Freda Franchin tem 27 anos. Mora com duas amigas em Ribeirão Preto e adora o seu cabelo. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis, sopa, pimenta e tudo que é feito de batata. Ama leite condensado. Na cozinha só sabe cozinhar o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar ficando aqui pra sempre, porque ela não é uma pessoa de muita iniciativa. É ligadíssima à família, principalmente a seus pais e irmãos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e duas primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, que nunca conheceu. Tem um irmão nadador que era lindo de *viver*. Ele faleceu aos 23 anos, no dia 12/12/2004, num acidente de moto. A dor é gigantesca. A saudade é eterna. E ela sente como se a ficha não fosse cair nunca. Mesmo assim, ela agradece a Deus por cada minuto dos 23 anos maravilhosos e inesquecíveis que passou ao lado dele. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E há algum tempo aprendeu a gostar de pagode. Aprendeu a viver a vida intensamente. Um dia de cada vez, como se cada minuto fosse o último. É uma publicitária frustrada que está fazendo faculdade de Jornalismo e continua tentando descobrir um jeito de ganhar dinheiro fazendo o que ela mais ama na vida, que é escrever. É viciada em revistas de todos os tipos, principalmente as de mulherzinhas. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Seu namorado é um japonês saradinho, dono de uma alma encantadora e a boca mais linda do mundo. Um anjinho oriental que ela insiste em achar que foi seu irmão que lhe mandou. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Fez uma cirurgia que a livrou de seus muitos graus de miopia e hoje está feliz da vida com seus olhos novinhos em folha. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens ao seu coração. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Depois que perdeu seu irmão, aprendeu a falar EU TE AMO. Na verdade, depois que perdeu seu irmão, ela aprendeu muitas coisas e hoje é uma pessoa completamente nova que se descobriu muito forte. Já fez dieta para engordar. Hoje luta contra as banhas que se alojaram em sua barriga. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já treinou caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Hoje não faz mais nada e não anda a pé nem até a esquina. Mas está criando coragem pra voltar pra academia. É curiosa, mimada, preguiçosa, fresca, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não consegue confiar nos homens e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico, que se concretizou. É uma pessoa muito nostálgica. Sempre fica amiga de seus ex-namorados. Depois que se irmão se foi, ficou corajosa, colocou um piercing na orelha que é sua paixão e fez uma tatuagem na nuca, em homenagem ao seu irmão: é uma estrelinha azul, escrito o nome dele dentro: Dú. Nunca fumou, mas sempre fica bebinha e adora uma caipirinha de morango com vodca. E a ressaca no dia seguinte é destruidora. Nunca teve cólicas, nem TPM. Ela já beijou um inglês chamado Sean e também um argentino com nome de sabão em pó, chamado Ariel. Seu irmão caçula é um policial militar, loirinho e intelectual que mora muito longe. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Tem uma família sensacional, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que é nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Sua melhor amiga é a melhor enfermeira do planeta, que também é sua eterna cunhada. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. A outra mora com ela há cinco anos. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão, que hoje é uma estrela. Seus pais vivem dando festas e adoram ver a casa cheia de gente. Sua mãe também fez uma tatuagem em homenagem ao Dú. Seu pai tem uma voz e tanto, mas tem bebido muito, tentando superar a perda do Dú. Freda é viciada em gloss e leite integral. Com nescau. É viciada em fotografia. E leva a máquina digital pra todo lado. Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e agora que acredita em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela.

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fredafranchin@gmail.com

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Quarta-feira, Setembro 26, 2007

