemos que ele deveria ir ao hospital. Resultado: namorado de tala no pé em plena praia. Eu ainda tive que ouvir poucas e boas de uns e outros que pareciam que queriam me culpar pela tragédia. Mas eu, que estava bêbada, me defendi com classe, coisa que eu não costumo fazer. Só o que me falta é ser responsabilizada pelas bebedeiras do namorado, como se ele tivesse 14 anos! Mas nada que um desabafo, algumas lágrimas e uma boa noite de sono não cure.
E meu lindo se saiu melhor que a encomenda, ficou bem chateado por não poder entrar no mar, mas encarou tudo com muito bom humor e foi pra praia todos os dias mesmo assim. É claro que não deu pra fazermos caminhadas de mãos dadas na praia, nem entrarmos no mar agarradinhos, nem ir pras baladinhas de carnaval do quiosque, mas a viagem foi boa demais assim mesmo.
E eu me saí bem como babá, dando banho, fazendo o prato, preparando o café da manhã e tentando deixar tudo à mão para que ele não se esforçasse. Ele merece!
Depois que chegamos em Ribeirão ele foi ao ortopedista e saiu de lá com um belo de um gesso, que o deixará de licença do trabalho por pelo menos 1 mês. Pelo menos teremos 1 mês bem grudadinhos.
CAIPIRINHA, COMPANHEIRA DE TODAS AS HORAS
Não existe combinação mais perfeita que caipirinha e praia. E eu fiz jus à combinação. E dá-lhe caipirinha de abacaxi, de morango, de maracujá, de pinga, de vodka, em casa, no quiosque. Qualquer hora era hora e eu simplesmente fiquei bêbada T-O-D-O-S os dias. Sabe aquela coisa de ficar bêbada no ponto? Sem passar mal nem ficar chata, eu fiquei alegrinha e divertida dia e noite.
O AQUECIMENTO GLOBAL BEM PERTINHO DE MIM
Esses dias mesmo passou no Fantástico uma reportagem sobre as praias que irão desaparecer do mapa e lá em Caraguá eu vi isso bem de perto. A gente sempre fica na praia de Tabatinga, que é a última praia antes de Ubatuba e a praia está simplesmente desaparecendo! Há apenas 1 ano, no carnaval do ano passado, estava tudo normal e este ano a maré subia tanto que até as 2 da tarde já tinha tomado toda a areia, nos mandando embora pra casa. A maré já destruiu alguns quiosques e o quiosque em que a gente sempre fica já teve a fachada destruída e muitas árvores levadas pela água. Não é necessário ser muito esperto para perceber que em pouquíssimo tempo tudo aquilo deixará de existir.
DA COR DO PECADO
Eu nunca tomei tanto sol na vida. Foram 3 dias de sol intenso no clube em Bebedouro antes de ir pra praia, mais 5 dias de sol intenso na praia e mais 2 dias de sol no clube em Bebedouro depois que voltei da praia. E depois de tanto sol (com protetor FPS 15 sempre) eu tenho certeza que cheguei no limite do meu bronze. A impressão que eu tenho é que mesmo que eu tomar mais sol não passo dessa cor. É lógico que eu queria ficar morenaça como a minha cunhada ou a minha irmã, mas estou feliz demais com minha cor e minhas marquinhas de biquíni.
