Freda Franchin tem 27 anos. Mora com duas amigas em Ribeirão Preto e adora o seu cabelo. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis, sopa, pimenta e tudo que é feito de batata. Ama leite condensado. Na cozinha só sabe cozinhar o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar ficando aqui pra sempre, porque ela não é uma pessoa de muita iniciativa. É ligadíssima à família, principalmente a seus pais e irmãos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e duas primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, que nunca conheceu. Tem um irmão nadador que era lindo de *viver*. Ele faleceu aos 23 anos, no dia 12/12/2004, num acidente de moto. A dor é gigantesca. A saudade é eterna. E ela sente como se a ficha não fosse cair nunca. Mesmo assim, ela agradece a Deus por cada minuto dos 23 anos maravilhosos e inesquecíveis que passou ao lado dele. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E há algum tempo aprendeu a gostar de pagode. Aprendeu a viver a vida intensamente. Um dia de cada vez, como se cada minuto fosse o último. É uma publicitária frustrada que está fazendo faculdade de Jornalismo e continua tentando descobrir um jeito de ganhar dinheiro fazendo o que ela mais ama na vida, que é escrever. É viciada em revistas de todos os tipos, principalmente as de mulherzinhas. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Seu namorado é um japonês saradinho, dono de uma alma encantadora e a boca mais linda do mundo. Um anjinho oriental que ela insiste em achar que foi seu irmão que lhe mandou. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Fez uma cirurgia que a livrou de seus muitos graus de miopia e hoje está feliz da vida com seus olhos novinhos em folha. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens ao seu coração. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Depois que perdeu seu irmão, aprendeu a falar EU TE AMO. Na verdade, depois que perdeu seu irmão, ela aprendeu muitas coisas e hoje é uma pessoa completamente nova que se descobriu muito forte. Já fez dieta para engordar. Hoje luta contra as banhas que se alojaram em sua barriga. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já treinou caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Hoje não faz mais nada e não anda a pé nem até a esquina. Mas está criando coragem pra voltar pra academia. É curiosa, mimada, preguiçosa, fresca, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não consegue confiar nos homens e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico, que se concretizou. É uma pessoa muito nostálgica. Sempre fica amiga de seus ex-namorados. Depois que se irmão se foi, ficou corajosa, colocou um piercing na orelha que é sua paixão e fez uma tatuagem na nuca, em homenagem ao seu irmão: é uma estrelinha azul, escrito o nome dele dentro: Dú. Nunca fumou, mas sempre fica bebinha e adora uma caipirinha de morango com vodca. E a ressaca no dia seguinte é destruidora. Nunca teve cólicas, nem TPM. Ela já beijou um inglês chamado Sean e também um argentino com nome de sabão em pó, chamado Ariel. Seu irmão caçula é um policial militar, loirinho e intelectual que mora muito longe. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Tem uma família sensacional, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que é nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Sua melhor amiga é a melhor enfermeira do planeta, que também é sua eterna cunhada. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. A outra mora com ela há cinco anos. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão, que hoje é uma estrela. Seus pais vivem dando festas e adoram ver a casa cheia de gente. Sua mãe também fez uma tatuagem em homenagem ao Dú. Seu pai tem uma voz e tanto, mas tem bebido muito, tentando superar a perda do Dú. Freda é viciada em gloss e leite integral. Com nescau. É viciada em fotografia. E leva a máquina digital pra todo lado. Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e agora que acredita em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela.