É impressionante como a vida da gente pode mudar completamente de uma hora pra outra.
Na última quinta-feira, fui almoçar na casa da Yvi, e num bate papo bobo tomei uma decisão séria. Voltei para o trabalho decidida a acabar com aquela palhaçada e a pedir demissão. Eu não sou do tipo impulsiva, penso mil vezes antes de tomar uma decisão, mas não sei o que me deu naquele dia, foi tudo assim, vapt vupti. Conversei com a moça do R.H, disse que minha vida estava muito tumultuada por causa do TCC, e que em breve iria trabalhar com minha cunhada e que além de tudo eu já estava ali há 4 meses e que não dava mais pra esperar a empresa sair do buraco enquanto meu salário meses toda vez.
E então eu fui embora pra casa me sentindo revigorada, aliviada, mas também um pouquinho triste, porque apesar de tudo eu gostava demais do que eu fazia ali.
Foi na verdade um verdadeiro turbilhão de emoções: alívio por não ter mais que implorar pelo meu salário que já venceu há 6 semanas. Alívio por não ter mais que conviver todo santo dia com pessoas burras, ignorantes e praticamente analfabetas. Não terei mais que suportar um chefe que fala tudo errado, um chefe arrogante, estúpido, e tão burro que chega a ser engraçado um ser daquele ter uma empresa. Não terei mais que ouvir coisas como: anssim, amonta, ingual, prástica, criente e pobremas, vindos da diretoria.
Ao mesmo tempo fiquei tristinha por abandonar algo de que eu gostava tanto, aqueles sites é como se fossem meus filhos e toda hora que eu entro lá me sinto tentada a atualizá-los para que eles não fiquem assim tão abandonados. Também fiquei tristinha porque não terei mais minhas notas publicadas na Gazeta Mercantil e também deixarei de trabalhar com uma pessoa que apesar de cheia de defeitos, é uma das melhores jornalistas que eu já conheci e que me fez amar os assuntos ligados a gestão de saúde.
Sentirei falta também, apesar de tudo, de algumas pessoas, mas de que adianta se todas elas já haviam pedido demissão antes de mim? Em 4 meses que fiquei ali, acho que vi mais de 30 pessoas entrar e sair. Chegou num ponto em que eu já estava me achando “alto nível” demais pra trabalhar ali.
Talvez eles nunca saberão que eu fazia rondas em sites de saúde à noite e até aos fins de semana para publicar as notícias mais quentes no Healthcare Brazil. Eles nunca saberão que ali dentro, eu consegui unir prazer e trabalho, e consegui dizer pela primeira vez: eu amo o meu trabalho. Mas aquela empresa é medíocre demais para uma funcionária tão dedicada e que ama tanto o seu trabalho. Lá eles não valorizam se você faz tudo direitinho e se é uma boa profissional, o mais importante é o horário em que você passou seu cartão de ponto, ou se você atrasou cinco minutos para voltar do almoço.
Enfim, foi isso, o fato é que apesar de tudo, acredito que fiz o melhor. E no máximo em 1 mês já estarei trabalhando novamente, com a Yvi, enquanto isso, o tempo livre está sendo muito útil para agilizar meu TCC.

No fim de semana eu fui pra Bebedouro e fiquei lá de filha única. Na sexta-feira a tarde fui a uma loja onde vendia apetrechos de scrapbook. Eu sempre fui apaixonada por scrap, sempre babei nos scraps alheios em vários blogs por aí, mas nunca soube por onde começar. O fato é que a vendedora da loja faz e me ensinou várias coisas, saí de lá com várias coisinhas e decidida a fazer minha primeira página com uma foto da baby Laura. Por ser meu primeiro e por eu não ter quase material nenhum, achei que ficou lindo, mandei fazer uma moldura branca e dei pra Yvi, que adorou.

Sexta-feira a noite, minha mãe, Juliana, Carlinhos e Rafinha fomos no lago, levar os dois nos brinquedos e comer pipoca, foi divertido. O resto do fim de semana dediquei ao TCC e ao scrap.

Segunda-feira era o último dia de férias do namorado e passamos a tarde na casa da Yvi, babando na Laura, no fim da tarde levamos elas ao pediatra e o resultado foi uma internação de urgência pra bebê tomar banho de luz por causa da icterícia.

