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Quinta-feira, Abril 26, 2007
VIDA ACADÊMICA
Eu estou uma verdadeira pilha de nervos por causa do TCC. Pra mim já ficou claro que eu só vou ter paz depois da apresentação pra banca, em dezembro. Sou muito perfeccionista e pra mim não basta simplesmente escrever a metodologia, a fundamentação teórica, a descrição do objeto, etc. Tenho que escrever textos perfeitos e isso dá um trabalho enorme.
No sábado as meninas passaram a tarde toda aqui em casa e conseguimos adiantar algumas coisas, mas ainda não estamos nem no começo e essa parte de metodologia deve ser entregue no final de maio. Tenho lido muitos livros e visto muitos filmes em busca de boas citações e estou respirando saúde mental.
Terça-feira fomos numa reunião da AAPSI (Associação de Apoio ao Psicótico) que reúne familiares de doentes mentais. Elas nos receberam super bem e cada mãe contou sua historia sobre a doença dos filhos e nos deixaram gravar tudo. Nessas horas fica nítido como nossos problemas são pequenos. Uma das mães alem de ter dois filhos esquizofrênicos, ainda perdeu um outro. A última a contar sua historia começou a chorar e foi muito emocionante. Saímos da reunião sentindo um tapa de realidade na cara. Depois fomos tomar sorvete e ficamos conversando sobre como aquela reunião tinha aberto ainda mais nossos horizontes. Temos um tema muito rico e talvez por isso eu esteja tão eufórica, com dificuldades até para dormir. Logo eu que adoro dormir!
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Uma das primeiras coisas que se aprende na faculdade de jornalismo é sobre o lead. Para os leigos, informo que lead é o primeiro parágrafo de uma notícia ou reportagem no qual devem estar respondidas as seguintes perguntas: o que, quem, quando, onde, como e por quê. Não necessariamente nessa ordem. O jornalismo prega que as notícias devem ser dadas conforme seu nível de importância, é a tal da "pirâmide invertida".
Eu odiei o lead desde a primeira vez que ouvi falar sobre ele. Gosto de liberdade para escrever, sem regras. Acredito que o primeiro parágrafo de uma notícia ou reportagem até pode responder a algumas das perguntas do lead, mas acima de tudo deve privar pela criatividade. Eu pelo menos quando me deparo com um primeiro parágrafo interessante e criativo continuo lendo até o final. Concordo com o Ricardo Noblat quando ele diz em seu livro A Arte de Fazer um Jornal Diário: "O lead é inimigo do prazer que a leitura de um texto pode proporcionar. Porque inibe a imaginação e a criatividade dos jornalistas. E estimula a preguiça".
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Por incrível que pareça estou animadíssima com meu curso de gramática. Chegamos na parte que eu mais temia: análise sintática. Mas e não é que eu estou aprendendo tudo? Objeto direto, verbo intransitivo, adjunto adnominal, aposto, voz passiva, predicativo do sujeito. Chego do curso sempre ansiosa para fazer os exercícios. Nunca pensei que um dia eu iria entender análise sintática!
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Meu namoro continua deliciosamente tranqüilo e apaixonante. Ah, dá até vontade de casar!
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Depois de quase 1 mês tomando minhas cápsulas de felicidade (fluoxetina) é nítida a minha melhora. Estou muito mais animada e social.
por Freda Franchin às 2:10 PM
Quinta-feira, Abril 19, 2007
É MENINA!!!
O baby que minha cunhada está esperando é uma menina! Ela fez a ultra ontem e ai foi aquela festa, todo mundo amou a notícia. Eu estou empolgadíssima, só imaginando ela toda mesticinha de cor de rosa. Imagina que vou encher ela de penduricalhos e coisas fofas! Ela vai se chamar Laura, nome lindo, nome da minha avó que eu pretendia dar pra minha futura filha. A Yvi já está de 4 meses. Ainda bem que está passando rápido e logo logo a Laurinha estará em nossos braços.
por Freda Franchin às 2:03 PM
Terça-feira, Abril 17, 2007
POR QUE?
