Freda Franchin tem 28 anos. Começou 2008 realizando um sonho antigo: foi morar sozinha depois de 5 anos morando em república. Mora em Ribeirão Preto e adora o seu cabelo. Tem mil planos e projetos, mas normalmente não consegue realizar nenhum. Adora brócolis, sopa, pimenta e tudo que é feito de batata. Ama leite condensado. Na cozinha só sabe cozinhar o trivial, mas o tempero de seu feijão é capaz de conquistar um coração. Sonha em conhecer o Tahiti e a Austrália, mas no fim vai acabar ficando aqui pra sempre, porque ela não é uma pessoa de muita iniciativa. É ligadíssima à família, principalmente a seus pais e irmãos. Tem primas trigêmeas, dois primos americanos e duas primas gêmeas francesas. Também tem uma bisavó alemã, que nunca conheceu. Tem um irmão nadador que era lindo de *viver*. Ele faleceu aos 23 anos, no dia 12/12/2004, num acidente de moto. A dor é gigantesca. A saudade é eterna. E ela sente como se a ficha não fosse cair nunca. Mesmo assim, ela agradece a Deus por cada minuto dos 23 anos maravilhosos e inesquecíveis que passou ao lado dele. Adora MPB e sua música preferida é Wave do Tom Jobim. Na verdade, ela tem várias músicas preferidas. Mas odeia rap. E funk. E há algum tempo aprendeu a gostar de pagode. Aprendeu a viver a vida intensamente. Um dia de cada vez, como se cada minuto fosse o último. É uma publicitária frustrada que acabou de se formar em jornalismo e continua tentando descobrir um jeito de ganhar dinheiro fazendo o que ela mais ama na vida, que é escrever. É viciada em revistas de todos os tipos, principalmente as de mulherzinhas. Tirando bula de remédio, lê tudo que lhe cai nas mãos. Adora escrever, mas odeia gramática. Já escreveu dois livros, mas não plantou nenhuma árvore e o filho só vem depois dos 30. Ele vai se chamar Gabriel. Seu namorado é um japonês saradinho, dono de uma alma encantadora e a boca mais linda do mundo. Um anjinho oriental que ela insiste em achar que foi seu irmão que lhe mandou. Não tem ídolos, mas também não tem fãs. Odeia gostar de coisas que todo mundo gosta. Fez uma cirurgia nos olhos que a livrou de 14 graus de miopia e hoje está feliz da vida com seus olhos novinhos em folha. Tem pavor de agulha e já levou pontos na palma da mão. Sim, ela fez o maior escândalo. Foge quando tem que tomar vacinas. Vive dando ordens ao seu coração. Nunca teve catapora. Já ficou internada duas vezes, as duas por causa do dente do siso. Depois que perdeu seu irmão, aprendeu a falar EU TE AMO. Na verdade, depois que perdeu seu irmão, ela aprendeu muitas coisas e hoje é uma pessoa completamente nova que se descobriu muito forte. Já fez dieta para engordar. Hoje luta contra as banhas que se alojaram em sua barriga. Tem umas manias esquisitas, como passar creme nívea na boca e só dormir se tiver um copo d´água ao lado da cama. Dançou jazz e bale por cinco anos. Já treinou caratê, mas parou depois de levar um soco no nariz e começar a chorar no meio de uma competição séria. Hoje não faz mais nada e não anda a pé nem até a esquina. Mas está criando coragem pra voltar pra academia. É curiosa, mimada, preguiçosa, fresca, carinhosa, confusa e tem sono demais. Adora comida chinesa. Se formou no curso de inglês, mas já esqueceu quase tudo. Não consegue confiar nos homens e tem medo de casamento. Já trabalhou quatro anos no cartório de sua mãe, daí os traumas de casamento. Já teve um amor platônico que se concretizou. É uma pessoa muito nostálgica. Sempre fica amiga de seus ex-namorados. Depois que seu irmão se foi, ficou corajosa, colocou um piercing na orelha que é sua paixão e fez uma tatuagem na nuca, em homenagem ao seu irmão: é uma estrelinha azul, escrito o nome dele dentro: Dú. Nunca fumou, mas sempre fica bebinha e adora uma caipirinha de morango com vodca. E a ressaca no dia seguinte é destruidora. Nunca teve cólicas, nem TPM. Ela já beijou um inglês chamado Sean e também um argentino com nome de sabão em pó, chamado Ariel. Seu irmão caçula é um policial militar, loirinho e intelectual que mora muito longe e faz faculdade de Direito. Já bateu o carro duas vezes. As duas na mesma esquina, no mesmo ano e no mesmo dia da semana. Tem uma família sensacional, unida como pouco se vê por ai. Tem uma irmã linda. Que é nutricionista e vive passando dieta pra todo mundo. Sua melhor amiga é a melhor enfermeira do planeta, que também é sua eterna cunhada. Tem sete melhores amigas. Seis ela conhece desde criança. A outra morou com ela durante cinco anos. Sua festa de 15 anos foi um acontecimento em sua cidade. Não, não teve valsa nem ator famoso. Mas teve Dj e muitos convidados. Muitos mesmo. Reprovou três vezes no exame de motorista. Adora bebês, mas não sabe se vai conseguir ter um. É por causa do parto, que envolve agulha. Seus pais são apaixonados. E também são apaixonantes. Sua casa vive sempre cheia de pessoas queridas e amigas. A maioria, amigos de seu irmão, que hoje é uma estrela. Seus pais vivem dando festas e adoram ver a casa cheia de gente. Sua mãe também fez uma tatuagem em homenagem ao Dú. Seu pai tem uma voz e tanto, mas tem bebido muito, tentando superar a perda do Dú. Freda é viciada em gloss e leite integral. Com nescau. É viciada em fotografia. E leva a máquina digital pra todo lado. Apesar de tudo, acredita que a felicidade está nas coisas simples da vida e agora que acredita em destino, espera que tenha coisas muito boas reservadas para ela.