Na terça foi o dia fatídico, dia em que eu armei o maior barraco aqui em casa. Acordei pra fazer meu TCC e as idéias simplesmente não fluíam, mas logo eu entendi porque, foi só olhar ao meu redor. Do meu lado esquerdo, ali na sala, o sofá estava abarrotado de tranqueiras, bichos de pelúcia, violão, pasta de música, papelada, canetas e listas telefônicas. Em cima do móvel, onde deveria ter somente o telefone a bina, tinha 2 cinzeiros transbordando, xícaras sujas, papéis, esmaltes, algodão, durepox, elásticos de cabelo e brincos. Do meu lado direito, em cima da mesa, que é minúscula, tinha tuperwares, pilhas e pilhas de papéis, sacolas de lingeries que a Mariana vende, mouse quebrado, jaleco, brincos, ferro de passar roupa, cadernos e um casaco. Algumas coisas estava ali, intocadas há umas 5 semanas. Além disso, o chão estava tomado por poeira, sujeiras e sapatos e o piso branco da cozinha estava completamente marrom. Um nojo! Baixou a Amélia revoltada em mim. Fui catando tudo e colocando nos quartos das respectivas donas, depois limpei a cozinha, o banheiro, tirei pó dos móveis, varri tudo e passei pano. Depois abri todas as janelas e a sacada pro sol sentir-se bem vindo a entrar. E então sentei no computador e impressionantemente minhas idéias fluíram.
No fim da tarde, quando a Luiza chegou, veio reclamar de eu colocar as coisas no quarto dela e o barraco estava armado. Eu, que sou o ser mais calmo desse mundo, comecei a berrar e a dizer tudo o que estava entalado há meses. Fui vomitando que eu não agüento mais viver nesse chiqueiro, nessa casa imunda e bagunçada, que se eu tenho que aprender a conviver com a bagunça dela, ela também poderia se esforçar um pouquinho, sabendo que sou organizada. Uma situação chatíssima que só fez minha vontade de morar sozinha aumentar. Juro por Deus que nunca havia agido daquela maneira antes, a não ser com namorados. Mas ela é uma pessoinha que eu já vinha engolindo há muito tempo.


por Freda Franchin às 4:59 PM

Quarta-feira, Setembro 19, 2007

"Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver"




O último fim de semana foi especialmente emocionante. A começar pela sexta-feira quando o namorado me ligou no fim da tarde avisando que o médico havia acabado de marcar a cesária da Yvi para a manhã do dia seguinte e que eles estavam indo para a casa dela pegar as coisas para internar. Fiquei eufórica e fui correndo para a casa dela. Ficamos lá terminando de arrumar as coisas e esperando o Renato chegar de São Carlos.


Preparativos antes de ir pra maternidade


Quando eles foram para a maternidade, aproveitei que já estava ali perto e fui direto para a faculdade. Mas eu estava eufórica demais para me concentrar no TCC, então fui para casa onde finalmente tomei banho, me arrumei e fui encontrar o namorado e o pessoal na Cachaçaria velha.

Ah, ainda na sexta-feira a tarde, Vânia e eu fomos ao Hospital Santa Tereza onde passamos boa parte da tarde conversando com uma psiquiatra. Depois de assinarmos um documento de responsabilidade, saímos de lá com uma pilha de materiais, vídeos, fotos e o arquivo inteiro do hospital. Eu mal podia acreditar que agora, logo agora que o tempo está tão curto, conseguimos todo o material que sempre sonhamos e a autorização da diretora do hospital para fazermos nosso ensaio fotográfico lá dentro.

No sábado, madrugamos e às 8 da manhã já estávamos na maternidade, onde já estavam minha sogra, cunhada, Fred e a família do Renato, todos na concentração pra finalmente ver o rostinho da Laura.


Despedindo do barrigão minutos antes do parto


Quando ouvimos o choro dela quase enfartamos de tanta emoção, mas nada se compara ao momento em que a enfermeira saiu da sala de parto com a Laura nos braços. Eu nunca havia sentido tamanha emoção. A ponto de as lágrimas rolarem pelo meu rosto sem que eu tivesse o menor controle. Depois ficamos um tempão babando nela pelo vidro do berçário.


Nasceu!!!