PAZ
Como o namorado não podia entrar no mar, eu acabei quase não entrando também. Ah, mas fiz uma caminhada pela praia com meu sogro, a Tia Mi e a Débora do começo ao fim da praia, o que deu um total de quase 10 quilômetros. Mas então eu não entrei muito no mar, mas teve uma hora em que eu resolvi entrar sozinha. O sol estava brilhando, a praia quase não tem ondas e a maré estava bem alta, pra chegar até o fundo eu precisei andar bastante o que me deixou bem longe do guarda-sol em que estávamos. Eu estava naquele ponto entre o alegrinha e o bebinha e talvez tenha sido por isso que eu me senti tão bem. Foram raras as vezes na vida em que me senti tão livre e com tanta paz. Uma paz que atravessava o meu corpo de uma maneira arrepiante. E eu fiquei conversando com o meu irmão. Dizendo que aquele mergulho era pra ele, que eu sabia que ele amava praia tanto quanto eu e que era pra ele sentir aquela paz junto comigo e prestar atenção em cada pedacinho de toda aquela natureza, as montanhas cobertas pelas árvores, o céu azul e a imensidão do mar. Lembrei ele de quando éramos pequenos e íamos à praia e ele era sempre o mais corajoso que sempre ia o mais fundo que podia enquanto minha mãe gritava da areia: ¿Volta Dúúúú, tem tubarão!!¿
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Sábado teve festinha de 1 aninho do Zequinha, baby da minha amiga Jú. Ela alugou uma edícula linda e à tarde eu fui lá ajudá-la a enfeitar e aproveitar a piscina. E é lógico que eu levei o Rafinha. Namorado já estava lá desde cedo com os meninos fazendo churrasco. O fogueteiro não sossega nem com a perna engessada. À noite voltamos lá para a festinha e foi tudo uma delícia, comi todos os brigadeiros e bombons de leite ninho que tive direito. Gorda! Gorda! Gorda!
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Sábado o Marquinho caiu com a moto do meu irmão (pois é, ainda não vendemos a moto com a qual meu irmão sofreu o acidente). Talvez por ela ficar sempre parada em casa ele achou normal pegar a moto emprestada para ir trabalhar. O problema é que ele não recebeu nem o primeiro salário e já vai ter que pagar o conserto que sem dúvida ficará caro, por que a moto é importada e estragou bastante coisa. Esse mundo realmente está lotado de gente sem noção!
por Freda Franchin às 3:11 PM
Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007
CHEGUEI
A viagem pra praia foi maravilhosa. Teve muito sol, céu azul, caipirinha e marquinha de bíquini. Depois eu volto com um post nos míííínimos detalhes e cheio de fotos.
por Freda Franchin às 2:59 PM
Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007
TEMPO BOM DE SER FELIZ
Por que não só de velórios e lutos é feita a minha vida
Com a morte da minha tia, o fim de semana feliz e especial que eu tive acabou ficando pra depois. O fim de semana foi tão perfeito assim por que logo na sexta-feira eu tive uma notícia tão tão tão maravilhosa e perfeita que rendeu comemoração pro fim de semana inteiro: NAMORADO E EU VAMOS SER TIOS!!! Tá, namorado mais do que eu, mas eu também recebi muitos "parabéns titia", esse fim de semana. Minha cunhada (irmã mais velha do namorado) está gravidinha de 1 mês!!!
Quando ela ligou pra dar a notícia eu fiquei tão eufórica que parecia até que a grávida era eu. Já fazia algumas semanas que tinha surgido essa possibilidade porque o peito dela estava enorme e a menstruação atrasada, mas sabe quando algo parece bom demais pra ser verdade que parece até impossível? Mas então ela fez o teste de farmácia e deu positivo. Eu mesma já tinha zoado um monte que já ia encomendar um kit da mamãe bebê
E aí teve comemoração na sexta-feira depois da missa de sétimo dia do avô do namorado e durante a noite eu até sonhei com minha cunhada barriguda e com o parto. No sábado, rolou o exame de sangue e com o resultado oficial da gravidez, namorado e eu até desencanamos de ir ao casamento do amigo dele só pra participarmos da outra comemoração e no domingo rolou um churrasco surpresa pra comemorar o aniversário da cunhada, mas a gente queria mais era comemorar o bebê!
E eu não consigo parar de pensar em como vai ser o rostinho do baby. Minha cunhada é uma japonesa linda e o noivo dela é branco-praticamente-albino, com o cabelo loiro-praticamente-branco e o olho azul-muito-azul.