E-mail
fredafranchin@gmail.com

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Terça-feira, Abril 29, 2008

SOBRE A VIDA CORPORATIVA


Eu havia me esquecido do quanto eu odeio a vida corporativa. Me revoltam os costumes das grandes corporações, e das pequenas também. É muito mais importante picar cartão nas horas certas, sem nenhum minuto de atraso, do que cumprir suas responsabilidades e afazeres. Ninguém vai chegar em você e falar: “Parabéns, ficou ótimo aquele trabalho que você fez hoje”, mas você pode apostar que vai ouvir: “Porque você chegou 5 minutos atrasada esta manhã?”
Este lugar está cheio de gente que preferia mil vezes estar em casa vendo Vale a Pena Ver de Novo, gente que preferia estar batendo perna no shopping, gente que queria estar numa piscina tomando cerveja gelada. Mas eu tenho muita esperança que num futuro beemmm distante, alguma mente brilhante vai levar muitas mudanças para dentro das empresas. Algum dia seremos pagos por nosso trabalho e não pelo horário que cumprimos.

É revoltante pensar que eu passo exatamente 8 horas e 48 minutos do meu dia, na empresa. E quando chego em casa, no final da tarde, só tenho 4 horas e meia até dar minha hora de dormir. Isso se eu quiser minhas 8 horas de sono. Tenho apenas 4 horas e meia para tomar banho, jantar, passear na internet, ler um livro, uma revista, ver um filme ou um seriado ou ficar zapeando pelos canais da tv a cabo. Tenho a impressão de que eu mal chego em casa e já estou escolhendo a roupa para o trabalho do dia seguinte. Isso sem falar que ainda é preciso encontrar tempo para as “mulherzices”, sim, é preciso estar sempre com as unhas dos pés e das mãos impecáveis, o cabelo limpo e lindo, as luzes retocadas, a depilação em dia e se acabar aquele lave-in é preciso usar seu sagrado horário de almoço para ir até a perfumaria comprar
outro. E olha que eu não sou casada e nem tenho filhos! E não pretendo voltar a estudar tão cedo. Será que só eu acho que tem alguma coisa muito errada nas regras da vida corporativa?

Mas tudo bem, enquanto nenhuma mente brilhante vem me salvar, eu tento me alegrar com o fato de eu simplesmente poder dizer que tenho uma carreira. Ao menos posso me dar ao luxo de trabalhar com o que eu gosto.

Há apenas 3 meses eu estava em Ribeirão, no meu apezinho, reclamando da vida boa. Onde eu estava com a cabeça para dizer todas aquelas bobagens? Que eu queria trabalhar numa grande empresa e que queria ter horários para seguir? Agora eu fico é sonhando com minhas tardes em casa, naquela vida de Amélia, assistindo Vídeo Show e Sessão da Tarde e Márca Goldshmit. A gente nunca está mesmo satisfeito com o que temos.