A primeira pergunta que surge quando você se depara com a morte de uma criança de dois anos é POR QUE? Eu já estava acompanhando o blog da Renata há alguns meses, todos os dias entrava lá ansiosa em busca de notícias do filhinho dela que estava na UTI com leucemia. Desde que eu li a notícia da morte dele estou completamente chocada. Eu fico aqui me perguntando que Deus é este que deixa uma criança sofrer tanto com uma doença desumana? Que Deus é este que deixa uma mãe enterrar um filho que mal acabou de sair de sua barriga? Realmente é preciso ser muito valente para aceitar Sua vontade!
O jeito forte, corajoso e guerreiro com que a Renata está lidando com a morte de seu filhinho, me lembra muito o jeito como a minha mãe lida com a morte do meu irmão. Nem nos piores momentos ela se revoltou contra Deus e com sua fé inabalável quase fazia parecer que ela simplesmente compreendia e aceitava que Deus tinha "emprestado" o Dú pra ela por apenas 23 anos.
Eu queria ter só um pouquinho dessa compreensão e dessa força. Queria ter um pouquinho mais de fé e um pouquinho menos de raiva. Queria ter um pouquinho de coragem para olhar uma foto dele e encarar seus olhos, queria me convencer de que apenas 23 anos foram realmente suficientes.
E eu espero ansiosamente pelo dia em que eu vou ter todas as respostas. Por que minha família teve que passar por isso? Por que ele e não eu ou meus outros irmãos? Por que apenas 23 anos? Por que num acidente trágico? POR QUE?
por Freda Franchin às 1:35 AM
Terça-feira, Abril 10, 2007
O FIM DE SEMANA QUE COMEÇOU NA QUARTA-FEIRA
O fim de semana começou na quarta-feira, depois que apresentamos um seminário sobre o jornal Gazeta de Ribeirão e saímos da faculdade rumo a uma noitada "a la clube da luluzinha". Fui com a Vânia, Anna Vitória e Monique ao bar Moinho's, comer picanha, tomar chope e falar da vida alheia. Depois fui encontrar o namorado no bar da Mormai, onde ele estava comendo açaí com as irmãs e cunhados.
Na quinta peguei minha prima Aline na rodoviária e fomos para o Shopping. Ela veio para ver o carro que minha cunhada está vendendo e já fecharam negócio. Minha priminha é a mais nova proprietária de um Peugeot 206 vermelho completo, lindo lindo! Passamos praticamente a tarde toda rodando no shopping, primeiro no Novo Shopping e depois no Ribeirão Shopping, o que quase enlouqueceu meu namorado, que estava de motorista. No final do dia minha prima voltou para Bebedouro e à noite, namorado e eu saímos com o pessoal. Finalmente a turma inteira saiu junto novamente, fomos ao bar Estrela do Mar.
Sexta-feira foi dia de comer peixe na casa do namorado e de ficar o dia todo naquele clima de feriado, vendo TV e conversando com minha família japonesa. À noite, como a cidade estava bem parada, fomos à casa da Yvi e do Renato, com a Fer e o Fred.
Sábado minha sogra fez minha comida preferida: yakisoba. Depois passei o dia inteiro na casa do namorado fazendo nada e mais nada. À noite fomos na casa do Kazan, onde encontramos o pessoal e ficamos batendo papo madrugada afora.
Domingo foi mais um dia de ficar o dia inteiro na casa do namorado, cochilando no sofá e vendo TV. E o mais incrível é que eu amo dias assim, passados em família. Me lembra os feriados prolongados de 7 ou 8 anos atrás, quando a minha família era bem unida e passávamos os dias em casa, todos juntos, tios, primos e avós, jogados pela casa vendo TV, conversando e comendo o dia inteiro. Amo a convivência em família e na falta da minha família aqui em Ribeirão, adotei a família do namorado e adoro passar os dias lá, mesmo que for pra ficar fazendo nada.
O ovo Diamante Negro que ganhei do namorado já devoramos quase inteiro, mas eu gostei mesmo foi da Colomba Pascal que eu comi na casa dele. Tem gostinho de panetone. Pro namorado eu dei o ovo Amandita.