O casamento deles já estava marcado pro dia 7 de julho. Inclusive será 07/07/2007. Pra nossa sorte, eles são um casal bem apressado. Eles namoram há apenas 1 ano e durante este período as coisas aconteceram bem rápidas, logo de cara eles já foram morar juntos, fizeram tatuagem um pro outro, ficaram noivos, marcaram a data do casamento e agora encomendaram o baby. Tudo assim, vapt vupt. Ela tem 33 anos e ele 24. Um casal nada convencional e muito muito apaixonado.
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Aqui em Bebedouro tenho tido dias bem agitados. Em casos de morte na família, o negócio é ocupar ao máximo os dias para espantar o clima de velório e tristeza. Sabe, essa coisa de velório é bem sinistra. Parece que a gente vem pra casa e o velório vem junto, parece que o caixão fica ali, bem no meio da sala e se ficarmos em silêncio podemos até escutar as pessoas chorando e sentir o cheiro das flores. Parece que a morte fica dentro da gente, nas nossas roupas, nos nossos olhos.
Ontem de manhã minha irmã, Rafinha e eu fomos pra piscina. Na hora do almoço levei o Rafinha pra cortar o cabelo e depois voltamos pra piscina e desta vez com minha mãe junto. Ficamos lá até quase sete. À noite fomos ao supermercado e depois passear no shopping e depois ainda voltamos pra casa pra deixar o Rafinha e fomos jantar no Piccolino. Comemos um ravióli de mussarela de búfala com molho branco e filé.
Hoje de manhã minha irmã foi comigo comprar o presente de aniversário da minha cunhada, comprei um biquíni da Água Doce lindo demais, é tão bom quando você compra um presente e tem certeza absoluta que a pessoa vai amar. Depois do almoço minha irmã, Rafinha e eu fomos pro clube de onde só viemos embora junto com o sol, as 7.
E eu posso dizer que nunca fiquei tão bronzeada em toda a minha vida. Minha irmã fez lá umas misturas com protetor-solar, óleo de amêndoas, hidratante e manteiga e ficamos morenaças. Vai ser bom demais chegar na praia já bronzeada. Amanhã vai rolar mais piscina, manicure e pedicure, cabeleireira e depois eu volto pra Ribeirão pra irmos pra Caraguá na sexta-feira.
por Freda Franchin às 10:30 PM
Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
SÓ MORRE QUEM ESTÁ VIVO
Dizem que só morre quem está vivo. E no final das contas é bem isso mesmo. Pena que aceitar a morte não é tão simples assim. O ser humano é egoísta para aceitar a morte até mesmo quando viver se tornou um fardo pesado demais. Somos egoístas demais até mesmo para aceitar a morte de alguém que estava sofrendo de maneira cruel. Por que por pior que esteja a vida, a morte consegue ser ainda pior.
E depois de uma saga de apenas 45 dias, o câncer devastador e cruel levou a minha tia hoje de manhã. E por mais que tivéssemos desejado que a morte viesse logo para que ela não sofresse mais, é triste demais perder uma pessoa tão nova, tão querida e de maneira tão rápida.
Ela era uma tia muito querida, dona dos olhos mais azuis que conheci e tinha um papo divertidíssimo. Os olhos dela eram realmente impressionantes e me marcaram de uma maneira que quando a vi no caixão, de olhos fechados, a estranhei. Parecia que eu não a reconhecia sem que pudesse ver seus olhos.
Quando a minha mãe me ligou pela manhã, ela nem precisou me dar a notícia, eu já sabia, estava esperando. Vim para Bebedouro e fiquei o tempo todo com o meu pai. Eu sabia que ele ia ficar muito triste, mas não imaginava que fosse tanto. Como disse a minha outra tia, ele está destruído.
No fundo, apesar de saber o quanto ele era apegado à irmã dele, eu sei bem que a cada morte, ele chora mais uma vez a morte do meu irmão. A cada velório, a cada caixão, tem um pouco do Dú pra ele. Até hoje, 2 anos e 2 meses depois, o meu pai não digeriu a morte do meu irmão. Ele é muito fechado e evita demonstrações de sentimentos. Muitas vezes, ele chega a se retirar quando falamos no Dú. Pra mim é destruidor vê-lo como ele está agora, chorando, andando pela casa com o olhar inerte. Perdido.