.....................
Aí que eu consegui emendar meu feriado usando minhas horas extras e decidimos ir para a casa de praia de um amigo do namorado, em Itanhaém. Eu, que sou loucamente apaixonada por praia, não estava muito animada com a viagem porque tinha certeza de que estaria frio. Mas depois até que me animei, afinal de contas, mesmo friozinho, se tiver um céu azul e sol, já dá pra passar o dia jogada na areia, comendo camarão e tomando caipirinha. Eu só não contava que na véspera da viagem o tempo ia mudar e a previsão de chuva é de chuva, muita chuva. Não apenas dias nublados, mas chuva o dia inteiro. E detalhe, a previsão é que o tempo melhore, divinha só, no domingo, dia de voltar à vida real. É o que eu sempre digo, nunca me convide para ir à praia, a chuva sempre me acompanha. Ai que depressão. Mas o que está valendo no atual momento é poder me afastar da vida real, que tem sido bem cruel. Eu ainda não descobri onde fica o botãozinho off na minha cabeça, e a bichinha não tem mais sossego, coitada. Estou super hiper mega ansiosa, penso em trabalho o dia inteiro, a noite inteira. Não durmo direito há dias, simplesmente não delisgo e quando eu finalmente consigo ter uma boa noite de sono, acordo as 3 ou 4 da manhã para ir ao banheiro e aí minha cabeça já fica ligada e acelerada de novo. Ultimamente posso dizer que o sonho da minha vida é dormir até o meio dia. Pelo menos pra isso a viagem pra praia vai servir, a 500 kilômetros daqui, eu com certeza encontrarei meu botão de off. No último sábado, estava esperançosa pra conseguir acordar pelo menos umas 10 da manhã, mas eram 7 horas quando eu já estava ligadona. E no domingo, como me esforcei muito, consegui dormir até as 8!!
Aí agora assim pensando bem, ir para a praia com chuva tem algumas vantagens:
- não vou precisar pular da cama às 8 da manhã pra não perder nenhum minuto de sol
- não vou precisar me lambuzar de filtro solar e nem ficar a milaneza
- não vou precisar lavar o cabelo todos os dias
- não vou gastar uma fortuna comprando tudo que os ambulantes vendem na areia
- não vou ficar triste na hora de ir embora
- não vou precisar me preocupar em estar milimetricamente depilada
- não vou ficar irritada quando acordar e dar de cara com um dia chuvoso, porque eu já vou ciente que só vou pegar chuva mesmo
- não vou precisar expor meu corpicho cheio de banhas

Apesar de tudo, ainda posso contar com os erros da previsão do tempo, né? Há quase 4 meses, quando fui para a praia logo depois do reveillon, fui desanimadérrima porque segundo a previsão do tempo teríamos dias de muita chuva e no fim das contas aproveitamos dias de muito sol e calor.

E amanhã é dia de colocar bota no pé e enfrentar o terrão na Agrishow em Ribeirão . São os ossos do ofício... E eu vou ficar lá direto, namorado vai me buscar na feira e à noite vamos para Itanhaém, com o Kaz, Lili, Valmor e Paula.


por Freda Franchin às 7:55 PM

Quarta-feira, Abril 23, 2008

Neste fim de semana prolongado finalmente posso dizer que hibernei. É impressionante como isso faz bem e descansa, e olha que eu nem hibernei tanto assim. Sem dúvida esse fim de semana merece um post daqueles no mínimo detalhes.

Sexta-feira saí do trabalho e como estava com o meu carro fui direto para Ribeirão, chegando lá fui direto para a casa do namorado, onde fiquei até às 9, brincando com a Laura. Depois fui pra casa, vi TV com o namorado e dormimos relativamente cedo, à meia noite.

No sábado tudo o que eu queria era acordar ao meio dia, coisa que não faço há meses, simplesmente porque minha ansiedade não me deixa relaxar nem nos finais de semana. Acordei às 9:30 e dei de cara com uma mesa de café da manhã na cozinha. Namorado tinha ido até comprar pão fresquinho. Depois tomei banho e lavei meu cabelo e fomos para a casa da sogra almoçar. Lalinha estava lá, toda risonha como sempre e de havaianas baby, é muita fofurice para uma bebê só! À tarde voltei para meu apezinho e dormi um tantinho bom, mas tive que acordar para ir à depilação. Depois que voltei pra casa fiquei a toa,um pouco vendo TV e um pouco na internet. Estávamos com uma preguiça absurda que nem com uma fome gigantesca conseguíamos levantar do sofá. Mas fomos fortes e por volta das dez da noite reunimos forças para sair de casa. Mas fomos apenas jantar no meu restaurante favorito. Um japonês que tem o melhor guioza e o melhor yakisoba do planeta, nem o do Mirai é tão bom. Já de volta pra casa, dormi cedo de novo, à meia noite.