E-mail
fredafranchin@gmail.com

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Sábado, Outubro 27, 2007

FALANDO DE KILOS



Só pra variar, engordei novamente durante o inverno. A balança não acusa tanto aumento de peso, mas acho que ela está maluca, ela diz que eu engordei apenas 1 e meio, mas eu sinto como se tivesse engordado uns 4 kilos. Minhas roupas estão apertadas, meus pneus pulam pra fora das calças e agradeço pela moda das batas.
No domingo, quando fui ao clube, tive que encarar o biquíni e aí sim eu percebi que minha barriga adorada do verão passado já se foi. Só que eu simplesmente não consigo me alimentar direito.
Quando decido fazer dieta sou extremamente disciplinada e fico obcecada com a quantidade de calorias dos alimentos. Acho que por isso eu estou com tanta preguiça de dar o passo inicial, simplesmente porque sei que quando decido, é pra valer.
Eu sou magra, mas minha barriga não sabe disso, ela só sabe crescer e crescer. Tem gente que quando começa a engordar simplesmente começa a comprar roupas maiores. Eu faço o contrário. Eu me recuso a mudar o número do meu manequim, me recuso a comprar uma calça 36. Luto para emagrecer e voltar a entrar na 34.

Algumas pessoas me acharam desanimadas no último post, e talvez eu realmente esteja desanimada. É que apesar de ter reatado meu namoro, nada mudou. Ele continua só querendo saber dos amigos dele, continua saindo correndo cada vez que eles ligam. E eu também continuo com meu monte de defeitos e sinceramente não sei se vamos conseguir seguir adiante. E eu só queria ter um namoro que fosse para sempre.


por Freda Franchin às 8:09 PM

Quarta-feira, Outubro 24, 2007

ÚLTIMAS



Quanto tempo sem aparecer por aqui! Pelo menos dessa vez não foi culpa do TCC, e sim culpa de um turbilhão de sentimentos impossíveis de serem transformados em palavras. Do TCC tirei umas férias merecidas, já que a entrega foi adiada para o final de novembro.

No feriado prolongado da semana passada, acabei passando quase 1 semana em Bebedouro e apesar de estar triste com o fim do namoro, os dias até que foram bem bons.
Quando voltei para Ribeirão o André me procurou e acabamos voltando. No dia seguinte fui com ele até o estúdio para ele fazer uma tatuagem, com a qual não concordei. Ele tatuou a bandeira de guerra do Japão, o sol nascente, no braço. Eu achei bonita, mas muito grande. Mesmo assim decidi que agora vou ser uma namorada que não critica nem reclama de nada, e ele que faça o que tiver vontade.

Na sexta-feira fui com as meninas da faculdade, o André, Kaz e Lili num aniversário em uma chácara. Na hora de ir embora, bem bêbado, brigamos feio!!!


Pin, Lili, Anna Vitória, Monique e eu, na festa


Sábado passei a tarde inteira babando na Laura. Ela esta gordinha e bochechuda, uma gostosa. À noite fui com minha cunhada Fernanda no shopping. Depois o namorado me buscou e fomos para a casa do Diego, mas eu estava estranha, comecei a sentir umas dores estranhas nos ouvidos, nariz, garganta e olhos e logo comecei a ficar com febre e fomos embora.




Que vontade de morder essa gorda!!


No dia seguinte acordei melhor, ainda bem, porque eu tinha combinado com as meninas da facul de passarmos o dia no Splash Beach. E lá fomos nós: Monique, Van, Anna Vitória e Márcia. Passamos um dia maravilhoso, tomando sol, nadando, comendo e conversando muuuuito. Fomos embora lá pelas 5, tomei banho e fui pra casa do Rangel, onde estava rolando um churrasco. Quando cheguei, namorado já estava praticamente em coma alcoólico.

E ontem, fuçando na ilha de edição da faculdade encontrei a fita da minha apresentação do TCC de publicidade em 2002. Sim, eu disse fita, DVD ainda era algo muito futurista. Foi emocionante me assistir apresentando aquela campanha publicitária com tanta tranqüilidade.

Nos dias que passei em Bebedouro fiz 3 páginas de scrap. Eu não sei se o que eu faço pode ser chamado de scrap, eu não conheço nenhuma técnica, só vou montando as coisas e fica tudo lindo. Viciante! Os resultados estão ali do lado, no buzznet. O que acharam?