Nas últimas semanas meu namoro está uma delícia. Nunca me senti tão tranquila e em paz como agora. Estamos nos entendendo maravilhosamente bem e sendo bem tolerantes e compreensíveis. E o melhor é que estamos confiando mais um no outro sem ficar a todo momento dando blitz no celular e desconfiando da internet. Só love!
por Freda Franchin às 2:05 PM
Segunda-feira, Abril 02, 2007
FIM DE SEMANA NOS MÍNIMOS DETALHES
A sexta-feira foi um dia bem ruim por causa do aniversário do Dú, mas no início da noite meu irmão chegou para passar o fim de semana e tudo ficou muito mais alegre. Compramos até um bolo e cantamos parabéns com o Rafinha achando que era para ele. Mesmo assim, até a hora de ir dormir eu continuei com a mesma sensação de que tinha algo entalado na garganta e uma angústia enorme que fazia parecer que eu estava com um buraco na barriga. Só consegui pegar no sono por que o namorado ficou lá conversando comigo e fazendo carinho até eu dormir.
Meu irmão cortando o bolo, minha irmã, minha mãe com o Rafinha, eu e Lê
Mas quando acordei no sábado, logo percebi que todas as sensações ruins tinham terminado junto com o dia anterior e eu estava feliz demais porque tinha um fim de semana inteiro com a família reunida pela frente. E já fazia quase 3 meses que meu irmão não vinha.
De manhã fui com minha irmã comprar umas roupas e sapato enquanto o namorado foi com meu irmão ver uns orçamentos pro computador que meu irmão pretende comprar. Depois minha irmã e eu fomos ao supermercado comprar os ingredientes para o almoço mais que especial que ela tinha planejado: salmão assado ao molho de maracujá e risoto de tomate seco com queijo. Ficou tudo divino!
Logo depois do almoço, minha irmã, meu irmão, o namorado e eu fomos para a piscina do clube onde passamos a tarde toda. Quando chegamos em casa estava saindo do forno a torta de banana que pedi pra minha mãe.
À noite fomos num barzinho: meus pais, meus irmãos, Bel e Weber (padrinhos do Dú), minha prima Aline e Flavinha, a Lê, a Dani, meu namorado e eu. Só faltou a Sil que estava internada em Barretos (calma que já chego lá!). E foi uma noite bem especial, uma comemoração silenciosa pelo aniversário do Dú. Lá pela meia noite, quando o pessoal decidiu ir embora, Aline, namorado e eu, que ainda não queríamos ir pra casa, decidimos ir para um bar mais badaladinho, onde ficamos tomando cerveja até as 3 da manhã.
Namorado e eu no bar
Minha irmã, meu irmão, eu, Lê, Flavinha e Aline
Eu, meu irmão, minha mãe e minha irmã, no bar sábado
Meus pais, meus irmãos e eu, no bar sábado
No domingo, estranhamente, acordei de ressaca. Estranhamente porque apesar de ter bebido bastante na noite anterior, eu não tinha ficado bêbada. Ah, e minhas ressacas são destruidoras, fico parecendo uma morta viva. Mas eu não tinha tempo para dar atenção à ressaca, precisava levantar logo, tomar café da manhã e ir para Barretos visitar a Sil. Fui com meus irmãos, minha prima Aline e meu namorado, mas quando chegamos no hospital, descobrimos que a Sil tinha acabado de ter alta e já estava em casa. Ficamos lá um tempão com ela e o estado dela é bem preocupante. No final do ano passado ela tirou a safena das duas pernas e agora deu trombose em uma das pernas e ela tem que fazer repouso absoluto para que o sangue possa voltar a passar normalmente.
Quando voltamos para Bebedouro, almoçamos e aproveitamos a família reunida para abrir um ovo de páscoa Alpino. Depois meus irmãos foram para a piscina com o Rafinha e eu vim para Ribeirão com o namorado. Fomos ao cinema com a Yvi e o Renato, ver 300. O filme é simplesmente perfeito, amei os efeitos de câmera lenta e rápida durante as batalhas e foi muito bacana ver o Santoro atuando tão bem.
por Freda Franchin às 4:21 PM
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