A verdade é que a morte tem sido bem injusta com minha família. Foram 4 mortes em 2 anos. A gente mal se recuperou de uma morte e já somos surpreendidos com outra. Sem brincadeira, se morrer mais alguém não tem nem lugar pra enterrar. E essa maneira deprimente de dizer adeus aos nossos queridos, velando seus corpos sem vida dentro de caixões sombrios é desumana e só faz mal. Na minha opinião velório só serve mesmo para os parentes se encontrarem. É um tal de saber que aquele moço de camiseta amarela é seu primo e que aquela outra é irmã de não sem quem. Pelo menos nos velórios da minha família, que é gigante, é sempre assim. Muita gente que eu não via há anos aparece e tudo acaba virando um grande encontro e apesar da tristeza pela morte da pessoa querida que se foi é sempre bom reencontrar outras pessoas queridas.
E ainda por cima, pra piorar a situação, quando eu tentei vir para Bebedouro tudo conspirou contra mim. Pra começar tive que ir debaixo de chuva até o ponto de ônibus. Quando entrei no do ônibus que me levaria até a rodoviária a cobradora imbecil disse que não tinha troco pra cinqüenta e eu tive que descer do ônibus debaixo de chuva. Voltei pra casa correndo com a mala pesada, chorando de nervoso porque já não daria tempo de pegar o ônibus na rodoviária. Fiquei tão puta que decidi vir de carro. Troquei de roupa porque a que eu estava já tinha ficado molhada e esqueci o dinheiro no bolso da calça que tirei. Só percebi quando cheguei no pedágio e tive que fazer um cheque de R$ 3,70 e no próximo pedágio outro cheque de R$ 4,90. Que beleza, né?!
por Freda Franchin às 11:49 PM
Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
DETALHES TÃO PEQUENOS DE NÓS TRÊS
Aqui em Ribeirão eu moro com mais duas amigas, uma já mora comigo há quase 5 anos e a outra mora com a gente há quase 2 anos. Nos damos super bem e nossa convivência é bem tranqüila, mas morar com outras pessoas não deixa de ser um enorme desafio. E no nosso caso as dificuldades só aumentam por eu ser super-mega-blaster organizada e as 2 serem super-mega-blaster bagunceiras e desorganizadas. Eu sou do tipo que pensa: melhor deixar meu quarto que é só meu bagunçado do que deixar o resto da casa que eu divido com outras pessoas bagunçada, dessa maneira, eu não deixo nada que é meu espalhado pela casa e a primeira parada assim que eu chego da rua é o meu quarto, onde eu descarrego todas as minhas tralhas. Elas já são do tipo que pensam: qual o problema de deixar minha bolsa, cd's, remédios, moletom, revistas, hidratantes, guarda-chuva e brincos jogados pela casa?. Nesse caso, nós 3 deveríamos entrar num acordo e cada uma ceder do seu lado e se esforçar um pouquinho, eu para suportar um pouco as bagunças delas e elas para serem mais organizadas. Mas o que aconteceu é que apenas eu tive que me acostumar e aprender a conviver com a sala parecendo um barraco, enquanto elas trazem um pouco mais de bagunça ao fim de cada dia.