Domingo namorado saiu cedo para prestar um concurso e eu estava tão ansiosa com a possibilidade de dormir até às duas da tarde, que acabei acordando às 10. Aí fiquei morgando, vendo TV, um pouco de internet e fazendo almoço em etapas. Quando namorado chegou já passava das 3 da tarde e aí almoçamos minha macarronada, que modéstia a parte, estava divina. Aí ficamos morgando vendo TV até às 8 da noite, quando fomos para um bar novo, o Vila Dionísio, com a Lili, Kaz e Mari. Este bar é o novo point de Ribeirão, um bar caro mas muito bacana, cheio de gente bonita e músicas boas. Lá tem cerveja de todos os países do mundo, algumas caríssimas, chegam a R$ 250,00, mas eu fiquei com uma Baden Baden maravilhosa, de R$ 12,00!!! Voltamos pra casa quase 4 da manhã.

Na segunda, feriadão, acordei umas 10, mas me obriguei a ficar rolando na cama até o meio dia só para me enganar. Aí fui almoçar na casa da sogra, voltei pro apezinho e passei a tarde inteira à toa, vendo filme na TV e tirando um cochilo, até as 7 da noite, hora em que o namorado me deixou na rodoviária e eu peguei um ônibus de volta para Bebedouro.

O melhor do fim de semana prolongado foi eu ter podido passar mais tempo no meu apezinho, brincando de casinha e fingindo que eu moro lá, todos os dias.
A tristeza vem só na hora em que eu tranco a porta e volto para a vida real.