Depois do almoço voltamos para a maternidade para babar mais um pouquinho. Dava vontade de ficar lá o dia inteiro olhando para aquele rostinho. Acho que o que mais me encanta num bebê é a esperança que ele representa. Com tanta maldade, violência e diversos sentimentos ruins que vivenciamos no dia-a-dia, de repente, nos deparamos com a coisa mais pura, fofa e inocente que existe no mundo. Impossível não se encher de esperança diante de uma vida novinha em folha.
Naquele dia, à noite, depois de uma longa soneca, fomos pra casa da Mari, onde estava rolando um churrasco.

Domingo à tarde passamos algumas horas na maternidade e eu peguei a Laura no colo pela primeira vez. Que delícia, ela é tão pequena e levinha. À noite, namorado, eu, Kaz e Lili fomos comer num japonês.

Segunda-feira comecei o dia com uma notícia triste, o marido da minha prima de São Carlos faleceu aos 40 anos de infarto. Minha mãe foi pra lá para o velório, mas eu não pude ir.

No meu horário de almoço não resisti e aproveitei que a maternidade é pertinho do meu trabalho e fui lá correndo matar a saudade da Lala. O Renato tinha saído para registrá-la e a Yvi estava lá sozinha com ela, desesperada porque não conseguia acordá-la para mamar. Fiquei um tempão com ela no colo quando finalmente consegui acordá-la. É tão gostoso segurá-la, ela me passa tanta paz e tranqüilidade e como ela é muito pequena e levinha já estou com a maior prática pra segurá-la.

A noite eles tiveram alta e como era aniversário da minha outra cunhada, fomos todos para a casa da Yvi, mas acho que a bebê estava estranhando tudo e chorou sem parar. Comemos uma pizza e logo deixamos eles sozinhos para aproveitar sua primeira noite em casa com aquela coisa fofa.

orkut glitter graphics



por Freda Franchin às 2:34 PM

Sábado, Setembro 15, 2007

A LAURA NASCEU!!!



Ela nasceu hoje (15), as 09:07, pesando 2,400 e medindo 45,5. Ela é linda demais, tem a pele cor de rosa, é cabeludinha e super calminha. Estou babando muito!!!




por Freda Franchin às 10:26 PM

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

ABRA SUAS ASAS



Está tudo muito corrido esta semana, mas no meio desse turbilhão de coisas pra fazer eu faço questão de dar uma pausa em tudo para vir registrar meu maravilhoso fim de semana.

Primeiro preciso contar que na terça-feira (04/09) fui no Vila das Flores comemorar o aniversário da Monique e da Anna Vitória, minhas amigas inseparáveis da faculdade. As caipiroskas de frutas vermelhas que tomei estavam divinas e também dançamos muito e tiramos fotos como loucas. Acho que tiramos mais de 200 fotos! Pior foi trabalhar no dia seguinte de ressaquinha e morta de sono.


As maníacas tirando fotos sem parar




Quinta-feira a noite, na véspera do feriado fui com meu namorado e mais uns 7 casais de amigos ao bar Estrela do Mar. Estava tudo muito divertido, tomei duas caipiroskas, uma de morango e outra de abacaxi e tirei muitas fotos com as meninas.


Eu curtindo meu novo visual: franjinhas



Eu com as meninas: Lili, Mari, Aline e Fer



Eu e meu anjinho no bar Estrela


Sexta-feira acordei bem tarde feliz da vida porque era feriado. Lá pela 1 da tarde fomos ao churrasco de inauguração da piscina da casa da Fer (minha colega de trabalho que pediu demissão semanas atrás). O churrasco foi o máximo, fazia tempo que eu não me divertia tanto. Cada dia que passa, eu e as meninas que namoram os amigos do meu namorado, ficamos mais próximas e amigas. O que tem feito com que nossas conversas fiquem mais engraçadas e íntimas.
A Mari e eu matamos sozinhas uma garrafa de smirnoff com suco Del Vale e o resultado disso chegou lá pelas 8 da noite, quando fiquei cara a cara com a privada. Namorado me levou pra casa e voltou para o churrasco e eu dormi das 9 da noite até o dia seguinte. Nem vi meu lindo chegar pra dormir.