E pra piorar as coisas, a roommate 2 praticamente todos os dias traz coisas do trabalho pra casa e deixa sua montanha de papeladas e cadernos jogados em cima do sofá ou da mesa durante dias e às vezes até durante semanas. Mas vamos aos outros pequenos detalhes do dia-a-dia que me tiram do sério:
LOUÇA NA PIA
A roommate 2 só fica em casa a noite mas ela tem uma capacidade fenomenal para usar um numero absurdo de copos num curto período de tempo. Acho que são uns 4 ou 5 copos por hora! Além disso, ela cozinha toda noite, acumulando um bom tanto de louças na pia. Até aí tudo bem, afinal de contas eu não tenho nada a ver com o tanto de louça que ela suja. O problema só começa quando ela resolve deixar a louça suja na pia durante 4 ou 5 dias. Vou dar um exemplo pra não acharem que eu sou implicante: na segunda-feira ela faz janta, suja um monte de louças e não lava, na terça-feira ela faz jantar, suja mais um monte de louças e não lava, na quarta-feira ela faz jantar de novo, suja mais outro tanto de louças e as junta com as louças dos outros dias, na quinta-feira ela faz outro jantar, suja mais louças e não lava e na sexta-feira ela faz o jantar, suja mais louças e as junta com a louça dos outros 4 dias pra lavar tudo de uma vez no sábado. Perceberam o drama? Deu pra imaginar o estado que fica a pia durante a semana? Deu pra perceber que se eu quiser cozinhar preciso lavar a ouça que vou usar e que não sujei? Bom, o resultado disso é que a pia nunca fica vazia e limpinha. Eu disse NUNCA!
E olha que eu nem sou daquelas maníacas por limpeza, eu mesma às vezes até deixo uma xícara ou outra na pia por até 2 dias. Mas como eu passo a maior parte do dia em casa, tenho que conviver com aquele nojo na pia até me estressar e lavar tudo.
ROUPA NO VARAL
Normalmente a gente sempre se entende quanto ao uso da máquina de lavar roupa. Nossa área de serviço não é tão pequena, mas também não é um quintal, o que significa que roupa no varal atrapalha. As roommates lavam suas roupas, mas não as tiram do varal assim que estão secas. O que significa que muitas vezes as roupas, já secas, passam a semana no varal, até que a próxima a usar o varal precisa tirar a roupa da outra. Legal, né? Tirar roupa do varal e dobrar já é uma delícia, fazer isso com a roupa dos outros então, é diversão garantida!
BANHEIRO
A roommate 1 "mora" na suíte, e eu divido o banheiro do corredor com a roommate 2. O problema é que ela acha que quando o lixo está cheio, ele simplesmente vai até a área de serviço com suas próprias pernas e ela também acha que a própria lixeira coloca outro saco de lixo nela mesma. Uma beleza! Adivinha pra quem sobra tirar o lixo do banheiro?
EMBALAGENS VAZIAS NA PIA
Não bastasse a pia estar sempre cheia de louça suja, as roommates tem uma espécie de preguiça crônica para jogar as embalagens vazias no lixo. E todo dia sobra pra mim ter que jogar caixinhas de leite, pets de coca-cola, saquinhos de pão e até maços de cigarro no lixo.
Enquanto isso eu continuo sonhando em ter uma casa linda e arrumadinha.
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Hoje tem a missa de sétimo dia do avô do namorado e depois tem comidinha japonesa na casa da sogra. Sabiam que os japoneses, de uma certa maneira, comemoram a morte?
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Amanhã vamos num casamento de um amigo do namorado lá em Cajuru (cidade vizinha). Se ficarmos muito bêbados pretendemos dormir em algum hotel, mas eu queria mesmo era voltar por que estou muito pobre!
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Até esqueci de contar aqui que finalmente saiu a aposentaria do meu pai. E ele está feliz como há muito tempo não víamos, cheio das comemorações. E fazendo milhares de planos para o fundo de garantia. Ele já pode aposentar, mas ainda quer trabalhar até junho. Ah, ele trabalha no Santander/Banespa.
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Na semana passada quando meu pai abriu o portão para sair com o carro, o Pit Bull assassino de uma vizinha nova escapou e entrou no quintal da minha casa. Ele foi direto no cachorro do meu pai e quase o matou. Meu pai dava vassouradas, minha mãe jogava água e nada do Pit Bull largar o nosso cachorro. Chegou uma hora que nós desistimos e nos conformamos que ele ia matar o cachorro, até que a dona dele chegou e conseguiu tirar ele. O mais milagroso de tudo é que nosso cachorro não ficou nem machucado.
Eu que achava que Pit Bulls eram violentos apenas dependendo da criação, agora já nem sei mais o que eu penso sobre essa raça de cachorros tão lindos e tão assassinos.