por Freda Franchin às 7:08 PM

Domingo, Abril 20, 2008

UMA VIDA QUE NÃO VIVE



Neste domingo chuvoso estou aqui no meu apezinho em Ribeirão. Estou fazendo almoço, enquanto espero o namorado voltar de uma prova de concurso que foi prestar. Enquanto eu estava no fogão preparando uma macarronada, olhei para o lado e me deparei com um porta fotos que eu pendurei na porta da cozinha, lá tem 3 fotos, uma minha com o namorado, uma minha com minha família e outra minha com o meu irmão Eduardo. De repente aquilo tudo me pareceu tão familiar, este apartamento tão sonhado onde eu nunca morei pra valer. Este apartamento onde eu finalmente realizaria o meu sonho de morar sozinha e que por algum capricho de Deus, isso não chegou a acontecer.
Tudo parece se encaixar tão perfeitamente. Tenho este computador com internet banda larga e ali do lado tenho uma televisão com tv a cabo, aqui em cima desta escrivaninha tenho um telefone sem fio em pleno funcionamento e também um aparelho de DVD. Tem também o meu sofá vermelho pelo qual sou apaixonada e ali no chão tem quadros que nunca foram pendurados na parede. A cozinha foi a responsável por eu ter me apaixonado por este apartamento quase 5 meses atrás, ela é tão linda e com armários planejados, tudo tão novinho, tenho minha geladeira e meu fogão novinhos em folha e todos os enfeites laranja. Eu sempre quis ter uma cozinha cor de laranja, como a da casa dos meus pais em Bebedouro. E eu tive que rodar a cidade toda até encontrar o suporte de galão d´água laranja. O lixo é laranja, as toalhas que minha mãe mandou fazer são laranja e os enfeites e petisqueiras e tudo, absolutamente tudo é laranja e minha cozinha tem um ar muito alegre que eu amo.
No quarto tem minha cama box de casal que ainda nem foi paga e no guarda-roupa tenho muitas roupas, sapatos, roupas de cama e de banho. No chão tenho dois murais lotados de fotos que nunca chegaram a ser pendurados na parede. E minha cortina colorida de florzinhas está guardada no guarda-roupas sem nunca ter chegado a ser colocada em seu devido lugar. E o banheiro, ah, o banheiro, o meu queridinho da casa, todo lindo, cheio de enfeites cor-de-rosa. Na garagem também tem meu carro que só é usado aos finais de semana.
Olho em volto e tudo parece indicar que aqui vive uma mulher que mora sozinha. Mas todos os domingos eu tranco a porta e vou embora e só volto no próximo final de semana. E ninguém usa a internet, ninguém cozinha o feijão que está no armário, nem usa uma xícara para tomar o leite. Ninguém usa aqueles shampoos, não dorme naquela cama, nem liga o chuveiro, ninguém seca o cabelo com o secador, nem atende ao telefone, ninguém senta no sofá para assistir ao Telecine, nem olha para as fotos dos porta-retratos. Ninguém usa os brincos que estão no porta-jóias, nem veste aquela blusinha azul que está no guarda-roupa. Ninguém se seca com aquela toalha pink e nem a estende no varal. Ninguém abre as janelas para o sol entrar e nem lê aquelas revistas. Ninguém mora neste apartamento tão lindo, completo, colorido e completamente habitável.
Me forço a tentar entender o motivo de eu ter me empenhado tanto para ter este apartamento, gastei fortunas para deixá-lo todo colorido e com a minha cara, fiz planos intermináveis sobre como seria a minha nova rotina, agora que terminei a faculdade, em como seria chegar do trabalho, abrir a porta e ter este apartamento só pra mim, preparar o meu jantarzinho, ver um filme com o namorado, fofocar com as minhas amigas em meu sofá vermelho.
Mas para eu poder ter esta rotina de chegar do trabalho, eu precisei ir embora. E o resto da história todos vocês já conhecem. Estou amando ter voltado a morar com a minha família, empolgadíssima com a rotina familiar. Estes dias mesmo eu estava na sala vendo um filme com meu pai e minha irmã e de repente me dei conta do quanto aquilo significava, de como era maravilhoso poder estar ali com eles. Momentos tão simples e triviais de repente se tornam os maiores eventos pra mim. Fico felicíssima ao perceber o quanto a minha família está feliz com a minha volta. Minha mãe não precisava ter me dito para eu perceber o quanto o meu pai está mais alegre e empolgado e como nosso relacionamento melhorou, é muito bom poder chegar do trabalho e conversar com ele sobre assuntos de agricultura, percebo o quanto ele está empolgado com o meu envolvimento com o agronegócio e como ele agora só pensa no sítio dele, trocamos várias figurinha sobre assuntos rurais. É nítido perceber que coloquei ordem na vida da minha mãe, que depois que se aposentou ficou um pouco perdida sem conseguir organizar sua rotina. Agora que voltei ela faz almoço todos os dias no horário certo e almoçamos todos juntos. Antes minha mãe almoçava por volta das 4 da tarde e muitas vezes nem almoçava, porque ficava com preguiça de fazer almoço só pra ela, quando meu pai passava o dia no sítio. Também é nítido perceber a alegria da minha irmã por me ter de volta, dividirmos o quarto, as roupas e o dia-a-dia.
Mesmo assim, quando venho para o meu apezinho, nada faz sentido, tudo isto tão perfeito, e só falta o mais importante: eu morando aqui.


por Freda Franchin às 3:13 PM

Segunda-feira, Abril 14, 2008

DETALHES DE UM FIM DE SEMANA



De repente, não mais que de repente, na sexta de manhã namorado e eu decidimos passar o fim de semana em São Paulo. Já fazia 1 semana que a Yvi e o Renato insistiam para que fôssemos junto com eles, que iam visitar uma feira erótica e também trazer o carro novo que compraram do tio do Renato, em São Paulo.
Já faziam um tempão que eu estava afim de ir pra São Paulo exclusivamente para passear, bater perna até morrer de cansaço. Na bagagem tinha o mais importante: tênis. Na sexta-feira foi uma correria sem fim, aproveitei meu horário de almoço para ir na manicure e arrumar a mala, aí saí do trabalho e peguei o ônibus as 18:05, tive até que deixar o carro no estacionamento da rodoviária. Cheguei em São Paulo apavorada, correndo desesperada para conseguir pegar o metrô, que fechava a meia noite. Namorado já tinha ido de ônibus também, mas de Ribeirão Preto, então quando cheguei na estação da Conceição, depois de
40 minutos no metrô, namorado e meu sogro já estavam lá me esperando. E aí foi um pulo até a casa da tia Mi, ainda deu tempo de pegar a Laura acordada e dar umas boas mordidas nela. Morro de saudades daquela bochechuda!