Mari, Lili e eu, no churrasco




Sábado passei boa parte do dia de bobeira na casa do namorado, curtindo o barrigão da Yvi. Depois passei na locadora e fiquei em casa vendo filme e dormindo, enquanto o namorado saiu com uns amigos. Não tem jeito, ele tem pânico de ficar em casa e eu adoro passar o dia na cama, vendo filme e conversando, sem hora pra nada Então, muitas vezes é necessário nos separarmos. Muitas vezes cedemos, mas nem sempre.
É tão estranho como meu namoro está tranqüilo e maravilhoso. Ontem mesmo estava conversando com a Monique sobre isso. Antes brigávamos por tudo, brigávamos praticamente todos os dias. E hoje, muitas coisas que antes nos faziam brigar, não causam o mínimo stress. Nem me lembro da última vez que brigamos, faz muito tempo. E eu prefiro aproveitar esta paz ao invés de tentar entender.

No sábado à noite fomos num churrasco na casa do Rangel. Estava tudo bem legal até que o namorado descobriu que alguém tinha arrombado meu carro. Ainda não descobri como o ser conseguiu destravar a porta e entrar no carro, só sei que ao menos não me causou prejuízo. Apesar de ter chorado muito de nervoso, adoro quando esses ladrõezinhos tem o trabalho de arrombar meu carro e ver que não tem nada pra roubar. Tenho deixado até o porta-luvas aberto para mostrar que eu não tenho som, até porque se eu tivesse seria bem burra, já que esta foi a quinta vez que entraram no meu carro. O som foi roubado na primeira vez.
Só sei que os meninos foram atrás do bandidinho e conversaram com o infeliz. Mas isso tudo causou um stress tão absurdo que resultou numa briga entre o Fred (namorado da minha cunhada há 16 anos) e meu namorado. Foi tudo muito triste, e eu chorei e gritei muito enquanto o Fred decidiu destruir uma amizade de 16 anos indo pra cima do André. Muita gente foi separar a briga, que por sorte não causou proporções maiores e que fez com que todo mundo ficasse preocupado com a Yvi, que, grávida de 9 meses, chorava desesperadamente.

É incompreensível que o Fred teve coragem de resolver suas mágoas e decepções com o André partindo pra briga. Querendo bater no irmão de sua noiva. Querendo bater em um de seus melhores amigos, em alguém que sempre o considerou um irmão mais velho. É lamentável que uma pessoa de 31 anos aja dessa maneira.
Enfim, para o bem da Laurinha, de quem o Fred será padrinho, meu anjinho resolveu deixar o acontecimento para trás. O perdão é a maior de todas as qualidades que uma pessoa pode ter e nesse quesito meu namorado é profissional.

O domingo foi tranquilíssimo. Apesar da tristeza estampada nos nossos olhos, durante o almoço na casa da minha sogra e durante todo o resto do dia. Namorado e eu passamos o dia do jeito que eu gosto, dormindo, namorando conversando e vendo filme. À noite fomos ao shopping jantar e depois fomos ao cinema ver “A Hora do Rush”.

Na terça-feira levei a Yvi para fazer ultra-som e minha sogra também foi. A Laura já tem 36 semanas, 2 kilos e 700 gramas e mede 45 centímetros. Na US deu pra ver perfeitamente seus cabelinhos. Fiquei enlouquecida. Estou contando os minutos para sua chegada, o que deve acontecer na semana que vem.
Não vai mais dar tempo de fazer o chá de bebê porque a Yvi está muito inchada e com a pressão bem alta, tendo que fazer muito repouso. Mesmo assim queria dar algumas coisas básicas que se ganha num chá e também queria dar um pacotão de fraldas. Alguma sugestão? Estava dando uma olhada nas fraldas na farmácia e percebi que é preciso fazer curso pra saber comprar fraldas. Existem produtos de todos os tipos e eu vou lá saber qual comprar?


por Freda Franchin às 1:37 PM

Quarta-feira, Setembro 05, 2007

ÚLTIMAS



Este fim de semana foi renovador. Fui pra Bebedouro na sexta-feira na hora do almoço e voltei segunda-feira bem cedinho, direto para o trabalho. Lá em Bebedouro fiquei de filha única e curti meus pais mais do que nunca. Rolou até uma comprinha em família e meu pai e eu voltamos pra casa com o guarda-roupa renovado. Comprei blusinhas, saia e duas sandálias. E ele, que está empolgadíssimo com sua fase “homem do campo”, comprou uma calça jeans e um tênis (que ele insiste em chamar de coturno), para trabalhar em sua terrinha.