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- Eu sou muito desnaturada com meus leitores! Já faz um tempão que alguém perguntou qual é a marca do chá verde que eu tomo e até hoje eu não respondi. A marca é Bio-Food e o chá verde é em folhas e não de saquinho ou cápsulas.
- A propósito, estou cada vez mais apaixonada pelo chá verde. Não pelo gosto que é realmente horrível, mas pela maneira natural como ele acelera o meu metabolismo. É só tomar uma xícara para já perceber como eu me sinto mais disposta e animada. Além de eliminar muuuito líquido através de muuuito xixi. Haja disposição pra ficar indo ao banheiro a cada 10 minutos.
- E outro dia a minha queridíssima amiga Lú Prevideli me disse que não conseguiu comprar a Hoodia. Lú, é claro que eu compro a Hoodia pra você aqui em Ribeirão. Vou ver direitinho o preço que eu paguei, mas com o desconto do convênio acho que foi R$ 45,00 por 60 cápsulas.
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Essa semana na faculdade nós não falamos em outra coisa a não ser TCC! Cada hora surge um tema novo e estamos super indecisas. Também surgiu a vontade de fazer documentário, mas ai não poderemos fazer a revista e sim o jornal impresso. Alguém tem ai uma boa sugestão de tema?
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Estou pra desistir de usar tornezeleira. Já tive quatro e todas arrebentaram, mas dessa vez bateu o recorde. Durou só 3 dias e já arrebentou! A última tentativa será comprar uma de prata.
por Freda Franchin às 4:15 PM
Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007
VIDA DE UNIVERSITÁRIA
Desde que as aulas da faculdade começaram estamos respirando TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Os professores não falam de outra coisa e eu não penso em outra coisa. Podemos escolher fazer sozinho ou em grupo e temos que escolher 2 produtos de jornalismo (jornal impresso, rádio, TV, multimídia, revista, livro-reportagem ou documentário). Eu e as meninas vamos fazer em grupo e optamos por fazer revista e rádio. Eu já avisei logo de cara que se elas não fossem escolher revista eu ia fazer sozinha porque queria fazer revista de qualquer jeito. Ai surgiu o próximo e mais difícil problema: o tema. Podemos escolher simplesmente qualquer tema, o que torna tudo amplo demais, nos deixando confusas. Numa reunião com a professora-orientadora, surgiu a idéia de fazer sobre jornalismo empresarial/assessoria de imprensa, a prof amou a idéia, mas disse que deve ser um assunto que nós amamos muito porque vamos falar sobre isso o ano inteiro. Segue o diálogo:
-- O que vocês amam? - ela perguntou
-- Amamos moda, maquiagem, bijuteria, cosméticos e tudo envolvido a assuntos de mulherzinha, mas como falar sobre isso sem ser fútil? - eu respondi
-- É fácil! Vocês podem fazer sobre consumo! E podem fazer estudos de caso sobre pessoas que tem o consumo descontrolado como patologia!
Perfeito! Sensacional! Todo mundo amou, mas ainda ficamos de pensar em outros temas que também nos interessam para decidirmos.
Apesar de conhecer bem tudo o que envolve realizar um TCC e conhecer bem o que significa passar um ano inteiro respirando TCC, estou empolgadíssima com o novo trabalho. Até por que eu conheço bem todo o trabalhão que dá fazer um trabalho desse, mas também conheço bem tudo o que se aprende com ele. Quando me formei em Publicidade, fiz meu TCC (uma campanha de publicidade) sobre o lançamento de uma nova ração da Royal Cannin. E fomos diversas vezes lá para Descalvado fazer reunião com os chefões da empresa, conhecemos a indústria e tivemos muito contato com o proprietário da distribuidora Royal Cannin de Ribeirão Preto. O resultado foi que além de tudo o que aprendemos, depois de formadas ainda fizemos um trabalho de pesquisa muito bem remunerado pra eles. Sem dúvida aprendi muito mais durante a realização do TCC do que em qualquer outro ano de faculdade. É por isso que eu fico inconformada quando fico sabendo de alguém que "comprou" a monografia.