No sábado, André e eu acordamos bem cedinho e fomos para nosso tão esperado “dia na cidade grande”. Descemos na estação São Bento e fomos direto para a Rua 25 de março, que estava um verdadeiro inferno, lotada de gente, ficamos a maior parte do tempo na galeria Pajé, onde comprei um relógio lindo com strass, da Rolex (quem vê até pensa! rsrs). Comprei também um sutiã invisible bra pra mim e outro pra minha cunhada e uma argola de strass. Depois fomos para a rua Santa Iphigênia, onde andamos muuuito vendo eletrônicos. O que eu não faço pelo namorado?! Por volta das 3 da tarde fomos para o mercadão, conhecer aquele lugar era praticamente o sonho da minha vida, morria de vontade de ir lá. Almoçamos o famoso sanduíche de mortadela e o de pernil, e fui embora empanturrada, sonhando com o pastel de bacalhau. Quando saímos do mercadão ainda encontramos uma galeria aberta na 25 e deu tempo de eu comprar bolsas: uma pra mim e duas para minha cunhada Fer, aquela maníaca por bolsas. Quando voltamos para a casa da Tia Mi, já passava das seis da tarde. Estávamos mortos de cansados, com dor nos pés e nas costas, mas felizes da vida.
À noite minha sogra fez sukiaki e ficamos todos em casa. Eu amo demais a família do namorado, principalmente aquelas tias e primas lá de São Paulo, são todas umas fofas e a noite caseira foi uma delícia, principalmente agora com a participação dos novos bebês da família: Laura e Apolo.

No domingo acordamos tarde e fomos almoçar na casa do tio do Renato, eles com o carro novo, e o André e eu com o carro velho. Durante o trajeto de meia hora, me lembrei, durante um congestionamente quilométrico em pleno domingo, que eu NUNCA vou morar em São Paulo na vida, se Deus quiser!
Voltamos para Ribeirão logo depois do almoço e depois de cinco horas na estrada com paradas para comer, fazer xixi e trocar a Lalinha, chegamos em Ribeirão quase 8 da noite. Namorado e eu fomos direto para um japonês comer sushi.
Hoje de manhã, beeeem cedinho acordei, peguei estrada para Bebedouro às 6:30 e vim direto para o trabalho. Foi o primeiro fim de semana desde que estou trabalhando aqui que consegui desligar completamente do meu trabalho e esquecer que a Coopercitrus existe.


Paula com Laurinha e Apolinho, eu com a Lalinha e a Lalinha mostrando suas coxas


Lalinha com a mamãe Yvi e com o titio meu namorado


Eu com o Apolinho e Lalinha de mini saia. Gostosa!!!


As fotos que mais amei, Lalinha me mordendo e eu mordendo ela


por Freda Franchin às 6:38 PM

Quarta-feira, Abril 09, 2008

VIVENDO ANSIOSAMENTE



Na noite de segunda para terça eu tive uma das piores crises de ansiedade da minha vida e consequentemente uma insônia daquelas. Deitei na cama as 22:00 e só consegui pegar no sono depois da 1 da manhã. Nessas 3 anos rolando na cama fui ao banheiro fazer xixi mais de 30 vezes (sem exagero), quando eu finalmente consegui dormir sonhei com o trabalho e acordei mais 3 vezes durante a noite para fazer mais xixi e demorava de novo um tempão pra pegar no sono. No dia seguinte à noite mal dormida acordei péssima e quando cheguei à cooperativa recebi a notícia de que o presidente da cooperativa havia acabado de falecer. Aí foi uma loucura total, eu achando que ia pra casa ficar de luto, trabalhei em dobro, atendendo a imprensa desesperada por informações sobre o falecimento do homem.
Ontem, pra compensar a noite mal dormida, fui dormir – acreditem – às 8 da noite. Hoje acordei novinha em folha pra enfrentar o velório do velhinho.
Não sei se é porque é o começo no trabalho, mas tenho tido muita dificuldade para dormir, até mesmo nos fins de semana. Fico pensando compulsivamente em tudo o que tenho que fazer no trabalho, em tudo o que já fiz, em tudo o que aconteceu e crio até e-mails imaginários. Estou surtando! Hoje comecei a tomar um floral de bach pra ansiedade, o Rescue. Aguardo ansiosamente pelos resultados contra minha ansiedade.


por Freda Franchin às 7:46 PM