Há 5 anos meu pai comprou “um pedacinho de chão” para o qual ele nunca deu muita bola. Agora, aposentado, tem ido lá todos os dias e está cheio de planos. Além da piscina e da casa que ele quer construir, e além do ofurô, com o qual ele sempre sonhou, ele tem planos maiores. Planos pra ganhar dinheiro. Primeiro ele veio com uma idéia de cultivar cogumelos e agora decidiu que vai criar minhocas. Já gastou uma fortuna num poço artesiano que mandou construir porque lá não tinha água.
Independente de tudo isso, ao menos ele está investindo seu fundo de garantia em coisas úteis e não gastando tudo a toa, conforme imaginamos que ele faria. Já reformou a casa da minha avó que minha mãe herdou e também colocou umas placas de energia solar lá em casa. Agora temos água quente em todos os cantos da casa e quem a esquenta é o sol! Minha mãe diz que agora tomamos banho energizado pelo sol. O investimento foi alto, mas vai compensar a longo prazo, já que a conta de energia elétrica deve diminuir bastante. Além de estarmos colaborando com o meio ambiente. Nosso banho agora é politicamente corretíssimo.

No fim de semana deu tempo de colocar a vida em dia: depilei as pernas, fiz as unhas, curti demais o Rafinha e o Zequinha, bati muito papo com a Jú, a Lê e a Sil. Adiantei muito o meu TCC, estudei gramática e dormi tudo o que tive direito. O Zequinha, filhinho da Jú, está a coisa mais fofa, com 1 ano e 6 meses, agora começou a falar e fala coisas muito engraçadas. A avó dele o ensinou a falar que o nome dele é Carlinhos (ele se chama José Carlos) e ele repete isso o tempo todo, além de imitar tudo o que falamos. Uma fofura, mas muito sapeca. Descobrindo o mundo, andando e falando, ele funciona a base de pilha duracel. É uma energia invejável e cansativa.

.......................
Sempre que eu po$$o, vou pra casa no meu horário de almoço. Nada melhor do que ir pra casa, relaxar, tirar um cochilo e até tomar um banho se estiver muito calor. Por falar em calor, os dias já começam a ficar insuportavelmente quentes aqui na Califórnia brasileira e eu detesto a idéia de passar o dia todo trancada dentro de um escritório, suando em bicas. Mas depois que os efeitos do sol ficaram nítidos na minha pele, eu tomei uma decisão muito séria e difícil de cumprir pra uma aficcionada por sol como eu: decidi começar a tomar sol com responsabilidade. Sei que o certo seria dizer: vou parar de tomar sol. Mas eu sei que isso já seria demais pra mim. Os efeitos do sol me deixaram cheia de pintas novas, rugas, nariz marcado de tanto descascar e as mãos feias. Já faz uns 2 verões que eu passei a tomar sol retocando o protetor solar direitinho e fugindo de bronzeador, mas agora decidi que além do protetor solar, vou adotar o hábito de sair do sol no máximo as 11 da manhã e só voltar depois das 16:00.

Eu nunca pensei que eu fosse dizer isso, mas até que eu estava gostando do frio. Não aquele frio congelante, mas é bem agradável aqueles dias de sol com a temperatura bem amena, do tipo que um casaquinho basta. Pra dormir não tem coisa melhor!

.......................
Ontem foi aniversário da Anna Vitória e da Monique e fomos comemorar no Vila das Flores. A parte ruim é que era noite sertaneja e por incrível que pareça, nem por isso a noite deixou de ser muito divertida. Dançamos muito, bebemos e rimos demais e tiramos fotos compulsivamente.


por Freda Franchin às 10:03 AM