Outra coisa boa do 4º ano é a expectativa da formatura. Desta vez eu não vou participar do baile, apenas da colação que provavelmente será numa sala de cinema e terá coquetel depois. Mesmo assim pretendo ir ao baile como convidada e já estou pensando no meu vestido. Queria muito participar do baile só pra ter outro álbum de formatura. Eu tenho trauma do meu álbum de publicidade porque na foto a minha maquiagem do olho que era prata ficou meio azulada e eu o detesto por isso.
por Freda Franchin às 4:22 PM
Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007
É HOJE!!!
Depois de 1 hora na fila da papelaria consegui comprar meu caderno e estojo novos. O caderno é lindo demais, a capa é pink, com borboletas meio no estilo do Rometo Britto e o estojo é transparente com flores coloridas. Também comprei algumas canetas coloridas, já que no ano passado quando arrombaram meu carro levaram meu estojo com todas as minhas canetas purpurinadas.
Parece que as férias passaram tão rápido e hoje as aulas já recomeçam, o que é ótimo por que vai dar pra reunir o clube da luluzinha loira todos os dias novamente. Hoje também recomeça meu curso de gramática, que é uma chatice, mas necessário, então vale o esforço.
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Na sexta-feira estávamos na casa do Kiko batendo papo e bebendo quando recebemos o esperado e temido telefonema: o avô do meu namorado tinha acabado de falecer. E então fomos todos pra casa do namorado fazer companhia ao sogro e esperar até que o corpo chegasse de São Paulo, junto com minha sogra que tinha ficado lá todos esses dias cuidando dele no hospital. E passamos boa parte do sábado no velório naquele clima de tristeza. Foi horrível ver a minha sogra sofrendo tanto e não poder fazer nada. Eu ajudei como pude, lavando a louça da casa dela e praticamente obrigando ela a comer durante o velório. É impressionante como a morte é tão triste até mesmo quando causa certo alívio.
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No domingo meus pais vieram pra Ribeirão buscar a minha irmã e passaram boa parte da tarde aqui em casa. Minha irmã chiquérrima passou a semana num cruzeiro e conheceu Búzios, Angra dos Reis, Porto Seguro e Vitória.
Depois que eles foram embora, fui com o namorado, Yvi, Renato e tia Mi tomar sorvete e andar de jipe. Fizemos um verdadeiro tour pelos bares de Ribeirão.
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Finalmente nossa viagem de carnaval ficou definida. Com o avô do namorado internado, a viagem tinha ficado um pouco suspensa, mas agora já esta tudo acertado. Passaremos o carnaval em Caraguá novamente na casa linda do tio do namorado. Caraguá não é a minha praia preferida, mas sem dúvida é melhor do que ficar por aqui. E eu já estou naquele clima de viagem. O bom é que desta vez ficaremos numa casa linda e confortável demais e vamos numa turma menor, mas muito divertida. Meus sogros e uma tia do namorado também vão.
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Quinta-feira, no auge da bebedeira pedi pro namorado tirar todas as fotos do meu irmão que tinham no meu mural. No dia seguinte quando acordei, já sã e com aquela ressaca, dei de cara com o mural praticamente vazio. No fundo ele ficou bem parecido com a minha vida: vazio e bagunçado. É meio triste olhar pra lá e não ver o Dú, mas por enquanto vai ficar assim.
por Freda Franchin às 4:35 PM
Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007
CARA A CARA COM A PRIVADA
Eu preciso ir na Kalunga comprar um caderno e um estojo novo e também preciso ir ao supermercado fazer compras e também preciso cozinhar feijão para o jantar da minha família japonesa que foi abandonada pela minha sogra, mas a minha companheira ressaca não deixa. Eu já estava bêbada depois do primeiro copo da caipiroska gigante, mas tomei outro só pra me certificar. Burra!
por Freda Franchin às 2:18 PM
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