Com relação à senha que o blogger está pedindo, não sei o motivo. Eu não coloquei senha no blog e é só clicar em cancelar que dá tudo certo.




por Freda Franchin às 2:22 PM

Quinta-feira, Outubro 11, 2007

TRISTEZA NÃO TEM FIM
FELICIDADE SIM




Depois de tanto tempo sumida daqui e de já ter sido completamente esquecida por todos os meus leitores, volto completamente confusa, sem nem mesmo saber por onde começar.
Em meio à correria do meu TCC, que tem me consumido, muitas coisas ficaram pelo caminho, às vezes tenho até a sensação de que por culpa da minha dedicação ao TCC, meu namoro terminou. Sim, eu disse terminou! Não quero falar sobre isso agora porque nem eu mesma estou entendendo direito o que aconteceu. Foi tudo tão do nada e na verdade eu ainda nem sei explicar o motivo pelo qual ele terminou comigo. Só sei que entramos em crise há algumas semanas e depois de um absurdo pelo qual ele me fez passar na minha festa dos 100 dias, ele resolveu simplesmente terminar tudo.
Estou me sentindo como se tivesse 2 anos e 7 meses da minha vida jogados dentro de uma lata de lixo. Nada faz sentido. Eu nunca tinha me dedicado tanto a um namoro, nunca tinha feito tantos planos e me doado tanto e agora eu simplesmente não consigo ver razão pra nada. Sei que não deve ter sido fácil pra ele, não quero julgá-lo, mas estou me sentindo totalmente perdida e trocada por uma vida da qual não farei mais parte. Não sei o que pensar, não quero pensar, só quero que a ficha caia e que eu consiga entender os motivos dele, só quero ter uma resposta pra quando as pessoas me perguntam o motivo do término.

Mas também tem novidade boa, como a minha apresentação do TCC para a pré-banca terça-feira. Os últimos dias foram uma correria sem limites, horas e horas trancadas dentro do estúdio editando nosso documentário, mais horas e horas diagramando nosso jornal, fora a dedicação total ao relatório de fundamentação. No fim, tudo valeu a pena, é só vermos a reação das pessoas quando sobem os créditos do nosso documentário. Ainda vamos fazer alguns ajustes até a banca pública, mas ficou tão fantástico e genial que mal conseguimos acreditar que fomos nós mesmas que fizemos, que entrevistamos todas aquelas pessoas e conseguimos todas aquelas imagens. Ao final da apresentação para os professores escutamos coisas como: ficou brilhante! Fantástico! É inacreditável que até 3 meses atrás vocês estavam perdidas e conseguiram fazer tudo tão rápido e de maneira tão perfeita! PARABÉNS!!
Saímos da faculdade eufóricas, mesmo tendo ainda muitos ajustes a fazer, no jornal impresso e na apresentação. Fomos direto para a cachaçaria nova, só nós 5, comemorar.

Na sexta-feira passada foi o dia da nossa festa dos 100 dias. Eu estava felicíssima, minha prima Aline e o namorado Leandro foram, além do meu até então namorado André, a Lili, Kaz, Mari, Cleber, Valmor e Érika. Estava tudo muito divertido e engraçado, mas infelizmente no final da festa o André conseguiu fazer com que tudo perdesse o sentido e a minha felicidade foi embora junto com muitas lágrimas e decepção.

Na semana passada eu passei um dia em Bebedouro. Vim porque meu irmão estava aqui e já fazia 4 meses que eu não o via. Na hora em que cheguei em casa, estacionei o carro na garagem e minha mãe e meu irmão estavam arrumando os outros carros para caber todos e eu senti uma coisa tão estranha. Eu estava empolgada porque íamos reunir a família e quando entrei na garagem a primeira coisa que eu vi foi a moto do Dú, que sempre fica ali no mesmo lugar e eu não sei porque, mas durante um breve milésimo de segundo eu tive a sensação de que o Dú também estava em casa. Mas o milésimo de segundo acabou muito rápido e é claro que o Dú não estava em casa e jamais conseguiremos reunir nossa família novamente.


por Freda Franchin às 6:31 PM